Declaração do VII Encontro Nacional de Movimentos em Defesa da Vida e da Família

closeAtenção, este artigo foi publicado 4 anos 11 meses 5 dias atrás.

Divulgo também como recebi por email a Declaração do VII Encontro Nacional de Movimentos em Defesa da Vida e da Família. O evento aconteceu recentemente em Brasília e contou com a presença de representantes de diversos movimentos espalhados pelo Brasil.

Quanto a isto, há pelo menos duas coisas que são dignas de nota. A primeira delas é contemplar a profusão de entidades comprometidas com a defesa da vida humana no Brasil; são movimentos relativamente espontâneos (não havendo “coordenação nacional” nem nada do tipo) preocupados em fazer alguma coisa para deter o avanço da ideologia da morte dentro do seu universo de alcance. Não querem abraçar o mundo com as pernas; querem dar a sua contribuição – o seu tijolinho na parede – para fortalecer as muralhas que protegem a civilização das (cada vez mais violentas) investidas dos bárbaros. É exatamente esta característica, aliás, que não os torna redundantes: a criação de uma Casa da Gestante na Zona Norte do Rio de Janeiro e a aprovação de uma lei municipal que proíbe qualquer tipo de aborto nos hospitais de Anápolis, por exemplo, são ações que não se sobrepõem e nem conflitam entre si. Muito pelo contrário até: são reflexos separados e relativamente independentes de um mesmo conjunto de valores que transcende as instituições sociais criadas para os defender e propagar.

A segunda coisa digna de nota é verificar como estes movimentos, separados a nível geográfico e de coordenação, conseguem se pôr de acordo a respeito dos problemas atualmente atravessados pelo país; a lista de constatações possui uma bela amplitude, abrangendo bem os pontos que mais merecem a nossa atenção nos dias de hoje.

Segue a declaração, que convém ser lida e divulgada.

* * *

Declaração do VII Encontro Nacional
de Movimentos em Defesa da Vida e da Família
 

Nós, participantes do VII Encontro Nacional de Movimentos em Defesa da Vida e da Família realizado em Brasília de 7 a 9 de setembro de 2012,

CONSTATAMOS:

1.     O crescente favorecimento da causa abortista pelo Governo Federal, em desconformidade com o compromisso assumido pela então candidata à Presidência da República, Dilma Rousseff, com os eleitores, em 2010.

2.     A lamentável nomeação da Sra. Eleonora Menicucci, defensora e praticante confessa do aborto, para o cargo de Secretária de Políticas Públicas para as Mulheres.

3.     A celebração de contrato entre a União Federal e a Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), prorrogado pelo atual Governo[1], assim como a manutenção do grupo GEA (Grupo de Estudos sobre o Aborto), criado com a finalidade de promover a despenalização do aborto no país.

4.     O plano do Ministério da Saúde, noticiado pela imprensa, de instruir as mulheres como fazer o aborto por meio de uma cartilha e de uma central de telefone em âmbito nacional pelo SUS; de elaborar uma Norma Técnica, e de liberar o comércio de abortivos nas farmácias, usando como pretexto a “redução de danos”.

5.     O açodamento com que foi preparado o anteprojeto de Código Penal, com audiências públicas não representativas da sociedade, e a sua conversão imediata em projeto de lei (PLS 236/2012) pelo Senador José Sarney, sem que fosse dado tempo suficiente ao povo para enviar sugestões e críticas.

6.     A presença de inúmeros erros técnicos e de conteúdo no PLS 236/2012, dificilmente corrigíveis por meio de emendas durante o processo legislativo.

7.     A descriminalização do aborto, da eutanásia, do suicídio assistido, da clonagem, da manipulação e comércio de embriões, da prostituição infantil a partir de doze anos, do uso pessoal de drogas e do terrorismo praticado por movimentos sociais, entre outras infâmias previstas pelo PLS 236/2012.

8.     A promoção e a exaltação do homossexualismo, o cerceamento da liberdade de expressão e a instauração da perseguição religiosa presentes no mesmo projeto por meio da incriminação da chamada “homofobia”.

9.     A crescente invasão de competência do Congresso Nacional pelo Supremo Tribunal Federal que, à revelia da Constituição, reconheceu a validade da “união estável” de pessoas do mesmo sexo e o aborto de crianças anencéfalas.

SOLICITAMOS:

1.     Ao Congresso Nacional, que, por meio de decreto legislativo, suste as referidas decisões da Suprema Corte.

2.     Aos senadores e deputados federais, que rejeitem todas as cláusulas antivida e antifamília presentes no PLS 236/2012.

3.     Aos eleitores, que apóiem os candidatos comprometidos com a defesa da vida e da família e que neguem seu voto a políticos e partidos comprometidos com o aborto e o homossexualismo, entre os quais se destaca o Partido dos Trabalhadores.

4.     Aos educadores, que rejeitem as cartilhas e livros que, a pretexto de proteger a saúde do adolescente e oferecer “educação” sexual, corrompem a infância e a juventude.

5.     Aos médicos e outros profissionais de saúde, para que resistam às políticas pró-aborto do governo, mantendo-se fieis ao juramento de Hipócrates.

6.     Aos líderes religiosos, que instruam o povo a eles confiado acerca de tudo o que foi referido acima.

 

Brasília, 9 de setembro de 2012.

ABRACEH – Associação de Apoio ao Ser Humano e à Família
Associação Nacional Mulheres pela Vida
Associação Nacional Pró-vida e Pró-família
Associação Theotokos – Guarulhos-SP
Comunidade Católica Totus Mariae – São Carlos-SP
Frente Integralista Brasileira (FIB)
Instituto Eu Defendo – RJ
Instituto Juventude pela Vida – SP
Instituto Vera Fides – RJ
Movimento Ação e Vida – RJ
Movimento em Defesa da Vida do Rio de Janeiro
Movimento Sacerdotal Mariano – São José dos Campos-SP
Movimento Teologia do Corpo
Pró-Vida de Anápolis – GO
Rede Pró-vida Nacional
Sociedade de Divulgação Espírita Auta de Souza-DF


[1] Conforme texto disponível em http://www.documentosepesquisas.com/maio2012.pdf

Gostou? Compartilhe!Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on Google+Email this to someonePrint this page

3 thoughts on “Declaração do VII Encontro Nacional de Movimentos em Defesa da Vida e da Família

  1. Gustavo

    Esse evento não promove a defesa da família coisa nenhuma, já que homossexuais também são originados de uma, ou será que eles nasceram do nada? Quem descrimina um homossexual, está também descriminando a sua família. Além disso, ser favorável a valores Nazistas, como a homofobia, é algo totalmente absurdo e errado.

  2. Gustavo BNG

    1 – Defender a família é uma coisa, defender tudo o que vem da família é outra.
    2 – Pseudoargumento ad Hitlerum.

  3. sergio

    Assassinos, estupradores, abortistas, corruptos, ladrões, prostitutas, fraudadores, genocidas, drogaditos também vieram de uma família… já que não surgiram de geração expontãnea no mundo. Mas por OPÇÂO seguiram o caminho do mal e da perversão justamente porque SE AFASTARAM dos valores de família. Culpar quem defende os valores familiares de excluirem os outros usando com base os que OPTARAM por não seguir tais valores é estupidez ou má fé intelectual.