Aborto e Reforma do Código Penal: comentarista opõe os anseios da população à democracia do Brasil (!)

closeAtenção, este artigo foi publicado 5 anos 1 mês 23 dias atrás.

Os nossos comentaristas políticos são engraçados. Hoje pela manhã eu ouvia, na CBN, o Kennedy Alencar falar sobre o anteprojeto de Reforma do Código Penal que está tramitando no Senado. A fala dele foi um misto de loas ao trabalho dos juristas e lamentos pelos nossos senadores – os quais, na opinião dele, não permitirão que o Novo Código Penal seja aprovado do jeito que está.

O Kennedy reservou a maior parte do seu tempo na rádio para falar sobre a proposta “mais polêmica”, que é a de legalização do aborto até os três meses. Entre mal-disfarçados esgares de desprezo para com os conservadores fundamentalistas que cometem o bárbaro crime de ser contra o extermínio de bebês no ventre de suas mães (a propósito, para quem não sabe, um bebê de doze semanas se parece com este aqui), o comentarista teve ao menos a decência de lembrar, verbis, que este «é o Senado em quem a gente votou, [e] portanto ele tem toda a legitimidade, ele representa o Brasil». Não obstante, ele ainda assim foi capaz de concluir a sua fala enfatizando o seu pesar pela (prevista) não-aprovação do anteprojeto, dizendo que ele é uma «proposta muito boa, que moderniza e faz o Brasil avançar como Democracia».

Ora, se o Senado é hostil a esta proposta de Reforma do Código Penal e o Senado representa legitimamente a população brasileira, isto só pode ser porque o próprio povo brasileiro – como as pesquisas demonstram à exaustão – não concorda com estas propostas “polêmicas” que uma minoria do Congresso quer impôr a toda a população. Assim, torna-se inexplicável por quais obscuros e esotéricos meios seria possível que a aprovação de uma proposta abertamente rejeitada pela maioria dos brasileiros fosse, ao mesmo tempo, um avanço para a democracia. A contradição é tão aberrante que só pode significar uma de duas coisas: ou o comentarista da CBN não faz a menor idéia do que está falando (e aí não se preocupa em se contradizer dentro de quatro minutos) ou então, para esta gente, “democracia” é apenas um chavão vazio de significado e que não tem, absolutamente, nada a ver com os anseios da população de um certo país: “democracia” é como se fosse um mantra ou um talismã que deve ser invocado no debate público sempre que se deseje buscar apoio para a bobagem ideológica da vez. A “Democracia” assim entendida pode perfeitamente estar dissociada da vontade política de um povo ou até mesmo ser contrária a ela, não importa: ela é somente um fetiche a ser empregado em favor da idéia (de jerico que seja) que alguém deseje vender em um dado momento.

Entre outras incríveis razões pelas quais esta Reforma do Código Penal seria muito boa, na opinião expressa do Kennedy Alencar, estão:

  • tornar a homofobia crime inafiançável;
  • endurecer a lei seca (permitindo que o motorista responda pelo crime de dirigir embriagado somente com o testemunho do guarda de trânsito); e
  • fazer com que deixe de ser crime plantar, portar ou guardar droga para consumo pessoal.

E olhe que ele nem falou da eutanásia…

Ora, com um tão grande número de propostas tão abertamente estranhas à cultura brasileira, fica claro que apenas gente do naipe do Dipp pode ter a cara-de-pau de dizer que estas propostas são equilibradas. O mesmo Dipp, aliás, ao qual o comentarista da CBN não poupou elogios: é um “homem sério” que “não deixou nenhum tabu de lado” nesta reforma do Código Penal. De novo: como é possível que uma coisa seja ao mesmo tempo “equilibrada” e “não deixe nenhum tabu de fora” é outro dos arcanos da fantástica capacidade de conciliação de paradoxos exercida com tanta maestria por nossos governantes. Nós é que não conseguimos enxergar isso.

