Cartoon: a imprensa e os conclaves

Genial! Cliquem para ampliar. Encontrei no Facebook.

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Traduzindo: trata-se de um jornalista (do New York Times, mas poderia ser qualquer um) escrevendo sobre os conclaves de 1958, 1963, 1978, 2005 e 2013. Uma única frase perpassa as décadas (tradução livre):

1958: “A Igreja está morrendo rapidamente…
1963: e apenas um papa moderno, de mente aberta…
1978: capaz de libertar os ensinamentos da Igreja das profundezas da Idade Média…
2005: e torná-los relevantes para o mundo moderno…
2013: pode esperar salvá-la”.

E, no último quadrinho, o jornalista que escreveu isso ainda pensa: “pobres ignorantes… sempre presos ao passado”!

As idéias do século 12…

Vi ontem no Facebook. Registro a [tentativa de] agressão gratuita, mas também fico lisonjeado com o reconhecimento expresso na charge.

Sim, são idéias do século XII, do século IX, do V, do Primeiro. Graças a Deus, são idéias que remontam a Nosso Senhor Jesus Cristo, velhas como a História lhes fez e simultaneamente novas como é possível a idéias serem. O mérito das idéias não advém de serem “recentes”, muito pelo contrário até: o vigor delas é provado justamente pela passagem do tempo. Pitágoras viveu cinco séculos antes de Cristo, e o seu teorema é ensinado nas escolas ainda hoje.

Sim, as idéias da Igreja são as mesmas de há vinte séculos, graças a Deus. Só as idéias realmente boas resistem ao transcurso dos séculos: as ruins são cedo ou tarde abandonadas nas sarjetas da história.

Curtas

Inquérito apura aborto por engano de gêmeo saudável na Austrália. “Médicos disseram à mãe dos gêmeos que um de seus bebês tinha um problema cardíaco congênito que requereria várias cirurgias durante sua vida, caso ele sobrevivesse. A mãe escolheu por abortar o feto de 32 semanas, mas, na última terça-feira, os funcionários do Royal Women’s Hospital realizaram o procedimento, por meio de injeção, no bebê sadio”.

Não é a primeira vez que temos notícia de algo assim. Em 2007 aconteceu o mesmo na Itália; o bebê tinha síndrome de Down. A sua irmã foi assassinada “por engano” e, quando a mãe soube, pediu para que matassem também a sobrevivente. Casos assim chocam a nossa sensibilidade: mas quantos outros não morrem a cada dia sem que ninguém perceba ou lhes dê atenção?

Que Nossa Senhora de Guadalupe tenha misericórdia das crianças assassinadas no ventre de suas mães. Que alcance de nós o perdão de Deus; que sustente a Sua ira, porque estes crimes são terríveis demais.

* * *

Caríssima GRNOPC1, da Dra. Lenise Garcia. Uma carta escrita… a uma célula-tronco. Melhor dizendo, a uma célula-tronco embrionária recentemente descartada pela Geron. Excerto:

Sabe, não é nesse mesmo sentido que a Geron te considera “caríssima”. O problema é que você e suas irmãs custaram uma nota preta, mas não estão dando o esperado retorno… financeiro. É por isso que a Geron está desistindo de vocês, porque descobriu que não serão tão lucrativas como os investidores estão exigindo.

Mas, como disse de início, você não deve se considerar uma fracassada. A sua vocação não era ser um remendo celular na coluna de outro indivíduo, mas ser você mesma, desenvolver as suas potencialidades, amar e ser amada.

Deixe para as células-tronco adultas a função de solucionar problemas de saúde. Talvez não sejam tão lucrativas, pois são retiradas de cada indivíduo, e portanto não se transformam em um produto comercial. Mas são muito mais eficientes para proporcionar curas.

A Dra. Lenise, a propósito, estará no programa “Escola da Fé” com o prof. Felipe Aquino no próximo dia 01 de dezembro, às 20h40. Não deixem de assistir.

* * *

Estudante tem trabalho científico recusado por agradecer a Deus. Aconteceu aqui em Garanhuns; vejam o vídeo. A garota é aluna da Universidade Federal Rural de Garanhuns, e o agradecimento espantosamente estava… na parte de “agradecimentos” do trabalho! Era um simples “agradecemos a Deus”. O trabalho foi recusado.

