“Se dizem cristãos, e fabricam armas!”

closeAtenção, este artigo foi publicado 1 ano 10 meses 6 dias atrás.

Perguntam-me o que houve, que já há mais de um mês não se vêem mais textos por aqui. Não houve nada. Por um lado, ocupações demasiadas – pessoais, profissionais, acadêmicas – a sugar-me o tempo cada vez mais exíguo; por outro lado, e talvez seja preciso dizê-lo, uma certa dificuldade em encontrar o que escrever.

Encontrar como posso ser útil a Cristo e à Santa Igreja…! Esta é uma necessidade sem dúvidas da maior importância, de primeira, primeiríssima!, ordem. No entanto, não é fácil. Talvez eu não disponha mais da agilidade necessária para acompanhar o turbilhão da mídia, cada vez mais vertiginoso e, por conta disso mesmo, cada vez menos importante. Um exemplo talvez paradigmático disso: há menos de 24h pululou uma manchete – absurda e sem sentido – dizendo que o Papa disse que fabricantes de armas não podem ser cristãos. Ora, é uma sentença perfeitamente estapafúrdia. O que se faria, aqui, neste blog, em tempos de normalidade?

Primeiramente, ir-se-ia à declaração original. A reportagem secular diz que isso aconteceu «durante um comício para milhares de jovens ao final do primeiro dia de sua visita à cidade italiana de Turim». A matéria, na cobertura da Canção Nova, é esta aqui; belíssima, piedosa, edificante, e nada diz a respeito de fabricantes de armas.

Fracassada a busca na mídia lusófona, ter-se-ia que recorrer ao original italiano. Está aqui. A parte das armas está lá, lá pelo meio do texto, na resposta à jovem Sara. “Se dizem cristãos, e fabricam armas!”, brada o Romano Pontífice. A pergunta? Desconfiança da vida. O contexto visado pelo Santo Padre? A guerra, em particular a Primeira Guerra, e «aquela hipocrisia de falar de paz e fabricar armas, e até mesmo vender armas a este que está em guerra com aquele e àquele que está em guerra com este!».

Contextualizada a celeuma, passar-se-ia à sua explicação, ao seu justo sentido, à elucidação do mistério. Mas, hoje, até mesmo a polêmica é de baixa qualidade. Não há o que discutir, porque os dois extremos são bastante evidentes.

É, por um lado, evidente que, do excerto, não é possível, ao menos não seriamente possível, inferir a excomunhão do velho Winchester ou o interdito sobre os clientes da Taurus. Não se fala das armas simpliciter, e sim das armas feitas para a guerra; e, mais ainda!, não apenas das armas feitas para a guerra, assim, abstratamente, mas sim daquelas comercializadas indistintamente para ambos os lados do conflito, promiscuamente, sem se preocupar com o restabelecimento da paz ou com a cessação da agressão injusta mas, ao contrário, tirando vantagem pecuniária do conflito armado para cuja perpetuação é economicamente interessante trabalhar. E aqui a outra evidência: é evidente, para além de toda a evidência, que quem tira proveito da morte e da carnificina não pode se dizer cristão. Que diferença, no entanto, entre isto e a manchete primeva! Feito todo o caminho, desaparece a razão do estranhamento original. O problema não está nos rifles de caça, nas academias de tiro, nas armas para a defesa pessoal ou para os agentes do Estado; o problema, o indiscutível problema, está naquilo que fazem os Sons of Anarchy. Era mesmo necessário gastar todo este latim?

