Para onde conduz a ideologia gay?

closeAtenção, este artigo foi publicado 4 anos 4 meses 2 dias atrás.

Há aquela frase de efeito que diz que a inteligência humana tem limites, mas a estupidez não. Hoje eu pensei nela – obviamente mais como recurso retórico do que como proposição teológica – aplicada ao binômio santidade x pecado. Parece que há um limite para até onde o homem é capaz de subir; mas, para descer, ele desgraçadamente sempre encontra um buraco mais fundo onde se enfurnar. Isso porque, diferentemente do pecado, Deus não violenta a vontade humana: se ao homem que se esforça por se tornar melhor há sempre a concupiscência puxando-o para baixo, para aquele que dá as costas ao Altíssimo e afunda cada vez mais na podridão do pecado não existe nenhuma mão divina puxando-o para fora do pântano. Estendida em direção a ele, sim, sempre; arrastando-o contra a sua vontade, jamais.

Sempre me pareceu bastante óbvio que estimular e incentivar o homossexualismo fatalmente o levaria a se manifestar socialmente sob formas cada vez mais degeneradas. Porque, como se diz em boa teologia moral católica, abismo atrai abismo: o pecado clama por outro pecado ainda maior, e este por outro, e mais outro ainda, e esta cadeia só é encerrada quando o pecador, por misericórdia divina, cai em si e, com a graça de Deus, empreende um esforço lancinante para pôr fim ao redemoinho vicioso em cujo vórtice se encontra cativo. Como é bastante óbvio, uma pessoa que se encontra nessa situação lastimável merece toda a nossa solidariedade e todo o nosso auxílio para dar um basta ao drama que está desempenhando; quando, ao contrário, nós fingimos que isso é muito bonito e aplaudimos entusiasmados uma alma angustiada que sofre violentando diuturnamente a sua natureza, tornamo-nos réus da sua tragédia.

Não nos enganemos: seremos cobrados pelo triste fim de tantas pessoas que nós incentivamos a embarcar nesta canoa furada da violência contra a própria natureza à qual os homens dos dias de hoje gostam de tecer tantos elogios. Como se um barco furado fosse uma coisa positiva por quebrar os paradigmas anacrônicos da integridade dos cascos náuticos e por se constituir num grito de liberdade contra o imperialismo dos grandes transatlânticos e o eurocentrismo das caravelas que macularam a pureza das Américas transportando homens brancos para cá: chavões à parte, somos pessoalmente responsáveis por cada pessoa que, com nossa ação ou omissão, induzirmos a navegar neste esquife macabro.

Há uma forma bastante fácil de se comprovar empiricamente o quanto o homossexualismo é desordenado: basta dar-lhe livre curso social e observar se ele vai tender a algum equilíbrio ou se, ao contrário, vai polarizar-se em extremos cada vez mais ridículos. Infelizmente, nós já estamos em condições de conhecer os resultados desta experiência: este artigo do New York Times (traduzido na Folha) nos dá o triste e desolador retrato do nonsense ao qual conduz a exaltação da cultura gay. Espalhadas ao longo de um confuso e angustiante texto (onde ao leitor é propositalmente nebuloso saber, por exemplo, se as pessoas citadas são homens ou mulheres) estão inúmeras pérolas da intelectualidade e dos bons costumes contemporâneos.

Conforme o texto, há uma nova geração para a qual o simples direito de relacionar-se sexualmente com pessoas do mesmo sexo já não é mais o bastante. Reclamam a multiplicação das definições sexuais (ou “comportamentais”, “existenciais” ou seja lá como chamem isso), até o ponto de transformar a simples auto-definição das pessoas em uma atividade excruciante e enlouquecedora:

  • Se o movimento gay hoje parece ter como foco o casamento gay, a geração de Stephen busca algo mais radical: virar de ponta-cabeça os papéis e superar o binômio macho/fêmea.
  • Com a profusão de novas categorias, como “genderqueer” [“gênero bicha”] ou “andrógino”, cada uma dotada de uma subcultura on-line, montar uma identidade de gênero pode ser um verdadeiro trabalho do tipo “faça você mesmo”.

Trata-se de uma geração que tem profundos e nobres anseios, entre os quais se destaca a fixação fetichista em modernos utensílios descartáveis voltados à obtenção de prazer interpessoal igualmente descartável:

  • Em novembro, cerca de 40 alunos lotaram o Centro LGBT para o evento inaugural do grupo. O microfone estava aberto a todos. Os organizadores panfletaram convites oferecendo “camisinha de graça! Protetor labial de graça!”.

