Indulgências para a Jornada Mundial da Juventude

[Foi publicado o decreto com o qual o Papa Francisco concede indulgências para os que participarão – mesmo espiritualmente – da Jornada Mundial da Juventude que acontecerá nas próximas semanas no Rio de Janeiro. O texto latino encontra-se no site da Santa Sé; a tradução para o português abaixo eu encontrei no site da JMJ. Rezemos e aproveitemos estes dons que a Igreja de Cristo nos concede; unamo-nos ao Sucessor de Pedro e ofereçamos a nossa contribuição para o bom êxito deste evento da nossa juventude que tem tanta necessidade de Cristo.]

PAENITENTIARIA APOSTOLICA

D E C R E T U M

quo, occasione “XXVIII Mundialis Iuvenum Diei”
Indulgentiarum conceditur donum

Concede-se o dom das Indulgências por ocasião da “XXVIII” Jornada Mundial das Juventude”, que será celebrada no Rio de Janeiro durante o corrente Ano da Fé.

O Santo Padre Francisco, desejando que os jovens, em união com os fins espirituais do Ano da Fé, convocado pelo Papa Bento XVI, possam obter os frutos esperados de santificação da “XXVIII Jornada Mundial da Juventude, que se celebrará de 22 a 29 do próximo mês de Julho, no Rio de Janeiro, e que terá por tema: “Ide e fazei discípulos por todas as nações (cfr Mt 28, 19)”, na Audiência concedida no passado 3 de Junho ao subscrito Cardeal Penitenciário-mor, manifestando o coração materno da Igreja, do Tesouro das satisfações de Nosso Senhor Jesus Cristo, da Beatíssima Virgem Maria e de todos os Santos, estabeleceu que todos os jovens e todos os fiéis devidamente preparados pudessem usufruir do dom das Indulgências como determinado:

a.- concede-se a Indulgência plenária, obtenível uma vez por dia mediante as seguintes condições (confissão sacramental, comunhão eucarística e oração segundo as intenções do Sumo Pontífice) e ainda aplicável a modo de sufrágio pela almas dos fiéis defuntos, pelos fiéis verdadeiramente arrependidos e contritos, que devotamente participem nos ritos sagrados e exercícios de piedade que terão lugar no Rio de Janeiro.

Os fiéis legitimamente impedidos, poderão obter a Indulgência plenária desde que, cumprindo as comuns condições espirituais, sacramentais e de oração, com o propósito de filial submissão ao Romano Pontífice, participem espiritualmente nas sagradas funções nos dias determinados, desde que sigam estes ritos e exercícios piedosos enquanto se desenrolam, através da televisão e da rádio ou, sempre que com a devida devoção, através dos novos meios de comunicação social;

b.- concede-se a Indulgência parcial aos fiéis, onde quer que se encontrem durante o mencionado encontro, sempre que, pelo menos com alma contrita, elevem fervorosamente orações a Deus, concluindo com a oração oficial da Jornada Mundial da Juventude, e devotas invocações à Santa Virgem Maria, Rainha do Brasil, sob o título de “Nossa Senhora da Conceição Aparecida”, bem como aos outros Patronos e Intercessores do mesmo encontro, de modo a que estimulem os jovens a se fortalecerem na fé e a caminharem na santidade.

Para que os fiéis possam mais facilmente participarem destes dons celestes, os sacerdotes, legitimamente aprovados para ouvir confissões sacramentais, com ânimo pronto e generoso se prestem a acolhê-las e proponham aos fiéis orações públicas, pelo bom êxito desta “Jornada Mundial da Juventude”.

O presente Decreto tem validade para este encontro. Não obstante qualquer disposição contrária.

Datum Romae, ex aedibus Paenitentiariae Apostolicae, die XXIV mensis Iunii, anno Incarnationis Dominicae MMXIII, in sollemnitate Sancti Ioannis Baptistae.

Emmanuel S. R. E. Card. Monteiro de Castro
Paenitentiarius Maior

Christophorus Nykiel
Regens

 

Decreto sobre indulgência plenária para JMJ 2011

[Original: Vaticano.

Tradução: Canção Nova. Grifos neste.]

Decreto sobre indulgência plenária
para JMJ 2011

Concede-se a Indulgência Plenária aos fiéis que, em ocasião da 23ª Jornada Mundial da Juventude, estarão em Madri em espírito de peregrinação; também poderão conseguir a indulgencia parcial todos aqueles que, onde quer que estejam, rezarão pelos propósitos espirituais deste encontro e para o seu feliz êxito.

Chegou à Penitenciaria Apostólica a suplica de Sua Eminência Reverendíssima Antonio Maria Rouco Varela, cardeal arcebispo de Madrid e Presidente da Conferencia dos Bispos da Espanha, para que os jovens pudessem obter os esperados frutos de santificação da 23ª Jornada Mundial da Juventude, que se celebrará de 16 a 21 de agosto, na capital, e que terá como tema: “Enraizados e fundamentados em Cristo, firmes na fé” (cfr Col 2,7).