Porque, na opinião do Kennedy Alencar, nós somos meros ignorantes dignos de pena. Nas palavras dele, o nosso Legislativo está repleto de «senadores muito fracos, como o Magno Malta», o qual «é só um exemplo de um grupo de senadores e de deputados que reúnem o conservadorismo à ignorância, o que a gente tem de pior no Congresso Nacional». O problema é que nós temos a irritante mania de manter a coerência dos nossos posicionamentos, habilidade que parece estar tão atrofiada nos progressistas que nos deixa de cabelo em pé. Dou só um exemplo e, com ele, encerro.

O comentarista da CBN fez questão de lembrar (com uma entonação de voz de quem está descobrindo a pólvora) que «a legalização [do aborto] não obriga a mulher a interromper a gravidez: ainda vai continuar sendo uma decisão dela, de foro íntimo». É inacreditável: eu fico pensando se ele está fazendo somente uma declaração hipócrita ou se, ao contrário, ele realmente acredita que não passou pela cabeça de ninguém que a descriminalização do aborto faz com que cada mulher possa decidir abortar ou não! Como se – agora, sim! – fizesse uma enorme diferença e os anseios dos brasileiros que acreditamos ser errado abortar estivessem plenamente respeitados.

Alguém avise a este sujeito que ser contra o aborto é acreditar que é moralmente errado matar crianças no ventre de suas mães, e que – por óbvio – não tem nenhum cabimento se dizer “contra o aborto” e aceitar tranqüila e alegremente que as pessoas possam abortar impunemente! Ninguém é contra o aborto, meu caro senhor, como quem não gosta de brócolis ou de caminhar na praia, que aí tanto faz se fulanos ou sicranos fazem isso ou não. É-se contra o aborto como se é contra o roubo, o assassinato ou a escravidão: não faz nenhum sentido tornar o aborto “facultativo” da mesma maneira que não fazia nenhum sentido dizer (p.ex.) aos abolicionistas do século XIX que eles ficassem “tranqüilos” porque a legislação atual não “obrigava” ninguém a ter escravos, mas somente dava a cada um a capacidade de decidir tê-los ou não. Esta “argumentação” só tem sentido na cabeça de quem já é a favor do aborto, pois somente uma coisa que é indiferente pode ser objeto de liberdades individuais. Uma coisa que é intrinsecamente errada – como roubar ou abortar – não pode ser ao mesmo tempo um direito de ninguém. Nós acreditamos que abortar não é indiferente. É incrível como alguém que não tem capacidade de entender uma obviedade dessas se ache mais gabaritado do que a população brasileira para saber o que é ou não é melhor para a democracia do Brasil.

Gostou? Compartilhe!Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on Google+Email this to someonePrint this page

60 thoughts on “Aborto e Reforma do Código Penal: comentarista opõe os anseios da população à democracia do Brasil (!)

  1. Tiane

    “Sempre pegando um caso isolado para tentar justificar a generalidade, rs… ”

    O que você não entende é que a mulher do blog carregou por 9 meses uma criança anencéfala que vai morrer em breve, ela agora tem de arcar com as custas de manter uma criança assim, ela cuida da criança e aproveita cada momento que a criança tem de vida. E nem por isto esta mulher se quer pensou em abortar a filha. E não foi a única mulher a manter a gravidez até o fim, lembra-se da mãe da menina Marcela, aquela menina anencéfala que viveu dois anos?

    A mulher do blog que eu citei trata de algo que ela viveu na pele, ao contrário de você. Você nunca viveu isso na pele, portanto, não pense que pode falar em nome de todas as mulheres que carregam no ventre bebês anencéfalos. A mãe da menina Vitória é a pessoa bem mais indicada para falar desse assunto do que você. Ela entende mais de sofrimento do que você, querido. E nem por isso ela abortou seu bebê anencéfalo, por isso que eu admiro, e é por isso que defendo os anencéfalos. Não fale do que você não sabe, você nunca passou por isso, mas a mãe da menina Vitória passou por isso e nem por isso ela abortou a filha.

    “Então pq raios vcs se acham no direito de interferir na vida e no sofrimento alheio achando o que deve ser melhor para os outros?”

    Quem aqui se acha no direito de interferir na vida alheia e no sofrimento alheio, quem acha que fala em nome de todas as mulheres que carregam na barria bebês anencéfalos aqui é você. Quem você é para falar no sofrimento destas mulheres, o que você entende disto? Nem mulher você é!

