Blood Money: coletiva de imprensa e entrevista exclusiva com o produtor do filme em Recife

[O autor do Exsurge, Gustavo Souza, esteve presente à coletiva de imprensa que o produtor do filme Blood Money, David Kyle, concedeu aqui em Recife. É o autor da reportagem seguinte, que me foi enviada por email, inclusive da entrevista exclusiva com o produtor do filme que vai ao final. Agradeço pelo material, que espero ser útil àqueles que estão acompanhando a repercussão do documentário no Brasil.]

2013-11-13 12.47.21

Uma coletiva de imprensa

“Coletiva de Imprensa”: uma porção de jornalistas sabatinando alguém que – quase sem tempo para respirar – tenta responder a perguntas cujas premissas são mais longas que os questionamentos em si. Esta, talvez, seja uma descrição bem verossímil do que é uma entrevista coletiva. Mas com um detalhe: as perguntas (frise-se: enormes!) muitas vezes são feitas com uma, digamos, “sagacidade jornalística”… Se o entrevistado não tomar cuidado, corre o sério risco de cair em armadilhas ideológicas.

David Kyle – escritor, produtor e diretor de Blood Money: Aborto Legalizado – parece ser um especialista em “campo minado”: com seriedade, clareza, objetividade e sinceridade, livrou-se de alguns dardos que lhe foram lançados ontem (13) pela manhã, no Marante Plaza Hotel, em Boa Viagem (Recife – PE), durante uma coletiva que durou pouco mais de uma hora.

Nela estavam presentes Marcos Toledo, do Jornal do Commércio; Júlio Cavani, do Diário de Pernambuco; Marcos Fernandes, do LeiaJá; E eu, um “jornalista” católico. Marcaram presença também: o diretor da Estação Luz Filmes (produtora que adquiriu os direitos de exibição do documentário no Brasil), Luís Eduardo Girão; Iraponan Arruda, do movimento “Brasil sem Aborto”; a assessora (local) de imprensa, Joana Aquino; e a tradutora, Érica Bandeira.

Respostas de David Kyle

Ao ser questionado sobre a participação de religiosos no filme, respondeu:

A intenção nunca foi fazer um filme religioso. Mas, inevitavelmente, quem está ligado a este tema é religioso. Os não-religiosos em geral evitam falar sobre isso. Não acham que seja importante. Os religiosos, por sua vez, não estão promovendo sua religião, mas a causa da vida. Mesmo que no filme haja sacerdotes, o intuito foi preservar a causa científica. Todos os argumentos apresentados são lógicos, fáticos, sem “causas” religiosas.

Ao ser questionado sobre quais as expectativas que tinha com relação à recepção do filme no Brasil, respondeu:

Espero que vá muita gente. Não só para assistir ao filme, mas para promover a causa da vida. É preciso quebrar o tabu que a sociedade criou. É preciso falar do polêmico.

Sobre o forte teor negativo de alguns depoimentos dados (que associam, por exemplo, o aborto ao nazismo, ao racismo, etc.):

Apenas mantivemos as câmeras ligadas. Não manipulamos nenhum testemunho. Apenas demos o espaço para as pessoas falarem, e elas – livremente – se acusaram em alguns momentos. Esta é a avaliação e a sensação que elas têm sobre o que fizeram. A mídia americana apresenta apenas um lado da história e ninguém diz nada. Fiz o filme para adolescentes (para os quais o uso de imagens é importante). Por isso é que apresento as imagens de Hittler, de Obama, de Ronald Reagan, etc. A concepção ideológica da Planned Parenthood guarda, efetivamente, uma estreita relação com a mentalidade nazista. São fatos, não suposições.