O profundo equilíbrio desses jovens encontra sua máxima representação num rapaz (?) que é incapaz de diferenciar um órgão sexual de um cinto de penetração e numa garota (?) que acha reconfortantemente normal enxergar a própria sexualidade como uma mancha amorfa:

  • Britt explicou que ser bigênero é manifestar tanto a persona masculina quanto a feminina, quase como ter um “pênis que possa ser colocado e tirado”.
  • No colégio, Kate se identificava como “agênero” (sem gênero) e usava o pronome “eles” (“they”, que é neutro em inglês); agora ela vê seu gênero como “uma mancha amorfa”.

As Universidades americanas, isentas de todo interesse pecuniário demagógico e motivadas somente por um profundo e angélico desejo de atender aos anseios legítimos desta comunidade, competem entre si para mostrar quem é a mais moderna e receptiva:

  • A Universidade do Missouri, em Kansas City, tem seu Centro de Recursos LGBTQIA que, entre outras coisas, ajuda os alunos a localizar banheiros “de gênero neutro” no campus.
  • O plano de saúde da faculdade [Universidade da Pensilvânia] inclui cirurgia de mudança de sexo.
  • A universidade [da Pensilvânia] já tinha duas dúzias de grupos de gays, incluindo o Negros Gays, a Aliança Lambda e o J-Bagel, a “comunidade judaica LGBTQIA”.
  • Segundo pesquisa do grupo Campus Pride, ao menos 203 campi permitem que alunos transgêneros dividam o quarto com colegas do gênero de sua preferência; 49 têm um processo de mudança de nome e gênero nos registros da universidade, e 57 cobrem terapia hormonal.

E, por fim, estas pessoas estão valentemente em luta contra a derradeira exclusão: a da sigla que as define, ainda insuficientemente vasta para abarcar toda a diversidade do alfabeto:

  • Parte da solução é acrescentar letras à sigla, e a bandeira dos direitos pós-pós-pós-gays tem ficado mais longa -ou frouxa, para alguns.
  • O Amherst College tem um Centro LGBTQQIAA, no qual cada grupo ganha sua própria letra.
  • “Por que só determinadas letras entram na sigla?” indagou Santiago.

Fazia tempo que eu não via um texto tão ridículo, e acho que nem nos meus mais pessimistas devaneios eu poderia imaginar uma tão grande futilidade erigida em bandeira de luta da juventude. As bobagens acima seriam certamente consideradas pelos militantes gays como caricaturas desonestas de conservadores homofóbicos, se não fossem a mais cândida e sincera auto-expressão das novas gerações de eufóricos continuadores do combate contra a natureza apregoado pelo movimento gay.

O meu temor é haver quem não perceba o quanto tudo isso é humanamente degradante; quem defenda ser saudável esta radical negação da natureza humana; quem acredite que o sexo é uma coisa tão exógena ao ser humano que é possível simplesmente optar por ambos ou por nenhum; quem ache que goza da mais perfeita sanidade mental um indivíduo cujo sonho é um pênis que pudesse colocar e retirar. Contra estes eu talvez nem saiba o que é possível dizer. Provavelmente só me levariam a abanar a cabeça, desesperançado.

Apenas um último detalhe. Os militantes gays gostam de bradar que o homossexualismo não é (mais) doença segundo a Organização Mundial da Saúde. Aqui, resta-lhes a constrangedora incumbência de explicar como é possível, então, que ele naturalmente degenere nesta caterva de patologias sexuais e comportamentais, devidamente catalogadas como distúrbios pela mesmíssima OMS que gostam de evocar em seu favor. Será que vão dizer que nisso a OMS está errada – e irão conviver com esta embaraçosa concessão seletiva de autoridade a este órgão? Ou negarão sua afinidade com estes novos revolucionários sexuais – dando assim as mãos aos “homofóbicos” para condenar esta militância dos que pretendem «superar o binômio macho/fêmea»?

Gostou? Compartilhe!Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on Google+Email this to someonePrint this page

26 thoughts on “Para onde conduz a ideologia gay?

  1. Renato Uirá

    Jorge, você já leu o livro do Jorge Scala – “Ideologia de Gênero: neototalitarismo e destruição da família”? Ele aborda essas questões de uma forma muito clara, lúcida e ampla. Vale a pena a leitura! É bom sabermos bem com o que estamos lidando pra sabermos como lidar e como orientar os demais.

    Abraço, fica com Deus.