    Agora não venha com asneira, Giuliano. Matar o bebê anencéfalo não diminui o sofrimento de ninguém. A mãe da criança sofre igual, a criança nascendo ou não. Uma mulher que aborta, que mata o próprio filho carrega isso na consciência para o resto da vida, nunca esquece. Muitas mulheres que abortam entram em depressão. Se você realmente está preocupado com o quanto estas mulheres sofrem, então não deveria apoiar aborto. O que está em questão aqui não é o sofrimento das mães que carregam bebês anencéfalos, o que está em questão é se é lícito ou não tirar a vida de um bebê inocente só por ele não ter uma parte do cérebro, só porque ele vai ter uma vida curta. Não acho certo isso, e ponto final. Um aborto não iria fazer a mãe da criança anencéfala sofrer menos, ela sofre com ou sem aborto. Portanto, deixe de falácias.

  2. Tiane

    Caro Giuliano

    “Sempre pegando um caso isolado para tentar justificar a generalidade, rs… ”

    O que você não entende é que a mulher do blog carregou por 9 meses uma criança anencéfala que vai morrer em breve, ela agora tem de arcar com as custas de manter uma criança assim, ela cuida da criança e aproveita cada momento que a criança tem de vida. E nem por isto esta mulher se quer pensou em abortar a filha. E não foi a única mulher a manter a gravidez até o fim, lembra-se da mãe da menina Marcela, aquela menina anencéfala que viveu dois anos?

    A mulher do blog que eu citei trata de algo que ela viveu na pele, ao contrário de você. Você nunca viveu isso na pele, portanto, não pense que pode falar em nome de todas as mulheres que carregam no ventre bebês anencéfalos. A mãe da menina Vitória é a pessoa bem mais indicada para falar desse assunto do que você. Ela entende mais de sofrimento do que você, querido. E nem por isso ela abortou seu bebê anencéfalo, por isso que eu admiro, e é por isso que defendo os anencéfalos. Não fale do que você não sabe, você nunca passou por isso, mas a mãe da menina Vitória passou por isso e nem por isso ela abortou a filha.

    “Então pq raios vcs se acham no direito de interferir na vida e no sofrimento alheio achando o que deve ser melhor para os outros?”

    Quem aqui se acha no direito de interferir na vida alheia e no sofrimento alheio, quem acha que fala em nome de todas as mulheres que carregam na barria bebês anencéfalos aqui é você. Quem você é para falar no sofrimento destas mulheres, o que você entende disto? Nem mulher você é!

    Agora não venha com asneira, Giuliano. Matar o bebê anencéfalo não diminui o sofrimento de ninguém. A mãe da criança sofre igual, a criança nascendo ou não. Uma mulher que aborta, que mata o próprio filho carrega isso na consciência para o resto da vida, nunca esquece. Muitas mulheres que abortam entram em depressão. Se você realmente está preocupado com o quanto estas mulheres sofrem, então não deveria apoiar aborto. O que está em questão aqui não é o sofrimento das mães que carregam bebês anencéfalos, o que está em questão é se é lícito ou não tirar a vida de um bebê inocente só por ele não ter uma parte do cérebro, só porque ele vai ter uma vida curta. Não acho certo isso, e ponto final. Um aborto não iria fazer a mãe da criança anencéfala sofrer menos, ela sofre com ou sem aborto. Portanto, deixe de falácias.

  3. Eduardo Araújo

    Disse tudo, Tiane.
    Não é à toa que esses imbecis esquerdistas fogem quem nem diabo da Cruz de qualquer submisssão desse tema à decisão do povo ou de seus legítimos representantes. Por que é que eles tremem de pavor ante à mera sugestão de plebiscito sobre o assunto, como se fez em Portugal?
    Depois, vem uns palermas falar de democracia. Ora, “democracia” se ouvia até da boca de um Hitler e de um Pot Pol. Queria é que explicassem que aplicação democrática é essa que rejeita o Legislativo e o sufrágio popular, conferindo a um órgão judiciário que tem a função precípua de resguardar a Constituição, o aval para IMPOR uma situação de alegado direito, numa completa afronta ao ordenamento do estado de direito, previsto na sua Constituição.
    Bem “democrático”, um governo que se vale de medidas provisórias e decisões do STF para mandar e desmandar no país.

