Organizadores tentam defender os corruptores da juventude que convidaram para os atos centrais da JMJ!

A respeito de uma nota (que se encontra no Facebook – também aqui) redigida pelo revmo. pe. Renato Martins, «Diretor Executivo do Setor Atos Centrais JMJ RIO 2013», sobre a escandalosa escolha de alguns «artistas» mundanos para participarem da JMJ, é preciso dizer quanto segue:

Me entristeceu profundamente, as mensagens postadas nas redes sociais, mensagens enviadas por WhatsApp e outros meios de comunicação. Católicos atacando cristãos!

A nós, o que nos entristeceu profundamente foi ver a completa falta de senso dos organizadores da JMJ, que não têm vergonha em emporcalhar um evento católico com personalidades imorais e parecem não ver problema em consagrar um espaço de evangelização à divulgação do estilo de vida anti-católico encarnado pelos «artistas famosos» aos quais a organização da JMJ parece julgar importante dar vez e voz.

Também estarão na Jornada, alguns artistas famosos que ofereceram seus dons voluntariamente, para participarem deste projeto, por acreditarem que a JMJ, é uma grande oportunidade de transformação da juventude e da sociedade. Qual o pecado que há nisto?

O pecado está no fato de que estes «artistas famosos» são conhecidos expoentes de tudo o que existe de mais podre na sociedade contemporânea, justamente aquelas coisas que são mais combatidas pela Igreja Católica. O pecado está no fato de que a mensagem passada por estes «artistas» em suas aparições públicas, para além de quaisquer características de suas vidas particulares (que não conhecemos e não vêm ao caso), é justamente uma mensagem de corrupção da juventude e degeneração da sociedade. O pecado reside no fato de que a «transformação da juventude e da sociedade» propagada pela Igreja é exatamente o contrário da “transformação” que estes artistas realizam quotidianamente com sua vida pública e, portanto, é um escândalo que eles recebam palco na JMJ para propagar a sua obra de apodrecimento da moral e dos bons costumes. O pecado, enfim, está no fato de que parece que não existe ninguém com um mínimo de bom senso na Organização da Jornada, uma vez que, não satisfeitos em realizar um escândalo de proporções diabólicas, ainda vêm a público defendê-lo e atacar os católicos que se sentem ofendidos com este vitupério às coisas sagradas e esculhambação de um evento voltado à evangelização da juventude!

Em meio a tantas criticas, me chamou atenção as dirigidas ao jovem Luan Santana! Porque criticar a participação de um jovem, que conquistou a fama de forma honesta, começou a trabalhar tão novo desejando conquistar os seus sonhos?

O «jovem Luan Santana» é o garoto que, como mostramos, faz apologia à sexualidade livre (e até ao estupro!) em suas músicas e canções [p.s.: e que se gaba publicamente de ter uma coleção de roupas íntimas das suas fãs (!) e de manter esporadicamente relações sexuais com elas após os seus shows (!!)]. Dizer que isso é uma «forma honesta» de «trabalhar» e «conquistar os seus sonhos» (sic!) é um escárnio a tantos jovens que, estes sim, trabalham anonimamente de forma honesta e digna e, longe dos holofotes da mídia, esforçam-se na medida de suas capacidades para serem sal da terra e luz do mundo. Na contramão dos esforços dessa juventude sadia e honesta estão «artistas» como o Luan Santana, ofendendo a Deus com suas canções desonestas e conduzindo uma juventude perdida ao redemoinho do hedonismo e do sexo desenfreado tão eloqüentemente louvados nas músicas e shows do jovem cantor. Desgraçadamente, esta juventude honesta não tem quem a represente ou defenda, e ainda precisa aturar sacerdotes responsáveis pela organização de um evento católico da magnitude da JMJ defenderem as imoralidades encarnadas por certos «artistas famosos» que dedicam as suas vidas à descristianização da sociedade brasileira!

Mesmo assim, isso seria motivo para criticar tão duramente a participação de um “pecador” se assim desejarem chama-lo? Se alguns pensam que sim, eu discordo! Relembrem o que disse Jesus: Os sãos não necessitam de médico, mas, sim, os que estão doentes; eu não vim chamar os justos, mas, sim, os pecadores ao arrependimento.

