Documentário sobre aborto ganha destaque na mídia recifense

O portal NE10 (Jornal do Commercio) colocou uma chamada de primeira capa para uma resenha do filme Blood Money:

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A matéria, somente publicada hoje à tarde, chegou a entrar no ranking das mais lidas do dia:

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Abaixo, alguns trechos da crítica. Para lê-la na íntegra, acessem aqui.

  • «Sem levantar bandeiras religiosas e com argumentos científicos de que “a vida humana inicia no momento da concepção” e “mãe e feto são dois indivíduos independentes e distintos”, o documentário não condena as mulheres que praticaram o aborto, mas, ao contrário, considera que elas também são vítimas de uma indústria milionária».
  • «O documentário é narrado pela cientista e ativista de movimentos negros dos EUA, Alveda C. King, sobrinha do pacifista Martin Luther King e envolvida em discussões sobre o mecanismo de controle racial nos EUA».
  • «Segundo Luís Eduardo Girão, diretor da Estação Luz Filmes, que junto com a Europa Filmes lança a produção no Brasil, esta é a primeira vez que o cinema tira o aborto da invisibilidade».

A antiguidade e a novidade da Igreja

O texto abaixo é do prof. Luiz Delgado e foi publicado no Jornal do Commercio de hoje. Em meio à confusão midiática sobre a Igreja Católica e o novo Papa, é importante termos certos referenciais seguros para que não nos percamos em meio aos torvelinhos que a imprensa suscita a nosso redor. Em uma passagem famosa das suas Confissões, Santo Agostinho chama Deus de «Beleza tão Antiga e tão Nova». À Igreja, perpetuadora da presença de Deus no mundo, nós também podemos atribuir o mesmo duplo adjetivo: tão Antiga e tão Nova!

Sim, a Igreja é antiga como a própria Encarnação do Verbo a partir da qual o nosso calendário conta os anos. Mas para nós, que vivemos agora, Ela é sempre de uma novidade que o decurso dos séculos não foi capaz de tornar obsoleta; de uma maravilhosa novidade, sempre atual e necessária. É importante não perdermos de vista o quanto a Igreja é Antiga, sim. Mas é igualmente importante que possamos perceber, sempre, o quanto Ela é Nova. As «novidades do Papa» decerto não podem obscurecer a venerável Antiguidade da Igreja de Cristo. Mas, ao mesmo tempo, a face antiga da Igreja não nos pode levar a perder de vista a Sua perene Novidade.

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Outro Papa escreve a outro ateu

À semelhança do que o Papa Francisco fez recentemente, Bento XVI também escreveu uma carta a um ateu italiano. Piergiorgio Odifreddi é matemático e escreveu um livro – Caro Papa, ti scrivo – onde expõe as suas opiniões no formato de uma missiva ao Bispo de Roma que, hoje emérito, dignou-se dirigir-lhe uma resposta. A íntegra da carta assinada por Bento XVI tem 11 páginas, algumas das quais foram publicadas pelo La Repubblica. O Marcio Campos traduziu-lhe alguns trechos e os colocou no Tubo de Ensaio. Destaco somente um:

[S]e o senhor quer substituir Deus com “a Natureza”, fica uma questão: quem, ou o que é essa Natureza. O senhor não a define em nenhum ponto; ela aparece, então, como uma divindade irracional que não explica nada. Queria, então, acima de tudo deixar claro que na sua religião da Matemática ficam de fora três temas fundamentais da existência humana: a liberdade, o amor e o mal. Eu me surpreendo com o fato de o senhor, em uma única tacada, destruir a liberdade, que foi e é um valor fundamental da época moderna. O amor, em seu livro, não aparece; e mesmo sobre o mal não há nenhuma informação. Independentemente do que as neurociências digam ou deixem de dizer sobre a liberdade, no drama real de nossa história ela está presente como realidade determinante, e deve ser levada em consideração. Mas a sua religião matemática não conhece informação alguma sobre o mal. Uma religião que despreze essas perguntas fundamentais se esvazia.

E, como eu já tive a oportunidade de dizer outras vezes no Deus lo Vult! [p.ex. aqui], simplesmente dizer que não há causas ou atribuí-las a entes indefinidos (a “Natureza”, o “Acaso”, etc.) não é explicar rigorosamente nada. É na verdade o contrário mesmo de uma explicação: é um atestado de ignorância, é se esquivar a enfrentar as perguntas para as quais, por vias complementares, Filosofia e Religião sempre se empenharam em buscar respostas. Que certas pessoas imaginem poder calar dúvidas históricas do ser humano à força de repetir «não sei» é um evidente indício de decrepitude da razão, e não de florescimento intelectual.

Mas o mais engraçado dessa história é a genial perspicácia da nossa classe jornalística, rasa como um pires barato. A foto abaixo é a abordagem que o recifense Jornal do Commercio fez hoje sobre o assunto:

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Não vou nem mencionar a obviedade estampada na manchete (raios, o que eles esperavam que o Papa dissesse?!). Destaco o seguinte trecho, já no penúltimo parágrafo: «os textos [a carta anterior do Papa Francisco e esta agora de Bento XVI] mostram que o papa e o papa emérito têm a mesma opinião sobre determinados assuntos e alimentam especulações de que estejam trabalhando em conjunto».

Em nenhum momento parece ter passado pela cabeça do autor deste período que a «opinião» de ambos sobre Deus e o ateísmo é a mesma porque, ora bolas, todos os dois são católicos. O fato de ambos seguirem uma mesma religião parece não ser suficiente para explicar o curiosíssimo fato de todos os dois pensarem a mesma coisa a respeito do ateísmo. Ao invés disso, a opinião mais provável, a dar crédito ao Jornal do Commercio, é que os dois Papas «estejam trabalhando em conjunto»!