  2. anonymo

    queria deixar para você um testemunho como eram tratados os casos de homosexualismo nos paises da “cortina de ferro”, onde vivi mais de vinte anos.Qualquer suspeita inicial levava ao médico-psicólogo; a pessoa era tratada como desvio comportamental e problema psiquiárico; era imediatamente isolada.
    Repito- era imediatamente isolada e tratada !!!!!
    Assim conseguiu-se controlar o surgimento de novos casos que quase que contaminam os do convívio.
    De ponto de vista espiritual ao meu ver trata-se de doença espiritual e contagiosa. que precisa imediato tratamento.Essas pessoas sofrem escravidão cruel e onde não há espaço para dignidade; merecem muita compaixão,- veja como que instintivamente procuram a Igreja pedindo socorro, mesmo que usando armas agressivas.
    – por mais que pode não querer se aceitar o socialismo,- era único ambiente social onde o tratamento podia ser oferecido,
    Aqui, – se não hostilidade e humilhação, então vem a inadmissível permissividade.

  3. Gustavo

    Homossexualidade uma doença espiritual contagiosa?
    Nunca ouvi falar de uma pessoa que se tornou homossexual por conviver com homossexuais. Pode por favor citar alguma fonte ou essa teoria é uma invenção pessoal?

  4. Joaquim Soares

    Para onde conduz a ideologia gay eu não sei. Mas outras perguntas também estão no ar: pra onde conduz a ideologia da pedofilia velada? Da ocultação de CRIMES sexuais? Da prostituição? Da corrupção? Quem sabe o “santo padre” que pediu as contas consiga responder essas perguntas…

  5. Natália

    Olha só gente, os criticadores de batuca de Bento XVI já chegaram ao site.

  6. JBC

    O que há de se perguntar de verdade é “para onde conduz a ideologia extremista católica?” Sendo que a resposta certamente é: “para o obscurantismo”.

    O que é possível ver nesse texto, além de excertos morais baseados em livros sagrados que de fato foram escritos por homens primitivos, são informações colocadas pela metade, tais como a do último parágrafo. Se o autor tivesse o mínimo de interesse em pesquisar o porquê de existirem patologias sexuais no CID-10 da OMC, teria chegado às respostas que podem ser lidas nesse link.

    No mais, é uma pena que cada pregação moral que pessoas como este autor costumam fazer sejam rapidamente “desmoralizadas” por aqueles que interpretam e propagam tais diretrizes morais. Pois não é que exatamente hoje recebemos a noticia do jornal La Reppublica de que o Papa Bento XVI recebeu, no final do ano passado, um dossiê com relatos de uma vasta rede de prostituição homossexual dentro do Vaticano.Veja aqui, aqui e aqui.

    Tsc tsc tsc.

    Porque, como se diz em boa teologia moral católica, abismo atrai abismo: o pecado clama por outro pecado ainda maior, e este por outro, e mais outro ainda, e esta cadeia só é encerrada quando o pecador, por misericórdia divina, cai em si e, com a graça de Deus, empreende um esforço lancinante para pôr fim ao redemoinho vicioso em cujo vórtice se encontra cativo.

    Tenho uma má notícia pra você: enquanto sua religião disser que causas naturais são pecados, eles sempre vão existir, inclusive e invariavelmente até mesmo dentro de seu núcleo divino.

    Não sei se você é afeto a conhecimento científico, mas os cientistas dizem que o pecado da homossexualidade foi Deus quem criou. Uma “trollada” tão irônica quanto o aborto espontâneo! (só Deus tem o direito de abortar, já que ele tem um “plano” para todos nós!)

    No mais, boa cruzada em torno dos valores morais católicos! A memória daqueles que lutaram arduamente contra o canhotos em nome desses valores prestam apoio o você!!!

  7. Fabio

    Caros, nem a Igreja sabe a origem da homossexualidade. A prática sexual homossexual é pecado, mas o fatode um homem não sentir atração por uma mulher e sentir atração por outro homem, não é pecado em si mesmo, mas uma provação. Deve-se portanto evitar o pecad e lutar contra o desejo desordenado, conforme pode-se ver abaixo:

    §2357 CASTIDADE E HOMOSSEXUALIDADE A homossexualidade designa as relações entre homens e mulheres que sentem atração sexual, exclusiva ou predominante, por pessoas do mesmo sexo. A homossexualidade se reveste de formas muito variáveis ao longo dos séculos e das culturas. Sua gênese psíquica continua amplamente inexplicada. Apoiando-se na Sagrada Escritura, que os apresenta como depravações graves, a tradição sempre declarou que “os atos de homossexualidade são intrinsecamente desordenados”. São contrários à lei natural. Fecham o ato sexual ao dom da vida. Não procedem de uma complementaridade afetiva e sexual verdadeira. Em caso algum podem ser aprovados.

    §2358 Um número não negligenciável de homens e de mulheres apresenta tendências homossexuais profundamente enraizadas. Esta inclinação objetivamente desordenada constitui, para a maioria, uma provação. Devem ser acolhidos com respeito, compaixão e delicadeza. Evitar-se-á para com eles todo sinal de discriminação injusta. Estas pessoas são chamadas a realizar a vontade de Deus em sua vida e, se forem cristãs, a unir ao sacrifício da cruz do Senhor as dificuldades que podem encontrar por causa de sua condição.