  4. Tiane12

    Caro Giuliano

    “Elas tem o direito de manifestarem o que pensam da mesma forma que vcs
    tb tem, não é linda a ”odiosa” democracia e a opção de escolha que vcs
    tanto repudiam? (risos)
    A única diferença é que lá elas tratam de coisas que viveram na pele, já vcs…”

    Repudiamos sim, o “direito” das mulheres cometerem homicídio, matando seus bebês anencéfalos. Jamais defendemos o direito de fazer algo errado, o que é errado não tem direitos. A mãe da menina Vitória, e a mãe da menina Marcela de Jesus também tratam de coisas que viveram na pele, já o senhor Giuliano… Se nós não vivemos na pele uma sitação parecida, você também não, Giuliano. Nem adianta usar esse tipo de argumento porque isso serve para você do mesmo jeito. E mais uma vez, a questão aqui não é o sofrimento das mães, a questão é se é certo, se é lícito tirar a vida de uma criança só por ser anencéfala, só por ter pouco tempo de vida e só porque a mãe da criança está sofrendo… Até parece que o sofrimento da mãe da criança iria diminuir com o aborto. Você também não sabe o que é ser anencéfalo, não sabe o que é ser assassinado ainda dentro da barriga da sua mãe, portanto, se é para falar do que você não sabe, melhor seria ter ficado calado.

  5. Tiane12

    Giuliano, olha o caso desta menina aqui e vê se põe a mão na consciência, como pode defender o “direito” das mães de assassinar seus filhos anencéfalos? Esta mãe sabe que a filha vai morrer, mas ainda assim ela é feliz:

    http://amems.org/amems/index.php?option=com_content&view=article&id=461:anencefalia&catid=96:3d-computer-graphics&Itemid=440

    E também há este vídeo aqui, de outra mulher que levou sua gravidez até o fim:

    O sofrimento virá de qualquer forma, afinal, de qualquer forma, uma vida
    cessará. A questão aqui não é o sofrimento das mães, a questão é: se a mãe vai matar essa criança ou deixaráque ela
    morra naturalmente. Nenhuma mãe tem direito a matar o próprio filho, sendo anencéfalo ou não. Que deixasse a criança morrer naturalmente…

  6. Jorge Ferraz

    Na verdade, estas discussões sobre “sofrimento” fazem com que se perca de vista o foco da questão. O ponto não é se a mãe vai sofrer com um filho anencéfalo, porque é óbvio que ela vai sofrer: com um filho anencéfalo, com um filho com síndrome de Down, com um filho gay, com um filho tetraplégico, etc. O ponto é que não é permitido aos seres humanos “evitar” o sofrimento por meio do assassinato de terceiros, não fazendo diferença alguma se o algoz deste terceiro é a sua própria mãe e nem se a vítima é anencéfala, se tem espinha bífida, se tem uma má-formação cardíaca inoperável, se é negra, mulher ou o que seja.

    É simplesmente mentira que a maior parte da população aprove o aborto eugênico. E ainda que tal fosse verdade, isso não justifica o golpe de Estado dado pelo STF para legislar no lugar do Parlamento.

  7. Michel

    E quem disse que os deputados representam “o povo”? Eles representam quem deu dinheiro para suas campanhas políticas.

  8. Tiane

    Pois é, se nem os deputados representam o povo, o que dizer então do STF? Esse último não representa o povo brasileiro, uma vez que faz tudo contra a vontade da população…

  9. Tiane

    Isso mesmo, Eduardo. O Afonso e o Giuliano só falam em democracia quando convém a eles. Ficou claro o quanto respeitam o nosso direito à liberdade de expressão, o nosso direito à manifestação: eles vêm logo com ofensas gratuitas, e soltam termos perjorativos como “mente limitada”, “recolha-se à sua insignificância”. E depois se fazem de vítimas, dizem que somos nós que os desrespeitamos, que somos intolerantes. Eles vivem falando em democracia, mas são uns hipócritas, pois quando nós exercemos o nosso direito à manifestação, eles logo tentam nos desqualificar com termos pejorativos, tentam nos intimidar, vêm logo em um tom ameaçador: “cuidado com o que postam”, e depois, na maior cara de pau, eles dizem que nós é que estamos tentando impor nossas idéias, quando na verdade é eles que impõem!