A justificativa apresentada? “Agradecimentos devem ser relacionados à pesquisa e não a Deus”. O absurdo provocou indignação. Entre outros, o bispo de Garanhuns, Dom Fernando Guimarães, manifestou-se: “A recusa de um trabalho explicitamente porque o aluno introduz o trabalho com um agradecimento a Deus… isto me surpreende profundamente”.

Ao final, a Universidade acabou aceitando o trabalho. Mas a custa de quanto escândalo e quantos protestos? É ridículo. Isto não é mais preconceito religioso velado, é perseguição moral escancarada. E ainda se dizem “tolerantes”!

* * *

Why I refuse to debate with William Lane Craig?, por Richard Dawkins em sua coluna do The Guardian. É incrível como o paladino da Descrença acha o Craig tão irrelevante que… dedica uma coluna inteira a falar mal dele! E é engraçado como ele não quer debater, mas aproveita o seu espaço no jornal britânico para criticar o Cristianismo sem a incômoda presença do seu debatedor. Se o Dawkins tem problemas com as alegações do Craig, que lhe vá falar diretamente, ora bolas. Ficar resmungando das coisas que o seu oponente escreve para os seus [de Dawkins!] próprios leitores fanáticos seria perfeitamente classificado como “fofoca” – se o autor de tais linhas fosse outro. Mas como é o Dawkins…

Enquanto isso, o Emerson continua mandando bem:

E ainda tem gente que leva esta cara a sério.

* * *

São Jorge caiu do cavalo. Triste e verdadeira! Destaco:

Quem pagou foi o santo. Ao confiná-lo na igreja da Sé, confinavam a Igreja, começando a bani-la das ruas para afirmar que a rua era pública, mas não tanto, e que poder havia um só, o da lei. Santo homicida era tão criminoso quanto qualquer mortal que eventualmente tirasse a vida alheia, mesmo por acidente. Quando a catedral velha foi demolida para alargamento da Praça da Sé e construção da nova catedral, São Jorge, com outros belos objetos de arte sacra, foi removido para a Cúria, onde, nos anos 1950, o conheci, resignado em seu confinamento

#CançãoNovaSemPT wins! É oficial: petista expulso de emissora católica

A notícia nos vem da mídia secular antes (até onde sei) de ser oficialmente comunicada pela Canção Nova, mas (ao que tudo indica) é oficial: Rede Canção Nova tira do ar programas de Chalita e Edinho Silva. Segundo a F0lha de São Paulo, «o elemento precipitador foram as reações negativas de fiéis e lideranças da igreja à recente incorporação de Edinho, presidente do diretório estadual petista, ao quadro de apresentadores da Canção Nova».

As reações negativas dos católicos impediram o escárnio! Eis a demonstração de que nós temos, sim, capacidade de impedir que zombem do Todo-Poderoso aqueles que se apresentam como servos da Igreja de Cristo. Orações, protestos e cancelamentos de contribuições dão resultado. O Wagner Moura já tinha cantado a notícia ontem, e disse:

Fontes anônimas comunicaram que o programa religioso do petista motivou um convite à direção da emissora por parte do bispo da diocese de Lorena (SP), jurisdição eclesiástica na qual se encontra a Canção Nova, Dom Benedito Beni, no início da semana passada. Durante a reunião, supostamente a TV católica comprometeu-se em modificar sua grade de programação e tirar do ar os políticos que apresentam programas como “Justiça e Paz” (Edinho Silva – PT), “Papo Aberto” (Gabriel Chalita – PMDB) e “Mais Brasil” (Eros Biondini – PTB).

Não há lugar em uma emissora católica para inimigos da Igreja. A expulsão era justa e urgente, um dever imperioso daquele amor a Cristo que manda não se prostituírem as coisas sagradas e não permitir a abominação no lugar santo. Expulsar o perseguidor de cristãos da Canção Nova é exatamente o que Cristo faria, e demos graças a Deus porque a emissora decidiu imitá-Lo agora – evitar-se-ia muito mal estar se Ele fosse consultado desde o início, mas agora temos ao menos a resposta mais firme. Se antes havia incerteza sobre até onde a Canção Nova era capaz de ir no processo de destruição dos valores católicos no Brasil, hoje esta santa defenestração demarca claramente estes limites: políticos interesseiros e inimigos da Igreja não são (mais) tolerados na Canção Nova. Louvado seja Deus.