    §2359 As pessoas homossexuais são chamadas à castidade. Pelas virtudes de autodomínio, educadoras da liberdade interior, às vezes pelo apoio de uma amizade desinteressada, pela oração e pela graça sacramental, podem e devem se aproximar, gradual e resolutamente, da perfeição cristã.

  8. Lampedusa

    Joaquim,

    Você perguntou:

    “Para onde conduz a ideologia gay eu não sei. Mas outras perguntas também estão no ar: pra onde conduz a ideologia da pedofilia velada? Da ocultação de CRIMES sexuais? Da prostituição? Da corrupção?’

    A resposta é simples: tanto a ideologia gay, como pedofilia velada, ocultação de crimes, prostituição e corrupção levam todas ao mesmo lugar, isto é, à degradação moral do ser humano. A única forma de evitar isso é combatendo-as quando identificadas. E isso é o que o Papa que está “pedindo as contas” fez ou tentou fazer.

  9. Lampedusa

    JBC,

    “O que há de se perguntar de verdade é “para onde conduz a ideologia extremista católica?” Sendo que a resposta certamente é: “para o obscurantismo”.”

    O que você chama de “ideologia extremista católica”? Dependendo do que seja eu também concordaria. Espero que você também concorde que o extremismo que a ideologia gay está tentando impor à sociedade também nos levará ao obscurantismo.

    “O que é possível ver nesse texto, além de excertos morais baseados em livros sagrados que de fato foram escritos por homens primitivos”

    Bom, você há de convir que em praticamente todas as culturas, sejam elas cristãs, islâmicas, hindus, budistas, pagãs, etc nunca houve plena aceitação da homossexualidade. Houve sempre maior ou menor tolerância a essa prática e nunca na história houve uma equiparação de direito ou de fato à união heterossexual e homossexual. Mesmo nos regimes ateus do século XX a homossexualidade foi largamente combatida.

    ” sejam rapidamente “desmoralizadas” por aqueles que interpretam e propagam tais diretrizes morais. Pois não é que exatamente hoje recebemos a noticia do jornal La Reppublica de que o Papa Bento XVI recebeu, no final do ano passado, um dossiê com relatos de uma vasta rede de prostituição homossexual dentro do Vaticano.”

    Como respondi acima ao Joaquim, há uma enorme diferença entre haver depravação moral entre um determinado grupo de pessoas e aceitá-la como normal ou negar que seja depravação. É desonesto acusar a Igreja de hipócrita porque alguns de seus membros não vivem como pregam.

    “mas os cientistas dizem que o pecado da homossexualidade foi Deus quem criou. Uma “trollada” tão irônica quanto o aborto espontâneo! (só Deus tem o direito de abortar, já que ele tem um “plano” para todos nós!)”

    Ao que me consta, não há consenso na comunidade científica se o homossexualismo é uma tendência inata ou adquirida. De qualquer modo, isso não muda a moralidade do ato homossexual. Se isso fosse correto, não deveríamos por os meios para evitar que abortos espontâneos ocorrem. Ou, ainda, outras tendências (inatas ou não), como a pedofilia (não estou comparando a pedofilia com a homossexualidade) também seriam “normais” ou “amorais”.

  10. Jorge Ferraz (admin) Post author

    BTW, é risível a “explicação” do JBC para a OMS considerar como transtornos mentais o travestismo ou o transexualismo. Segundo o texto que ele citou, tratar-se-ia tão-somente de uma pequena burocracia necessária para justificar consultas médicas, análoga a calvície ou cabelos brancos!

    Engraçado que, logo abaixo das Gender identity disorders, estão as famosas Disorders of sexual preference, onde se encontra a pedofilia. E aí, seu JBC? Pedofilia também está aqui meramente como um “pra constar”?

  11. Messias

    Sr. Joaquim Soares,

    1. Existe algo relacionado à pedofilia que é realmente velado (eu nunca vi sobre isso na imprensa), que é o NAMBLA. (North American Man/Boy Love Association – Associação Americana pelo Amor entre Homens e Meninos).
    É uma organização de homossexuais que defende a pedofilia.

    2. O caso do “filósofo” Michel Foucalt, idolatrado nas nossas universidades e cujos dogmas são aceitos pela ditos bem-pensantes no Brasil. O tal filósofo que era homossexual e viciado em cocaína já tentou legalizar a pedofilia na França, junto com outro “filósofo”, o comunista assassino Louis Althusser (ele assassinou a sua esposa e foi inocentado por alegação de problemas psicológicos).

