O caráter totalitário e anti-democrático da ideologia gay

closeAtenção, este artigo foi publicado 4 anos 9 meses 30 dias atrás.

A Caminhada Pró-Vida que aconteceu ontem em Recife, a despeito do seu estrondoso sucesso, contou com algumas ausências importantes e dignas de menção. Uma delas foi justamente o silêncio sobre a imposição da ideologia gayzista, ameaça atual e concreta pairando sombriamente sobre a nossa sociedade brasileira. Uma vez que a Família é a célula-mater da sociedade e berço da vida – e uma vez que ontem se celebrava também o Dia Nacional de Valorização da Família recentemente instituído -, nada seria mais conveniente do que aproveitar a oportunidade para marcar a nossa irredutível posição em favor da Família enquanto sociedade natural formada pela união entre um homem e uma mulher, e contra todas as suas caricaturas que intentam tirar-lhe a força e a credibilidade diante da opinião pública. Nada mais adequado do que chamar a atenção para a sangrenta batalha ideológica e cultural que estamos travando para garantir a sobrevivência da Civilização nestes dias terríveis em que ela é tão impiedosamente assolada pelos bárbaros travestidos de elite moderna, evoluída e bem-pensante.

Hoje mesmo (se a memória não me trai), no Ministério Público de Pernambuco, acontece uma audiência com o Fórum Pernambucano Permanente Pró Vida a respeito daquela campanha “Pernambuco não te quer!” que, no mês passado, provocou uma enorme polêmica nos meios de comunicação e nas redes sociais. Na ocasião, manifestei aqui as minhas preocupações a respeito do patrulhamento dos meios de comunicação que este fato preconizava; independente de quaisquer consideraçõe a respeito da forma como o anúncio foi veiculado, o linchamento midiático (e jurídico) que os responsáveis pela peça publicitária estão sofrendo é digno de preocupação e, por conta disso, eles merecem a nossa solidariedade.

Não existe “crime de homofobia” no Brasil e, ainda que existisse, a simples posição contrária ao turismo homossexual não poderia jamais ser classificada como crime de ódio contra os homossexuais [deixando claro que “turismo homossexual” aqui obviamente não se refere à simples locomoção dos gays pelo Recife, e sim à propaganda – artificial, discriminatória e segregadora, aliás! – da cidade como um destino turístico sexualizado voltado para o público gay]. Se, em atenção à histeria dos militantes homossexuais, nós abrirmos mão do nosso direito de classificarmos o comportamento homossexual como moralmente errado, daqui a pouco estaremos como o Canadá – onde os colégios católicos estão ameaçados de não mais poderem ensinar que o aborto é errado – e não saberemos o porquê.

É preciso denunciar o caráter totalitário e anti-democrático da ideologia gay, que só floresce onde é imposta e só consegue se estabelecer via canetada, à revelia dos anseios da população. São interessantes estes dados sobre o tema nos Estados Unidos: nos 32 estados onde – por conta do lobby gayzista – a definição de “matrimônio” foi submetida a votação popular, o matrimônio natural ganhou em todos eles, com o “casamento gay” sendo explicitamente rechaçado. Ou seja, em todos os lugares onde existe “casamento gay” nos Estados Unidos, é porque isto foi feito por imposição de juízes ativistas e nunca por voto popular. Coisa diferente não está acontecendo no Brasil, onde a promoção estatal ao gay-way-of-life é completamente destoante da percepção que o povo brasileiro tem do homossexualismo.

Num mundo onde os estudos que advertem que a adoção homossexual é arriscada para crianças são sumariamente descartados do debate público como se fossem peças publicitárias de ódio fundamentalista e onde o mero protesto contra a sexualização da sua cidade enseja protestos públicos, ameaças privadas e ações civis e penais, é preciso ter a coragem de não se deixar levar pela correnteza dos fatos que nos arrasta à queda fatal. O respeito aos homossexuais não tem nada a ver com o aplauso entusiasta à sua conduta, e defender a Família natural não guarda nenhuma relação com espancar e matar travestis na Avenida Paulista. Isto precisa ficar claro; porque quando a moral judaico-cristã for crucificada sob os gritos de “homofobia”, quem vai rasgar-se de alto a baixo é a própria Civilização que ela sustenta e permite existir.

