#VemPraRua: Impôr pauta de esquerda é oportunismo que não me representa!

closeAtenção, este artigo foi publicado 4 anos 2 meses 28 dias atrás.

Ainda sobre as manifestações, mais três textos interessantes.

VeríssimoCadê o De Gaulle?. «O Marx tem uma frase: se uma nação inteira pudesse sentir vergonha, seria como um leão preparando seu bote. Uma nação envergonhada dos seus políticos e das suas mazelas está inteira nas ruas. Resta saber para que lado será o bote desse leão».

RamalheteQuem quer um título de nobreza?. «A situação não está sob o controle de ninguém; as propostas que vão e vêm no plano político, por ignorarem o momento histórico mundial, assemelham-se mais à distribuição de títulos nobiliárquicos que precedeu imediatamente a Revolução Francesa que a propostas reais».

Dom Rifan, O Caos. «Segundo análise da imprensa, a mensagem deixada pelas manifestações foi clara: o sentimento contra a política atual. (…) Se urge uma reforma política, uma reforma dos políticos é mais urgente ainda!».

O tempo vai passando e a incômoda pergunta continua à volta de nossos ouvidos: o que dizer? Redobro os meus conselhos de orações: precisamos gastar mais tempo de joelhos diante de Nosso Senhor Sacramentado pedindo-Lhe misericórdia para esta Terra de Santa Cruz, e com os dedos percorrendo nervosos as contas do Rosário em súplicas à Virgem da Conceição Aparecida que Se digne salvar o Brasil. Este é sem dúvidas o conselho mais importante que eu posso dar neste momento.

Mas me permito outros dois tostões. Ontem foi veiculada no site da Câmara dos Deputados uma notícia «sobre urgência para PL do tratamento gay». Desde que as manifestações começaram, várias coisas já foram decididas a toque de caixa: a PEC 37 foi defenestrada, os míticos royalties do petróleo ganharam dono, a corrupção se transformou em “crime hediondo”. Com toda a desgraça, essas eram de fato reivindicações da maior parte dos brasileiros que foram às ruas. Se vão ser medidas eficientes ou não é outra história, mas o fato é que todos ou quase todos os manifestantes queriam, sim, que elas fossem adotadas.

Há contudo outras bandeiras que não são desfraldadas pela totalidade – nem mesmo pela maior parte! – dos que vão às ruas. E os sedizentes “líderes” das multidões que não aceitam lideranças já se aproveitaram, marotamente, para empurrar as próprias reivindicações como se fossem da Nação que está nas ruas. A notícia da Câmara acima referida fala em uma pauta que contém, entre outros, os seguintes itens:

  • «Em favor do Estado laico efetivo e contra o Estatuto do Nascituro (PL 478/07), a PEC 99/11 (que permite às igrejas propor ação de inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal) e o PDC 234/11 (que se refere ao tratamento da homossexualidade)»;
  • «O arquivamento do projeto do tratamento da homossexualidade (PDC 234/11)»;
  • «A destituição do deputado Marco Feliciano (PSC-SP) da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, “por entender que a representação dos direitos humanos não deve ser realizada por um deputado que através de sua atuação pública fere os direitos humanos”».

Ora, nem a pau que são estas as reivindicações que estão levando os brasileiros às multidões para as ruas! A inclusão destes pontos (escancaradamente da agenda esquerdista) em uma pauta supostamente oriunda de manifestações populares que inclusive são marcadas por um forte teor anti-esquerdista é picaretagem pura, é mau-caratismo desonesto de quem está tentando levantar na surdina as mesmas velhas bandeiras que, nas ruas, estão sendo rasgadas pelo povo brasileiro. É oportunismo barato que urge ser desmascarado.

Você que está inconformado com esta sem-vergonhice, faça saber aos senhores deputados que esta “pauta” adulterada não reflete os anseios daqueles que estão nas ruas lutando contra a corrupção.

Você que de alguma maneira é comunicador, não permita esta reescrita calhorda da história contemporânea e não deixe as pessoas se esquecerem da incontestável «pauta conservadora» dos recentes protestos – assumida até mesmo pelos manifestantes de esquerda.

E você que está indo às ruas, gaste cinco minutos do seu tempo para dizer que este oportunismo não lhe representa, para deixar claro que não existe consenso na multidão a respeito destes temas morais e para mostrar que são muitos, sim, os que não concordam com a agenda pró-aborto e pró-homossexualismo que os derrotados da esquerda estão desesperados por vender como se fosse a essência dos protestos.

