Ainda a Marcha das Vadias e a histeria dos revolucionários: a repercussão

closeAtenção, este artigo foi publicado 5 anos 1 mês 10 dias atrás.

Com relação ao que falei aqui a respeito do lúcido artigo do Carlos Ramalhete contra a “Marcha das Vadias” publicado ontem na Gazeta do Povo de Curitiba – e da intolerante reação revolucionária que se lhe seguiu –, são dignas de menção outras iniciativas parecidas com a minha que surgiram na blogosfera conservadora de ontem para hoje.

1. Marcha das Vadias: militando pela imodéstia e pela morte, por Everth Queiroz. «Este tumulto generalizado em reação ao brilhante artigo do prof. Carlos Ramalhete não tem razão de ser. Porque, como qualquer outro evento, este também é passível de crítica; afinal, vivemos em uma sociedade em que convivemos diariamente com o plural, com opiniões diferentes, com modos diversos de enxergar a realidade. Acontece que o pessoal desses novos movimentos sociais – e aqui a nossa crítica se estende aos grupos LGBT – não tolera ser contrariado, não suporta ver seus interesses ou anseios contestados».

2. Ah, que é isso? Elas estão descontroladas! Feministas surtam e declaram guerra à Gazeta do Povo por artigo crítico à “Marcha das Vadias”, por Renan Cunha. «O que eu, realmente, não consigo entender é como uma pessoa que se autointitula vadia – sinônimo de puta – tem a pretensão de se dizer ofendida por alguém dizer que ela veste carcaça de gambá. É o cúmulo da falta de senso do ridículo e da vergonha na cara. Até porque, acaso uma pessoa que se despe em público, expondo seu corpo à céu aberto, não está se igualando a uma carne no balcão do açougue?».

3. Mancha das Vadias, por Wagner Moura. «É incrível a lógica [email protected] Fingindo desejo de visibilidade, [email protected] se “invisibilizam” para melhor poder agir. Elas querem o de sempre: aborto, fim da família e todas essas causas financiadas pelas mesmas fundações internacionais de sempre. Mas embalando tudo para presente com um monte de mulher nua gritando palavras de ordem e chamando atenção para como o fato de se dizerem vadias não as torna vadias… É mais, digamos, divertido. E o brasileiro gosta e com o tempo vai se acostumar. No futuro – sombrio – vamos ler aquelas máterias de famílias as mais sem cérebro levando suas crianças para um evento desses e dizendo que é bom, é maravilhoso, é cidadão e que suas crianças precisam crescer nesse mundo».

Permanece válido o convite que fiz ontem a todos os que não concordam com a coisificação feminina personificada com tanta crua eloqüência em manifestações de feministas como a “Marcha das Vadias” para que escrevam – e peçam que outros também escrevam – à Gazeta do Povo manifestando apoio ao artigo do Carlos Ramalhete e à linha editorial do jornal de Curitiba:

a) enviando email para [email protected]; e
b) por meio da página de “Fale Conosco” (http://www.gazetadopovo.com.br/faleconosco/) do jornal.

Conheça, pense, divulgue. O Brasil agradece.
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38 thoughts on “Ainda a Marcha das Vadias e a histeria dos revolucionários: a repercussão

  1. Gustavo Jobim

    Tiane não vi nenhum desrespeito nas fotos que você me mostrou sobre as feministas, muito menos ódio aos homens. Elas apenas dando suas opiniões sobre sua vida sexual.
    Por que quando tu diz que o homossexualismo é errado não é ódio contra os homossexuais quando as mulheres falam de seu desejos sexuais ou de amor próprio ela odeiam os homens?
    Então se uma mulher reclama do marido é porque odeia ele?
    Tu esta exagerando muito, até acho estranho uma mulher que fique contra as mulheres ….

    http://omarxismocultural.blogs..

  2. Gustavo Jobim

    Tiane

    Meia duzia de pessoas não representam um grupo maior, não necessariamente. Ex: Se um grupo de católicos falarem que não gostam de mendigos. Seria ignorante dizer: Todos os católicos não gostam de mendigos.
    Tu está pegando uns gatos pingados e transformando em regra.

