O aborto nunca salva a vida de uma mulher. Ele apenas mata um bebê.

closeAtenção, este artigo foi publicado 4 anos 6 meses 9 dias atrás.

Interessante este curto vídeo sobre o aborto, produzido após uma mulher indiana ter morrido na Irlanda alegadamente porque os médicos locais se recusaram a fazer-lhe um aborto. A notícia repercutiu mundo afora; curiosamente, as declarações dos bispos irlandeses sobre a licitude do “aborto indireto” ninguém publicou.

Os ativistas pró-aborto foram rápidos em condenar a atitude dos médicos irlandeses:

Halappanavar teve forte dores no dia 21 de Outubro. Ela estava a perder o bebé e, de acordo com o seu marido, pediu várias vezes a interrupção da gravidez após ter sido informada de que o feto não sobreviveria. Mas Halappanavar e o seu marido foram informados de que a Irlanda é um país católico e como o feto ainda tinha batimento cardíaco, o procedimento estava fora de questão. Halappanavar morreu de septicemia; a sua família acredita que este desfecho teria sido evitado se a interrupção da gravidez tivesse sido realizada.

A história está evidentemente mal contada e tudo o que nós sabemos é que uma mulher grávida, infelizmente, morreu de infecção. Que o aborto pudesse salvar-lhe a vida é apenas especulação sem fundamento; aliás, de acordo com o repórter irlandês que cobriu o caso, pode ser que nem tenha havido uma solicitação de aborto – donde não se pode falar, portanto, em “omissão” dos médicos, e tudo o que nós temos aqui é – mais uma vez – o lobby abortista aproveitando-se da tragédia alheia para fazer propaganda da sua agenda ideológica.

Não existe aborto terapêutico. Não há cura que possa advir da morte de alguém. Postular que o sacrifício de um ser humano inocente possa ser exigido para salvar a vida de alguém é superstição pagã, e não ciência médica. Não existe verdadeiro respeito à vida quando se descarta o ser humano que a mulher doente carrega em seu ventre.  Nunca é demais deixar claro: o aborto nunca salva a vida de uma mulher. Ele apenas mata um bebê.

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11 thoughts on “O aborto nunca salva a vida de uma mulher. Ele apenas mata um bebê.

  1. andréa

    Caro Jorge, é a primeira vez que escrevo no seu blog. Tanto como médica como quanto católica, sou totalmente contrária ao aborto, mas não é verdade que não exista o aborto terapêutico. Em alguns raros casos, pode ser necessária interromper a gravidez para salvar a vida da mãe, e me parece que a própria moral católica admite que nesses casos, o aborto passa a ser um “mal menor.”
    Não sei se é esse o caso, até porque pouco se sabe do que realmente causou a infecção da gestante, e claro que isso será explorado de forma extremamente negativa pelos abortistas, mas não podemos negar que em algumas doenças, e em número muito menor do que o que os a favor do aborto tentam mostrar, realmente é necessária a retirada do feto antes do período completo de gestação, o que termina levando á sua morte.
    Aproveito para dar os parabéns pelo seu blog!

  2. Daniel

    A Igreja aceita que a criança morra como efeito colateral de um tratamento que vise salvar a mãe, nunca que a intervenção vise diretamente o aborto.

  3. Wilson Ramiro

    Perdão cara Andréa.

    Como sabemos que não é necessário que uma criança, para sobreviver e ter uma vida normal, passe o período completo de gestação dentro da mãe, e que este tempo intrauterino pode ser significativamente reduzido, oderia citar algum caso em que o aborto tenha que ser provocado para salvar a vida da mãe, caso em que a gestação realmente não possa ser mantida até que a criança tenha condições de sobreviver em uma encubadora?
    Considerando que o aborto espontâneo é uma defesa do organismo, uma arma de auto defesa quase sempre eficaz, não seria conveniente ser mais explicita nesta colocação?

  4. andréa

    Então, Wilson, um dos raros casos que me lembro é uma infecção chamada corioamnionite, uma infecção das membranas fetais. Também em caso de eclâmpsia, as vezes é necessário antecipar o parto, mesmo que o bebê ainda não esteja “à termo”. Mas como falei no comentário anterior, são casos infrequentes, e como disse o Daniel, não se deseja o aborto como ato primário, mas como um fato secundário à preservação da saúde da mãe.
    Não acho que nenhuma atitude onde o aborto seja a causa primeira possa ser justificável.
    Um abraço

  5. Jorge Ferraz (admin) Post author

    Andréa e demais,

    Como já foi longamente discutido aqui n’outras ocasiões (p.ex. aqui), nunca é lícito matar diretamente o feto.

    “Antecipar o parto” é um eufemismo abortista largamente empregado, mas eu entendo o que se está dizendo aqui. Às vezes é necessário fazer um parto prematuro; de fato, é, e isto é permitido, contanto que sejam feitos todos os esforços para salvar a vida da mãe *e* do bebê.

    Há também a possibilidade do assim chamado “aborto indireto”, que não é antecipar o parto: é fazer alguma intervenção terapêutica *na mãe* que vai ter como efeito colateral a morte *do feto*. Isto é permitido quando estão presentes as condições da causa com duplo efeito, sobre a qual também já se falou aqui.

    Abraços,
    Jorge

  6. Djair

    Existe sim aborto terapêutico. Em casos excepcionais é necessário recorrer à interrupção da gravidez, mas os piedosos “cristãos”, por estupidez, fanatismo e histeria, negam, algo que no fundo sabem serem verdade. Não interessava à mulher indiana (como não interessa à maioria da população) a opinião da igreja católica, pois na Índia o aborto é liberado.

  7. andréa

    Caro Jorge, a antecipação do parto á qual me referi foi exatamente o parto prematuro, não o aborto travestido de “antecipação terapêutica!

  8. Guiomar Soares

    eu nunca fui a favor do aborto e nunca serei. Essas mulheres que cometem um aborto, não há lugar para ela e nem para o médico que se juntem com a finalidade de acabar com a vida de um ser humano, pormais que seja uma sementinha prestes a desenvolver ninguém tem o direito de tirar a vida dessa semente, só Deus. Se não quer uma criança por favor dê um jeito de não engravidar.

  9. Felícia Mayor

    Jogo de palavras e concepções conforme a ideologia e crença. Como a própria médica disse “aborto terapêutico” a necessidade da morte do feto para salvar a vida da mãe. E a própria Igreja aprova a técnica porque ele tem acesso a informação e a realidade científica. Eu perdi o meu bebê por uma infecção da placenta (corioamionites) no 5 mês de gravidez. Os médicos os médicos induziram/esperaram a morte do bebê. Durante o doloroso processo, eles seguiram controlando a infecção para não passar para mim. Tive que ter o meu bebê por parto natural, pois uma cesaria aumentaria o risco de morte da infecção. Hoje eu agradeço a decisão dos médicos e serem rápidos na decisão. Meu marido poderia estar sozinho, sem o seu filho e sem a sua mulher. Não acho que eu, meu marido e os médicos devamos morrer no inferno ou sejamos pessoas ingratas. Há realidades da vida que a Igreja não conforta. Somente Deus. A instituição Igreja e suas normas descritas por homes é uma vergonha.

  10. Pingback: Curtas: "Casamento Gay", aborto na Irlanda e comunhão de joelhos | Deus lo Vult!