P.S.: De fato, a referida audiência no MPPE aconteceu na segunda (22/10). Segundo proposta de acordo apresentada pelo Ministério Público, «o Pró Vida deve reconhecer que o anúncio veiculado em um jornal pernambucano de grande circulação em 4 de setembro era preconceituoso e uma agressão aos homossexuais. O MPPE defende que órgão deve se retratar com a população pernambucana e arcar com os custos de uma publicação divulgada no Jornal do Commercio, Diario de Pernambuco e Folha de Pernambuco».

Gostou? Compartilhe!Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on Google+Email this to someonePrint this page

28 thoughts on “O caráter totalitário e anti-democrático da ideologia gay

  1. manoel carlos

    jorge com nosso arcebispo dificilmente ou nunca teremos um enfrentamento digno contra o gayzismo. tenho minhas dúvidas se o senhor arcebispo em seu íntimo seja contra o homossexualismo e outras mazelas tipo o abo; pois se o fosse agiria com energia e não promoveria uma festa com trios elétricos e músicas profanas quew em nada contribuem para a salvação do homem!

  2. Fides et Ratio

    Forçar o MPPE se retratar é um ato autoritário e inaceitável.

  3. Iluminado

    Impedir pessoas do mesmo sexo de terem um relacionamento é democrático, permitir é anti-democrático. Falam da “ditadura gay”, mas pregam a ditadura nazista em que não há espaço na sociedade para os homossexuais.
    Se a Igreja pregasse mais contra a pedofilia e se metesse menos em relacionamentos de adultos, o mundo seria um lugar bem melhor.

  4. Jorge Ferraz (admin) Post author

    Sr. pretenso “Iluminado”,

    Ninguém quer impedir “relacionamento” de ninguém, ora pois, ou por acaso os gays deixam de se relacionar quando não existe “casamento gay”? Se as pessoas gastassem pensando o mesmo tempo que jogam fora cuspindo acusações descabidas contra a Igreja, aí sim o mundo seria um lugar melhor. Enquanto isso não acontece, a gente tem que ler este tipo de idiotice. Infelizmente.

  5. Wagner Menke

    Não se trata de idiotice do colega Iluminado, caro Jorge. É sim autoritário querer suprimir direitos aos homossexuais, os mesmos que são concedidos ao héteros, como o do matrimônio.

    É plenamente democrático vocês pregarem a união entre homem e mulher, a criminalização do aborto e a abstenção sexual antes do casamento. Assim como é democrático homossexuais lutarem por direitos.

    Vocês tem que se tocar que existem pessoas que não pensam da mesma maneira que vocês. Pessoas que não creem nas mesmas crenças que vocês.

    Querer forçar essas pessoas a adotarem a mesma visão de mundo que vocês é sim autoritarismo!

  6. Jorge Ferraz (admin) Post author

    Sr. Wagner,

    Os homens (quer “héteros”, quer “homos”) têm o direito de contrair matrimônio com mulheres, e as mulheres com homens. Este direito têm todos.

    Ninguém (nem gay, nem dupla de irmãs solteironas, nem convento de freiras, nem nada) tem direito de exigir do Estado o reconhecimento de sua união (quer seja dupla de gays, trupe de circo ou república estudantil) como se Matrimônio fosse. Podem até propô-lo racionalmente, coisa que a militância gayzista raivosa não tem nenhum interesse em fazer porque a causa é intrinsecamente absurda, e a inépcia em defendê-la honestamente é inerente ao nonsense do próprio objeto pleiteado.

    Isto independe completamente das “crenças” minhas, dos gays, dos artistas de circo ou das vitalinas amigas-de-infância que moram no mesmo apartamento no Leblon. Isto se chama “mundo real”, onde coisas distintas têm nomes distintos para que possam ser distinguidas entre si, e onde realidades distintas exigem (principalmente dos Poderes Públicos) atitudes distintas.

    Obviamente, os gays (e a companhia de teatro, a comunidade hippie, a Fraternidade Kappa-Gamma-Delta ou quem quer que seja) podem continuar vivendo juntos, emprestando-se dinheiro mutuamente, passeando alegremente ao pôr-do-sol em Cabedelo, promovendo orgias sexuais, qualquer coisa: isto, absolutamente, não interessa nem ao Estado e nem a ninguém.