    A mulher tem licença maternidade porque foi ela que gerou e é ela que tem que amamentar o bebe, nem me venha defender a desigualdade de direitos por causa desse exemplo.
    No dia que o homem puder gerar um bebê, também haverá licença maternidade pros homens.

    As feministas defendem que um homem e mulher que trabalhem na mesma profissão, na mesma empresa e no mesmo turno merecem salários iguais. Vai discordar da igualdade de direitos?
    Antigamente mulher não podia votar, minha mãe uma vez não pode pegar o boletim escolar do meu irmão, sabe por que? Só o pai poderia pega-lo. Tem cabimento a desigualdade de direitos que tu defende?

    Só falta agora dizer que não pode a mulher trabalhar e o homem cuidar dos filhos, limpar a casa e lavar roupa.

    As mulheres possuem os mesmos direitos que o homem hoje, antigamente não era sim. A sociedade sempre passa por uma revolução para melhorar.
    Os homossexuais também conquistaram seu direito união estável faz pouco tempo, se eles não fizessem essa revolução, continuariam sendo tratados como classe inferior as heterossexuais. Por que quem te de fora não pensa nos direitos dos outros, pensa apenas em garantir os seus. Por isso os religiosos nunca se importaram com o direito dos homossexuais.

    O problema que eu vejo, é que tu não quer uma sociedade mais justa, onde se combata a miséria, uma sociedade em que todos sejam iguais e tratados da mesma maneira.
    O mundo já melhorou muito, menos no oriente médio, mas pode melhorar muito mais. Deixe as coisas boas acontecerem, não tenha medo de mudanças Cristiane.

  3. Tiane12

    “Meia duzia de pessoas não representam um grupo maior, não necessariamente. Tu está pegando uns gatos pingados e transformando em regra.”

    O que você não entende, Gustavo, é que essas mulheres, essas feministas radicais que citei acabam servindo de gurus para muitas feministas. Sempre vai ter aquelas feministas que vão segui-las. Não se engane. Há sempre esse risco sim, de uma feminista acabar seguindo aquelas que são mais radicais. E todas as feministas pensam de modo igual. Claro que vai sempre vai ter algumas que são mais radicais, mas todas pensam de modo igual. Não há muita diferença no modo de pensar, pelo contrário. É que nem no comunismo, todos os comunistas pensam de modo igual. Podem até discordar em alguns pontos, mas não naquilo que é essencial. O que você não entende é que o feminismo em si é radical. O feminismo não é amigo nem das mulheres nem dos homens.

    “No dia que o homem puder gerar um bebê, também haverá licença maternidade pros homens.”

    Os homens nunca poderão gerar um bebê, porque não é da natureza deles. Nem me fale nisso, porque é absurdo. Tudo tem um limite, até mesmo na ciência.

    “As feministas defendem que um homem e mulher que trabalhem na mesma
    profissão, na mesma empresa e no mesmo turno merecem salários iguais.
    Vai discordar da igualdade de direitos?
    Antigamente mulher não podia
    votar, minha mãe uma vez não pode pegar o boletim escolar do meu irmão,
    sabe por que? Só o pai poderia pega-lo. Tem cabimento a desigualdade de
    direitos que tu defende?”

    Quem disse que eu sou contra a mulher trabalhar fora, ter sua carreira? Em nenhum momento disse isso. Mas não sou muito a favor da mulher querer ser bombeira ou militar. Essas são profissões mais adequadas para os homens, porque as mulheres são mais frágeis fisicamente. Elas têm menos massa muscular.