Sobre sua escolha por fazer um documentário mais “leve”, isto é, sem as cenas chocantes e sanguinárias que outras obras a este respeito trazem, afirmou:

Alguns grupos até me criticaram por não colocar cenas mais fortes. Eu acho que não é necessário. Prefiro gráficos e palavras. A expressão das mulheres que falam em Blood Money já é chocante. Então basta. Eu vi pessoas chorando no cinema, em certas cenas. Portanto, imagino que tenha sido atingido o objetivo de tocar as pessoas mais profundamente. Mas sem recorrer a cenas de grande impacto.

Acha que o filme tem a capacidade de mudar a realidade?

Várias pessoas serão atingidas, de modo que isso pode acontecer. O maior desejo é informar. Nada vai mudar se nos calarmos. É preciso escutar os dois lados. Eu espero que nos EUA se torne ilegal novamente. Mas não exatamente por causa do filme e sim por causa da consciência social. As chances são reais: lá, 51% de pessoas são contrárias ao aborto atualmente. Os jovens são, em grande medida, responsáveis por isso. Desde 1973, 52 milhões de abortos foram praticados nos EUA. Isso é o que acontece nos EUA. Estes são os fatos que precisam mudar.

Sobre a Planned Parenthood:

A Planned Parenthood implantou-se no Afeganistão e funciona com a mesma sistemática dos EUA. Ela tem um modelo – que veio ou virá para o Brasil se o aborto for liberado. Nada da visão do filme é inaplicável ao Brasil. A Planned Parenthood é a maior instituição promotora do aborto no mundo e dita as regras onde quer que esteja.

Sobre a necessidade de “mostrar o outro lado”, isto é, um lado positivo na realização de abortos, foi enfático:

Quando foi a última vez que você viu um documentário sobre o lado bom da Alemanha nazista ou serial killers? Não há justificativa para tais comportamentos.

Sobre se a promoção e realização de abortos está concentrada apenas nas grandes fundações (Ford, Rockfeller, etc), respondeu:

Há médicos que faziam isso individualmente. E outras organizações também. Marie Stopes, por exemplo, é uma fundação independente que promove isso.

Sobre a indústria abortista:

Os anticoncepcionais não são feitos para funcionar 100%. A maioria das que abortavam usavam-nos. Assim a indústria ganha dinheiro ao vender o anticoncepcional e também, depois, quando precisava corrigir a falha por ele provocada com o aborto.

Sobre se teve alguma motivação pessoal – surgida a partir de algum episódio de sua história de vida) – para produzir o filme, alegou:

Não.

Sobre o aspecto legal do aborto nos EUA:

A constituição americana é o limite sobre até onde o governo pode ir. Diversos grupos tentam fazer algo para mudar isso. Alguns estados colocam mais restrições sobre o modo e o período de praticar o aborto. Mas, abolir de vez ainda é difícil – por causa do lobby abortista.

Sobre a associação de Obama ao movimento pró-aborto, esclareceu:

Associo as ideias de Obama às de outro político porque é claro. Ambos mostraram publica e abertamente qual o seu pensamento a respeito do aborto.

Sobre os frutos que o filme tenciona produzir, falou:

Toda a mulher que assistir ao filme vai lembrar as cenas e vai manter sua gravidez.

Sobre ultrassonografia:

Uma das leis é tornar o ultrassom obrigatório antes do aborto. As instituições de planejamento familiar não querem isso. Por quê? Porque a maioria das mulheres desiste diante da imagem de seus bebês na tela do monitor de vídeo usado na ultrassonografia.

Sobre o filme “bruto”, declarou:

Ao fim, tinha 5 horas de filme. Precisei editar bastante…

Sobre se havia tentado maior divulgação do filme entre os canais de TV aberta ou por assinatura, disse:

Não é uma grande companhia. Não quer fazer muito dinheiro. Não tentou penetração em grandes canais e em TV por assinatura.

Sobre as vendas de DVD com o filme, informou:

Desde janeiro de 2011, todos os dias vendeu um DVD. Apenas em um dia não vendeu.

