Canção Nova Sertaneja: ê, vida de gado…

closeAtenção, este artigo foi publicado 4 anos 6 meses 27 dias atrás.

É necessário fazer coro à denúncia do Fratres in Unum sobre a “Missa Sertaneja” (ou seja lá que aberração for essa) que a Canção Nova promoveu (e transmitiu!) no último final de semana. A foto abaixo é a que saiu no Fratres, mas há outras no próprio Flickr da Canção Nova (entre as quais encontrar pessoas – fiéis e celebrantes – de chapéu no meio da Santa Missa (!) é o que há de menos chocante).

A coisa é tão aterradora que a gente fica pensando estar enganado; pensamos que uma coisa assim obviamente não pode ter acontecido na mesma Canção Nova que há não muito tempo organizou (embora não tenha transmitido – mas as fotos correram a internet) uma Missa na Forma Extraordinária do Rito Romano. Mas infelizmente é verdade; o evento foi anunciado pela Canção Nova, foi transmitido pela TV e há fotos dele (aliás esta aqui é verdadeiramente aberrante) nos canais oficiais de divulgação da comunidade. Portanto, aconteceu: para opróbrio de Deus Nosso Senhor e vergonha da Igreja Católica nesta Terra de Santa Cruz, a maior emissora católica do Brasil realizou e divulgou uma depravação do Santo Sacrifício da Missa.

Eu já falei aqui por diversas vezes que sou um profundo entusiasta da tese “Save the Liturgy, Save the World”; estou honestamente convencido que a maneira mais rápida e eficaz de promover a recristianização da sociedade é cuidar com bastante zelo do santo serviço do Altar, das coisas que se referem diretamente ao culto que a Esposa de Cristo presta «em toda parte, do nascer ao pôr do sol» ao Seu Divino Esposo. E, em contrapartida, distorcer o Rito Romano a ponto de torná-lo praticamente irreconhecível sob um amontoado de elementos (para dizer o mínimo!) que lhe são estranhos é uma forma diabolicamente útil de corroer a Fé Católica nas almas e formar uma multidão de “fiéis” que, no final das contas, não fazem a menor idéia do que vão fazer na Missa aos domingos (isto considerando que eles continuem cumprindo o preceito da Missa Dominical).

Nunca é demais repetir que o Santo Sacrifício da Missa é, literalmente, um e o mesmo sacrifício com Aquele que foi um dia celebrado na Cruz do Calvário. Nunca é demais lembrar que, em cada Santa Missa que é celebrada em qualquer lugar do mundo, torna-se presente o mesmíssimo Sacrifício da Cruz que Nosso Senhor Jesus Cristo ofereceu um dia e para sempre para o perdão dos nossos pecados. Ora, se é importante (como de fato o é) para a nossa saúde espiritual entendermos estes acontecimentos da nossa Redenção, se conhecer os Santos Mistérios da nossa Religião é-nos crucial para melhor participarmos deles, o que justifica deturpar o Rito Romano aos limites do irreconhecível? Toda Santa Missa deve apontar para a Cruz de Cristo elevada sobre o Calvário! Não dá para entender o que se passa pela cabeça dos que querem fazer de cada celebração uma coisa completamente diferente de todas as demais, quando é exatamente o contrário e o grande milagre invisível por detrás das rubricas é que toda e qualquer missa é sempre e em todo lugar a Mesma! A Liturgia deve ajudar os homens a encontrar o que se encontra sob os seus signos, e não afastá-los ainda mais das realidades escondidas sob o véu sacramental. Podem ainda se dizer católicos os que não entendem estas coisas tão básicas? Ao contrário, agem como animais irracionais que são arrastados para lá ou para cá ao som de qualquer berrante que algum Anjo Decaído confunda com trombeta e resolva fazer soar.

Sobre Missa Crioula e outras aberrações transvestidas de “legítima inculturação”, deixo este texto do Salvem a Liturgia! publicado no ano passado, que é o desabafo de um gaúcho diante desta abominação, e do qual destaco:

O “rito crioulo” é artificial porque cria elementos não presentes em nenhum outro rito e completamente destoante até mesmo da espiritualidade católica tradicional. Não usa uma linguagem adequada para a liturgia também. De outra sorte, nem mesmo atende a um legítimo anseio do povo gaúcho: tradicional por tradicional (que é o que esse rito pretende ser), a forma extraordinária do rito romano é muito mais.

Além disso, ele não se pretende outro rito, mas uma variação do rito romano, ou um rito romano inculturado. Entretanto, o próprio Vaticano II – como bem recordava João Paulo II – só permitiu a inculturação litúrgica salvaguardada a unidade substancial do rito romano. Além disso, é preciso autorização de Roma. Esse rito crioulo, de romano não tem nada (nada mesmo!), e, se é um rito novo, só poderia ser “criado” a partir de desenvolvimento litúrgico (o que não se faz, ademais, de uma hora para outra; desenvolvimento supõe anos, décadas, séculos). Outrossim, só quem pode criar ou reformar ritos é o Papa.

Melhor faria a Canção Nova se divulgasse os legítimos tesouros da Igreja de Cristo da Qual ela se diz servidora. Ao contrário, espalhando esta espécie de lixo blasfemo a comunidade está é prestando um enorme favor a Satanás, que é o primeiro a odiar  as coisas sagradas por meio das quais a ação santificadora de Deus se faz presente no mundo.