    No supermercado onde eu trabalhava, por exemplo (era empacotadora), quando tinha uma entrega grande, com compra muito pesada, as operadoras chamavam um rapaz para fazer, porque um rapaz é sempre mais alto e forte o suficiente para carregar coisas pesadas, eu não. Eu não aguentava carregar coisas muito pesadas. Os rapazes são sempre mais fortes, então esse serviço é mais adequado para eles. Eu só fazia entrega quando a compra era mais leve. E se acaso acontecia de eu fazer entrega duma compra pesada, sempre precisava pedir a ajuda de um rapaz. Mas quando a operadora chamava um rapaz para fazer a entrega em vez de mim, eu não protestava. Afinal, um rapaz era sempre mais forte, aguentava o tranco. Agora, se fosse alguma feminista reacionária, na certa iria reclamar, querer que deixassem ela fazer a entrega… Nem que a coluna dela se quebrasse, ela iria querer fazer a entrega ao invés de deixar um rapaz mais forte fazer.

    “Tem cabimento a desigualdade de direitos que tu defende?”
    Tem cabimento sim, só defendo igualdade nos direitos naturais: trabalhar, comer, dormir. Não defendo nenhuma igualdade absoluta que as feministas defendem.

    “Só falta agora dizer que não pode a mulher trabalhar e o homem cuidar dos filhos, limpar a casa e lavar roupa.”

    Não sou contra a mulher trabalhar fora. Da mesma maneira que não sou contra o homem tomar conta dos filhos na ausência da mãe, nem sou contra o homem varrer o quintal da casa ou trocar a lâmpada.

    Mas esse princípio da igualdade, da Revolução Francesa, eu não defendo não. O que eu defendo são os ensinamentos de São Tomás: embora os homens sejam iguais em sua essência – tanto o homem quanto a mulher têm corpo e alma – eles são diferentes nos acidentes. Defendo que todos têm direito iguais no que diz respeito à essência do ser humano: todos têm o direito à vida, ao alimento, ao casamento, ao trabalho – mas os acidentes fazem com que surgem direitos desiguais, como é o caso da licença maternidade que eu citei. As diferenças biológicas entre o homem e a mulher fez com que surgiesse direitos desiguais: a mulher tem direito à licença maternidade, o homem não. Portanto, nada de igualdade absoluta como querem as feministas. Eu defendo igualdade até certo ponto, jamais defenderei uma igualdade absoluta e radical, como as feministas.

    Igualitarismo costuma gerar tirania, como no comunismo. Regimes igualitários são sempre tirânicos, totalitários… O comunismo matou muita gente, assim como a Revolução Francesa, que inventou o príncípio da igualdade. Um monte de gente foi morta em nome da igualdade. É em nome da igualdade que feministas convidam a queimar Igrejas Católicas, só porque a Igreja não concorda com elas, só porque a Igreja não é igualitária e não apóia a causa delas:
    http://www.rainhamaria.com.br/Pagina/5567/Feministas-espanholas-convidam-a-queimar-Igrejas-catolicas

    É em nome da igualdade que as feministas tiram a roupa em catedral:
    http://www.rainhamaria.com.br/Pagina/11847/Sinal-dos-Tempos-Feministas-tiram-a-roupa-em-catedral-para-protestar-a-favor-do-aborto

    É em nome da igualdade que as feministas aproveitam qualquer oportunidade para atacar a Igreja:
    http://www.rainhamaria.com.br/Pagina/6933/Jovens-catolicos-defendem-Catedral-de-Neuquen-na-Argentina-de-grupo-feminista

    É em nome da igualdade que a suécia proíbe que crianças sejam tratadas como meninos e meninas:
    http://www.rainhamaria.com.br/Pagina/10529/Pre-escola-da-Suecia-proibe-que-criancas-sejam-tratadas-como-meninos-e-meninas

    É em nome da igualdade que pastor protestante é detido em São Paulo por pregar contra práticas homossexuais:
    http://www.rainhamaria.com.br/Pagina/10575/Pastor-protestante-e-detido-em-SP-apos-pregar-contra-praticas-homossexuais

    É em nome da igualdade que homossexuais se despiram em uma capela universitária de Madrid:
    http://www.rainhamaria.com.br/Pagina/10087/Espanha-Homossexuais-se-despiram-em-capela-universitaria-de-Madrid

    É em nome da igualdade que ativistas homossexuais insultam católicos e o Papa:
    http://www.rainhamaria.com.br/Pagina/897/Com-lemas-e-parodias-ofensivas-um-grupo-de-ativistas-homossexuais-insulta-os-catolicos-e-o-Papa;

    É em nome da igualdade que ativistas homossexuais querem calar quem é contra o homossexualismo.

