Ave, ó Cheia de Graça!

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É grande o mistério do dia de hoje: um anjo do Céu foi enviado a uma cidade de Nazaré, à porta de uma Virgem, prometida em casamento, para informar-lhe de que o Altíssimo a escolhera para ser Mãe do Seu Filho. É grande o mistério porque conhecemos o resto da história, sim, sem dúvidas: porque sabemos que aquele “Sim” hoje pronunciado foi o início da maravilhosa obra da Redenção que, hoje, alcança-nos e nos torna gratos. Mas, ainda se não o conhecêssemos em seus detalhes, ainda que não estivéssemos olhando em perspectiva, do futuro, ainda assim haveríamos de pasmar diante do quadro da Anunciação.

Ora, é coisa grandiosa um Anjo envolto no esplendor do Paraíso; e, exatamente por isso, é coisa ainda mais grandiosa uma Virgem por ele saudada. Porque o destinatário da mensagem é maior do que o mensageiro; e se é grande o Arcanjo São Gabriel – quem o haverá de negar? -, imagine-se o quão maior não deve ser a Virgem a quem ele foi enviado…! A Regina Angelorum escondida em Nazaré. A Imaculada Conceição resplandecente no mundo que ainda não fora visitado pelo Verbo de Deus. A Santíssima Virgem ao entardecer, recebendo a visita de um mensageiro dos Céus.

Parece grandioso o Paraíso? Imaginam-se cheios de glórias e esplendores os salões da Jerusalém Celeste onde assenta-Se em Seu trono o Deus Onipotente e Três-Vezes Santo? No dia de hoje, no entanto, o Céu inteiro voltava-se para uma pequena cidade de Nazaré e, em sequência, visitavam a Virgem Maria um mensageiro das falanges angélicas e o próprio Espírito Santo de Deus! Quem é esta que recebe tanta deferência do Todo-Poderoso? Quem é esta a quem acorrem, pressurosos, os habitantes celestiais? Quem é esta por quem o próprio Deus deixa a Eternidade para fazer-se Homem?

O nome da Virgem era Maria, diz-nos as Escrituras Sagradas: é uma Mulher, e isso nos enche de profunda reverência e gratidão. Porque Ela – e nenhuma outra – é a predileta do Deus Altíssimo, o qual A culminou com todas as graças do Céu. Porque Ela é o ápice da descendência de Eva, a criatura mais perfeita, a mais bela flor desabrochada fora das muralhas do Éden: Ela elevou a nossa humanidade aos umbrais da Eternidade.

Ave, gratia plena! É a saudação de Deus por meio de um Anjo que, hoje, ressoou em Nazaré. Estas salvas já foram repetidas incontáveis vezes ao longo dos séculos; mas parece que ainda é pouco para o que Ela é. A saudação angélica é o louvor perfeitíssimo à Virgem Maria; mas a perfeição desta Senhora é tamanha que, dizemos sem medo de errar, Ela ainda não foi saudada o suficiente. Unamo-nos ao coro dos anjos e dos santos neste dever de justiça. Repitamos, hoje e a cada dia, com todas as nossas forças, com toda a nossa alma: Ave, ó Cheia de Graça!

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