    O que não tem o menor cabimento é pretender ser evidente que o Estado devesse, “do nada”, conferir os mesmos direitos do Matrimônio a outras forma de união entre pessoas (ou, pior ainda, só a algumas e não a outras, numa arbitrariedade que chega a ser calhorda). O que não faz sentido é defender que o Estado deva gastar recursos públicos para tratar uma comunidade hippie ou uma dupla de homossexuais da mesma forma como trata uma Família gerada no Matrimônio, somente em atenção aos caprichos dos hippies ou dos gays. Isto, sim, é um autoritarismo megalomaníaco totalmente descabido.

    Abraços,
    Jorge

  7. Eduardo Araújo

    Jorge, en passant:

    http://televisao.uol.com.br/noticias/reuters/2012/11/01/vitimas-irao-processar-espolio-de-savile-por-abuso-sexual.htm

    Ué! Logo a BBC, arraigada e declaradamente anticatólica, que vive de divulgar com todos os excessos possíveis qualquer acusação de pedofilia de clérigo …

    E cadê, nessas horas, a zelosa patrulha anticatólica, tão ligeira em jogar pedras na Igreja por conta de uma ultradimensionada ocorrência de pedofilia no clero?

    Cadê a turminha que exige ação enérgica da Igreja e ainda acusa o Papa de não fazer nada ante o problema?

    Será que a hipocrisia está “iluminando-os” demais?

  8. Álvaro

    Jorge,

    O teu comentário foi brilhante,mas e os direitos sucessórios?Eu também fui contra a equiparação do STF do dia 05 de maio de 2011,mas os direitos sucessórios causariam uma insegurança jurídica e uma multidão de processos.Eu sou a favor de que eles(duplas sodomitas) possuam seus direitos sucessórios,mas que o Estado distinga o matrimônio sagrado heterossexual das demais uniões.

  9. Wagner Menke

    Bom Jorge,

    Pelo visto, você não está disposto a argumentar racionalmente. Bom, vamos então apelar pra sua linguagem.

    Quando você diz que “Ninguém (nem gay, nem dupla de irmãs solteironas, nem convento de freiras, nem nada) tem direito de exigir do Estado o reconhecimento de sua união (quer seja dupla de gays, trupe de circo ou república estudantil) como se Matrimônio fosse. Podem até propô-lo racionalmente, coisa que a militância gayzista raivosa não tem nenhum interesse em fazer porque a causa é intrinsecamente absurda, e a inépcia em defendê-la honestamente é inerente ao nonsense do próprio objeto pleiteado” curiosamente você não é capaz de apontar o porquê que eles não tem esse direito e nem de argumentar por que a causa é “intrinsecamente absurda”.

    Absurdo é alegar que o “mundo real” existem coisas distintas, com nomes distintos para que possam ser distinguidas entre si, e onde realidades distintas exigem (principalmente dos Poderes Públicos) atitudes distintas. Isso se chama discriminação.

    Intrinsecamente absurda é ser parte de uma instituição que a tempos atrás achava que ser canhoto era coisa do Satanás. Absurdo é ser parte de uma instituição formada por um bom número de padres gays, que fazem sexo com meninos, e que ainda por cima não os pune ou os excomunga.

    Por fim, é absurdo e ainda por cima ridículo fazer parte de uma instituição que vive de pedir desculpas pelo que cometeu no passado e que com certeza a homofobia pregada por vocês vai acabar sendo motivo de mais um pedido de retratação.

  10. Jorge Ferraz (admin) Post author

    Wagner,

    O curioso é você vir falar que eu não estou “disposto a argumentar racionalmente” (sic!), quando a única coisa que faz no seu comentário é lançar um monte de acusações à Igreja Católica que, curiosamente, nem entrou no meu último comentário! Ora, desde quando lançar ataques desesperados sobre um assunto que não foi sequer mencionado antes é responder a o que quer que seja? E isto da mesma pessoa que me pede pra “argumentar racionalmente”! Que o bom Deus me livre desta “racionalidade” que os seus comentários demonstram aqui! :)

    Eu não preciso “argumentar” que um casal é diferente de uma dupla gay, isto é evidente e salta aos olhos, e aquilo que é evidente não é passível de demonstração. São as próprias duplas homossexuais que (óbvio) dizem ser diferentes de um casal formado por um homem e uma mulher, e é exatamente por isso que eles reivindicam respeito à diversidade (e não à “igualdade”). Pelo visto, o único que não está “disposto a argumentar racionalmente” aqui é o senhor. Cáspita, em que mundo bater o pé e negar que existam as diferenças mais óbvias entre duas coisas pode ser chamado de argumentação racional?