  10. Tiane

    E ninguém aqui pegou caso isolado para justificar generalidade nenhuma. Sei muito bem que é raro os casos em que crianças anencéfalas vivem por anos. Não estou tentando justificar a generalidade, apenas mostrei o exemplo de uma mãe que carregou por meses uma criança anencéfala e nem por isso cogitou matar a filha. Não interessa se a criança anencéfala vai viver apenas por horas após o parto, ou se vai viver alguns meses ou alguns anos, não é certo matar a criança. Não é certo recorrer ao assassinato de uma criança indefesa para “evitar” o sofrimento da mãe. Desde quando aborto evita sofrimento? Todo mundo sabe que não evita.

    E antes que diga a asneira de que a criança já está morta, que não se pode matar o que já está morto, vou logo dizendo que enquanto está na barriga da mãe, a criança não está morta coisa nenhuma. Ou até mesmo em casos em que a criança sobrevive por meses ou até anos após o parto, enquanto estiver respirando, enquanto estiver se mexendo, se alimentando, a criança não está morta coisa nenhuma. Criança morta não se desenvolve até o final da gravidez. De acordo com a medicina, criança anencéfala pode sobreviver apenas alguns dias ou algumas horas após o parto, logo morre. E se a criança morre após o parto, é porque estava viva antes. Todo mundo sabe que para morrer tem de primeiro estar vivo…

  11. Eduardo Araújo

    Então, seu Michel, o que vossa ilustríssima sugere?
    Fechar o Congresso?
    Afinal, na sua concepção, ali só há representantes de financiadores de campanhas eleitorais.
    De resto, excelente observação a da Tiane. Pura e cristalina: se os parlamentares não representa o povo, que dirá os ministros do STF, todos nomeados por governantes para propiciar o atalho fácil às demandas que – sabem muito bem os esquerdistas – encontrariam sérios obstáculos no Legislativo e não tem nem mesmo chancela popular.
    Exemplo: o aborto. TODAS, eu disse TODAS as pesquisas realizadas até agora por institutos, TODOS eles seculares, sem qualquer vínculo com igreja A ou B, mostram que no pior dos resultados, MAIS DE DOIS TERÇOS DO POVO BRASILEIRO rejeita amplamente o aborto.
    Logo, se o Congresso refletir essa proporção, independente de quem financiou os parlamentares, ele estará representando a vontade soberana do povo brasileiro, e, num estado de direito e democrático, não aprovarão propostas de assassinato de seres humanos indefeses não nascidos.
    Mas deixe-me ver se eu entendi: para você e os outros “democráticos” como Giuliano e Afonso, conquista social por meio democrático é a votação de uma corte judiciária de onze membros, politicamente engajados e comprometidos até à medula com o governo atual de matiz marxista. Pois é, seu Michel, quem lhe disse que essas 11 pessoas representam o povo? Elas representam quem as colocou nos seus cargos, que deveriam examinar a constitucionalidade de normas ou de projetos de norma jurídica e não efetivamente legislar.

  12. Giuliano

    Ditadores? rsrsrs…
    Provocaram o Judiciário e ele agiu, onde há ditadura aí? Pediram e ele deu.
    E deu uma opção de escolha, ninguem melhor que a mãe para decidir se vai ter condições de criar a criança ou não, ou vai dizer que vcs são mais capacitados do que quem vai viver o fato? rs.

    Ditadores? (2).
    Somos nós que votamos e escolhemos quem vai nos representar, logo, se o CN manter como está, é uma uma decisão escolhida indiretamente por todos nós.

    Viva a Democracia e a liberdade de escolha.