    Igualdade muitas vezes leva ao totalitarismo…

    “Por que quem te de fora não pensa nos direitos dos outros, pensa apenas
    em garantir os seus. Por isso os religiosos nunca se importaram com o
    direito dos homossexuais.”
    Você diz assim porque não entende que para os religiosos pecar não é um direito, o erro não tem direitos. E religiosos nunca foram contra o direito dos homossexuais de trabalharem, se alimentarem, de ter um lugar para morar… Só não aprovam “casamento” homossexual.

    “O problema que eu vejo, é que tu não quer uma sociedade mais justa, onde
    se combata a miséria, uma sociedade em que todos sejam iguais e
    tratados da mesma maneira. ”

    O conceito que um católico tem de justiça não é o mesmo dos comunistas, dos gayzistas ou das feministas. Uma coisa é o que esses grupos chamam de justiça, outra coisa completamente diferente são os que os católicos entendem por justiça. Um católico não pensa da mesma maneira que um comunista, caro Gustavo. Sociedade mais justa para os católicos não é essa sociedade de agora, não é essa ditaduta do politicamente correto. Sou contra sim esse igualitarismo absoluto.

    E não acho que todos devam ser tratados da mesma maneira não. Uma pessoa sadia não pode ser tratada da mesma maneira que uma pessoa doente, por exemplo. Uma pessoa doente deve tomar remédios, deve seguir um tratamento, uma pessoa sadia não precisa, logo não deve ser tratada como se estivesse doente, porque não está.
    E ao contrário do que você pensa, pobreza não é um mal absoluto. Claro que as pessoas devem se ajudar, claro que se deve ajudar os mais pobres, mas pobreza em si não é um mal absoluto.

    E sou realmente contra as idéias dos comunistas de se construir uma sociedade sem classes. Uma coisa é os pobres lutarem para melhorarem de vida, outra coisa completamente diferente é um grupo querer acabar a divisão da sociedade em classes. As classes sociais não são um mal absoluto, e defendo sim o direito à propriedade. Todos têm direito à propriedade.

    “O mundo já melhorou muito, menos no oriente médio, mas pode melhorar muito mais.”
    O mundo não melhorou coisa nenhuma, só piora. Pode ter tido avanços na ciência, nas tecnologias, mas fora isso, as coisas só têm piorado. Moralmente, o mundo anda de mal a pior. É pai matando filho, filho matando pai, irmão contra irmão, criminalidade, impunidade… Não acho que o mundo Ocidental esteja melhor que o Oriente Médio, pelo contrário, o mundo Ocidental é tão ruim quanto o Oriente Médio. Lá no Oriente Médio é a ditadura islâmica, aqui no mundo Ocidental é a ditadura secular, ditadura do laicismo, do politicamente correto… A diferença é que é uma ditadura ainda mais sutil. Se você pensa que as pessoas aqui têm mais liberdade que no Oriente Médio, se engana redondamente. As feministas, por exemplo, não suportam que os outros pensem diferente delas. Que liberdade é essa?

    ” Deixe as coisas boas acontecerem, não tenha medo de mudanças Cristiane.”
    Não tenho medo de mudanças, desde que sejam para melhor. Mas eu só vejo mudanças para pior. Ao contrário do que você diz, não tem acontecido coisas boas. Isso é apenas o seu juízo de valor, nada mais. Nem todo mundo pensa como você. Para os católicos, feminismo, gayzismo, comunismo, aborto, eutanásia não são coisas boas.

  4. Tiane12

    “As feministas defendem que um homem e mulher que trabalhem na mesma profissão, na mesma empresa e no mesmo turno merecem salários iguais’

    Já eu não defendo nada disso. Defendo que se um homem trabalhar na mesma profissão que a mulher, porém estiver na empresa há bem mais tempo que a mulher, se tiver mais experiência que a mulher, tiver feito mais cursos, ele merece sim ganhar mais que a mulher que estiver há menos tempo na empresa, ele merece ganhar mais que a mulher que tiver menos experiência, que a mulher que tiver menos cursos, enfim.