    Diga-me o senhor, ora bolas, por que o Estado confere proteção especial à Família formada pela união entre um homem e uma mulher, e aí se vire nos trinta para explicar por qual hermético motivo o Estado deveria estender esta proteção a algumas formas de união (como a dupla gay) e não a outras (como a trupe de circo ou as duas velhinhas do Leblon).

    Sinto muito, mas fetiches mentais agitados freneticamente diante do oponente (“homofobia”, “trate de argumentar racionalmente”, “a Igreja Católica é má e perversa”, etc.) não funcionam aqui.

    Abraços,
    Jorge

  11. Wagner Menke

    “Diga-me o senhor, ora bolas, por que o Estado confere proteção especial à Família formada pela união entre um homem e uma mulher, e aí se vire nos trinta para explicar por qual hermético motivo o Estado deveria estender esta proteção a algumas formas de união (como a dupla gay) e não a outras (como a trupe de circo ou as duas velhinhas do Leblon).”

    Bom, primeiramente, a trupe de circo e as velhinhas do Leblon não reivindicaram direitos de matrimônio.

    Segundo, casais homossexuais pagam impostos e são cidadãos, como eu e você. Por isso, merecem todos os direitos conferidos a cidadãos.

    Terceiro, não fica claro porque pessoas do mesmo sexo não podem ter a cobertura jurídica do Estado. Você está se referindo exclusivamente ao fato de haver diferenças físicas e biológicas? Desculpe, mas se for isso, é tão estúpido que me recuso a acreditar, tendo em vista que casais homossexuais são capazes de amar, de fazer sexo e de querer construir uma vida e uma família ao lado de outra pessoa, assim como os casais heteros.

    Entendeu agora aonde faltou argumentação racional da sua parte? Mas pelo visto você não deve ter nenhum:

    “Eu não preciso “argumentar” que um casal é diferente de uma dupla gay, isto é evidente e salta aos olhos, e aquilo que é evidente não é passível de demonstração.”

    Passo a bola pra você explicar isso.

    Abs

    Wagner

  12. Jorge Ferraz (admin) Post author

    Wagner,

    Bom, primeiramente, a trupe de circo e as velhinhas do Leblon não reivindicaram direitos de matrimônio.

    Beleza. Só por isso? O Estado deveria então ficar concedendo os benefícios do Matrimônio para qualquer agrupamento de pessoas que chegasse pedindo (dupla de gays, velhinhas de Leblon, comunidade hippie, república estudantil, muçulmano com três esposas, etc., etc.), é isso mesmo que você está defendendo? Você tem noção das implicações dessa sua proposta? Tem certeza de que ela é viável?

    Segundo, casais homossexuais pagam impostos e são cidadãos, como eu e você. Por isso, merecem todos os direitos conferidos a cidadãos.

    … como pagam impostos eu, você, as velhinhas do Leblon, a trupe de circo e a Torcida do Palmeiras.

    Terceiro, não fica claro porque pessoas do mesmo sexo não podem ter a cobertura jurídica do Estado.

    … como também não fica claro o porquê de comunidades hippies, estudantes que dividem apartamento, etc., etc., não poderiam tê-la.

    Você está se referindo exclusivamente ao fato de haver diferenças físicas e biológicas?

    Estou me referindo ao fato da Família ser a célula mater da sociedade, o lugar natural onde são gerados e educados os cidadãos para o Estado e, por isso, interessa ao Estado promover e conferir benefícios a este tipo de agrupamento social e não a outros.

    Desculpe, mas se for isso, é tão estúpido que me recuso a acreditar, tendo em vista que casais homossexuais são capazes de amar, de fazer sexo e de querer construir uma vida e uma família ao lado de outra pessoa, assim como os casais heteros.