Luís Eduardo Girão – Diretor da Estação Luz Filmes

O diretor da Estação Luz Filmes também deu algumas breves declarações. Segundo Girão, os veículos midiáticos no Brasil têm auxiliado a instigar o debate sobre o aborto. Ele avalia isto positivamente. Para ele, trazer este tema à tona, tirá-lo da gaveta, lançar luzes sobre os diversos aspectos que o envolvem, é fundamental. O diretor da Estação Luz Filmes informou que, até o momento, 10 salas, em 9 cidades do Brasil, exibirão o filme. Apenas o Rio de Janeiro conta com duas salas. De acordo com ele, a mobilização popular é o que garante a permanência do filme em cartaz. Nos Estados Unidos, ele recorda, este filme circulou apenas por salas alternativas. O Brasil está sendo o primeiro país em que a película entra no circuito comercial, concorrendo – inclusive – com outras produções norte-americanas mais populares (como Thor 2 – O Mundo Sombrio, atualmente em exibição).

Luís Eduardo Girão complementou em alguns momentos a explanação de Kyle. Chamou a atenção para alguns detalhes subjacentes, mas fundamentais, que – em sua opinião – devem ser enfatizados ao se falar de aborto: primeiramente, recordou o caráter eugênico deste “planejamento familiar” propalado por instituições abortistas (de acordo com ele, não é coincidência que o maior índice de abortamento nos EUA esteja entre os negros). Em seguida, recordou que a implementação de um controle de natalidade a nível mundial (que já vem ocorrendo sorrateiramente) pode afetar a soberania das nações. Por fim, alertou que falar do aborto como questão de “saúde pública” implica não em oferecer meios de abortar, mas em tratar doenças como o alcoolismo, a dependência química e a depressão – que muitas vezes acometem as mulheres que se submetem a um abortamento.

Girão aventa a possibilidade de, em breve, produzir algo relacionado ao trabalho do Dr. Bernard Nathanson, que se tornou um ícone do movimento pró-vida depois de filmar, na década de 80, o documentário “Grito Silencioso”. O Dr. Nathanson faleceu em fevereiro de 2011.

Entrevista exclusiva com Gustavo Souza

Ao final da coletiva, David Kyle permitiu-se responder a ainda algumas perguntas. Confira.

Tradução: Érica Bandeira

Como foi conseguir financiamento para Blood Money?

Não recebi dinheiro de instituição nenhuma. O financiamento da obra se deu integralmente por meio de doações recebidas de pessoas físicas. Não recebi dinheiro de nenhuma empresa.

Você sofreu algum tipo de perseguição (política, social, religiosa, etc.) por causa do filme?

Não. Nunca sofri nenhuma ameaça nem perseguição alguma. Nos EUA esta discussão é aberta. Fala-se disso naturalmente.

E como fez para obter os dados que precisava para produzir o documentário?

Os dados científicos eu obtive por meio de consulta a especialistas de diversas áreas. Os depoimentos, evidentemente, eu colhi de pessoas que haviam praticado o aborto.

Mas como o senhor chegou até estas pessoas?

A maior parte delas está ligada a movimentos pró-vida nos EUA. Algumas tinham receio de falar, é verdade. Mas fui atrás daquelas que eram indicadas por seus próprios parentes e amigos. Eles as estimulavam a que contassem sua história. E elas relatavam os fatos a mim na esperança de que, ao expor o que ocorreu em suas vidas – e as consequências que advieram de seus atos – pudessem ajudar outras mulheres a não cometer aborto.

Pensou em fazer outro tipo de filme sobre a mesma temática? Um romance baseado em fatos reais, por exemplo.

Sim. Isto é uma possibilidade. Existem situações novas que surgem a todo o momento e que me motivam a fazer outras produções neste sentido. Mas não a nada definido até o momento.

Se tivesse oportunidade de gravar novamente o filme, faria algo diferente?

Como se trata do meu primeiro filme, certamente há coisas a melhorar. Mas não me recordo agora de algo específico que eu modificaria.