Em suma, os motivos pelos quais venho progressivamente perdendo o gosto por este modus operandi podem ser sintetizados no seguinte:

  1. Está ficando humanamente impossível responder a toda besteira levantada contra a Igreja em geral (ou contra o Papa Francisco em particular), porque a taxa de surgimento de absurdos está ultrapassando – que digo? Há muito tempo já ultrapassou! – qualquer limite de razoabilidade.
  2. Devido à baixa, baixíssima qualidade dessa polêmica chinfrim, isso está deixando de ser intelectualmente recompensador. Uma coisa é o desafio de enfrentar um oponente de, pelo menos, alguma habilidade natural; outra, bem diferente, é ficar juntando lé com cré e demonstrando que, do fato de a indústria da guerra ser deplorável, não segue que o tiro esportivo igualmente o seja. Sinceramente, não é necessário que haja uma pessoa se dedicando a este serviço. Estou certo de que qualquer pessoa capaz de ler este blog e o compreender minimamente consegue, também, fazer por conta própria estes passos argumentativos aqui desenhados.
  3. Esta proliferação de alegações estapafúrdias que não resistem ao mais comezinho exame crítico está também provocando o descrédito da mídia e a sua progressiva desimportância: a enxurrada de abobrinhas é tamanha que, semana que vem, ninguém lembra mais do absurdo alardeado na semana passada. Oras, é melhor então deixar o bicho morrer sozinho do que o perseguir com estardalhaço. Não vale a pena perder tempo na caça diligente ao chacal mirrado e já moribundo do qual amanhã, de qualquer modo, só restará o cadáver putrefato.
  4. Ser reativo, às vezes, é até agradável. O tempo inteiro, contudo, é extenuante. Não acho que exista mais espaço para isso na internet pós-boom das redes sociais. O terreno está devastado pela mediocridade; não tem mais sentido arrancar laboriosa e pacientemente os cardos do campo. Cumpre dar as costas a esta porcaria toda e arranjar outra ocupação menos inglória a que se dedicar.

Que ocupação…? É este o ponto. Preciso encontrá-la. Como disse acima, preciso achar como posso ser útil à glória de Deus Nosso Senhor. Decerto escrevendo. Decerto aqui, neste espaço entrincheirado e protegido que a tantas duras penas conquistei. Deus lo Vult!, sem dúvidas. É questão, somente, de amolar a espada no rosário. É questão de dar os primeiros passos – o caminho se faz ao caminhar. É questão de voltar. Aproveitar melhor o tempo…! Levantemo-nos, vamos. Elevemos este lugar mais uma vez. Vejamos o que a Providência ainda não me reserva. Perscrutemos no horizonte que batalhas ainda não me é possível travar. AMDG. Semper.

Gostou? Compartilhe!Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on Google+Email this to someonePrint this page

21 thoughts on ““Se dizem cristãos, e fabricam armas!”

  1. Francisco Castro

    Talvez se papa fosse bem mais claro. Mas explicto e falasse sem ambiguidades isto seria evitado.

  2. Carlos Eduardo

    Exatamente. Percebi este cansaço geral em mim mesmo nos últimos tempos. E não só sobre a Igreja, mas sobre todos os “assuntos quentes do momento”. Parece que a proliferação exponencial de polêmicas e opiniões está criando automaticamente um novo filtro mental. Coisas que a princípio teriam enorme importância e me fariam torrar fosfato e as pontas dos dedos hoje já começam a passar batidas sob minha vista cansada. Talvez algo de novo surja a partir disto. Devem ser muitos aqueles que estão se sentindo assim.

  3. Tarcísio Moura

    As ambiguidades de Francisco dão margem a essas interpretações, resta saber se ele está agindo de forma premeditada ou negligente.

  4. Zabot

    Meu amigo, já rezei muito por você na época da sua doença e agora vou voltar a rezar para que encontre luz para sua missão. Seus textos são muito importantes. Discordo do final ponto 2: penso que são muitos os que não podem por si mesmos fazer o trabalho de descobrir a verdade, e sua ajuda é muito importante. Por outro lado, concordo totalmente que para alguém com uma mente iluminada como a sua, deve ser muito desestimulante. Deus lhe mostrará o caminho! Abraço!