  13. Tiane

    Quem procurou o judiciário? Não foi a maioria da população brasileira, com certeza… E como não é ditadura, uma vez que o Judiciário passou por cima do Legislativo? Não é função do judiciário legislar…

  14. Tiane

    “E deu uma opção de escolha, ninguem melhor que a mãe para decidir se vai
    ter condições de criar a criança ou não, ou vai dizer que vcs são mais
    capacitados do que quem vai viver o fato? ”

    E você, caro Giuliano, está mais capacitado do que quem vai viver o fato? Está mais capacitado do que a mãe da menina Vitória? Quem é você para falar?

  15. Tiane

    “Provocaram o Judiciário e ele agiu, onde há ditadura aí? Pediram e ele deu.’

    Falácia. Quem provocou o governo certamente foram os pró-aborto, e o governo resolveu ceder porque já pretendia fazer isso mesmo, antes mesmo da Dilma ser eleita os petistas já tinham esta intenção.

    “Somos nós que votamos e escolhemos quem vai nos representar, logo, se o
    CN manter como está, é uma uma decisão escolhida indiretamente por todos
    nós.”

    Outra falácia. Eu não escolhi estas pessoas do STF para me representar, e tenho certeza de que os católicos deste blog também não. Portanto, não foi uma decisão escolhida por todos nós, não nos inclua nisto. E o povo só votou nos petistas porque foi enganado, porque acreditaram nas mentiras da Dilma, que disse ser contra o aborto e se fez de religiosa só para ganhar a eleição. E foi ditadura sim, porque o STF deu um golpe de Estado para legislar no lugar do parlamento.

  16. Tiane

    Ah tá, o senhor Giuliano pode opinar sobre esse assunto, nós não? O senhor Giuliano pode se meter neste assunto, nós
    não? O senhor Giuliano pode falar o que pensa sobre este assunto, nós
    não? Depois vem dizer que defende a democracia… Larga a mão de ser hipócrita.

    “E deu uma opção de escolha, ninguem melhor que a mãe para decidir se vai
    ter condições de criar a criança ou não, ou vai dizer que vcs são mais
    capacitados do que quem vai viver o fato? rs.”

    Isso mesmo, é como eu mesma já disse, a mãe da menina vitória e a mulher que foi mãe da menina Marcela de Jesus, que decidiram não abortar seus bebês anencéfalos, são bem mais capacitadas que o senhor Giuliano para falar deste assunto, não é mesmo? Portanto, o senhor Giuliano não é ninguém para falar disso, porque não viveu isso na pele, não passou por uma situação parecida, nem mulher é e nem nunca vai ser mãe…

  17. Tiane

    Giuliano
    “ou vai dizer que vcs são mais capacitados do que quem vai viver o fato? rs.”

    Você não se toca, não é mesmo? E você, caro Giuliano, por acaso é mais capacitado do que quem vai viver o fato? O que você entende do sofrimento das mães? Por acaso viveu isso na pele? Você é mulher por acaso? Você por acaso é mãe? Só me responda isso. Você com certeza não vai viver o fato, mas eu não estou livre de viver uma situação parecida… Isso pode acontecer com qualquer mulher, inclusive comigo…

    Com certeza, as mães de bebês anencéfalos, como é o caso da mãe da menina Vitória, que levou a gravidez até o fim, é bem mais capacitada para falar desse assunto do que você. Eu não estou livre de viver isso, isso pode muito bem acontecer comigo, nunca se sabe.

    Agora, com você isso não acontecerá nunca, porque você é homem, nunca saberá o que é carregar uma criança na barriga, sendo a criança anencéfala ou não… Portanto, se eu não tenho capacidade de falar sobre esse assunto, você menos ainda, meu bem. Porque nem mulher e nem mãe você é, e jamais virá a ser…

  18. Tiane

    Caro Giuliano, o depoimento desta mãe serve para você:

    “Chamam-me de hipócrita (Revista Veja 03/09/08) por eu acreditar que crianças que nascem com anencefalia (ausência parcial
    do cérebro) como minha filha, têm o direito de serem respeitadas como
    seres humanos e cidadãs que são. Hipócritas são os que defendem os
    direitos dos excepcionais, mas querem que estes sejam aniquilados pelas
    suas mães em seu útero se assim elas desejarem.