    Um homem que está há mais tempo na empresa e tiver mais experiência merece ganhar mais que uma mulher que acaba de entrar na empresa, que está há pouco tempo e tem menos experiência. E vice-versa, ou seja, se a mulher estiver mais tempo na empresa que o homem, se tiver mais experiência que o homem, se tiver feito mais cursos que o homem, se tiver sido promovida e o homem não, ela merece sim ganhar mais que o homem que não estiver nestas condições. Portanto, não defendo igualdade.

    Só que muitas vezes, quando a mulher tem família, filhos para cuidar, quando a mulher tem de cuidar da casa e dos filhos além de trabalhar fora, acaba não avançando tanto na carreira quanto o homem. Porque ao contrário do homem, ela acaba não dando prioridade à carreira. Ela acaba fazendo uma escolha, uma das coisas vai ter de priorizar: a família ou a carreira. A maioria das mulheres acabam priorizando a família em vez da carreira, por isso é que a maioria não avança tanto na carreira quanto os homens. São as mulheres que costumam ficar um bom tempo de licença quando engravidam e têm seus bebês. A cada vez que têm filhos, elas ficam de licença, o que é um direito delas. Os homens não.

    Muitas mulheres, por darem prioridade à carreira, adiam tanto a maternidade que acabam não tendo filhos, porque ao contrário do que acontece com os homens, chega uma hora em que as mulheres já não podem mais ter filhos, elas não são férteis a vida toda, ao contrário dos homens. Muitas mulheres que priorizam a carreira, a vida profissional, acabam sozinhas, sem marido e filhos. Isso é fato.

    Portanto, não vejo o menor sentido essa briga das feministas por salários iguais.

    Não defendo direitos iguais para homens e mulheres. Pelo menos, não direitos iguais para tudo. O seu problema é que você acha que todo tipo de discriminação é necessariamente ruim. É um problema que não é somente seu, é da sociedade como um todo. A maioria das pessoas, infelizmente, pensam como você, porque foram doutrinadas com o pensamento politicamente correto, com essa mentalidade da Revolução Francesa de igualdade a qualquer custo.

    Atualmente, é atribuído à palavra “discriminação” apenas um sentido pejorativo, como se fosse algo necessariamente ruim, como se também não significasse trato diferenciado, distinção. Sou contra esta idéia de que não pode haver nenhum tipo de discriminação. Discriminação não é necessariamente ruim.

    É claro que deficientes físicos, por exemplo, devem ser tratados diferentemente de pessoas que não têm deficiência alguma. Porque não se pode tratar uma pessoa sem deficiência alguma como se tivesse deficiência, assim como não se pode tratar uma pessoa com deficiência como se não tivesse, não se pode ignorar a deficiência da pessoa. Defender que deficientes físicos têm o direito de usar cadeiras de rodas é correto e justo, afinal eles precisam da cadeira de rodas para se locomover. Eles têm necessidades diferentes das pessoas que não têm nenhuma deficiência. Porém, não faria o menor sentido defender que uma pessoa sem deficiência tem o direito de usar cadeira de rodas. Ela não precisa de cadeira de rodas, portanto, não faria o menor sentido defender o direito dela de usar cadeira de rodas, a menos que ela perdesse o movimento das pernas mais tarde.

    Não tem como defender o direito de um anão jogar basquete, e não tem como defender o direito de uma mulher feia ser modelo fotográfico.

    Sou contra discriminação injusta, não acho que se deve tratar mal os outros por serem diferentes, mas daí a defender que não se deve ter nenhum tipo de discriminação, sou totalmente contra esta idéia. Discriminação nem sempre é algo negativo, discriminação nem sempre é injusta.