    3. Na Holanda, o país da diversidade, depois de legalizar a maconha e o casamento gay, já tem quem quer legalizar a pornografia infantil: o homossexual Ad van den Berg, que foi condenado em 1987 por abusar sexualmente de um menino de 11 anos.
    outro homossexual de lá que já foi preso por pedofilia foi Robert Mikelsons, “casado” com outro homem por ter abusado sexualmente de 83 crianças, algumas das quais tinham apenas alguns meses de vida e fazer fotos e vídeos de pornografia infantil para distribuir em redes pedófilas na internet. (http://www.midiasemmascara.org/artigos/movimento-revolucionario/13628-pornografia-infantil-sexologos-holandeses-pedem-legalizacao.html)

    4. O famoso Dr. Kinsey disse que “todas as leis que restringem a conduta sexual — as leis que haviam favorecido e protegido mulheres, crianças e a família durante gerações — eram simplesmente sobras antiquadas deixadas por uma era desinformada e hipócrita. Tais leis sexuais não eram mais válidas numa “era sexualmente iluminada e honesta”. veja os tipos de pesquisa que foram feitas pela sua equipe: http://www.midiasemmascara.org/artigos/movimento-revolucionario/12375-anarquia-sexual-o-legado-de-kinsey.html

    O senhor deve concordar que esses casos deveriam deixar de ser velados né?

  12. Joaquim Soares

    Sr. Messias

    Que tal comentar os casos de pedofilia dentro da ICAR e qual foi a reação do Sr. Ratzinger e dos cardeais ligados diretamente a ele sobre o assunto? Acredito que também seria produtivo dentro da discussão se você pudesse discorrer sobre tais casos, já que parece informado em demasia sobre a questão.

    Abraços

  13. JBC

    Caro Jorge,

    Deve ser ridícula mesmo a explicação de uma Revista de Saúde Pública para o fato de tais patologias constarem do CID-10 da OMS.

    Certa mesma devem estar as explicações de um site extremista católico que tem um cruzado como papel de fundo!

    Lampedusa,

    As culturas islâmicas, hindus, budistas, pagãs também nunca aceitaram o catolicismo. Devemos excluir os direitos dessas pessoas e ridicularizá-las?

    Vê-se que você não é uma das pessoas afetas à ciência, pois esta já venceu o inatismo desde o início do século. Porém, é inegável a influência genética na orientação de gênero.

    Por fim,

    Ridícula é a falta de argumentação.

    E ridículos serão vocês daqui à 10 anos, quando acabar essa bobagem de discriminar homossexuais.

  14. Jorge Ferraz (admin) Post author

    Deve ser ridícula mesmo a explicação de uma Revista de Saúde Pública para o fato de tais patologias constarem do CID-10 da OMS.

    Certa mesma devem estar as explicações de um site extremista católico que tem um cruzado como papel de fundo!

    Ué, sim, porque o ridículo dos argumentos mede-se pelo seu valor enquanto explicação convincente, e não pelo lugar onde eles se encontram. Este amálgama vagabundo de ad verecundiam com ad hominem que tu pariste em mal português não cola aqui, sinto muito.

    E insinuar que distúrbios de personalidade graves como os mencionados estão num catálogo internacional de doenças porque não são doenças (!) mas há pessoas que acham que é (!!) é patético, independente de ser dito no Big Brother Brasil ou durante uma plenária da ONU.

    – Jorge

  15. Lampedusa

    JBC

    “As culturas islâmicas, hindus, budistas, pagãs também nunca aceitaram o catolicismo. Devemos excluir os direitos dessas pessoas e ridicularizá-las?”

    O tem a ver uma coisa com a outra? Você acusou o Jorge de falar sobre homossexualismo baseado em “ livros sagrados que de fato foram escritos por homens primitivos”. E eu lhe apontei que em grande parte (se não em todas) das culturas humanas o homossexualismo foi (e é) visto como algo anti-natural e não apenas as que aceitam a Bíblia. Se você não tem uma resposta adequada, não tergiverse.

    “Vê-se que você não é uma das pessoas afetas à ciência, pois esta já venceu o inatismo desde o início do século. Porém, é inegável a influência genética na orientação de gênero.”

    Sério? Então vai explicar para esse pessoal que defende a causa homossexual!

    http://scienceblogs.com.br/rainha/2013/02/a-natureza-da-homossexualidade-e-os-comentarios-de-elivieira-e-izzynobre/

    Você precisa estudar mais as causas que defende em vez de sair por aí com chavões infundados.

  16. JBC

    Pra finalizar meu debate nesse post:

    Jorge,

    Ficou claro pra mim que seu texto quis intencionar que pelo mero fato de haver códigos que indicam homossexualidade no CID-10 da OMS, que a mesma continua, mesmo que forma “velada”, a dizer que homossexualidade é uma doença.