    … como também são capazes de amar, fazer sexo, querer construir uma vida, etc, etc., as velhinhas do Leblon (se elas, além de velhinhas, forem assanhadinhas), a trupe de circo, o muçulmano com suas setenta e duas esposas virgens, a Dona Flor com seus dois maridos, etc. Isto já está ficando cansativo, é sério que tu ainda não entendeste?

    Entendeu agora aonde faltou argumentação racional da sua parte?

    Sinceramente, não.

    “Eu não preciso “argumentar” que um casal é diferente de uma dupla gay, isto é evidente e salta aos olhos, e aquilo que é evidente não é passível de demonstração.”

    Passo a bola pra você explicar isso.

    Explicar o quê, que o que é evidente carece de demonstração? Você sabe o que significa “evidente” e “demonstração”? Se você, ao arrepio de todos os princípios elementares da lógica, não consegue entender que um homem é diferente de uma mulher e vice-versa, sinceramente, não vejo como eu poderia fazer para explicar isso a não ser dizendo “olhe!”.

    Abraços,
    Jorge

  13. Wagner Menke

    Jorge,

    Você está comparando bananas com abacaxis. Não sei se de propósito. A post, salvo engano, afirma que casais homossexuais não podem ter direitos matrimoniais. Por conta de sua orientação sexual. O que que tem a ver hippies, velhinhas, república estudantil e o resto?!?!

    Por um acaso esse povo já não tem direitos matrimoniais se quiserem se casar?

    É proposital essa confusão toda que você faz ao comparar coisas diferentes?

    Ou você somente quer me passar o atestado de falta de argumentação lógica que citei no começo?

    E outra: casais homossexuais não podem constituir família? Explique.

  14. Wagner Menke

    “Explicar o quê, que o que é evidente carece de demonstração? Você sabe o que significa “evidente” e “demonstração”? Se você, ao arrepio de todos os princípios elementares da lógica, não consegue entender que um homem é diferente de uma mulher e vice-versa, sinceramente, não vejo como eu poderia fazer para explicar isso a não ser dizendo “olhe!”.”

    Negros, deficientes, portadores de síndromes diversas também são diferentes. Eles não podem se casar, segundo sua lógica?

  15. Jorge Ferraz (admin) Post author

    Negros, deficientes, portadores de síndromes diversas também são diferentes. Eles não podem se casar, segundo sua lógica?

    Mas é claro que podem, com pessoas do sexo oposto, como todo mundo. O que não pode é, digamos, duas mulheres negras e três homens paraplégicos viverem juntos e passarem a exigir que o Estado “reconheça” esta união como se Matrimônio fosse.

    A post, salvo engano, afirma que casais homossexuais não podem ter direitos matrimoniais.

    Exatamente, duplas homossexuais (assim como trupes de circo, velhinhas que moram juntas no Leblon, etc.) não podem ter “direitos matrimoniais” porque estes são próprios de quem se une em Matrimônio, e não de qualquer agrupamento humano.

    Por conta de sua orientação sexual.

    Negativo, a orientação sexual não tem nada a ver com esta história. Tanto que um homem gay pode perfeitamente se casar com uma mulher lésbica, se assim quiser, e o Estado vai reconhecer tranqüilamente esta união.

    . O que que tem a ver hippies, velhinhas, república estudantil e o resto?!?!

    Ué, tem tudo a ver, uma dupla sodomita é, para o Estado, muitíssimo mais parecida com as duas velhinhas do Leblon do que com um casal. Aliás, a única coisa que distingue as duas velhinhas do Leblon de uma dupla de lésbicas é o fato das primeiras (provavelmente) não fazerem sexo. E, para fins de reconhecimento de direitos sociais, o sexo que se faz ou se deixa de fazer é irrelevante.

    Por um acaso esse povo já não tem direitos matrimoniais se quiserem se casar?

    Não, este povo tem direitos matrimoniais se quiser se casar com uma pessoa do sexo oposto, que é o mesmíssimo direito que os gays já têm e é este o ponto. A república estudantil (digamos, três colegas do interior que venham estudar na capital) não tem o direito de exigir que o Estado chame de “Matrimônio” este grupo social formado por eles, tratando-lhes da mesma forma que trata um casal [= conferindo-lhe “direitos matrimoniais”].