Os pecados do Luan Santana não estão em questão, e sim precisamente a mensagem que o jovem dedica a vida a transmitir com suas músicas lascivas e libertinas. Nosso Senhor andava com os publicanos e as prostitutas, sim, mas os convidava a abandonarem a sua vida de pecados. Sinceramente, defender a participação na JMJ de indivíduos publicamente conhecidos pela defesa e promoção de um estilo de vida em tudo contrário ao que ensina a Santa Igreja é um sofisma diabólico dos mais grosseiros, que estamos acostumados a encontrar nos lábios dos escarnecedores e inimigos de Cristo mas que, na pena de um sacerdote católico, é um doloroso golpe aos católicos e uma terrível ofensa a Nosso Senhor.

Se o nosso comprometimento com Cristo fosse tão forte, como as criticas que saem de nós, não precisaríamos de uma Jornada Mundial da Juventude! Não seria preciso que o Papa nos relembrasse a ordem do Senhor: Ide e fazei discípulos entre todas as nações! Estaríamos tão imersos nesse compromisso de fazer discípulos, que não procuraríamos excluir os discípulos!

Mais uma vez, estas palavras são uma piada de mau gosto. Não existem “discípulos” a serem “excluídos” aqui, e sim porta-vozes de uma sociedade degenerada aos quais nós achamos necessário, sim, negar os palcos e os holofotes que deveriam estar voltados para as mensagens cristãs das quais a nossa juventude está tão sedenta justamente porque os seus olhos e ouvidos são diuturnamente bombardeados pelo lixo moral que toca nas nossas rádios e aparece em nossas televisões – o mesmíssimo lixo moral que os organizadores da JMJ parecem empenhados em reverberar ao mundo inteiro através dos atos oficiais da Jornada Mundial da Juventude. Se o Luan Santana (ou quem quer que seja) quiser participar como peregrino da JMJ, será muitíssimo bem-vindo! No entanto, dar-lhe palco e conferir (mesmo tacitamente) uma aprovação moral ao estilo de vida depravado que o seu trabalho (dito “honesto”!) apregoa Brasil afora é criminoso, é um ultraje à Igreja de Cristo e uma zombaria a Nosso Senhor.

Não precisamos do tom afetado destas notas públicas eivadas de orgulho ferido que intentam lançar sobre católicos honestos a responsabilidade pelo escândalo que a Organização da JMJ – e somente ela – provocou com estas ultrajantes escolhas de «artistas» imorais para “representar” a juventude católica brasileira diante do mundo inteiro. Repito o que já disse antes: se restasse um mínimo de decência aos responsáveis por esta infâmia, estes representantes do que existe de pior na nossa Pátria seriam imediatamente “desconvidados” e seria emitido um mea culpa público por esta deplorável atitude com a qual os organizadores da Jornada envergonharam perante o mundo os católicos do Brasil.

Publicado por

Jorge Ferraz (admin)

Católico Apostólico Romano, por graça de Deus e clemência da Virgem Santíssima; pecador miserável, a despeito dos muitos favores recebidos do Alto; filho de Deus e da Santa Madre Igreja, com desejo sincero de consumir a vida para a maior glória de Deus.

30 comentários em “Organizadores tentam defender os corruptores da juventude que convidaram para os atos centrais da JMJ!”

  1. só falta agora quererem distribuir preservativos para os jovens de todo mundo que aqui virão…

  2. Todos os discípulos de Jesus eram justos??Judas traidor,Pedro o negou 3 vezes…..

  3. DISCORDO DO Pe RENATO: SE APRECIASSEM MESMO A JMJ DEVERIAM COMPARECER A ELA COMO PARTICIPANTES, COMO A TODOS.
    NÃO COMO ARTISTAS!
    O problema é que o “acolher” a que se refere o pe Renato poderia significar “relativismo ou modernismo”, de adeptos de um cristianismo “light”, adaptável, pertencente mesmo à DITADURA DO RELATIVISMO.
    A Igreja tem se esforçado desde o Vaticano II facilitando o acesso de todos, mas a sabe que cessão como desejam compromete o essencial,
    O que mais necessitamos no Brasil é algo como a CNBB e mais religiosos pregarem e liderarem passeatas anti o marxista PT, anti ideologia gay, anti aborto, anti corrupção etc.
    No momento, isso é muito mais importante do que as irrecomendaveis músicas de Luan Santana, da carnavalesca Ivete Sangalo etc.,´péssimos exemplos comportamentais e exterioridades, nada mais.
    Uma convidada indispensável deveria ter sido Elba Ramalho; porque não ela e outros aliados a seus ideais?
    Esses cantores profanos são vazios, quase todos apoiadores de ideologias marxistas, comportam-se como relativistas, cujas mensagens só possuem niilismo, e suas presenças nem deveriam na JMJ serem cogitadas, menos ainda de se apresentarem, desvirtuando o ambiente de oração e reflexão.
    Porcarias desse naipe temos o ano todo em todos os lugares!
    Seriam grupos interessados em desvirtuar a JMJ, transformando-a em mero show.
    Dá para pensar nisso!