A Penitenciária Apostólica, tendo exposto ao Santo Padre estas considerações, foi munida de faculdades especiais para conceder, mediante o presente Decreto, o dom da Indulgência, segundo a mente do próprio Pontífice, como se segue:

Concede-se a Indulgência Plenária aos fiéis que devotamente participarão a todas as funções sacras ou exercícios que se desenvolverão em Madrid durante a 23ª Jornada Mundial da Juventude até a sua conclusão solene, fazendo, além disso, a confissão, e depois disso recebendo a Santa Comunhão e a oração pelas intenções de Sua Santidade.

Concede-se a Indulgência parcial aos fiéis, onde quer que se encontrem, durante o referido encontro, desde que com a alma contrita elevem as suas orações a Deus Espírito Santo, a fim que os jovens sejam motivados pela caridade e tenham a força para anunciar com a própria vida o Evangelho.

A fim que depois os fiéis possam mais facilmente tornar-se participantes destes dons celestes, os sacerdotes legitimamente aprovados para a escuta das confissões sacramentais, com alma pronta e generosa, se prestem a recebê-las e proponham aos fiéis orações publicas para o bom êxito da “Jornada Mundial da Juventude”.

O presente decreto tem validade para esta ocasião. Mesmo diante de qualquer contrária disposição Roma, da Sede da Penitenciária Apostólica, 2 de agosto, ano da Encarnação do Senhor 2011, na pia memória da “Porciùncola”.

FORTUNATO Card. BALDELLI
Penitenciário Maior

Indulgências no Ano Sacerdotal

Leiam o Decreto da Penitenciária Apostólica que estabelece as indulgências que podem ser lucradas ao longo de todo o Ano Sacerdotal que hoje se inicia. Em particular chamo a atenção para as indulgências parciais que podem ser lucradas hoje:

Enfim, concede-se a Indulgência parcial a todos os fiéis todas as vezes que recitarem devotamente cinco Pai-Nossos, Ave-Marias e Glórias, ou outra oração devidamente aprovada, em honra do Sacratíssimo Coração de Jesus, a fim de obter que os sacerdotes se conservem em pureza e santidade de vida.

O custo da Arca

Um amigo mostrou-me este post do controle remoto. No início, achei que era somente mais uma das falcatruas envolvendo a Igreja Universal do Reino de Deus, daquelas sobre as quais nem adianta mais falar porque todos já estão cansados de saber. E, talvez, seja mesmo; não conheço a IURD para além das piadas feitas entre amigos e das manchetes que acompanho com vívido desinteresse, de modo que talvez isso que eu li agora seja expediente corriqueiro por aquelas bandas. Mas vamos ao que interessa.

O sr. Edir Macedo está pedindo ajuda para manter o site da Arcauniversal, baseado na seguinte prestação de contas apresentada no seu blog:

Aqui vão as despesas mensais com o site do Arca Universal:

  • – Hospedagem de Servidores
  • – Salário dos Funcionários
  • – Serviço de Imagens
  • – Luz/Água/Telefone + Gastos Administrativos

Em um Total de Custos de: R$ 107.622,00

E o sr. Felipe Neto está indignado com as despesas superfaturadas. Eu não sei o que são “serviços de imagens” nem o quê exatamente entra em “gastos administrativos”; mas me parece evidente que esta quantia empregada mensalmente para manter um site, se é que é realmente empregada, é um desperdício. Por quê? Simplesmente porque as coisas básicas para deixar o site funcionando – a hospedagem e [vá lá!] luz/água/telefone -, somadas a um salário justo para uma quantidade razoável de funcionários, fica muito aquém disso. Agora, se este “serviço de imagens” inclui processamento pela NASA, se os “gastos administrativos” cobrem as despesas com os processos que a IURD sofre, e se entre os funcionários estão especialistas em futilidades pagos a peso de ouro, aí sim a conta, talvez, atinja o valor estipulado pelo sr. Macedo.

É óbvio que é indecente gastar cem mil reais por mês para deixar um site funcionando. Este primeiro ponto é incontestável; no entanto, há dois outros pontos periféricos na história toda que eu não quero deixar de abordar.