    Minha filha viveu além dos nove meses em meu ventre, apenas 6 horas e
    45 minutos, mas nasceu viva e por todo este tempo, respirou sem a ajuda
    de aparelhos e chorou ao nascer. Esta não é somente uma discussão entre
    “doutores” e a Igreja como querem que acreditem.

    Sinto-me profundamente desrespeitada como mãe quando
    ouço que uma criança como a minha filha, não tem direito à vida e tê-la
    protegida pelas leis que regem o meu país. Não admito que se menospreze
    a importância da vida da minha filha como se faz.

    Se estiverem preocupados com o emocional das mães, pensem não só nas
    mães que rejeitam este filho “imperfeito”, mas também nas mães que os
    acolheram como príncipes de suas vidas. E desta forma, fica impossível
    eu não sofrer profundamente ao ouvir que vocês até aceitam que eu leve a
    gestação até o fim, mas que minha filha não tem o direito de viver o
    tempo que não sabemos também se ainda teremos para viver. É como se
    dissessem que respeitam a minha opção de fingir que sou mãe.

    Sofro ao ouvir que “o que se tem no ventre materno é
    algo que nunca chegará a alguém”, “O útero materno é um casulo e o
    feto, uma crisálida que não chegará a ser uma borboleta. Tem o direito
    de nascer para morrer?” (Ayres Britto – O Globo 21/10/04). A
    constituição do meu país “abraça” a dignidade humana da minha filha e a
    coloca como cidadã que nasceu viva respirou sozinha e veio a óbito
    naturalmente. Com isso teve direito a certidões de nascimento e óbito e
    enterro digno como toda mãe deseja para um filho morto. Sofro ao ler em
    dicionários que anencéfalo é um monstro caracterizado pela ausência de
    cérebro. Minha filha não nasceu um monstro. Pelo contrario um bebê lindo
    que carregava características nossas como qualquer outro bebê. Também
    sofro ao ouvir mentiras tendenciosas como dizer que o bebê que nasce
    assim não tem vida. Quem não tem vida chora? […]

    Não me sinto no direito de julgar aqueles pais que tomaram decisão
    diferente, pois agem como um homem que por desespero atente contra a
    vida do assassino de um ente querido. Entendo seus motivos,mas não posso
    concordar com seus atos. Se eu concordasse com esta liberação, estaria
    aceitando que a vida da Giovanna é uma verdade relativa. A um interesse
    meu de passar ou não por um sofrimento. Se não quero passar por ele,
    então ela não tem vida. Se aceito, tem vida. Tem vida e pronto. Ponto
    incontestável na minha experiência de mãe que a vi respirar
    espontaneamente como qualquer outro bebê.

    O governo deveria sim, dar todo o apoio físico e psicológico para
    esta mulher, para que assim como comigo, o que fique, não seja a dor de
    ter matado um filho, mas uma dor conformada, pois a protegi enquanto a
    vida lhe foi possível.”

    Fonte: http://www.promotoresdavida.org.br/anencefalia/108-mae-de-uma-bebe-anencefala

    Isso é para saber como exatamente se sentiria uma mãe de uma criança anencéfala ao ouvir as besteiras que você já disse aqui: que anencéfalo é um natimorto cerebral, que as mulheres que carregam bebês anencéfalos têm direito de matar seus filhos e não sei o que mais. Antes de dizer qualquer coisa, qualquer asneira, pense nas mães de bebês anencéfalos. Pense naquelas mulheres que decidiram ter seus bebês, mesmo sabendo que não viveriam muito tempo… Quem sabe assim você se torne menos hipócrita, menos cruel para com bebês indefesos… Pois é, pimenta nos olhos dos outros é refresco…

  19. Giuliano

    Eu ser mais capacitado? Jamais, e nem disse isso (apesar de vc tentar insinuar, rsrs…).
    É exatamente por isso que sou democrático e acho que o mais correto é deixar a mãe decidir isso, já que é ela quem vai carregar por 9 meses a criança. rs.

  20. Giuliano

    Vc tem sérios problemas de interpretação, volte e leia de novo o que postei, tente entender, se não conseguir, peça para alguem interpretar para vc, e responda de novo.
    Estarei no aguardo.

