Ives Gandra sobre a Lei Seca e a liberdade religiosa

closeAtenção, este artigo foi publicado 4 anos 4 meses 16 dias atrás.

Primoroso este texto do Dr. Ives Gandra Martins sobre as kafkianas exigências que a Lei Seca impõe aos sacerdotes católicos. Já falei recentemente no blog sobre a Lei Seca no geral e sobre os seus iníquos desdobramentos no tocante ao culto católico em particular; trago agora as palavras do eminente jurista para se somarem às que já escrevi aqui.

A lei de tolerância zero, que cerceia a liberdade de culto – culto este que tem 2 mil anos no mundo inteiro e em todos os países, até mesmo na maioria dos islâmicos – é, neste particular, manifestamente inconstitucional, pois impede o exercício da atividade pastoral dos sacerdotes católicos apostólicos romanos, proibindo-os de dirigir os seus próprios carros para atender os fiéis nos casos em que sua presença se faz necessária, desde o nascimento até a morte (batismo, casamento, extrema unção e encomenda de corpo).

Viveríamos em tempos melhores se os nossos governantes não padecessem da mais crônica indigência até do bom senso mais elementar. Mas somos governados por delinqüentes. E pior: toleramos os mais patentes autoritarismos legislativos, talvez por julgarmos que isso não tem nada a ver conosco. Infelizmente tem. Oxalá o percebamos antes que seja tarde demais.

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4 thoughts on “Ives Gandra sobre a Lei Seca e a liberdade religiosa

  1. Wilson

    Ora, é só os padres irem pra casa de táxi! Ou então esperarem uma meia hora, já que nesse tempo o organismo já metabolizou o álcool porque que a quantidade ingerida na celebração não é tão grande.

  2. Fabio

    Olha, nao concordo que essa lei retire a liberdade de culto, nem mesmo o católico.
    A Santa Missa é celebrada na Igreja não no carro…isso (ainda) não está sendo impedido.
    O fato da lei (concordo – exagerada e ridícula) impedir sacerdotes de dirigirem seus próprios carros, afeta a vida ordinária dos mesmos de forma indireta (como acidente da lei) e nao como propósito da mesma.
    Todavia, casos como esse devem ser levados em conta para revisão da lei…comer um bombom de licor, beber do sangue de Cristo na comunhão, uma taça rasa de champagne no reveillon, são coisas que não impedem qualquer de dirigir.

  3. wilsonramWilson Ramiro

    Da Gazeta do povo, sobre os testes para detectar drogas e Bafômetro

    A ressalva, segundo o presidente da Comissão de Trânsito da seção paulista da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP), Maurício Januzzi, é que, assim como o bafômetro e o exame de sangue, o motorista não é obrigado por lei a fazer o novo teste antidrogas.

    http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/conteudo.phtml?tl=1&id=1343446&tit=Blitz-da-lei-seca-vai-flagrar-tambem-quem-usa-maconha-e-cocaina

    Caros. Meus amigos padres não andam “trançando as pernas” mesmo após as missas, e o bafômetro já devia ter sido abandonado pelas “otoridades”, Quem vai se sujeitar a um aparelho onde o erro de “paralaxe” condena.

  4. Wilson Ramiro

    Pode parecer exagero mas acho tudo simples.
    Enquanto não consertam esta lei burra…

    #NAOBAFOMETRO