  4. Cristiano Estolano, essa publicação é de Março de 2010. Deboche não é. Da parte dos organizadores da própria JMJ?! Tá mais é pra uma descentralização pouco criteriosa. Por certo os encarregados desses convites são apenas vítimas de uma má formação, assim como os convidados injustificados. A diferença é que os primeiros chegaram a ser padres. Ninguém quer mais saber que a Igreja tem doutrinas e que o Tesouro é aquele salvaguardado em Roma.

    O problema não é a vida particular de cada convidado. Eu nem sou de acordo a considerá-las nessas avaliações. A questão é o que cada um desses artistas simboliza notoriamente sem qualquer circunstância análoga a aquela da aceitação de Maria Madalena. O Santo Padre vai falar sozinho!

  5. Os links redigidos pelo Revmo. Padre Renato Martins, citados no início deste post ,foram removidos. No site http://www.fratresinunum.com existe a referida nota na íntegra, em forma de post. Reproduzo aqui, o comentário que lá deixei, para que não deixemos de nos manifestar sobre este assunto, reproduzindo em vários sites e páginas do facebook nossa indignação, quanto a organização deste evento.

    ” Temos que abraçar a todos? Sim, e verdade para traze-los a conversão a única Igreja de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, mas o que na verdade se ve é uma mundanização da Igreja, trazidos por certos sacerdotes que com seus discursos politicamente corretos e usando das palavras santas de nosso Deus para nos convencer que nos que aceitamos a sã doutrina não temos caridade.agora eu pergunto; quantos destes sacerdotes que convivem com artistas conseguiram que estes se convertessem de fato as Verdades propagadas por nosso Senhor e sua Igreja? A luta contra o aborto, da qual Elba faz parte, é apenas uma parte de uma defesa da Lei Natural, que deveria fazer parte de todo homem de boa vontade , independente de confessionalidade, A união publica de certos sacerdotes que pessoas midiáticas e formadoras de opinião, opinião estas sempre ambíguas, que causam um grande mal aos católicos, que diga-se de passagem pouco ou quase nada conhecem da Doutrina de nossa Igreja! Então do meu modesto ponto de vista o mal causado por estas uniões é muito maior. Me digam qual personalidade se converteu ao catolicismo? Quem? Xuxa?Tony ramos? E vamos então ao Luan Santana? Suas letras pervertem todo o conceito de moral, despejado em seus shows a uma gama de jovens que andam perdidos e que assimilam por suas letras um modo de vida que em nada ajuda,mas ao contrario os levam a perdição. Nosso senhor se trouxe a Ele muitos pecadores e como resultado foram CONVERSÕES! Os nossos jovens estão carentes de VERDADEIROS exemplos, não desta ambiguidade que estas personalidades apresentam a eles! Não somos fariseus hipócritas que vivem caçando pecadores, mas temos que separar o certo do errado, e com estas propostas relativas isto fica impossível! E a Igreja, sem sua doutrina salutar para a salvação das almas, que tem de ir ao encontro do mundo, sem destemor, e não trazer o mundanismo para dentro da Igreja,pois além de não salvarem as almas que estão no mundo, perderão almas que estão dentro da Igreja.Se o reverendo padre considera que este rapaz Luan Santana ganha sua vida de maneira honesta, com suas musicas promiscuas que pervertem o conceito de amor com eros, e que influenciam uma gama incalculável de jovens, fica difícil qualquer tipo de dialogo com base nas Verdades. “

  6. Entre em contato com a Santa Sé!
    Pontifício Conselho para os leigos!

  7. Alexandre,

    ela recentemente deu entrevistas dizendo a mesma coisa para o jornal o DIa – só não achei o link – por isso postei a notícia + antiga…

  8. Gente não acredito nisso!!Mundinho católico e sacristia católica? Eles é que são os exterminadores da juventude!!Meu Deus que horror!