    Cara, essa é a maior patacada que você cometeu! A própria OMS reconhece que a retirada da homossexualidade como doença foi um avanço na luta pelos direitos humanos dessas pessoas.

    Na tentativa de racionalizar o irracional, as pessoas ficam cegas à verdade dos fatos.

    É óbvio que todo movimento tem seus excessos, inclusive o catolicismo. Mas pra quem é considerado hoje um cidadão de segunda categoria dentro da nossa sociedade, eles estão mais que certos em lutar por direitos.

    Lampedusa,

    A similaridade reside no fato que seres humanos não devem ter direitos suprimidos nem ser hostilizados por conta de orientação sexual nem preferência religiosa. O objetivo era meramente te fazer se botar no lugar deles. Mas pra certas pessoas isso é tão difícil…

    E o link que você postou traz a seguinte frase: “Homossexualidade é um comportamento com forte influências genéticas, que parece ser herdável, e é encontrado em diversos outros animais.”

    Não vi escrito que a homossexualidade é determinada pela genética. Pelo visto você não sabe interpretar o que lê…

    Eu escrevi que que ela é influenciada pela genética que isso é um consenso entre cientistas, assim como é consenso que a genética é apenas um fator.

    Aos dois,

    Se acham que homossexualidade é imoral, ótimo. Preguem isso aos seus colegas de crença. Se forem capazes…

    Façam que nem o Fábio, digam a eles que o fato de terem nascido com essa vontade de se relacionar com pessoas do mesmo sexo é uma provação de Deus, e que eles devem resistir bravamente em nome do paraíso que os espera.

    Mas fazer campanha contra direitos de homossexuais é ir contra a mensagem de amor ao próximo que seu próprio Deus pregou.

    Abs

  17. Lampedusa

    JBC

    1 – meu comentário acerca das outras culturas foi apenas para demonstrar que a não aceitação da “naturalidade” da homossexualidade se baseia apenas na Bíblia, como você indicou.

    2 – o texto diz o seguinte: ““Quem argumenta que homossexualidade é um comportamento aprendido, e por isso cada vez mais comum, não entende que isso na verdade é um reflexo do aumento de nossa tolerância”

    e você tinha dito:”[a] ciência, pois esta já venceu o inatismo desde o início do século. Porém, é inegável a influência genética na orientação de gênero.””

    Ou bem a ciência descarta o inatismo ou descarta que que é algo apreendido ou que pode ter as duas causas ou afirma que ainda não se conhece a resposta.

    Definitivamente, você tem sérios problemas com a interpretação do que você mesmo escreve.

  18. Jorge Ferraz (admin) Post author

    A questão aqui é sobre os distúrbios sexuais análogos ao homossexualismo que continuam na CID-10, como o Transsexualism e o Dual-role transvestism. A minha pergunta foi bastante simples: a OMS está correta em considerá-los como doenças, sim ou não?

    Se sim, como é possível que coisas tão afins como o homossexualismo e o transexualismo (que inclusive batalham ambos por “direitos” sob a mesma sigla e os mesmos “argumentos”) sejam uma, doença e, outra, a mais pura e cândida manifestação natural de uma característica humana inócua?

    Se não, e se a OMS não tem portanto capacidade de discernir entre o que é doença e o que não é, quem garante que ela estivesse certa quando resolveu tirar o homossexualismo da CID-10?

    Esta é a sinuca de bico na qual se encontram os militantes gayzistas que gostam de usar a OMS para dar “carteirada” em quem não acha bonito o gay-way-of-life. Que se mordam de raiva e tentem dar nó em pingo d’água para se livrar da contradição.

    A performance deles, registre-se, é cômica. Estes comentários daqui perfazem um bom exemplo. Vejamos: após a patética tentativa de negar que o CID-10 fosse uma lista de doenças (!) que um pateta tentou empurrar goela abaixo aqui via argumento de autoridade (!!) e que não colou, ele depois resolveu mudar completamente de assunto e dizer que a OMS considera “um avanço” a retirada do homossexualismo da CID-10 (!!!). Ora, nós estamos falando dos distúrbios que permaneceram, e não dos que foram retirados!

    Sem contar a obviedade simplória da alegação. Mas é claro que a OMS vai considerar a retirada do homossexualismo da CID-10 como um avanço, é óbvio, uma vez que foram eles próprios que tiraram! Só faltava mesmo eles serem esquizofrênicos a ponto de reformarem uma lista para protestarem depois dizendo que consideram isso um retrocesso!

  19. Lampedusa

    Uma correção:

    Onde de lê: “1 – meu comentário acerca das outras culturas foi apenas para demonstrar que a não aceitação da “naturalidade” da homossexualidade se baseia apenas na Bíblia, como você indicou.”

