O melhor protesto do Femen

closeAtenção, este artigo foi publicado 4 anos 1 mês 3 dias atrás.

Certas coisas são cômicas. O feminismo é um movimento tão revolucionário, mas tão revolucionário que, para afirmar com mais veemência a própria rebeldia, decidiu agora revoltar-se contra si mesmo. O mais recente eco do brado “Não me representa!” foi dado pelo Femen contra o próprio Femen. Ou, para ser mais exato, pelo Femen internacional contra o braço tupiniquim do movimento.

A notícia nos chegou pelo divertido título de «O Femen Brazil não nos representa, afirma líder de organização ucraniana». Em resumo, o fato é que a líder do movimento na Ucrânia disse que a ativista brasileira até então responsável pelas atividades do Femen no solo pátrio não pertence mais ao movimento. Por quê?

Alexandra Shevchenko, a ucraniana (“uma das fundadoras do Femen”, diz Zero Hora), expõe as suas razões: «A pessoa que nos representava, Sara Winter, e que tem sua própria conta no Facebook, o Femen Brazil, não faz parte do nosso grupo. Tivemos muitos problemas com ela. Ela não está pronta para ser líder. É uma pena, mas essa decisão faz parte do nosso crescimento como movimento honesto. O Femen Brazil não nos representa».

Sara Winter, a paulista, defende-se: «Elas queriam que eu contratasse um helicóptero para desenhar um símbolo do Femen no Cristo Redentor. Como iria fazer uma coisa dessas? Queriam que eu encontrasse uma cruz de madeira no Rio ou em São Paulo e serrasse, como elas fizeram em Kiev. Elas tinham muitas ideias absurdas que foram nos distanciando».

O que dizer disso tudo? Faço só três ligeiros comentários.

Primeiro, que este imbroglio nos revela, uma vez mais, que essas senhoritas não passam de vândalas arruaceiras, cujo propósito de vida se resume a perpetrar agressões cada vez mais absurdas (pichar o Cristo Redentor de helicóptero, sério?!) que qualquer pessoa civilizada não pensaria duas vezes antes de classificar como criminosas. Por não encontrarem ninguém com o mesmo grau de instinto criminoso aqui no Brasil, as celeradas da Ucrânia preferiram romper com o movimento local. O problema não é portanto ideológico, mas de praxis: não importa se a sra. Winter comunga ou não das mesmas idéias do movimento, se ela não está disposta a fazer as barbaridades que o Femen quer que ela faça, então ela não é boa o bastante para o grupo.

Segundo, que certamente não faltarão quem se disponha a defender as fundadoras. E, sob este aspecto concreto, elas não deixam de ter razão: se existe um grupo com certos objetivos e alguém não concorda com eles, nada mais lógico do que afirmar que esta pessoa não faz parte daquele grupo. Neste caso, quanto à coerência das baderneiras eu não tenho nada do que reclamar. Mas quando um outro grupo decide expulsar um membro que não se coaduna com os objetivos para os quais o grupo existe – por exemplo, quando um padre rebelde é excomungado pela Igreja por defender heresias -, não faltam pessoas que rapidamente se levantem contra esta intolerância obscurantista. Ora, onde estão estes baluartes da “liberdade de expressão” para defender a pobre da Sara Winter, que foi sumariamente expulsa do seu movimento por discordar das orientações da sua superiora?

Terceiro, que o Brasil certamente não perde nada com o fim dos “serviços” do Femen Brazil: que vá com Deus e nos deixe em paz! A srta. Alexandra garante que vai «reconstruir o Femen no Brasil» – não tenha pressa! Por enquanto, é motivo de júbilo saber que a metralhadora rotatória das revolucionárias acabou ferindo de morte as próprias companheiras. Se elas continuarem assim – que o bom Deus o permita! -, acabarão se auto-destruindo: e esta será de longe a melhor coisa que o Femen já terá feito pelas mulheres do século XXI.

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8 thoughts on “O melhor protesto do Femen

  1. Bruno Lima

    Essa moça Sara Winter não pixou o Cristo porque como ela mesma disse em entrevista ao G1, ela não é o Eike Batista.
    Abaixo a frase dela:
    “Para fazer isso, queriam que alugássemos um helicóptero. Se eu fosse o Eike Batista, eu faria, contrataria alguém com licença para pilotar o helicóptero e fazer talvez o maior vandalismo da história. Mas é impossível fazer isso. Elas têm algumas ideias que não condizem com a realidade do Brasil”
    Fonte: http://g1.globo.com/mundo/noticia/2013/05/matriz-do-femen-na-ucrania-rompe-com-lider-do-grupo-feminista-no-brasil.html

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  4. Simone Costa

    Ora, sao tao revolucionarias e corajosas estas mocinhas! Por que nao vao fazer seus protestos na Arabia Saudita, no Iraque ou algum lugar em que realmente as mulheres sao reprimidas? Pichar o Cristo Redentor seria a maior melancia que elas conseguiriam colocar em seus pescocinhos, que mal devem suportar uma cabeca tao cheia de vento!

  5. Renan

    SÃO TÍTERES DE SOTURNOS INTERESSES ANTI CRISTO!
    O grupo Femen se intitula um grupo feminista – age como feminazista impostor de ideias, evocando o POLITICAMENTE CORRETO da intolerância do PT a quem não os aceitar como exigem – e protestaria contra a instrumentalização da mulher, apesar de sabermos que são fantoches e mercenarias de outros interesses anti cristãos-Igreja católica, e as agressivas militantes seminuas infernizam locais públicos para se destacarem.
    Idem, desconhecem o limite, suscitam o ódio e despertam a violência através de aparições quase desnudas, corpos pintados e proferindo palavrões, mais parecendo frenéticas – estariam elas possessas? – comportando como sob efeitos de drogas.
    O último ataque foi em uma Universidade em Bruxelas ao arcebispo Andre-Joseph Leonard, invadindo o local e lançando água no religioso inerte e silente, o qual nem sequer olhou para as manifestantes; não revidou e ao final beijou uma imagem da Virgem Maria.
    As integrantes defenderiam as minorias e na ocasião militavam contra a homofobia, porém divulgam as mui instigadas “LUTAS DE CLASSES”, um dos movimentos comunistas para desagregarem as pessoas e lançando umas contra as outras e facilitar a dominação.
    Reincidem sempre em escaramuças em oposição a membros da Igreja Católica e em
    2011, durante a Jornada Mundial da Juventude alguns militantes LGBT atiraram preservativos em direção jovens católicos proferindo improperios contra a Igreja e o Papa. A reação dos jovens católicos foi silente, similar à do arcebispo, orando cabisbaixos sem fitarem os agressores.
    As atitudes das vítimas recordam instruções que, ao ato de exorcismo, não se fite o demônio ao seus ataques.

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