  9. Quem faz concessões de qualquer tipo com a desculpa de querer agradar todo mundo,acaba ficando sem ninguém, essa é a verdade. Depois se queixam do declínio do Catolicismo no mundo e perguntam o que está acontecendo.Está acontecendo que ninguém leva a sério uma Religião que não se leva, ela mesma, a sério.

  10. Áurea, não sei se lhe entendi. Os que estão compartilhando do essencial da crítica feita pelo blogueiro, entre os quais eu me incluo, constituem um “mundinho católico” e uma “sacristia católica” e são os verdadeiros exterminadores da juventude? Por que?

    Marta, que “Religião” é essa que não se leva a sério a si própria? Catolicismo? Cristianismo? Ou a “Religião” (o “religar-se com Deus”) do sujeito católico ou cristão de uma forma geral?

    Em qualquer caso, por favor, responder também: e por que você diz isso dela?

    O melhor é fazer as devidas concessões, quando elas existem, me se for para ficarmos sozinhos. Mas não estou referindo-me em defesa contra o post. Eu apenas quis ampliar a reflexão. É muito difícil estarmos “completamente certo” sobre algum assunto.

  11. Caro Alexandre, referi-me ao Catolicismo, na verdade. Acho muito incoerente convidar artistas que não só não compartilham da Fé Católica, como dão exemplos de vida contrários a ela. Sei que não podemos ser radicais, mas no afã de querer agradar e angariar todo mundo, acabamos destruindo coisas essenciais. Quanto às concessões em si, realmente está ficando cada vez mais difícil sustentar posições num mundo tão multifacetado como o nosso. Existe o risco, e tenho refletido muito sobre isso, da falta de caridade e da compaixão .Há o risco, também , do total isolamento – afinal, somos bilhões e não uma pequena confraria de eleitos.Enfim, são questões para serem refletidas. Entre o perigo de estar sempre “completamento certo” sobre tudo e o relativismo que assola o nosso século há uma linha muito tênue. Se algumas coisas são claras na teoria, na prática são extremamente difíceis. No caso da JMJ, reconheço que se trata de um evento de grande magnitude e por isso difícil de organizar. Mas ainda acredito que é possível fazer algo bonito, criativo, que cative os jovens, sem apelar para artistas que não tem nada a haver com a proposta do evento, apenas isso. Não se trata de segregação, mas de coerência.

  12. Marta, mas o Catolicismo ou a Religião Católica NÃO É ISSO! O que querem fazer dela é que é. Parece que já conseguiram lhe convencer de que ser católico é ser indiferente à Fé Católica… mas ser indiferente a ela, obviamente, é não ser católico.

    O problema é que todos nós, e cada um daqueles artistas, e mesmo o Papa, tem o que corrigir em si. Somos incoerentes em algo, mais ou menos. E incoerentes porque indiferentes, ao menos em coisa(s) específica(s). Muitas vezes, indiferentes porque ignorantes ou defeituosos intelectualmente. Até que ponto, só Deus sabe!

    A questão desta página, penso, é que a mensagem essencial do pregador ou do profeta (todo ele imperfeito) tem de se coadunar com o essencial da mensagem de sua Religião. Com esses artistas, subentendido que estarão pregando e professando o que deveria ser da Fé Católica, através de suas imagens e da presença não acontece isso. Pregarão ou prefessão, em alguma medida, uma outra religião ou ausência de religião! Não deixarão de pregar ou professar, em outra medida provavelmente muito menor, de fato, a Religião Católica, simplesmente por pelo menos “prestigiar” o evento.

  13. Caro Alexandre, achei teu comentário confuso.

    O problema é que todos nós, e cada um daqueles artistas, e mesmo o Papa, tem o que corrigir em si.

    Creio que tua frase apenas se aplica a um católico pecador e que se reconhece pecador e reconhece necessitar mais de Deus e que a cada missa ajoelha-se implorando o perdão de Deus.