  5. Alexandre Magno

    1. Jorge, nunca foi humanamente possível. Pensei que você já sabia disso…
    2. Suas prioridades mudaram ou afloraram. Muita coisa do conhecimento humano — em todas as áreas — é coisa simples, que apenas está velada e permanecerá assim se alguém humilde não gritá-la de cima do telhado.
    3. Com isso eu sou obrigado a concordar. Mas bem quem você poderia eleger ao menos um assunto semanal de maior importância.
    4. A impressão que eu já estava tendo: você tem sido atraído pelo Facebook. Cuidado! Aquela arma é muito eficaz em provocar desorientação espacial.

  6. Wilson de Paula Ramiro.

    Caro Jorge.
    Sendo católico há o dever, e até o direito ao combate, mas… O casado preocupa-se com as coisas do mundo e procura agradar à sua mulher.
    I Co 7.33
    A medida das prioridades é coisa sã.

    Não perder a beleza do combate!

  7. Vinicius

    Infelizmente, a velocidade com que a informação circula hoje em dia tem deixado as pessoas mais negligentes quanto a ela. Qualquer frase vira polêmica. As pessoas estão se tornando como algumas das denominações cristãs que temos no nosso país: pegam um único versículo, totalmente fora de contexto, e acham que podem interpretá-lo indubitavelmente…

  8. Navarro

    Jorge:
    Você é contra ou a favor do desarmamento proposto pelos socialistas? O papa é contra ou a favor do desarmamento? O que você acha dos armênios que primeiro foram desarmados em 1908 para depois serem exterminados em 1915? Por favor, gostaria de saber sua resposta.
    Navarro

  9. Jorge Ferraz (admin) Post author

    Navarro,

    Você é contra ou a favor do desarmamento proposto pelos socialistas?

    Contra.

    O papa é contra ou a favor do desarmamento?

    Provavelmente contra.

    O que você acha dos armênios que primeiro foram desarmados em 1908 para depois serem exterminados em 1915?

    Uma página tristíssima da história, e um ensinamento que deve ficar presente.

  10. Ana Carolina Diniz Lacerda

    O mau procura minar os ânimos dos homens e mulheres de boa vontade para agir livremente, sem nenhum obstáculo. A messe é grande e os operários são poucos, Rogo ao Senhor da Messe que refrigere e fortaleça os que estão na luta e suscite novos operá
    rios,

  11. Heitor Souza de Carvalho Tavares

    Amigo Jorge,

    Seu site é importante para os Católicos de língua Portuguesa. Eu já rezo em família pela sua família e sabemos que na guerra cultura atual, o cansaço físico e mental beira o limite pois de fato dialogamos não somente com quem não quer dialogar mas com o “Pai da mentira”, covarde e disposto a tudo! Nossas orações precisam ser redobradas.

    Contudo, se os bons se calam, os maus crescerão e farão mais barulho sufocando o bem. Sua prioridade é o matrimônio mas se Deus lhe chamou a esse apostolado que já se provou frutuoso, conte com nossa ajuda. Penso também que o conselho do colega acima seja útil: Escolher um tema por semana e comentá-lo, equilibrando entre polêmicas e coisas boas. Um exemplo, com todo o respeito, sites como o da Canção Nova eu acho bobo, com textos simplórios demais e dando a impressão de que já estamos no céu. Seu site não, é realista! Nos trás para o campo de batalha. E eu acrescento mais:

    1) De repente, trazer bons testemunhos Católicos de jovens do dia a dia de paróquias, grupos e comunidades que você conheça ou não e expor no site. Nada extraordinário, priorizando mesmo a ação silenciosa de Deus em coisas pequenas do dia a dia. Hoje em dia fala-se de Fé, mas se vive pouco. Trazer vivência de quem ainda se VIVE a fé.

    2) Falar do Santo do dia ou da semana em destaque e fazer o paralelo com nosso dia a dia;

    3) Trazer livros, artigos e textos, não importando a época e deixar mesmo as pessoas pesquisarem por si mesmas e citá-los. Criar uma bibliografia básica Católica;

    4) E amigo, de repente trazer mais alguma interatividade ao seu site. Vídeos, etc.

