O homossexualismo, a genética e a moralidade dos atos humanos

closeAtenção, este artigo foi publicado 4 anos 3 meses 20 dias atrás.

Eu não assisti nem ao Silas Malafaia na Marília Gabriela (tentei, mas quando ele começou a mostrar sua declaração de Imposto de Renda eu perdi a paciência) e nem ao geneticista (de Londres?) cuja resposta ao pastor tornou-se viral pouco depois. Um amigo me perguntou à época o que eu achava da polêmica, e eu disse que era pura perda de tempo. Por uma razão bem simples: para a Moral Católica é totalmente indiferente se a tendência homossexual é inata (p.ex. “genética”) ou adquirida, porque a Moral trata dos atos humanos e estes, por definição, são aqueles realizados livre e conscientemente.

Ninguém será julgado por sentir-se sexualmente atraído por pessoas do mesmo sexo, da mesma forma que não será julgado por sentir-se atraído (digamos) pela mulher do vizinho. Em um e outro caso, só há culpa quando se passa do sentimento ao consentimento, do impulso à atitude, da tentação ao pecado. Se em um homossexual a genética explica sua disfunção da libido (que nele se dirige a alguém não do sexo oposto, como seria natural, mas a alguém do mesmo sexo), ótimo: porque aí talvez ela possa também apresentar formas de minimizar o problema. Mas isso não justifica o comportamento homossexual mais do que a compulsão genética por parceiros múltiplos justificaria o adultério. Moral não é uma questão de genes, e sim da justa ordenação dos atos humanos ao seu fim último.

Aqui é importante deixar claro duas coisas:

  1. A existência de comportamento homossexual na natureza não faz com que ele seja natural em seres humanos. Se fosse assim, então seria natural às mulheres comerem os seus próprios bebês, aos homens terem várias mulheres, às pessoas comerem fezes, à mulher praticar canibalismo após a cópula, et cetera, et cetera.
  2. Igualmente, o fato do homossexualismo ser ou não genético não define a moralidade do ato homossexual. A cleptomania pode ser genética também, assim como a pedofilia ou a satiríase, e isto – absolutamente! – não transforma em atos moralmente corretos o furto, o abuso de crianças ou o sexo desregrado.

Isto posto, para quem ainda assim quiser se aprofundar na questão genética, aproveito para recomendar este vídeo chamado “Geneticista Embusteiro” (podem acessar, é público), que consiste em uma resposta ao Eli Vieira. Como foi mostrado, para a moralidade do comportamento homossexual tanto faz que ele tenha origem genética ou não; mesmo assim, fazer picaretagem intelectual para vender uma tese furada é muito feio e precisa ser desmascarado. Assistam, baixem e divulguem o vídeo enquanto ele ainda está no ar. Para certo movimento revolucionário intolerante, histérico e pitizento, mesmo um vídeo assim é uma agressão e uma ofensa que, como tais, deve ser denunciado (e se possível censurado).

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68 thoughts on “O homossexualismo, a genética e a moralidade dos atos humanos

  1. Flávio Maia

    Prezado Aristóteles,
    Quando não se tem argumentos para refutar a conclusão de que a relação homossexual não detém o mesmo grau de importância para sociedade do que o matrimônio heterossexual (por razões óbvias, pois a primeira é dispensável a continuação da espécie enquanto a segunda é necessária para continuação da humanidade), logo não faz nenhum sentido equipará-las, o gayzista tem que apelar expediente retóricos do tipo: espantalhos grosseiros, toda hora desvio do assunto, falacia do apelo a emoção, e etc.
    Somente esse espirito tão contrário a verdade pode explicar o abuso de tais truques erísticos, como dizer a toda hora que nossa argumentação é totalmente fundada na Bíblia (ainda que nenhum os comentaristas católicos tenha citado um linha sequer da Escritura para defender seu ponto de vista), a repetição nauseante de rótulos e tentativa insana de sempre misturas os temas debatidos.