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9 thoughts on “#VemPraRua: Impôr pauta de esquerda é oportunismo que não me representa!

  1. Renan

    AS ANTIGAS PROPAGANDAS DO TABACO TÊEM A VER COM ISSO!
    Quando se anunciavam as diversas marcas de cigarros, cada qual propagando mais libertar a pessoa, essa mais independencia, aquela propiciando mais modernismo etc., jamais citavam, se é que libertaria ou traria algo, cairia num vicio e seria doravante escrava doutras dependencias e, quem sabe, de piores algemas.
    O mesmo propalam as ideologias socialistas acusando o cristianismo de retrógado, obstrutor das liberdades, etc., porém, jamais relataram que após as adotar doravante seria alienado, massificado e seria o recém chegado escravizado da DITADURA DO RELATIVISMO.
    É o caso das recentes manifestações Brasil afora de cunho socialista: salvos muitos poucos,senão todos estariam apenas pleiteando nos cartazes bens materiais, quase se assemelhando a animais que satisfazem-se após saciados, ou seja: concordam com o socialismo, desde que lhes propicie adequada subsistência material e atenda suas conveniencias.
    Desde os anos 60 que o MARXISMO CULTURAL vem sendo insistentemente repassado ao povo, especialmente nas escolas e universidades, até na Igreja, via esquerdista Teologia da Libertação e seus marxistas sacerdotes e até bispos.
    Alguém fez alguma reivindicação até agora de ordem ético-moral cristã, ao acaso, ou menos adequação à Doutrina Social da Igreja?
    Em alguns países socialistas como Dinamarca e Suecia, tidos como modelares de sua eficiencia, o cidadão vive tão preso às benesses do Estado que, além de ser prisioneiro dele, já não raciocina mais; ele fá-lo por si; mas, na quase maioria dos socialistas deu ao contrario: uma elite corrupta e riquíssima de Estado e a plebe lá em baixo escravizada, como sucedeu nos 20 países saídos; vejam Cuba e Coreia do Norte, depois de 50 anos nesse regime, comparáveis ao Haiti!
    A China muito rica? Que nada; sobrevive das empresas capitalistas Ocidentais; se a deixarem, volta à miserabilidade anterior. O governo escravagista chinês abriu-lhes apenas o mercado devido à fome e penuria gerais – não o político – e auxilia-as a escravizarem seus cidadãos para se salvarem-nos e enriquecerem-se às custas deles.
    É o outro pior “CAPITALISMO DE ESTADO”: apenas dos burgueses comunistas, totalitaristas, materialistas e ateus e fortemente opressor, que se manterá no poder aqui se nos mantivermos elegendo socialistas do pior estilo stalinista, como o PT, PC do B, PSOL, PSTU, PSB, PDT…
    Ainda: odeia a Cristo Jesus e sua Igreja; seremos os neo Iscariotes, versão século XXI, compartilhando disso seus eleitores.

  2. Ana

    Desde o início destas manifestações eu achei que não valeria a pena participar exatamente por conta da falta de pauta definida. Como vou participar de algo que não sei exatamente contra o que é? A impressão sempre foi de que cada manifestante defendia um conjunto diferente de ideias. E se a imprensa resolve focar exatamente em um cartaz defendendo o aborto? E coloca na manchete: 100 mil vão às ruas pela legalização do aborto. Já pensou o desastre?

  3. lucas

    Muitos,que defendem o status quo,acreditam que é possível viver em paz,em um país desigual e injusto.”Quem naõ ouve o clamor do pobre,clamará e naõ será ouvido”.Provérbios 21-12.

  4. JB

    As matronas de 14 de Julho não queriam fazer uma revolução, mas ajudaram a derrubar a Bastilha.

  5. Oliveiros Ferreira

    E impor uma agenda de direita? Isso também te representa?

  6. Alexandre Magno

    Fui deixando para depois… e acabei esquecendo desse conteúdo e de compartilhá-lo:

    – O Conselho Regional de Psicologia de Mato Grosso do Sul contra a Cura Gay e o Ato Médico (aqui)

    – O deputado federal Ivan Valente, do PSOL/SP, pronunciando-se a respeito e criticando o deputado Marco Feliciano e sua “bancada evangélica” (aqui)

    – O posicionamento de Silas Malafaia identificando uma imprensa “formada por jornalistas esquerdopatas” e “o perigo de manifestações incontroláveis” (aqui)