    5) Evitar entrar em polêmicas gratuitas de qualquer natureza de ” Católicos rad-trad a vingança” versus Católicos” Conservation-new age open mind” ou algo do tipo. Perda de tempo! Cada sitio na internet, grupo ou comunidade faz e luta por aquilo que acredita e o tempo também mostra quem tem razão. Você é muito maior que isso.

    Tamo junto Joelho!

    Do seu irmão,

    Heitor

  12. Alexandre Magno

    Jorge, trago-lhe uma sugestão. Você pode ser recompensado intelectualmente se fizer um esforço para compartilhar ponderações “católicas e onívoras” a partir de um vídeo como este. Ideologias afins do veganismo e de um ambientalismo exacerbado estão tomando as rédeas da engenharia social. Pode ser dificílimo trazer à luz uma resposta satisfatória. Você quer um desafio para seu intelecto? Olhe um aí! Não se trata de assunto de manchete ou de vultos tempestuosos na imprensa. É um vento forte que já sopra há algum tempo. Eu não considero nem um pouco fácil aparar aquelas arestas sentimentalistas. Em vários momentos, demarcam bem um espaço conquistado pela força autêntica de bons argumentos. Na verdade, existe sim muitíssima coisa errada com as formas como hoje o mundo consome carne…

  13. Ygor

    Caro Jorge,

    Penso que na época de Bento XVI, a imprensa o atacava com falácias e desonestidade. Isto levava a muitos católicos instruídos como você responder e esclarecer diversos assuntos acerca da doutrina, da Igreja ou do que porventura falou o Papa. E o seu trabalho por aqui ajudou a muitos. Porém, observado o estilo do Papa Francisco, temos pelo menos duas dificuldades:
    1- A imprensa aproveita as entrevistas do papa para dar a impressão que Francisco vai adequar a Igreja ao mundo;
    Neste caso, fica bem mais difícil defender ou explicar o que o papa teria em mente ao dizer certa frase.
    2- O Papa dá muitas entrevistas, banca o “pároco da diocese do Vaticano” e fala de improviso.
    Daí, fica ainda mais difícil defender a doutrina e a Igreja, e o próprio papa, pois sua fala não prima pela precisão, como outros papas optariam por fazer.

    Por ao menos estas duas observações vejo que o seu trabalho, Jorge, se torna espinhoso e enfadonho, e pior, não temos mais certeza se a imprensa está mentindo ou não. Não temos certeza do que pensa o papa porque ele não é claro em tudo o que diz. Enfim, estes tempos são muito obscuros para a Igreja, pelo menos a meu ver…

  14. Isac

    Sei dizer que os papas S João Paulo II Bento XVI eram muito criticados – pelos inimigos da Igreja, da elite globalista – e no seu tempo, pendiam varias ameaças à Igreja disso e daquilo, como processá-la criminalmente por vários motivos – na verdade, seus adversarios é que deveriam ser condenados!.
    Já o saudoso emérito Bento XVI, não dava oportunidades a eles de o rechaçarem, era ultra instruído, muito meticuloso e detalhista, não economizava termos para demonstrar sua clarividência nos textos e mesmo em palavras em defesa da Igreja, muito odiado; nesse caso se compreende o porquê!
    Minha crença é que o papa Francisco estaria sendo manipulado internamente por outros, tipo D Kasper, B Forte, Baldisseri & Cia que mandam e desmandam; ele não é como os 2 anteriores, talvez tão bem instruído e decidido, ainda dá uma de receber a sucia comunista no Vaticano e ainda discursar, como Stédile do MST que tira proveito disso etc., deixam os católicos mais conservadores perplexos, e para piorar mais, ainda a mídia globalista distorce os fatos direto e reto, né?