Acha que é possível produzir uma obra semelhante aqui no Brasil, onde a indústria do aborto ainda é clandestina?

Sim, claro. Se quiserem, podem fazê-lo. Uma obra neste sentido terá efeitos em qualquer país onde for produzida.

Resenha: Blood Money

Cinema lotado, com pessoas sentadas inclusive ao chão. Amigos dos mais diversos lugares reunidos em peso no Cine Rosa e Silva. Presenças ilustres, como a do produtor americano David Kyle e a do diretor da Luz Filmes, Luís Eduardo Girão. Assim foi a première de «Blood Money» em Recife à qual tive o privilégio de assistir hoje à noite.

premiere

O filme me surpreendeu muito positivamente. Trata-se de um documentário e, como todo documentário, não tem o apelo intrínseco de um blockbuster de ação; mas tem o seu ritmo próprio que é bastante cativante. Há uma história que se descortina diante dos olhos dos espectadores, e ela não é trivial: chegamos – por diversas vezes – a nos perguntar o que virá depois. A história da indústria do aborto é-nos contada como em camadas, e quando parece que atingimos o fundo do poço o filme nos surpreende com um outro aspecto da questão ainda mais tenebroso do que aquele que acabáramos de assimilar.

Há uma frase logo no início do filme que o resume bem: nós reconhecemos a vida quando a vemos, e a reconhecemos ainda melhor quando a vemos ser tirada. Mais adiante, uma das mulheres entrevistadas – que já trabalhou numa clínica de abortos – vai dizer que ninguém pode lidar todos os dias com mortes e mentiras sem que isso o afete profundamente. E penso ser este o ponto central do documentário: as nefastas conseqüências – individuais e sociais – de um império de mentiras, da mais radical negação da realidade.

A história começa, claro, com Roe v. Wade. A conhecida farsa gerou um precedente, mas há uma questão de fundo muitas vezes negligenciada: por que deveríamos defender um precedente somente por ele existir? Isso não faz sentido em ciência alguma e também não faz sentido em nenhum dos ramos do Direito, à única exceção das decisões dos Tribunais. As coisas devem ser defendidas por serem corretas, e não meramente porque são antigas. Mas, curiosamente, embora o monstruoso erro de Roe v. Wade já seja amplamente reconhecido, ainda se insiste em seguir uma jurisprudência sabidamente injusta. E as conseqüências disso o documentário passa então a apresentar.

A mudança de enfoque é sempre sutil. Os sucessivos aspectos do problema parecem se encadear, chamam-se uns aos outros, como abyssus ad abyssum invocat in voce cataractarum. O aborto é apresentado sucessivamente como um negócio lucrativo, como um instrumento de controle racial (sabiam que a Planned Parenthood prefere abrir suas clínicas de aborto em bairros de minorias, e que crianças negras são abortadas em proporção muito maior do que as brancas?), como uma violência contra a mulher, como causa de inúmeras seqüelas físicas e psicológicas. Ao final do filme, é impossível disfarçar a revolta: é tudo inadmissível.

É inadmissível que direitos humanos básicos sejam assim violados ao arbítrio de terceiros. É inadmissível que se possa livremente lucrar milhões de dólares com a desgraça de mulheres fragilizadas. É inadmissível que o mais escancarado racismo encontre um campo vasto de ação no aborto legalizado. É inadmissível que as mulheres não recebam nenhuma espécie de apoio no momento em que se encontram mais vulneráveis – diante de uma gravidez inesperada. É inadmissível que o Governo avise aos cidadãos sobre os malefícios de tudo, do cigarro à gordura hidrogenada, mas silencie criminosamente quanto aos males causados pelo aborto. É inadmissível que esta história macabra seja verdadeira e, longe de fazer parte d’algum passado distante e tenebroso, tenha plena cidadania no nosso mundo moderno e dito civilizado.