  21. Giuliano

    Não, não estou capacitado, por isso disse que o mais correto é deixar a mãe decidir.
    Novamente vc não foi capaz de entender 5 linhas, lamentável.
    Leia de novo, peça para alguem interpretar e volte a comentar.
    Abraços.

  22. Giuliano

    Não, isso não é ditadura, lhe aconselho a procurar o significado de ditadura em um bom livro para assim poder voltar a discutir a matéria, estarei aguardando..
    Forte abraços.

  23. Tiane

    Ah sim, daí você vai dizer que toda mãe tem direito a escolher, não é? Ninguém é obrigado a matar, não é mesmo? Mata quem quer… Então experimenta trocar a palavra aborto por escravidão. É a mesma coisa que dizer que ningúem é obrigado a escravizar, escraviza quem quer… O que ninguém é obrigado a estuprar, estupra quem quer… Percebe a estupidez?

  24. Tiane

    Eu entendi muito bem o que você disse, caro Giuliano. Você disse que somos nós que votamos e escolhemos quem vai nos representar, até aí tudo bem. Mas acontece que eu não votei no PT, os católicos deste blog não votamos no PT. Ponto final.

  25. Tiane

    Portanto, não fomos nós que escolhemos o PT para nos representar. Não foram TODOS NÓS que escolhemos os petistas para nos representar. Duvido que o CN vá manter como está, você acha o quê, que os petistas vão desistir de legalizar o aborto para os demais casos? Claro que não! É ingenuidade pensar o coontrário.

  26. Tiane

    Ah tá, se não é ditadura, é o quê? Para quê passar por cima do Legislativo então? Isso foi golpe! Por acaso não seria muito mais democrático consultar o povo não?

  27. Tiane

    Além do mais, caro Giuliano, o que você não entende é que nós também pagamos impostos neste país. Eu não quero que usem o MEU DINHEIRO, o dinheiro dos impostos que eu pago, seja usado para uma mulher fazer aborto, seja o bebê anencéfalo ou não… Simples assim.

  28. Tiane

    Não estamos mais em regime democrático, e sim em uma ditadura disfarçada. Até na universidade onde estudo admitem isso, só você que não vê… Os meus professores afirmam isso.

    É um ditadura sim, um regime totalitário. Hoje em dia há uma ditadura disfarçada, a ditadura do politicamente corrento, do gayzismo (não se pode ser contra o homossexualismo, do contrário irá preso), a ditadura do “laicismo” (na verdade é uma ditadura atéia, porque se fosse realmente laica, não ligaria se há ou não crucifixos em lugares públicos. Pessoas de outras religiões não se incomodam com crucifixos, só os ateus), a ditadura abortista, ditadura feminista… Todos esses grupos querendo calar, querendo atropelar quem pensa diferente deles, em função dos seus intresses, principalmente cristãos. Esses grupos não querem igualdade coisa nenhua, querem privilégios, querem supremacia.

    O que está por trás do aborto de anencéfalos é a esquerda, são ongs abortistas e feministas. É assim que começa, primeiro eles armam pra cima de algo que mexe com os sentimentos do povo e depois vem o bote final. Se pensa que eles vão se contentar apenas com o aborto de anencéfalos, que a lei vai ser mantida do jeito que está, está redondamente enganado, caro Giuliano. Eles não vão se contentar com isso, eles vão querer liberar o aborto para os demais casos, espere para ver…

    Este será o próximo passo:

    http://portantoentretantotodavia.files.wordpress.com/2012/04/582814_362264440482521_100000969058251_958185_1578802877_n.jpg

    O problema são as consequências disso e os próximos passos. Além de haver o problema de eu não querer que o MEU DINHEIRO, o dinheiro dos impostos que eu pago, seja usado para uma mulher matar seu bebê, anencéfalo ou não, no SUS. Porque eu não concordo com isso, e nem quero que meu dinheiro seja usado para isso, entendeu agora porque quero lutar contra isso?

  29. Pingback: O aborto e a reforma do Código Penal: votação adiada para 2015 | Deus lo Vult!