  15. Alexandre Magno

    Minha crença é que o papa Francisco estaria sendo manipulado internamente por outros, tipo D Kasper, B Forte, Baldisseri & Cia que mandam e desmandam;

    É mais fácil acreditar no contrário, em um bom sentido. O Papa Francisco tem cara de ter uma personalidade muito forte. Mas percebam algo muito bom nele: cede quando tropeça; aceita que o Vaticano o auxilie a endireitar o caminho; como quando fala algo de modo imperfeito e logo recebe de boa a correção, “o ajuste”.

  16. Ygor

    Alexandre,

    Você disse em seu último parágrafo do post: “cede quando tropeça; aceita que o Vaticano o auxilie a endireitar o caminho; como quando fala algo de modo imperfeito e logo recebe de boa a correção, “o ajuste”.

    Poderia citar algum caso em que isso tenha ocorrido?

  17. Alexandre Magno

    Ygor, de fato eu falei como se existisse uma conversação pública entre o papa e seus assessores, onde, na frente de todo o mundo, o papa receberia deles sugestões e “correções”. É verdade que isso não existe. Mas acontecem episódios, como aquele dele dizer que esmurraria quem mexesse com a mãe dele, e vem auxílios interpretativos de vários lados, especialmente de quem está próximo dele lá Vaticano, e ele cala, apenas recebe o auxílio. Não recebe uma correção direta, mas é como se fosse. Tropeça em alguma coisa (expressão) e o pessoal conserta pra ele. Foi nesse sentido que eu quis falar.

  18. Daniel P. Volpato

    Caro Jorge,

    Faço votos de que reencontre logo tua missão. Conte com minhas pobres orações.
    Minha impressão é de que este fenômeno é algo próprio da vida. Passa o tempo, chega o cansaço, mudam nossas prioridades. Se formos parar para pensar, são poucos os apostolados (ou mesmo as atividades em geral) que fazemos sempre e constantemente ao longo de nossa vida. A diferença é que, sendo uma atividade não-virtual que chega a termo, cada um iria tocar sua vida, vez em quando lembraria daquilo, mas seguiria adiante. Na internet as coisas perduram, e me parece que chega junto uma certa cobrança, mesmo que inconsciente. Veja a quantidade de bons sites – católicos ou não – abandonados ou que andam a passos mais lentos por aí…

    É comum nos dedicarmos intensamente e depois de um tempo chega a impressão de já se ter atingido um certo objetivo, ou aquilo que Deus quer de nós. Humanamente falando, iríamos simplesmente procurar um novo hobby ou atividade com a qual nos entreter. Mas ao bom cristão cabe colocar isto em oração, ouvir se é isto mesmo que Deus quer, ou se quer uma mudança de direção.

    Como já disseram aqui, o trabalho que fazes com o Deus lo Vult! é fantástico. De minha parte, gostaria que continuasses a escrever. Como ou sobre o quê? Não o sei. Mas independentemente do que Deus queira para ti, estarei rezando.

    Abraços

  19. Robson Henz

    O Papa quis dizer que é errado o fabricante fornecer armas para um exército que combate por uma causa injusta, mas ele esse pressuposto está oculto e é preciso deduzi-lo pelo contexto, no entanto dá pra interpretar também o contrário, que ele condena a fabricação de armas para fins de guerra somente, sem distinguir a destinação dessas armas.

    Esse que é o problema, por que ele não é mais específico? Diga “cristão não devem fornecer armas para os vilões”, pronto estava resolvido, mas não, tem que deixar oculta a informação, será que ele não percebe que todos os dias a mídia deturpa o que ele diz, por que não é mais prudente?

  20. Alexandre Magno

    será que ele não percebe que todos os dias a mídia deturpa o que ele diz, por que não é mais prudente?

    Concordo. Mas também sei que pode ser extremamente difícil ele se reeducar com isso. Faz parte do ser da pessoa. Não se muda isso facilmente. A mente dele está como que programada e viciada a se expressar de forma menos cautelosa com a semântica. A grande maioria das pessoas é assim.

  21. Pingback: Por que não ataco o Papa Francisco? Ora, porque não sou papista! | Deus lo Vult!