Dom Benedito Beni é responsável por esta mudança de rumos e, portanto, se na semana passada nós escrevemos a Sua Excelência suplicando-lhe que fizesse alguma coisa hoje temos o dever de enviar-lhe mensagens de gratidão por ter ele posto fim ao escândalo. E louvado seja Deus pelos bispos que agem como bispos católicos! Fosse em outros lugares, talvez algum sucessor de Judas achasse por bem “não se indispôr” com a Canção Nova ou com o Partido. Dom Beni prefere não se indispôr com o Deus Altíssimo a Quem jurou servir. Parabéns ao bispo de Lorena por ter agido com integridade e coerência! E – por que não? – parabéns à Canção Nova por ter atendido ao pedido do bispo diocesano.

O Fratres in Unum também falou sobre os “despejados da tela”. Eu entendo a queixa do blog – verbis, «[q]ualquer outra razão [para a retirada do programa] que não uma verdadeira preocupação em se manter fiel à doutrina católica seria, novamente, outra demonstração de mero oportunismo» – e posso até condescender com ela. Penso, contudo, que é momento mais de demonstrar apoio do que de atirar pedras. Por motivos nobres ou torpes, o fato objetivo é que o petista foi expulso da Canção Nova! Se os católicos apoiarem a decisão (ainda que seja esta decisão pontual da emissora), será mais fácil conseguirem decisões afins no futuro. Se, ao contrário, a emissora só levar pedradas de todos os lados, talvez fique surda no futuro às súplicas dos católicos fiéis. Portanto, cumprimentos à Canção Nova sim.

Porque a atitude é positiva e cumpre alegrar-se, porque um passo (ainda que meio “capenga”) é melhor do que nada: como cantava o poeta meu conterrâneo, um passo à frente e você não está mais no mesmo lugar. Ainda que o pecador invoque o Santíssimo Nome de Jesus por completo “oportunismo” de não querer queimar no fogo do inferno, ainda que o filho pródigo retorne à casa paterna por completo “oportunismo” de não suportar mais a barriga vazia. Os Céus se alegram. Às vezes eu me questiono se não é de um contraproducente rigorismo jansenista esperar que surja “o perfeito” (o padre perfeito, a emissora perfeita, o movimento perfeito, o partido perfeito, etc.) para que nos dignemos trabalhar junto com ele pela glória de Deus. E, enquanto isso, perde-se tempo e se faz pouco ou nada.

Escândalo da Canção Nova atinge os comentaristas políticos: proteste junto a Dom Beni!

Sobre o mais recente escândalo envolvendo a Canção Nova e o programa concedido por esta emissora católica ao deputado petista Edinho Silva, presidente do PT-SP e defensor entusiasta da apreensão ilegal dos panfletos da CNBB Sul 1 nas eleições presidenciais do ano passado, o Reinaldo Azevedo também comentou. Duas vezes.

Primeiro aqui e depois aqui. Neste último texto, o Reinaldo é taxativo:

Não, senhores! Algo não vai bem no comando da Canção Nova no que diz respeito à doutrina. Parece que os dirigentes da comunidade estão perigosamente perto do poder terreno e um tanto mais distantes do poder de Deus — E ISSO NADA TEM A VER COM OS FIÉIS, JÁ QUE A VERDADEIRA IGREJA É O REBANHO. Homens podem se desvirtuar, todos sabemos disso. Chalita também estava na estréia de Edinho. Parece-me que está em curso uma tentativa de instrumentalizar a fé em favor de uma escolha político-eleitoral.

De fato, algo não vai bem na Canção Nova, e não é de hoje. O articulista da Veja está certíssimo – e não se trata de ser profeta ou vidente, mas apenas de analisar os fatos tais como eles se apresentam e tirar deles as suas conseqüências imediatas. O escândalo é tão grande que atingiu até mesmo as colunas não-religiosas de comentaristas políticos. Só a Canção Nova que não vê, não quer ver ou finge que não vê.

A charge é da autoria do Emerson de Oliveira e retrata bem a situação: uma emissora católica dando voz a um representante de um partido assassino e anti-católico, perseguidor manifesto da Igreja de Cristo.