    Temos que separar e manter separados aqueles que não desejam o perdão de Deus, estas pessoas que não creem, são pessoas sem Deus e querem ser assim, isto é uma escolha delas. Não é o desejo da Igreja e claro que nem poderia ser meu, que pessoas sejam mantidas separadas, não se trata de nosso desejo, mas sim daqueles que não desejam comungar com a fé católica, então, que assim seja. Em qualquer celebração santa convidar “artista” que depois de participar tripudie com seu mau exemplo de vida é reduzir o conteúdo da mensagem ao nível de tal convidado.


    […]
    “E nós? Somos nós capazes de levar a Palavra de Deus aos nossos ambientes de vida? Sabemos falar de Cristo, do que Ele significa para nós, em família, com as pessoas que fazem parte da nossa vida diária? A fé nasce da escuta e fortalece-se no anúncio”, frisou o Papa.
    […]
    A incoerência dos fiéis e dos Pastores entre aquilo que dizem e o que fazem entre a palavra e a maneira de viver mina a credibilidade da Igreja”, ressaltou ainda Francisco.
    (Papa Francisco)

    Caso estes “artistas” desejem aprender mais sobre a fé e juntem-se com a multidão, estariam ganhando muitos pontos. Mas se mesmo a participação de católicos na transmissão da fé é muito prejudicada pela nossa inconstância, como justificar nos palcos presença daqueles que já ficaram notórios por relativizar qualquer fé?

  14. Caro Alexandre,

    “Não deixarão de pregar ou professar, em outra medida provavelmente muito menor, de fato, a Religião Católica, simplesmente por pelo menos “prestigiar” o evento.”

    A não ser que tenha compreendido muito mal, mas o que você quis dizer é que, apesar de tudo, apesar do caráter duvidoso desses artistas, ainda assim, a sua presença não deixa de ser uma pregação ou profissão da Fé Católica? E que no final das contas, eles e a Igreja acabam se beneficiando com isso?
    Se for, lhe responderei com uma sonora discordância. Concordo inteiramente com as colocações feitas pelo administrador do blog, no texto principal. Assinaria em baixo.
    E ninguém vai me tirar da cabeça que seria possível, sim, convidar bons artistas ( não é possível que não existam no meio católico!) e fazer algo de acordo com o espírito do evento. Talvez não tão famosos, mas que, com o devido suporte poderiam fazer coisas muito boas. Aliás, essa mania de perseguir pessoas famosas para trazê-las para o nosso lado, significa o quê exatamente? Para mostrar que “olhem, até a fulana ou fulano nos apoiam” ? Que mensagem estamos passando com isso? Que o que importa é a fama, o poder e o dinheiro que uma pessoa possa ter conquistado no decorrer da vida ( não importa como) e não os seus verdadeiros valores ? Nesse sentido, até mesmo as autoridades mundanas costumam ter mais coerência: convidam para as suas festividades artistas sabidamente alinhados com a sua plataforma política!
    A isso chamo de falta de seriedade.

  15. Wilson Ramiro, eu não especifiquei pecador “consciente de ser pecador”. Todos temos alguma cegueira.

    Um problema é exatamente não querermos perdão para aquilo que não vemos como pecado. Todos nós temos um pouco disso. Em alguma coisa nos achamos corretos quando deveríamos nos reconhecer errantes.

    Que fiquei claro: eu não estou pretendendo justificar a participação desses artistas. Eu já expliquei como eu nego que eles sejam adequados. Só estou dizendo que, apesar da má escolha, restará bens. Ou Deus não a permitiria. O próprio artista não deixará de ter oportunidade de olhar para si e confrontar o que ver com as expectativas que a Igreja instituição tem para todo o povo.

    Marta, eu disse que em algo a heresia coincide com a Fé genuína. E eu não estou defendendo a heresia! Só não quis ser omisso deixando “preto e branco”. Dito isso, não vejo como discordar de seu comentário. Principalmente após o “Assinaria em baixo”, está muito bom. Não chego a concordar inteiramente com as colocações do Jorge, mas discordo apenas no que já explicitei como discordância (ou nessa ou noutro post correlato).