    Você assistiu “Eu os declaro marido e Larry”? É disso que estou falando.

    É proposital essa confusão toda que você faz ao comparar coisas diferentes?

    Mas é exatamente o contrário, é você (junto com os demais paladinos do “casamento gay”) que está empenhando em fazer uma grandíssima confusão ao comparar duas coisas tão distintas quanto uma dupla de homossexuais e um casal de esposos. Eu só estou colocando as coisas em seus devidos lugar, comparando os iguais com os iguais [= a dupla de velhinhas gays que moram juntas em Copacabana com a dupla de velhinhas não-gays que moram juntas no Leblon] e distinguindo-os dos diferentes [= os esposos].

    E outra: casais homossexuais não podem constituir família? Explique.

    “Família” é uma unidade social formada por pai, mãe e filhos, e portanto uma dupla de homossexuais não pode, pela mais absoluta impossibilidade biológica, ser uma família strictu sensu. Você até pode dizer que eles são uma “família” como dois grandes amigos podem dizer que “amigo é o irmão que você escolhe” ou como a criança criada pela trupe de circo pode dizer que os artistas são “a família dela”, mas o Estado não reconhece (e nem pode reconhecer) direitos familiares à trupe de circo, aos dois amigos que dividem apartamento ou à dupla gay.

    Abraços,
    Jorge

  16. Wagner Menke

    Tá bom. Entendi. Demorei porque me recusei a aceitar a simplicidade do seu argumento.

    Duas pessoas do mesmo sexo não podem se casar porque são do mesmo sexo! Brilhante!

    Ainda bem que o Estado não entrou nessa, não é mesmo?!

    E olha só, o Estado já até reconheceu uma união a três!
    http://portugues.christianpost.com/news/uniao-entre-tres-pessoas-e-oficializada-em-tupa-e-gera-polemica-a-humanidade-esta-perdida-12538/

    Ainda bem que sociedade evolui.

    Abs

    Wagner

  17. Jorge Ferraz (admin) Post author

    E olha só, o Estado já até reconheceu uma união a três!

    Exato, por isto que a tua luta a favor do reconhecimento da “união gay” é hipócrita e incoerente. Para seres honesto, devias defender que o Estado reconhecesse qualquer coisa, qualquer agrupamento humano que chegasse pra ele e dissesse “olha, eu quero direitos matrimoniais”. O que, é lógico, transforma a própria noção de “direitos matrimoniais” em nada, mas pelo menos é mais sincero.

    Por fim, dá pra me dizer de onde você tirou que a família é formada por pai, mãe e filhos?

    Do Pai dos Burros.

    família | s.f. (…)
    2. Conjunto formado pelos pais e pelos filhos.

    Abraços,
    Jorge

  18. Wagner Menke

    Sinceras são as pessoas que chegam pro juiz e dizem que querem viver juntas.

    Sou incoerente? Então vamos convir que você é autoritário, pois quer impor sua visão de matrimônio.

    Minha luta não é a favor do reconhecimento da união gay, mas sim contra o preconceito e o discurso do ódio.

    Pais dos burros? Mas ele não diz que a família é formada por pai e mãe, e sim pelos “pais”. Entendi o porquê dos burros…

  19. Jorge Ferraz (admin) Post author

    Então vamos convir que você é autoritário, pois quer impor sua visão de matrimônio.

    Não, eu defendo a visão que existe e a que faz sentido. Você defende (embora não queira dizer isso explicitamente, porque aí o fantasma vem à luz e os seus farrapos pútridos vão assustar as pessoas que mantêm o seu bom senso intacto) que o Estado devia reconhecer como “Matrimônio” qualquer agrupamento humano que gritasse “eu quero direitos!”, solapando assim as razões pelas quais existem direitos matrimoniais – que deixariam de ser um mecanismo de proteção do futuro da sociedade para se transformar em benesses arbitrárias a serem concedidas a quem gritar mais alto.

    Pais dos burros? Mas ele não diz que a família é formada por pai e mãe, e sim pelos “pais”.