Não adianta, portanto, protestar junto à direção da Canção Nova: aqui só resta bater a poeira dos calçados e seguir adiante. Adianta, talvez, suplicar ao Bispo de Lorena, Dom Benedito Beni, que intervenha junto à emissora para fazer cessar esta infâmia. Peço, portanto, aos que passarem por aqui e estiverem justamente indignados com esta palhaçada toda, que as reclamações sobre este fato lamentável sejam encaminhadas diretamente a Dom Beni, de forma educada e polida, suplicando-lhe que faça alguma coisa. Os emails de Sua Excelência são dombeni@mitralorena.com.br [p.s.: este primeiro não está funcionando] e dbbsantos@uol.com.br.

E rezemos, para que o Senhor tenha misericórdia de nós e não permita que a iniqüidade dos inimigos da Igreja possa ser glorificada pela Canção Nova. Que a sujeira partidária petista não emporcalhe os nossos meios de comunicação “em nome de Deus”. Que o escândalo não seja mais tolerado. Exsurge, Domine, não tardeis.

A (in)coerência dos que acreditam na Igreja


A charge acima é atéia e o quinto quadrinho induz simplesmente a uma inverdade (afinal, ninguém defende que se devam “proteger” os padres pedófilos, e sim que não se pode sair entregando ao braço secular e à execração pública sacerdotes do Deus Altíssimo à primeira insinuação de comportamento imoral que se lhes faça – mas exigir tal distinção a inimigos da Igreja é um pouco demais); no entanto, ela retrata tão bem uma incoerência dos tempos modernos que merece ser citada.

Por incrível e contraditório que pareça (e até mesmo os ateus são capazes de o perceber), há “católicos” que se sentem no direito de discordar de tudo o que a Igreja ensina e, mesmo assim, continuarem se afirmando católicos. Em uma tentativa pueril de enganarem aos outros ou a si próprios, não sei; mas o fato manifesto é que a incongruência salta aos olhos. Ora, pode-se dizer de tais pessoas que “acreditam na Igreja”?

Acreditar na Igreja é acreditar que Ela foi fundada por Nosso Senhor Jesus Cristo como guia infalível e certo da Doutrina e da Moral e que, portanto, escutar a voz d’Ela é escutar a voz de Cristo – e isto de tal modo que, igualmente, negar-Lhe assentimento é negar assentimento a Nosso Senhor. Quem não acredita no que a Igreja prega passa ipso facto a não acreditar na Igreja e, portanto, apropria-se indevidamente de um título – o de “católico” – que não mais lhe compete.

Acreditar na Igreja é acreditar que Ela é – nas palavras do Apóstolo – a “Coluna e o Sustentáculo da Verdade” (1Tm 3, 15), e isto de tal maneira que não é possível falar em “Verdade” sem que esta esteja sustentada pela Igreja fundada por Nosso Senhor. Acreditar em alguma coisa diferente disso pode ser acreditar em qualquer coisa, menos “na Igreja”.

Acreditar na Igreja é acreditar que Ela perdurará até a consumação dos séculos, e que as portas do Inferno jamais prevalecerão sobre Ela. Em particular, isto significa que a Igreja fundada por Nosso Senhor não irá jamais ensinar o erro em matéria de Fé e de Moral, de modo que não faz nenhum sentido uma pessoa, ao mesmo tempo, dizer que acredita na Igreja mas não acredita naquilo que Ela ensina.

Tudo isto é bastante óbvio; no entanto, com quanta frequência nós encontramos “católicos” comportando-se exatamente como a personagem da tirinha acima! Não é verdade que estas pessoas acreditem na Igreja Católica a despeito de não acreditarem no que Ela fala; na verdade tais pessoas, com esta atitude, demonstram que não acreditam nem na Igreja e nem nos princípios mais elementares da coerência.

Carta aberta de Gustavo Souza ao Padre Fábio de Melo

[Vou reproduzir a carta aberta que o Gustavo Souza encaminhou ao pe. Fábio de Melo, por ocasião das suas (do padre) últimas infelizes declarações sobre o PLC 122 – a “lei da mordaça gay”. A carta foi originalmente publicada n’O Possível e O Extraordinário; a charge que a ilustra é da lavra do Emerson de Oliveira, grande artista católico.