    Leia-se:

    “1 – meu comentário acerca das outras culturas foi apenas para demonstrar que a não aceitação da “naturalidade” da homossexualidade NÃO se baseia apenas na Bíblia, como você indicou.”

  20. JBC

    Jorge, o grande problema é que estou aqui discutindo com um ignorante que não sabe que homossexualidade e transexualidade são coisas completamente diferentes. Talvez esteja aí a fonte do seu preconceito: falta de estudo. Praticamente um cruzado medieval.

    Transexualidade é sim uma doença, e que afeta a saúde mental de um indivíduo. É o caso de quem nasceu homem preso num corpo de mulher, por exemplo. Tipo aquele filme do Tony Ramos com a Glória Pires…

    E pra isso até o SUS cobre a cirurgia de troca de sexo, pois se trata de um caso de saúde pública. E por isso está no CID-10, com muita razão.

    Isso é completamente diferente de homossexualidade. A OMS sabe disso. A Revista de Saúde Pública sabe disso. Pesquisadores da sexualidade humana sabem disso. Eu sei disso. Jorge não sabe… e não quer aprender.

    Prefere ficar na felicidade que a ignorância dele proporciona. Afinal é mais legal e bacana pra ele pensar que existe uma contradição entre retirar homossexualidade e manter transexualidade. Isso deixa os gays com raiva!

    Estou discutindo com um cara que fez um cursinho de Direito num lugar qualquer aí e leu um livrinho de lógica erística de um Olavo de Carvalho da vida e quer discutir sobre assuntos que ele demostra não entender *#%*#$ nenhuma.

    E ainda de lambuja, como boa vaquinha de presépio que é, ele agrada as orientações de um bando de velhos babões que, nas sombras dos muros de seus templos, praticam a homossexualidade e a pedofilia a rodo e não são excomungados. Isso se chama moral católica: homossexualidade só é permitida aos clérigos.

    É o cúmulo da degeneração humana, como ele mesmo diz.

    E Lampeduza,

    O texto que você postou diz que a homossexualidade tem fortes influências genéticas. Mas que isso não é determinante. E que não faz a menor diferença.

    Ainda que fosse uma escolha, não deveríamos transformar esses cidadãos em subcategoria. E não é por que sua cultura judaico-cristã não a aceita que nós vamos suprimir-lhes direitos.

    Afinal, estamos falando de seres humanos.

    E todo ser humano tem direitos garantidos por força de um tratado internacional, que nosso país é um dos signatários (isso eu incluí).

    Pregue que homossexualidade é coisa do diabo pros seus colegas de cultura judaico-cristã. Mas pra quem não segue os princípios dessa cultura, não seja autoritário a ponto que querer impô-la aos demais.

    Ninguém gosta de autoritarismo. Estamos entendidos?

  21. Jorge Ferraz (admin) Post author

    JBC,

    Vamos recapitular. Tu

    i) primeiro negaste que a CID-10 fosse uma lista de doenças;
    ii) depois tentaste empurrar o relincho acima via argumento ad verecundiam;
    iii) aí mudaste completamente o assunto dizendo a tautologia de que a OMS era favorável à retirada do homossexualismo da CID-10 que ela própria realizou; e
    iv) agora, finalmente, assumiste que o transexualismo «é sim uma doença».

    O problema com essa última hipótese é rotundamente simples: os transexuais não se consideram mais doentes do que os homossexuais! Muitíssimo pelo contrário até, eles professam o mesmíssimo “orgulho” destes.

    Ainda: ao contrário do que a tua Cherry Picking leva o leitor ingênuo a acreditar, o transexualismo não é o único transtorno de identidade de gênero catalogado pela OMS. Citei igualmente o Dual-role transvestism, que a CID-10 define simplesmente como vestir roupas do sexo oposto sem excitação sexual associada a isso. Poderia ter citado também o Fetishistic transvestism, que ao contrário é vestir-se do sexo oposto para obter excitação sexual. E todos estes (junto com os gays e lésbicas, os transexuais e os travestis, os bissexuais e os assexuados, etc.) vivem de mãos dadas, considerando-se uma “classe” única que em uníssono reclama o tão falado “direito à diversidade”!

    Para se negar a enxergar a enorme afinidade existente entre todos esses comportamentos sexuais (inclusive auto-proclamada pelos que se identificam com eles, como este post mostra) é preciso muita cegueira ideológica. E esta enorme profusão de ad hominem com a qual tu pareces sentir a necessidade de disfarçar a vacuidade intelectual das tuas intervenções aqui só demonstra como é capaz de degradar-se uma pessoa que compra sem pensar direito as teses doentias do Movimento Gay.