    Exatamente. E “pais”, segundo este mesmo dicionário, significa, verbis,

    pais | s. m. pl. (…)
    6. O pai e a mãe (em qualquer espécie).

    O que, aliás, é o sentido da expressão no mundo real, longe da novilíngua que os autoritários promotores do casamento gay querem impôr à sociedade.

    Entendi o porquê dos burros…

    E eu não entendi o porquê desta revolta dos burros com o seu pai… :(

    Abraços,
    Jorge

  20. Fides et Ratio

    Jorge Ferraz, me espanta um homem erudito como você perder tempo com pessoas que substituem a lógica por falácias lógicas, principalmente a mudança de assunto (quando não consegue rebater uma argumentação sua, simplesmente parte para outros ataques).

    http://xkcd.com/386/

    Eu acho que o seu tempo é mais valioso que isso.

  21. Wagner Menke

    “Não, eu defendo a visão que existe e a que faz sentido.”

    Que faz sentido pra quem? Pra você, bom lembrar.

    “Você defende (embora não queira dizer isso explicitamente, porque aí o fantasma vem à luz e os seus farrapos pútridos vão assustar as pessoas que mantêm o seu bom senso intacto) que o Estado devia reconhecer como “Matrimônio” qualquer agrupamento humano que gritasse “eu quero direitos!”, solapando assim as razões pelas quais existem direitos matrimoniais – que deixariam de ser um mecanismo de proteção do futuro da sociedade para se transformar em benesses arbitrárias a serem concedidas a quem gritar mais alto.”

    Eu defendo o pensamento humanista. Aquele que prega que todos nós somos seres humanos e devemos ser respeitados nessa condição. Ah, sou hétero (!).

    O resto foi você que disse, e que falaciosamente pôs palavras na minha boca (o que, aliás, não é muito saudável para um debate racional). Está bem claro nos meus comentários anteriores que eu defendi o matrimônio entre casais do mesmo sexo. Não entre velhinhas, entre repúblicas e entre comunidades hippies.

    Isso é a mesma coisa pra você.

    Como aliás é pra você válido o fato de matrimônio só valer pra casais em que um membro tenha pênis e o outro vagina. A lógica disso: vá saber! Ainda estou procurando, pois fico pensando em que aspecto social, já que o matrimônio é um direito social, casais héteros e homossexuais se diferem… ambos se amam, moram no mesmo lar, dividem despesas, devem lealdade um ao outro, podem adotar crianças, etc.

  22. Jorge Ferraz (admin) Post author

    O resto foi você que disse, e que falaciosamente pôs palavras na minha boca

    Mas de forma alguma! Foi você que disse. Afinal de contas, a única diferença entre a dupla gay e os outro aglomerados humanos que você trouxe foi, verbis, que «a trupe de circo e as velhinhas do Leblon não reivindicaram direitos de matrimônio». Até citou o exemplo da “união poliafetiva”! Logo, para você, o Estado deveria sim sair conferindo direitos matrimonias a qualquer conjunto de pessoas que chegasse para ele pedindo, seja dupla gay ou trupe de circo. Se você não assume a responsabilidade pelas coisas que diz, meu caro, a culpa não é minha.

    casais héteros e homossexuais se diferem… ambos se amam, moram no mesmo lar, dividem despesas, devem lealdade um ao outro, podem adotar crianças, etc.

    … assim como “se amam, moram no mesmo lar, dividem despesas, devem lealdade um ao outro, podem adotar crianças, etc.” os frades de um convento, a trupe de circo, as velhinhas do Leblon, etc., etc., etc. Tu és repetitivo assim mesmo ou é só comigo hein?

    Abraços,
    Jorge

  23. Wagner Menke

    Não senhor. Eu apenas disse que as suas velhinhas e os poligâmicos não demandaram direitos (até porque elas, as velhinhas, já tem). Caso tivessem, pararia para analisar seus argumentos, assim como já analisei e concordei com a união homoafetiva.

    A citação quanto à união poliafetiva foi pra exemplificar que a sociedade evolui.

    “Logo, para você, o Estado deveria sim sair conferindo direitos matrimonias a qualquer conjunto de pessoas que chegasse para ele pedindo, seja dupla gay ou trupe de circo. Se você não assume a responsabilidade pelas coisas que diz, meu caro, a culpa não é minha.”