É com muita tristeza que nós vemos o padre Fábio – que, graças ao carisma e à projeção midiática que possui, teria a possibilidade de prestar um inestimável serviço a Cristo e à Sua Igreja – resvalar nas suas próprias concepções equivocadas sobre o mundo e utilizar o seu prestígio e os meios de comunicação em massa que possui à sua disposição para semear a discórdia e a confusão entre os fiéis católicos. Não nos compete a nós exigir de ninguém um trabalho mais bem feito do que o próprio operário esteja disposto a realizar; não obstante, lutar contra aqueles que se portam como inimigos da Igreja é dever de todo católico e, se incomoda a alguém as duras palavras que dirigimos ao revmo. pe. Fábio de Melo, fique registrado que nos dói muito mais a nós vermos o padre na televisão desqualificar o trabalho de milhares de cristãos Brasil afora contra a Lei da Mordaça Gay e em defesa da família brasileira e das leis de Deus.

Como dissemos acima, não podemos exigir que ninguém venha conosco nesta batalha. No entanto, esperamos pelo menos não receber resistência dos que teoricamente compartilham conosco a Fé Católica e Apostólica – mas infelizmente, por algum motivo que nos é desconhecido, muitos destes preferem portar-se publicamente como se fossem sacerdotes de Baal e não de Cristo. Já são muitos os inimigos declarados que temos que combater; não deveríamos precisar guardar energias para nos voltarmos contra aqueles que teoricamente deveriam estar do nosso lado. A Igreja de Cristo não precisa de tanta traição; que o Sagrado Coração de Jesus – estamos em junho… – possa iluminar o padre Fábio de Melo e o levar a ter consciência do grande mal que ele está fazendo à Igreja Católica com este seu comportamento “humano demais” e nada sobrenatural. Que a Virgem da Conceição Aparecida interceda por ele e por todos os sacerdotes.]

 

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Carta aberta ao Pe. Fábio de Melo: diga não ao PL122!

Pe. Fábio,

Sua bênção!

Encaminho-lhe um artigo da lavra de um grande amigo meu, também blogueiro, chamado Jorge Ferraz. Julgo que o texto seja pertinente e coerente. É preciso refletir e mudar, caro padre: o seu trabalho tem sido, em grande medida, contraproducente. Suas recentes palavras (ditas no seu programa, na TV Canção Nova) não fizeram coro à luta que tantos cristãos (católicos ou não) tem travado contra a ideologia gayzista que busca se instalar na sociedade.

Segundo essa ideologia, a imoralidade não só seria normal, mas até natural. Não existe fundamentalismo entre os que defendem a família autêntica, baseada no matrimônio indissolúvel entre um homem e uma mulher. O que existe são princípios sólidos e o desejo de construir uma sociedade pautada em valores cristãos. O que existe, Pe. Fábio, é a luta entre as duas cidades (a de Deus e a dos homens, para usar os termos de Santo Agostinho). Nesta luta, cumpre escolher um lado; a ninguém é permitido ficar “em cima do muro”, porque o Altíssimo vomita os que são mornos (Ap. 3, 15-16). O que existe são cristãos querendo modelar a sociedade em que vivem segundo Deus, sem jamais se conformar à figura passageira deste mundo.

O que existe, por fim, são batizados querendo ser no mundo aquilo que devem ser: sal da terra. Infelizmente, parece-me que o senhor perdeu o seu sabor no afã de agradar a muitos. Mas, se falta ao senhor a fibra, a coragem, de um Padre Paulo Ricardo, ou de um Padre Luís Carlos Lodi da Cruz, ou de tantos outros – anônimos – que combatem conosco no esquadrão de Cristo, procure pelo menos não confundir os católicos com as suas posições “politicamente corretas”.

Como diz um velho ditado: “se não vai ajudar, pelo menos não atrapalhe”. Sem mais delongas, recomendo vivamente a leitura e reflexão do artigo abaixo. Se restar no senhor um mínimo de honestidade intelectual, por certo o texto lhe motivará a arrepender-se e a mudar, doravante, o seu discurso a este respeito.

In Caritas Christi,
*Gustavo Souza*

[segue-se o texto “É a vaidade, Fábio, nesta vida…”]