Causam particular comoção os testemunhos das mulheres que praticaram aborto. Uma delas diz que jamais teria abortado se o seu companheiro dissesse por um momento que eles poderiam ter aquela criança. Outra afirma que, longe de encontrarem compreensão e apoio, elas se deparam com homens que dizem “eu posso te dar 300 dólares e nós continuamos bem, ou tu podes decidir ter este filho e a porta da rua é aquela ali”. A outra, aos prantos, diz que sua família toda ficava o tempo inteiro dizendo que ela tinha que resolver isso, que precisava ir pra clínica, que tinha que se apressar. Todas, em suma, relatam em uníssono a mesma coisa: nunca se tratou de uma «escolha». Elas foram empurradas para o aborto porque não lhes havia mais nada o que fazer. Nunca lhes foi dada nenhuma outra opção.

http://www.youtube.com/watch?v=mx3ZHc54RE4

E esta é talvez uma das maiores sacadas deste documentário: trazer à luz todo o sofrimento das mulheres que abortam, transformando-as em verdadeiras protagonistas da película. No fundo, é sim sobre mulheres que nós estamos falando: mulheres cujas vidas foram destruídas por hipócritas interesseiros que se aproveitaram de um momento de fragilidade para lhes vender uma “solução” que só fez agravar ao infinito os seus problemas. Mulheres nas quais os pró-aborto não pensam jamais. Mulheres que também são vítimas dessa ideologia assassina, cujos tentáculos se estendem igualmente sobre crianças abortadas e mães coagidas a abortar.

É por isso que é importante assistir Blood Money: porque ele trata sobre a talvez mais inconveniente das verdades que interesses escusos tudo fazem para manter na penumbra e na obscuridade. Como disse o produtor do filme antes do início da exibição: trata-se de mostrar a verdade às pessoas que não têm noção do que está por trás do lobby pró-aborto. Trata-se de uma luta travada com base no engodo e na desinformação, contra os quais é necessário levantar a verdade dos fatos. Este documentário que estréia no próximo dia 15 de novembro presta-se muito bem a desmistificar o aborto, e só isso já seria o bastante para valer uma ida ao cinema. Acrescente-se a isso a envergadura dos testemunhos, a qualidade técnica, a envolvente trilha sonora e a empolgante capacidade narrativa, e não pode mais haver desculpas para permanecer em casa. Assista e divulgue, e com isso colabore para um mundo melhor.

Documentário «Blood Money» estréia no Brasil

Não deixem de assistir o documento Blood Money – Aborto Legalizado”, que estréia no Brasil no próximo dia 15 de novembro.

http://www.youtube.com/watch?v=Z4I8FDuRBjk

Após o lançamento em São Paulo, têm início roadshows de pré-estreias, incluindo o Rio de Janeiro (6), Goiânia (7), Brasília (8), Belém (9), Curitiba (11), Salvador (12), Recife (13) e Fortaleza (14). Nestas cidades, Kyle [o diretor] falará de sua primeira incursão no cinema com esse documentário polêmico, que está se tornando um cult pelo realismo e crueza com que trata o tema e pelas denúncias que faz. O filme de 75’ entra em cartaz nos cinemas a partir de 15 de novembro.

O Blog da Vida também falou sobre o filme, acrescentando que ele «trata do funcionamento da indústria criada em torno do lucrativo negócio das clínicas de aborto, mostra[ndo] de que forma as estruturas médicas disputam sua clientela e quais os métodos aplicados pelas clínicas para realização de cirurgias abortivas».

bloodmoney

É uma oportunidade ímpar. Não deixem de assistir!

Ficha Técnica:

  • Produção Executiva: John Zipp;
  • Produção: David K. Kyle, John Zipp;
  • Roteiro e Direção: David K. Kyle;
  • Montagem: Roman Jaquez e Steve Taylor;
  • Direção de Fotografia: Jeff Butler;
  • Trilha Original: John Wenger;
  • Cinegrafistas: Jeff Butler, Nick Kyle, Chris Kyle, Ken Biles, Peter Shinn.