    1. Aristóteles, infelizmente, além de você não saber responder as perguntas objetivamente feitas, ainda não sabe sequer interpretar um texto. Onde eu usei o argumento de que esse direito a equiparação nunca foi observado em nenhuma civilização anterior a nossa era suficiente para encerrar a pretensão gay? Na verdade, eu apenas argumentei contra o seu discurso vitimista e chantagista de dizer que meu argumento visava cassar direitos de minorias,e para isso disse que não faz sentido nenhum dizer que eu quero “cassar” algo que nunca existiu. Ou será possível que se casse algo inexistente? Óbvio que não! Entendeu, ó apressado gayzista? Mais essa sua patifaria intelectual tem uma razão de ser: é que o gayzista só consegue permanecer no debate se for rotulando seus opositores (de dogmáticos, de olavianos, bibliólatras e etc), de modo que seu discuso decorado faça algum sentido.

    2. Não obstante não tenha usado desse argumento, é no mínimo, curioso que nenhuma sociedade tenha equiparado as uniões homossexuais ao casamento heterossexual, e isso realmente tem que ter uma explicação. Não adianta dizer que “novas relações” precisam de “novas regulamentações”, pois, segundo os próprios comentaristas homossexuais, a relação homossexual é tão natural que existe desde dos primórdios da humanidade. Ora, se a relação homo é tão antiga quanto a hétero, porque a totalidade (eu não conheço nenhuma que concedeu tal direito) das civilizações que despontaram, partindo das mais diversas culturas (pagãs, orientais, judaicas ou cristas), nunca deram o mesmo tratamento dado a união hétero? Com certeza deve haver algum motivo, não achas? E diante dessa constatação, chega a ser cômica a patética conclusão gayzista de que todas eram “homofóbicas”. Por,que as mais diversas civilizações (ainda aquelas que toleravam homossexualismo), partindo de diferentes culturas, consideram o homossexualismo “aberrante” (usando suas próprias palavras) a ponto de nunca terem reconhecido a equiparação de direitos com o casamento heterossexual? Isso precisa de uma explicação racional, caro Aristóteles.

    3. Reafirmar sua posição sem rebater os argumentos usados pela opositor não passa da gritaria velha gritaria dos debatedores encurralados. Não, Aristóteles, a relação homossexual não é igual a relação hétero. A relação homossexual é dispensável para sobrevivência da espécie; enquanto a relação hétero é imprescindível. Se não concordas explique em que a relação homossexual é imprescindível – tal qual a hétero – para sobrevivência da espécie.

    4. Larga a mão de ser bronco você, Aristóteles. Desde quanto uma mulher que tenha perdido o útero é a priori e absolutamente estéril? Tal mulher se tornou estéril devido uma deficiência em sua forma original ou será que é da essência da forma mulher ser infecunda? Deixa de ser ignorante! Obviamente, essa pessoa perdeu a potência de fecundidade ou nasceu deficiente nessa potência, pois não é da essência do ser mulher ser estéril. Diferentemente, ocorre com a relação homossexual que é essencialmente infecunda, independentemente dos parceiros serem potencialmente fecundos para relações hétero. Tudo isso é aquilo que Jorge Ferraz já comentou antes de que a relação hétero pressupõe a fecundidade (que pode ser frustrada apenas por defeito na forma ou por vontade dos indivíduos) enquanto a relação homossexual é sempre infecunda. Entendeu, ó cabeçudo Aristóteles?

    5. O casamento deve pressupor a fecundidade para ser protegido. É possível estender essa garantia a união que seja acidentalmente estéril, desde que a infecundidade não decorra da vontade das partes. O que é algo totalmente diferente de estender essa garantia a uma união essencialmente infecunda, onde parceiros potencialmente fecundos se tornam, voluntariamente, estereis ao escolherem participar desta relação. Será possível que sejas tão alienado a ponto de não perceber a abismal diferença entre uma coisa e outra?