    Da mesma maneira, a palavra “desigualdade” tem hoje apenas sentido pejorativo, como se a desigualdade fosse um mal absoluto. Ao contrário do que os igualitários dizem, a desigualdade é um bem, não é um mal. Não se pode pretender que igualar as mulheres aos homens, isso é completamente impossível. Mulheres são diferentes dos homens, e os homens são diferentes das mulheres. São diferentes biologicamente, psicologicamente, e por conta disto, acabam tendo direitos diferentes.

    Dou-lhe um exemplo. Não faz o menor sentido defender que os homens têm direito à licença maternidade. Homens não engravidam como as mulheres. Da mesma maneira, não faz sentido defender que os homens também têm direito ao fazer exame do colo de útero, porque eles não têm útero. Homens não têm direito a tratamento do câncer de colo do útero, porque eles não têm útero e esta é uma doença que atinge apenas o sexo feminino.

    Da mesma forma, mulheres não têm o direito a fazer exame de próstata porque elas não têm esse órgão. Elas não têm direito a se tratar de câncer de próstata porque elas não têm esse órgão e essa é uma doença que atinge apenas o sexo masculino. Assim, essas diferenças biológicas existentes entre homens e mulheres fazem com que eles acabem tendo direitos diferentes. E não vejo nada de negativo nesta desigualdade. Somente você, as feministas, comunistas e demais igualitários que vêem a desigualdade como algo negativo. Mas ao contrário do que vocês pensam, a desigualdade não é um mal absoluto.

    E é claro, tanto os homens quanto as mulheres têm direito a tratamento de câncer de olho, de cabeça, de pulmão, entre outras coisas. Estou explicando tudo isso porque, pelo jeito, com você é preciso desenhar, porque parece que você não é capaz ou então não quer entender porque eu sou a favor da desigualdade. Você não quer entender que a desigualdade não é algo ruim. Não consigo entender para quê tamanho ódio à desigualdade…

    E só para deixar uma coisa bem clara: não sou a favor de uma desigualdade absoluta. Tem de haver um limite para a desigualdade, assim como deve ter um limite para a igualdade, porque também não sou a favor de uma igualdade radical, como as feministas defendem.

    O que eu defendo é que as pessoas têm direitos iguais no que diz respeito à essência do ser humano: todos têm direito de trabalhar, comer, de ter uma moradia, de se casar, enfim. Mas não defendo uma igualdade radical. Os acidentes, ou seja, as condições nas quais as pessoas se encontram fazem com que surjam direitos diferentes. As condições biológicas de homens e mulheres fazem com que surgem direitos diferentes para homens e mulheres.

    Portanto, não defendo os mesmíssimos direitos para homens e mulheres, assim como não defendo os mesmíssimos direitos para um cego e uma pessoa que enxerga. O cego tem direito a um cão-guia, ou até mesmo a sites ou livros escritos em braile, até porque ele necessita destas coisas, já uma pessoa que enxerga não precisa nada disso, logo, não faz o menor sentido dizer que neste caso a pessoa que exerga tem os mesmos direitos que um cego. Uma pessoa que tem problemas de audição precisa usar aparelho, já uma pessoa que ouve bem não precisa. Como vou defender que uma pessoa que ouve bem tem direito a usar aparelho? Ela não precisa, a menos que ela venha a ter problemas de audição mais tarde. Logo, eu defendo desigualdade sim, embora não defenda uma desigualdade radical. Esse é o pensamento de São Tomás, e estou mais de acordo com o pensamento deste santo do que com o pensamento de comunistas, por exemplo.

  5. Alisson Câmara

    Tiane, estou impressionado com sua argumentação, conhece muito bem o marxismo cultural. Parabéns é de mulheres assim que precisamos.

  6. Lourdes Maria

    Nossa Tiane,estou pasma com tanta ignorância vindo de sua parte…o que faz nós mulhers infelizes são os obstáculos que a sociedade ainda machista coloca na nossa frente,ou vc acha que são mulheres a grande maioria nas diretorias das empresas e no congresso? E que direitso são esses que os homens querem?Será que eles não o tem em desasia?Ou será que é o direito de nos agredir e sair impunes,de nos explorara na prostituição e atrocidades relacionadas?

