A antiguidade e a novidade da Igreja

closeAtenção, este artigo foi publicado 3 anos 6 meses 25 dias atrás.

O texto abaixo é do prof. Luiz Delgado e foi publicado no Jornal do Commercio de hoje. Em meio à confusão midiática sobre a Igreja Católica e o novo Papa, é importante termos certos referenciais seguros para que não nos percamos em meio aos torvelinhos que a imprensa suscita a nosso redor. Em uma passagem famosa das suas Confissões, Santo Agostinho chama Deus de «Beleza tão Antiga e tão Nova». À Igreja, perpetuadora da presença de Deus no mundo, nós também podemos atribuir o mesmo duplo adjetivo: tão Antiga e tão Nova!

Sim, a Igreja é antiga como a própria Encarnação do Verbo a partir da qual o nosso calendário conta os anos. Mas para nós, que vivemos agora, Ela é sempre de uma novidade que o decurso dos séculos não foi capaz de tornar obsoleta; de uma maravilhosa novidade, sempre atual e necessária. É importante não perdermos de vista o quanto a Igreja é Antiga, sim. Mas é igualmente importante que possamos perceber, sempre, o quanto Ela é Nova. As «novidades do Papa» decerto não podem obscurecer a venerável Antiguidade da Igreja de Cristo. Mas, ao mesmo tempo, a face antiga da Igreja não nos pode levar a perder de vista a Sua perene Novidade.

IMG-20131003-WA0000

Gostou? Compartilhe!Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on Google+Email this to someonePrint this page

6 thoughts on “A antiguidade e a novidade da Igreja

  1. lucas.

    Muito bom texto.Para alguns,a igreja é só para os justos,os virtuosos,e deve excluir os pecadores;isso é uma heresia,pois naõ é a igreja de Cristo.Em recente catequese,o Papa Francisco,deixa um belíssimo texto:” A igreja que é santa,naõ rejeita os pecadores,ao contrário os acolhe,chama a todos a se deixarem-se envolver pela misericórdia,pela ternura e pelo perdaõ do Pai…..”

  2. Renan

    Lc 20,20: E ficaram de espreita. Enviaram espiões que hipocritamente fingiam de justos para surpreendê-lo por uma palavra sua, a fim de entregá-lo ao poder e à autoridade do governador.
    Isso é o que a midia quase toda globalista faz ao acercar-se do papa Francisco para subverterem seus pronunciamentos, com a qual todo cuidado é pouco, dado as suas intenções de dividirem e relativizarem os católicos.
    Ninguém pode julgar um gay, como disse o papa Francisco em particular quando procura a Igreja, quem sabe, arrependido de sua vida irregular; poderia ser uma patologia que o aflige e não tem o devido controle, sendo nesse caso, violado, poderia até mesmo nem ser pecado grave, mas cuidado nesse caso alguém que queira se isentar disso pois a prática da sodomia além de abominável por Deus, é matéria em si gravíssima.
    O devido castigo ou aprovação de uma vida de alguém que se arrepende e quer converter-se, na sua intimidade, apenas Deus poderá julgar-lhes os recônditos desejos e intenções; o confessor julga a materia, baseando nas informações verdadeiras ou não que lhe são repassadas; se a pessoa tentar se desculpar com sofismas para enganar o sacerdote, poderia sair de lá até pior que entrou.
    Outra é a pessoa cultivar em seu mais escondido íntimo o desejo de o praticar e por ter herdado tendências, ajuntar-lhe interesses de prática, nesse caso, compartilha ainda mais do pecado por certa anuência.

  3. Jorge Ferraz (admin) Post author

    Sto. Agostinho diria «Criastes-nos para Vós, Senhor, e o nosso coração vive inquieto enquanto não repousa em Vós».

    E S. Paulo: Os pagãos «mostram que o objeto da lei está gravado nos seus corações, dando-lhes testemunho a sua consciência, bem como os seus raciocínios, com os quais se acusam ou se escusam mutuamente» (Rm II, 15).

    Abraços,
    Jorge

  4. Rui Ribeiro Machado

    “poderia ser uma patologia que o aflige e não tem o devido controle, sendo nesse caso, violado, poderia até mesmo nem ser pecado grave”

    No dia que eu escutar as mesmas palavras sendo usadas para um estuprador heterossexual, eu aceito esse argumento para os gays.

    Rui

  5. Vagner Delabio

    Parabéns pelo texto, realmente estão fazendo sensacionalismo com as declarações amorosas do Papa, e o que realmente é incrível é que não existe nada de novo no que ele está falando, simplesmente ele fala com um lindo sorriso no rosto e com um olhar de amor que chega aos corações. Quanto a comunidade “gay”, se quiserem saber o que a Igreja sempre pensou sobre eles é só consultar o Catecismo da Igreja Católica nos números 2.357 e 2.358 e verão o quanto a igreja sempre os amou.

    SEGUE ABAIXO:

    CASTIDADE E HOMOSSEXUALIDADE

    2357 A homossexualidade designa as relações entre homens ou mulheres, que experimentam uma atração sexual exclusiva ou predominante para pessoas do mesmo sexo. Tem-se revestido de formas muito variadas, através dos séculos e das culturas. A sua genese psíquica continua em grande parte por explicar. Apoiando-se na Sagrada Escritura, que os apresenta como depravações graves (103) a Tradição sempre declarou que «os atos de homossexualidade são intrinsecamente desordenados» (104). São contrários à lei natural, fecham o ato sexual ao dom da vida, não procedem duma verdadeira complementaridade afetiva sexual, não podem, em caso algum, ser aprovados.

    2358. Um número considerável de homens e de mulheres apresenta tendências homossexuais profundamente radicadas. Esta propensão, objetivamente desordenada, constitui, para a maior parte deles, uma provação. Devem ser acolhidos com respeito, compaixão e delicadeza. Evitar-se-á, em relação a eles, qualquer sinal de discriminação injusta. Estas pessoas são chamadas a realizar na sua vida a vontade de Deus e, se forem cristãs, a unir ao sacrifício da cruz do Senhor as dificuldades que podem encontrar devido à sua condição.