    Aristóteles, quanto as suas perguntas, notadamente a central – por que não equiparar – a mesma já foi respondida sim. A resposta é que não se equipara o que é essencialmente diferente e cuja importância seja distinta para sociedade.

  2. Aristóteles

    “Não adianta dizer que “novas relações” precisam de “novas regulamentações”, pois, segundo os próprios comentaristas homossexuais, a relação homossexual é tão natural que existe desde dos primórdios da humanidade.”

    Caramba! Uma vez analfabeto sempre analfabeto e com orgulho! Está bem claro lá no meu post que embora o homossexualismo seja tão antigo quanto a humanidade (até anterior, se levarmos em conta o caso dos animais) SOMENTE RECENTEMENTE deixou de ser considerado pecado ou aberração. Por acaso mulheres são recentes, botocudo? Não, mas o direito de voto delas é uma construção do seculo 20, já que em diverdas epocas da humanidade, nem os homens votavam.

    Não, vcs não citam a “bibla” diretamente, mas claramente a utilizam como petição de princípio, ao criar frases imbecis como “união homo não é casamento”.

    De qualquer forma, continuo sem qualquer explicação para o fato do casamento de uma mulher totalmente estéril, como o exemplo citado, não ser proibido. Mas não tneho esperanças de que me seja explicado um dia…rsrsrsrsrs

  3. Aristoteles, o legitimo

    Só me intrometo nessa discussão porque há um sujeito pretensioso sujando o nome do príncipe eterno dos verdadeiros filósofos.

    Quem quiser saber o que o legítimo Aristóteles pensava do homossexualismo deve consultar no capítulo V do livro VII da Ética Nicomaqueia. Lá ele diz com todas as letras que se trata de vício contra a natureza. Só movido por muita má-fé ou ignorância pode cobrir-se com o nome de Aristóteles para defender esse tipo de comportamento pervertido.

    «embora o homossexualismo seja tão antigo quanto a humanidade (até anterior, se levarmos em conta o caso dos animais) SOMENTE RECENTEMENTE deixou de ser considerado pecado ou aberração»

    Como deixou de ser considerado pecado ou aberração? Eu ainda considero a sodomia um pecado e o homossexualismo uma aberração e boa parte dos comentaristas desta postagem, senão a esmagadora maioria, concorda comigo.

    «Não, vcs não citam a “bibla” diretamente, mas claramente a utilizam como petição de princípio»

    Você nem sequer sabe o que é uma petição de princípio, mas se acha no direito de xingar os outros de “analfabeto”, “botocudo” e “imbecil”. No fim, é mais um simplório manipulado pelo movimento homossexual, cuja propaganda tornou “cult” ser pró-gay. Como você morre de medo de ser tomado por analfabeto, defende as bandeiras gays achando que com isso conseguiu um excelente disfarce…

    Ah, para aprender o que é uma petição de princípio, estude o cap. V das Refutações Sofísticas de mestre Aristóteles.

    «ao criar frases imbecis como “união homo não é casamento”.»

    Esta não é uma frase imbecil. Pelo contrário, reflete o uso inveterado da expressão. Por exemplo, quando alguém fala “casal de filhos”, refere-se a dois descendentes de sexo diverso. Não é mesmo?

    E os juristas pagãos Modestino e Ulpiano, que estavam longe de ser imbecis, definiam o casamento, no direito romano, como “viri et mulieris conjunctio” (“união do homem e da mulher”, D., 23, 2, 1 e Inst. 1,9,1). Estariam estes pagãos por acaso citando a Bíblia? Ou valendo-se da espontânea intuição humana do certo e do errado, hoje perturbada por ideologias esdrúxulas?

    «De qualquer forma, continuo sem qualquer explicação para o fato do casamento de uma mulher totalmente estéril, como o exemplo citado, não ser proibido. Mas não tneho esperanças de que me seja explicado um dia…rsrsrsrsrs»

    Simplesmente porque a transmissão da vida é a finalidade primária da união dos sexos, mas não a única. São Francisco de Sales já dizia isso na Filoteia (parte III, cap. 39). Como a transmissão da vida é a finalidade primária e mais valiosa do matrimônio, mas não a única, é possível que as pessoas se casem para viver as outras finalidades da união entre o varão e a mulher. Por outro lado, qualquer imbecil (imbecil, não é mesmo?) sabe que não existe complementaridade sequer física para a união entre individuos do mesmo sexo.