    E mais: quem garante estes “direitos biológicos dioferenciados” é a igualdade total que vc tanto taca pedra.Aliás,da maneira como vc coloca,até soa como “privilégios femininos”,que os masculinistas que vc defendem são agressivamente contra.E saiba que quando se tem discriminação em pauta,não estão se refererindo á diferenças biológicas para tratamentos médicos(muita ma fá de sua parte tomar estes exemplos…só faltou citar a natureza,para justificar comportamentos baseados no mundo animal).O termos discriminação no mundo real se refere aos abusos praticados contra minorias.A “Igualdade radical” é a noção que nós mulheres somos seres-humanos,não existe essa de “direitos naturais” que vc cita,nem em código penal.

    “Só que muitas vezes, quando a mulher tem família, filhos para cuidar, quando a mulher tem de cuidar da casa e dos filhos além de trabalhar fora, acaba não avançando tanto na carreira quanto o homem. Porque ao contrário do homem, ela acaba não dando prioridade à carreira.”

    Já lhe ocorreu que isso acontece devido á nossa sociedade ressitir á ideia de que ambos devem repratir os serviços domésticos? E o que vc descreveu no parágrafo anterior foi meritocracia e não desigualdade.

    “Não tem como defender o direito de um anão jogar basquete, e não tem como defender o direito de uma mulher feia ser modelo fotográfico.”

    Outro belo exemplo: nós somos somos símbolos de beleza.Poderia ter citado qualquer outra coisa

    É lamentável ver uma mulher tão machista,o seu intuito é mesmo tacar pedra no feminismo simplesmente,como o Gustavo bem demonstroiu em relação aos cartazes.Nem ao menos procura saber o que ele é,sua história,.,então,como espera que as feministas façam o mesmo?Se quere ser compreendida,procure compreender primiero ao invés de citar as maças podres dos movimentos e tomá-las como regra.

    “Nem todo mundo pensa como você. Para os católicos, feminismo, gayzismo, comunismo, aborto, eutanásia não são coisas boas.”

    Você não gosta quando as feministas,homossexuais,etc generalizam,então,não generalize os católicos.Nada está mudando para pior,já que o próprio Cristo preagava a igualdade( portanto,é insano ver alguém se dizer católica e ter tanto preconceito);os movimentos seociais só precisam reconhecer os erros que tem praticado,controlar a revolta que sentem por décadas de opressão e chegar a um ponto comum.

    Mas a considerar sua postura,vejo que age da mesma forma que os gayzistas,feminazis: impossível para debatee possue muitas idéias distorcidas( o que vc dirá que é aminha falta de aceitação de opiniões diferentes).EWntão,reta esperar que vc caia em si,ou sinta na pele a discriminação que vc tanto prega favoraveçlmente para n´so mulheres,Porque minha querida,nenhuma de nós está a salvo,até emsmo as mulheres que exaltam o sistema achando que vão ter empatia dos homens.

  7. Flávio Maia

    “Machismo” e “feminismo” duas faces adversas da mesma moeda: homossexualismo. Ambos não passam de uma crença estapafúrdia na supremacia de um gênero em relação ao outro. Sinceramente, esse tipo de clichê feminista “o que faz nós mulhers infelizes são os obstáculos que a sociedade ainda machista coloca na nossa frente”, soltado por tipinhas com a Lourdes, só não é tão risivel por que nos mostra o trágico o nivel de indigência mental dessa militância. O pior de tudo é a “tolerância” das feministas a mulheres, como a Tina, que se recusam a seguir os disparates de tal grupo politico. Engraçado que discordar do circo de aberrações que o feminismo desenfreado jogou as mulheres de nossa época se tornou “ignorância”, pois somente no tacanho mundinho das feministas ser “vádia” e “promíscua” se tornou um direito e um modelo a ser seguido.
    Daqui a pouco vão dizer que o que impede as mulheres de “serem infelizes” é que a perversa sociedade machista não deixa as feministas serem vádias em paz. E tome clichês e mais clichês, dia noite e noite dia.