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12 thoughts on “Canção Nova Sertaneja: ê, vida de gado…

  1. Pingback: Missa Sertaneja: APOSTASIA | Repórter de Cristo

  2. Fides et Ratio

    Isso me entristeceu. A partir de agora vou ficar de olho aberto e com um pé atrás com a Canção Nova. Mas não vou evitá-la completamente, pois ela tem programas muito bons como o Oitavo Dia (do padre Paulo Ricardo) e o Escola da Fé (com o professor Felipe Aquino).

  3. Marcos Augusto

    Isso é um preconceito tolo contra as pessoas simples do interior, que são orgulhosamente caipiras – não caipira no sentido de parvo e atrasado, mas sim de pessoas ligadas às suas origentes e aos seus lugares. A Igreja continua teimosamente eurocêntrica. Depois reclamam quando os fiéis a abandonam. E isso não é por falta de fé, mas sim por decepção.

  4. Vanderley

    Imagino que os (ir)responsaveis dessa tragédia, desconheçam qual o valor/sentido da Missa. Infelizmente a CN tem se especializado em ofender a fé católica, seja com o conluio com os comuno-petistas, seja com celebrações como essa. Incrível que lá tem muitos padres. Mas parece que o $$$ tem muito peso. É uma pena ao invés de evangelizar estão ajudando a ridicularizar a nossa fé.

  5. Fides et Ratio

    @Marcos Augusto
    > “Isso é um preconceito tolo contra as pessoas simples do interior”

    Não tem nada a ver com preconceito. Essa foi uma acusação gratuita da sua parte.

    > “A Igreja continua teimosamente eurocêntrica”.

    Errado. A Igreja tem vários ritos orientais.

    > “Depois reclamam quando os fiéis a abandonam.”

    A perda de fiéis está fortemente correlacionada com a incidência de Teologia da Libertação.

  6. Alex

    Jorge Ferrazm você não poderia averiguar este caso às competências vaticanas? Alguma coisa tem de ser feita!!

  7. diegorar

    Ô, irmãos da CN… fazem sim, coisas boas pela evangelização, mas também cometem erros primários. Devemos ter atenção aos pequenos detalhes, à piedade cotidiana que vai se perdendo. Fazem um evento “sertanejo”, mas tenho certeza que os legítimos cristãos do interior, como meus avós, JAMAIS entrariam de chapéu na Igreja, nem de botina suja. Além disso, estranhariam tornar mundano (como a dura lida na roça), algo tão sublime como a Santa Missa. Fazer “missa sertaneja” para quem é sertanejo e já vai na missa pela missa soa no mínimo bizarro. Caro Marcos Augusto, isso não é preconceito, minha família simples do interior me daria um sermão se eu insistisse em entrar de boné ou chapéu no templo santo. Meus queridos avós passaram a vida crescendo e trabalhando duro na roça, os paternos no sertão nordestino e os maternos no cerrado mineiro. E todos eles, quando iam à missa, colocavam suas roupas mais novas e assistiam piedosamente ao Santo Sacramento.

  8. Carlos d'Amore

    Estão faltando ainda as bailarinas de palco, com pouquíssima roupa e a gandaia estará completa….
    Na ultima missa (m minusculo) que assisti senti tanto desconforto e ansiedade que fui obrigado a procurar outra pequena capelinha para rezar um terço até me aliviar a alma!

  9. Renato

    Uma comunidade sadia, que se diz católica, jamais faria isso. Não há “Escola de Fé” e “Oitavo Dia” que bastem. É o erro escancarado, o abuso aberrante, a fé corrompida, a perdição das almas. Tudo feito de caso pensado, de propósito, calculado e articulado.

  10. Diulza Angelica dos Santos

    como pode haver esta divisão entre voçes, Deus não e´ está presente em igreja dividida, que coisa horrível ja estou afastada faz tempo e não volto por estas coisas que vejo e fico estarrecida.

  11. Juliana Rocha Marques da Cruz

    Lembremos que o próprio Cristo escolheu nascer em meio a animais, as primeiras comunidades cristãs faziam suas “Missas” em lugares mais inusitados, cemitérios, entre outros. Veja a Santa Missa é sim sem sombra de dúvidas o momento mais alto de nossa fé, mas lembremo-nos também que Cristo veio para denunciar o apego exacerbado pelas leis e costumes que nada convertiam, muito pelo contrário. Ele, esteve e está no meio do povo, devemos zelar sim para que a Santa Missa não perca seu verdadeiro sentido, tiremos mas é de direto do povo ter partilha com Ele. O povo da comunidade rural é um povo rico em valores e merece ter isso resgatado, mas junto com Cristo, repito Cristo não é só para os intelectuais ou doutores da lei, mas é principalmente para os humildes de coração!

  12. Paulo Cesar

    Jonas Abib vai queimar no inferno! Ele acha que só por que recebeu o sacramento da Ordem e menciona as escrituras já está com o passaporte pra vida eterna carimbado?

    Ledo engano!

    Tal como Lúcifer, que era um anjo e conhecia as Escrituras, Jonas Abib mente e engana os mais fracos na fé.

    O que é dele está guardado…