  4. Flavio Maia

    Prezado Aristóteles, o gayzista
    Até agora os únicas pessoas que demonstram por aqui terem orgulho de ser analfabetos são apologistas do “Orgulho Gay”. Pior de tudo e mais grave: o analfabetismo é funcional! Isso por que até pessoas de baixa instrução conseguem formular juízos coerentes quando estimuladas por meio de perguntas simples. Entretanto, para o militante gay, sua ideologia o impede de fazer esse simples exercício intelectual crítico, o que o leva, quando confrontado, a ter que a apelar para truques erísticos baixos.
    Aristóteles, tome vergonha na cara e para de enrolar. Responda logo a pergunta que lhe fiz várias vezes: Explique em que a relação homossexual é imprescindível para manutenção da espécie humana? Esse é o cerne da questão aqui travada.

    1.Na verdade, você falou sim ao abordar um novo tratamento para relação homossexual que “novas relações sociais dão origem a novos direitos e deveres”. Eu apenas argumentei que não estamos diante de “uma nova relação social”, conforme confessado por você. Quanto a sua risível justificativa de que antes essa relação era considerada pecado e uma aberração, eu refutei perguntando por que a totalidade das civilizações que despontaram, mesmo aquelas que não criminalizaram o homossexualismo, partido das mais diversas culturas, consideraram como você diz o “homossexualismo um pecado ou uma aberração”? Isso precisa de uma justificativa! Entendeu, ó cabeçudo? Você deveria em vez de me xingar ou rotular tentar responder as questões que são desenvolvidas no debate.
    Quanto ao direito ao sufrágio universal, apesar da analogia estar fora de contexto, eu posso responder simplesmente que hoje sabemos que não há motivos filosóficos, biológicos ou psicológicos para segregar as mulheres dessa prerrogativa. Entretanto, além do direito ao sufrágio não ser da mesma natureza do direito ao casamento, percebe-se sim que há um motivo para não equiparar a relação homo a hétero: a relação hétero é imprescindível para sociedade; enquanto a homo não. Ai voltamos ao questionamento inicial: Explique em que a relação homossexual é imprescindível para manutenção da espécie humana?

    2. Acho que me fiz claro quanto as graves diferenças.entre um relação hétero infecunda e uma relação homo. A pergunta é moralmente justo negar o direito a casamento para casais infecundos por questões de defeito biológico? É possível subtrair direitos de uma pessoa por ela ter esgotado involuntariamente e biologicamente seu potencial de fecundidade? A resposta não; não se pune alguém por um defeito biológico. Aqui o não reconhecimento seria na na pessoa, e não na relação, o que seria arbitrariamente discriminatório.
    Diferentemente, é a pergunta: é possível negar direito ao casamento a parceiros que, independente de qualquer defeito biológico, mantém entre si uma relação essencialmente infecunda? A resposta é sim. Por que a infecundidade não decorre de um defeito na pessoa, mas da própria essência da união.
    No primeiro caso, você não estaria negando o reconhecimento a união heterossexual, mas sim estaria excluindo desse reconhecimento pessoas doentes ou defeituosas, o que viola a dignidade humana. No segundo caso, você não reconhece a própria relação homossexual por sua natureza (assim como ocorre com outras relações interpessoais), independentemente se os parceiros são ou não defeituosos. Aqui o não reconhecimento é da relação e não da pessoa.

    Cansei de somente responder e ter minhas perguntas ignoradas por ti. Se no próximo post tu não responde objetivamente a pergunta “explique em que a relação homossexual é imprescindível para manutenção da espécie humana (tal qual a hétero)” darei o debate por encerrado.

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