    Assumo aquilo que eu digo, e não aquilo que você interpreta. Inicialmente eu citei que era a favor do matrimônio de casais do mesmo sexo. Então, VOCÊ, única e exclusivamente, conclui que eu também era a favor da união dos elementos que você sempre cita, o que aliás, está repetitivo. Veja:

    Jorge Ferraz (admin)
    07/11/2012 at 16:02

    “Beleza. Só por isso? O Estado deveria então ficar concedendo os benefícios do Matrimônio para qualquer agrupamento de pessoas que chegasse pedindo (dupla de gays, velhinhas de Leblon, comunidade hippie, república estudantil, muçulmano com três esposas, etc., etc.), é isso mesmo que você está defendendo? Você tem noção das implicações dessa sua proposta? Tem certeza de que ela é viável?”

    (…)

    “… como pagam impostos eu, você, as velhinhas do Leblon, a trupe de circo e a Torcida do Palmeiras.”

    (…)

    “… como também não fica claro o porquê de comunidades hippies, estudantes que dividem apartamento, etc., etc., não poderiam tê-la.”

    Entendeu agora quem é que inclui esses grupos na discussão pra criar a falácia do espantalho??? Se você quiser, implemente uma ferramenta no site de desenho que eu posso ilustrar pra você.

  24. Jorge Ferraz (admin) Post author

    Assumo aquilo que eu digo, e não aquilo que você interpreta

    Bom, se você não consegue assumir as conseqüências mais lógicas e imediatas daquilo que escreve (afinal de contas, foi provado à exaustão de exemplos que todas as características que você imputa à dupla homossexual – morarem juntos, dividirem contas, amarem-se, etc. – aplicam-se também a outros tipos de uniões, das velhinhas do Leblon à Branca de Neve e os Sete Anões), significa que você não está pensando no que diz e sim somente papagaiando as bobagens que ouviu dizerem. Aí não é minha culpa, eu geralmente parto do pressuposto que tem um ser racional do outro lado do blog. Mas se você preferir posso abandonar esta premissa.

    Abraços,
    Jorge

  25. Wagner Menke

    Bom, as bobagens que eu estaria “papagaiando” por ouvir dizer foram os argumentos utilizados para aprovar o matrimônio de homossexuais no STF. No Supremo Tribunal Federal! Órgão formado por gente estuada e esclarecida.

    Agora imagina você, caro Jorge, um pretenso intelectual, chegar na frente de um ministro do STF com esses argumentos:

    JF: – Caro ministro, você não pode conceder esse direito aos homossexuais haja visto que ambos possuem o mesmo órgão genital. Esse é o único e sensato motivo que impede a concessão desse direito social. Se vier a fazer essa concessão, terá que estender esse direito às velhinhas do Leblon, às trupes de circo, aos moradores de repúblicas e às comunidades hippies.

    Será que é possível medir, em decibéis, a retumbante gargalhada que esse seu argumento provocaria nos meritíssimos ministros???

    É por isso que vocês perderam. É com essa qualidade de argumentação que os setores mais reacionários da Igreja vem sofrendo consecutivas derrotas no plano das ideias. E assim continuará sendo.

    Seu argumento é tão bom quanto afirmar que o Sol gira em torno da Terra. Ao longo do tempo, ambos perderam a razão.

    Abs

  26. Jorge Ferraz (admin) Post author

    Bom, as bobagens que eu estaria “papagaiando” por ouvir dizer foram os argumentos utilizados para aprovar o matrimônio de homossexuais no STF. No Supremo Tribunal Federal! Órgão formado por gente estuada e esclarecida.

    Ahhhh tá explicado! =D

    Passar bem,
    Jorge Ferraz

  27. Nossa, agora desde quando o fato de simplesmente ser negro é motivo para ser classificado como “diferente”, diferente de quem? A partir de que ponto de vista?

    Uma pessoa nascer com alguma deficiência ou sofrer uma ao longo de sua vida implica uma dificuldade maior para fazer determinadas coisas, mas agora colocar o negro em si como alguém com alguma deficiência é sacanagem né. Pelo menos foi isso que o comentário acima deixou transparecer.