    – Jorge

  22. Lampedusa

    JBC,

    Havia escrito um texto longo para responder-lhe, mas, infeilzmente, meu micro deu algum problema e perdi o que escrevi e estou sem tempo de reescrever.

    Mas, de forma resumida, é o seguinte:

    – quanto ao texto que postei, a única intenção foi demonstrar que, ao contrário do que você afirmou, não há ainda consenso da origem da homossexualidade: se é algo inato (genético ou não) ou apreendido ou, ainda, um misto das duas causas.

    – concordo que, para efeitos morais, isso é pouco relevante. A moralidade do ato homossexual não muda se a tendência for apreendida ou inata.

    – sim, também, não gosto de autoritarismo e, justamente por isso, não gosto das intenções da militância gay de impor a quem pense diferente deles uma coação jurídica para que não expresse suas ideias. E, também, que se imponham regras e leis que impliquem em benefícios ou direitos especiais aos gays, tornando-os uma “supercategoria”, que é a tentativa atual.

    – por fim, cuidado, pois basear a dignidade (e respeito) da pessoa humana em tratados internacionais e em adesões de governos a eles é extremamente perigoso para as minorias (sejam elas de gays, religiosas, étnicas, etc). As ideias e ideologias das maiorias são extremamente voláteis (em termos mundiais ou restrito a países). O fundamento do respeito à pessoa humana encontra-se na dignidade intriínseca do ser humano, criado à imagem e semelhança de Deus. Não há tratado humano que possa revogar isso!

  23. JBC

    Jorge,

    1º) Não neguei que a CID-10 fosse uma lista de doenças. Argumentei que ela não apenas uma lista de doenças. Citei uma fonte que entende de doenças, ao contrário de você, que é expert em Direito Canônico e praticamente um catálogo de todos os tipos de falácias. Mas um zero à esquerda em saúde pública.
    2º) Não mudei completamente o sentido de nada. Talvez você tenha dificuldades de fazer conexões. Explico: como pode a OMS afirmar que a homossexualidade é uma doença se ela diz que foi um avanço o seu reconhecimento como uma simples orientação sexual? Some 2+2 que você vai entender.
    3º) Travestismo bivalente (dual-role travestism) não é homossexualidade. A pessoa tem apenas vontade de se vestir com roupas do sexo oposto. Mas não sente atração sexual pelo mesmo. Conhece o Laerte?
    4º) Chega de aulas sobre sexualidade para católicos obscurantistas por hoje. Quer ser ignorante e falar besteira, que o faça! Não tenho o direito de lhe tirar aquilo que te faz feliz. Espero apenas que aprenda a ser tão tolerante com os homossexuais do dito “Movimento Gayzista” o quanto é tolerante com os homossexuais do movimento católico (em especial, os da cúria romana).

    Lampeduza,

    Concordo com tudo que você disse, fora o trecho: “O fundamento do respeito à pessoa humana encontra-se na dignidade intrínseca do ser humano, criado à imagem e semelhança de Deus. Não há tratado humano que possa revogar isso!”

    Apesar disso, respeito sua crença. Só não tenho como respeitar o fato que querer a impor a quem pensa diferente. Até onde eu saiba, o “Movimento Gayzista” não revindica o direito de se casar na Igreja Católica (e se fizerem isso, estarão ERRADOS). Cada um no seu quadrado.

    Abs

  24. Jorge Ferraz (admin) Post author

    JBC,

    Uma lista que contivesse lado a lado (no mesmo capítulo, seção, parágrafo e artigo!) duas coisas tão díspares quanto uma doença mental e uma expressão normal da sexualidade humana obviamente não poderia ser chamada nem de lista de doenças e nem de lista de orientações sexuais, da mesma forma que um livreto que indistintamente contivesse preços de pratos de comida, CEPs de ruas e resultados do jogo-do-bicho não poderia ser chamado de cardápio de restaurante ou de lista telefônica. Infelizmente, parece que você é incapaz de entender isso se não estiver escrito na Nature.

    E achei bem interessante você dizer que o Laerte é doente! Não tem vergonha de ser tão preconceituoso? Para este site pró-gay, ele «é uma das figuras LGBT mais respeitadas e engajadas do Brasil». Por que você não vai lá sugerir que o cartunista procure um tratamento para o seu “travestismo bivalente” e nos deixa em paz?

  25. Renato Uirá

    Depois de toda essa discussão, reitero o comentário que fiz lá no início, e estendo o convite à leitura do livro também para os adeptos da agenda gay militante, como o JBC e cia. Leiam com atenção, abertura e honestidade, e vocês vão ficar bem mais esclarecidos sobre a questão.

    Que Deus os abençoe!