  16. Pegando um gancho do vídeo postado pela Lilian, me recordei de uma Paula Cervelin Grassi, jovem que está escrevendo naquela coluna de trás do jornal O Domingo. O caso, é que sempre achei os textos dela meio estranhos, pois pelo conteúdo parecia mais apropriado estar no jornal A Verdade do que num semanário católico. Resolvi fazer uma rápida pesquisa e para a minha surpresa (ou não), encontrei uma foto dela com esse indivíduo do vídeo que diz “mundinho e sacristia católica”. Ela está envolvida até o pescoço nesses grupos em que o meliante petista cita no vídeo.

    Este fato só me faz desconfiar do O Domingo; que já não goza de boa reputação…

  17. Alexandre Magno, mais uma vez me parece que seus argumentos são confusos. Numa má escolha, nunca há um bem, há sempre um mal. Já ouviu falar da Lei Física da Ação e Reação? Para toda uma escolha há uma consequência da mesma. Colhemos aquilo que plantamos. Se eu fumo ou bebo muito, meu corpo dará sinais do resultado do excesso. O texto de 1º Coríntios 6, 12, diz que tudo nos é permitido, mas nem tudo nos convêm. Aí, eu faço algumas perguntas, convêm artistas seculares que demonstram incoerência, numa Jornada Mundial das Juventude? Artistas como o Luan Santana vão levar as pessoas a Jesus e ter um encontro pessoal com Ele ou será mais um momento de idolatria e histeria desproposital? Só para se ter uma referência, no mês passado, o cantor católico Tony Allyson esteva em minha cidade fazendo um show de encerramento da trezena de Santo Antônio, em uma determinada hora do show, Tony Allyson secou a testa com uma toalha e um grupo de meninas próximo ao Palco queria que jogasse a toalha para elas. O cantor católico negou o pedido dizendo que aquilo era uma idolatria e passou um pito que deve ter doido na alma das jovens adolescentes. Imagine um cantor ou um ator secular? Desculpe-me, Alexandre e demais como ele, não há nenhum bem nisso, há sempre males. Esse papo de “que mal tem? Qual é o pecado?”, me parece o discurso da serpente ao conseguir fazer com que Adão e Eva comesse “do fruto da árvore da ciência” proibido por Deus. A serpente falou aos dois “Oh, não, vós não morrereis! mas Deus sabe que, no dia em que dele comerdes, vossos olhos se abrirão, e sereis como deuses, conhecedores do bem e do mal.” (Gn 3,4-5). E o que aconteceu depois? Todo mundo, imagino que sabe qual é o fim da história. Primeiro Eva comeu e depois deu a Adão, surgindo assim o pecado original. É verdade quem defenda, também shows seculares em festas de paróquia ou padroeiros de cidade, o que é outro absurdo. Há quem defenda bebidas alcoólicas em eventos católicos, maior absurdo ainda. Nada disso, traz as pessoas para Jesus, muito pelo contrário, afasta. Já não basta, a Teologia da Libertação nefasta que nos enche a paciência.É preciso ter juízo, meu povo.

  18. Por outro lado, é nítido a falta de formação na organização da JMJ-BRASIL. Eu queria saber e, alguém poderia me responder, se em nas outras edições da Jornada, houve a participação de artistas seculares ou esse fenômeno só aconteceu no Brasil? Eu estou fortemente desconfiado que é a segunda opção. Gravem, dentre muitos, estes nomes: Padre Omar, Padre Sávio e Maristela Ciarocchi, são uns dos organizadores da JMJ. A Maristela Ciarocchi bateu boca com a cantora caólica mineira Celina Borges no Twitter. A cantora se posicionou contra os artistas seculares, principalmente o Luan Santana. A Maristela disse que o Luan irá cantar a “Oração de São Francisco” e que essa perseguição compromete a unidade católica na JMJ. Ou seja: nos empurra goela abaixo esses cantores, sem haver previamente uma consulta pública e, quando alguém reclama significa que a mesma é implicante e quer promover ódio e cisma? Curioso, não? Que organização é essa? Estranho isso.

  19. Veja ai quem é a “Paulinha”, que está escrevendo os textos no semanário com foco nos jovens. Reparem o que ela curtiu…
    https://www.facebook.com/paulinhagpj

    O semanário católico mais difundido do país cedendo uma coluna aos domingos à uma revolucionária. Que belo desserviço à fé católica.

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