Primeiro: o sr. Felipe disse no seu blog, logo no início do texto sobre o Edir Macedo: “Seu poder [de Edir Macedo] de mentiras e lucro através da fé só perde para a Igreja Católica pré-Reforma, por meados do século XV e XVI, com suas indulgências, venda de um pedaço no céu, venda de salvação das almas dos mortos, venda de pedaços da cruz de Cristo e ossos dos apóstolos”. Alto lá, sr. Felipe Neto, alto lá! Não aceito que a Igreja de Nosso Senhor seja comparada, sob nenhuma ótica, com esta ante-sala do inferno chamada Igreja Universal do Reino de Deus. É engraçado: até mesmo para falar mal do Edir Macedo, é necessário atacar a Igreja Católica! Nunca houve “mentiras e lucro através da fé” na Igreja de Nosso Senhor, nem na “pré-Reforma” e nem em nenhum outro momento da História. Os abusos cometidos por alguns membros do clero sempre foram combatidos pela instituição. Para sustentar a sua calúnia, deve o sr. Felipe Neto mostrar a bula papal que contém a contabilidade devidamente documentada dos gastos com os terrenos do Céu e relíquias dos santos, anexadas às tabelas de indulgências e do pedido formal de doações. Acaso ele pode fazer isso? Nós, católicos, no entanto, podemos provar que a simonia [comércio de coisas sagradas] era proibida muito antes de Lutero

Segundo: muito mais grave do que o dano provocado ao corpo é o dano provocado à alma; muito mais sério do que roubar dinheiro, é roubar das almas a Fé Católica e Apostólica sem a qual é impossível agradar a Deus. As irregularidades cometidas pela Igreja Universal não são a raiz do seu problema; são conseqüência de um problema de fundo muito mais sério, que é a tentativa de se colocar – por conta própria – uma outra igreja no lugar d’Aquela que foi estabelecida por Nosso Senhor. O problema radical do sr. Macedo et caterva não é financeiro, é teológico e, deste, decorrem todos os outros. Enquanto isso não for levado em consideração, podem denunciar mil e uma irregularidades, podem fazer provérbios e contar anedotas, podem conduzir investigações e abrir processos, que as cabeças do monstro vão renascer uma a uma por mais que se as cortem.

Ainda as Indulgências

Aqui, faço eco àquilo que o Marcio Antonio já disse há quase um mês no “Eles não sabem o que escrevem”. Não me detenho muito em analisar o porquê das reportagens sobre as indulgências estarem erradas; o Marcio já fez isso. Há, no entanto, outra raça de gente que tem bem menos direito de errar sobre o assunto do que a mídia secular: são os hereges do Centro Apologético Cristão de Pesquisas que escreveram um artigo sobre o assunto.

Logo o subtítulo já revela a seriedade do “estudo”: Indulgência agora é gratuita. Voltou com João Paulo II e, sob Bento XVI, cresceu para varrer pecados do mundo. Três erros em uma única linha! Primeiro, indulgências sempre foram gratuitas; segundo, elas não “voltaram” com João Paulo II (porque sempre existiram); terceiro, as indulgências apagam as penas temporais dos pecados já perdoados, no máximo “varrendo”, portanto, as penas, e não os pecados em si. Eis um exemplo verdadeiramente invejável de como conseguir falsear uma notícia maximizando o número de erros por frase escrita! Tem coisas que só o CACP faz por você…

Aliás, eu tenho a impressão de que este site se baseia na mídia secular para escrever os seus artigos, porque não é possível uma tão grotesca coincidência: em certo ponto, o artigo aqui comentado diz que [o] Concílio Vaticano II (1962-1965) a aposentara [a indulgência] com a missa em latim e a dieta de carne às sextas-feiras. Permito-me citar o Marcio:

Como a missa em latim e as sextas-feiras sem carne, a indulgência foi uma das tradições separadas da prática da maioria católica nos anos 60 pelo Concílio Vaticano 2º

Não, não adianta você ir aos documentos do Vaticano II. Lá você não encontrará nada sobre acabar com a missa em latim, a abstinência das sextas-feiras (ela ainda existe, sabiam?) e as indulgências. Acho que deve haver uma regra nas redações. Se o jornalista não sabe por que algo mudou no mundo católico, coloca a culpa no Vaticano II. Hoje as casulas góticas são mais usadas? “Deve ter sido coisa do Vaticano II”, pensa o repórter. Temos padres cantores? “Humm, acho que foram incentivados pelo Concílio”, dirá ele.

Não, o Marcio não está comentando o artigo do CACP, e sim o do NYT reproduzido pela Folha. Não acredito que um erro tão absurdo quanto o acima exposto possa ter surgido, simultânea, idêntica e independentemente, em duas cabeças distintas; portanto, a única explicação plausível para o fenômeno é que os consultores teológicos do CACP são os jornais leigos como o New York Times! É uma verdadeira piada; com fontes dessas, como é que o site tem a cara de pau de pretender oferecer “apologética” na internet?!

É muita cretinice; os “apologetas” hereges do CACP manifestamente não fazem a mínima idéia daquilo sobre o que estão falando e, mesmo assim, têm a pachorra de apresentar, julgar e condenar uma doutrina cujo conteúdo lhes escapa completamente. Um mínimo de honestidade intelectual é exigido de quem pretende comentar idéias alheias; caso contrário, pode-se falar em fraude, pode-se falar em engodo, pode-se falar em empulhação, pode-se falar em mentira, pode-se falar em safadeza, pode-se falar em engano, pode-se falar em desonestidade, pode-se falar em qualquer coisa, mas – por razões óbvias – não se pode, de modo algum, falar em apologética.