Eis o “senso crítico” que a mídia anda formando. A expressão não poderia ser mais exata: o senso adquirido por quem se acostuma a ler essas coisas é «crítico» como o estado de quem se encontra com uma doença terminal. Talvez já tenha até morrido há muito tempo e ainda não saiba. Que tempos…!

Concurso promove o valor da maternidade

[É digno de menção este concurso para grávidas. O slogan é muito bom: “um amor que começa antes do nascimento”. No meio da nossa sociedade hedonista em que a gravidez é praticamente vista como uma doença (que se “previne” e se “evita”), é reconfortante encontrar uma iniciativa cultural que promova e valorize a maternidade. O concurso já está na sua terceira ou quarta edição. Vi a notícia aqui no site do Jornal do Commercio.]

Concurso Cultural “A minha gravidez”

Já está no ar a quarta edição do concurso cultural A Minha Gravidez, uma parceria do Portal NE10 com as fraldas Baby&Baby, do grupo Asa, e com as Tintas Iquine. Depois de três anos de muito sucesso, o concurso já entrou na agenda das grávidas de plantão que, este ano, concorrem a um ano de fraldas Baby&Baby e tintas para a pintura do quarto do bebê. Para participar as mamães devem se inscrever pelo site www.aminhagravidez.com.br e enviar uma foto da sua gestação. As duas fotos mais votadas ganham a premiação.

O hotsite do concurso é totalmente integrado com as redes sociais (Orkut, Facebook, Twitter e MySpace), o que ajuda as concorrentes na hora de buscar votos. O regulamento do concurso e informações das premiações podem ser conferidos no próprio site. Repetindo o sucesso do ano passado, a equipe de jornalistas da editoria de Projetos Especiais do JC vai produzir matérias e vídeos com dicas, informações e curiosidades para as futuras mamães. Para Patrícia Melo, coordenadora de marketing do Portal NE10, a seção de notícias do site é o grande diferencial: “O interessante é deixar de ser apenas um concurso cultural e se transformar num canal de informação para as gestantes, onde elas possam tirar dúvidas e aprender novas coisas”.

Um dos canais de informação é o Twitter (@mgravidez) que será sempre atualizado com notícias de interesse das gestantes. Com mais de 400 seguidores, o perfil no twitter também é uma forma de interação entre as participantes e os organizadores do concurso. Para as mamães conectadas é possível ainda acessar a página A Minha Gravidez, no Facebook (www.facebook.com/minhagravidez).

As duas vencedoras vão ganhar um prêmio que, para maioria das mães, é um sonho de consumo e tanto: um ano de fraldas Baby&Baby grátis. “Estamos juntos com o projeto desde 2009 e tem sido uma boa experiência para a marca”, explica Wagner Mendes, gerente de marketing corporativo do grupo Asa. Ano passado mais de 120 fotos foram enviadas e a expectativa é de que os números só cresçam. “Acreditamos que ao longo dos anos o público tem crescido no que diz respeito ao envolvimento e participação no concurso e torna-se uma ótima oportunidade para divulgar a marca e o produto fraldas Baby & Baby”, enfatiza Wagner.

Além das fraldas, as vencedoras terão uma preocupação a menos na hora de receber o bebê em casa. A duas vão poder escolher tintas da Iquine para pintar o quarto do novo integrante da família. O diretor de marketing e vendas da Iquine, Alan Souza, acredita que a parceria com o Portal NE10 vai fazer com que os cliente vejam a marca de uma forma diferente: “O objetivo é que as mulheres percebam a Iquine como uma geradora de tendências de cores. Não queremos que a marca seja enxergada apenas como uma fabricante de tintas”. A Iquine lançou neste mês de abril a nova linha Delanil limpa fácil, uma ajuda e tanto para as mamães na hora de limpar riscos e sujeiras nas paredes do quarto das crianças.

Paras as mamães interessadas muita atenção nas datas: 23 de abril até 20 de maio é o prazo para o envio das fotos. A partir do dia 21 de maio até 3 de junho, apenas as 10 mais votadas continuam na disputa. E no dia 4 de junho será a divulgação das duas vencedoras.

Outro assassinato em curso

Atenção! Acabo de ouvir, no telejornal local (NE-TV), que uma menina de dez anos de Jaboatão dos Guararapes (região metropolitana de Recife), violentada pelo padrasto e grávida de quatro mesesserá submetida a um aborto. O conselheiro tutelar apareceu na reportagem, com a cara mais limpa do mundo, para dizer que este aborto era “legal” e que “com certeza” a menina seria submetida a ele.

Eu havia lido a reportagem do Jornal do Commercio aqui, ontem. Impossível não fazer um paralelo com o caso da menina de Alagoinha, que faz pouco mais de um ano. Esta, tem um ano a mais de idade e um filho a menos no ventre: mas passou pelo mesmo drama e lhe está sendo imposta a mesma “solução” estúpida que adotaram ano passado: vão matar o seu filho. “Legalmente”.

Quatro meses! Ele já tem unhas e o seu coração  “bombeia cerca de 24 litros de sangue por dia”. Mais um mês e meio e ele já teria chances sobreviver a um parto prematuro, às 22 semanas, como existem exemplos. Por que os assassinos têm pressa? Ano passado, alegaram que a mãe corria risco de vida (o que era mentira, uma vez que risco imediato de vida ela nunca correu); e qual a alegação agora? Simplesmente a vitrola arranhada “é legal, é legal”?

Primeiro, não é legal. Não existe aborto legal no Brasil. Segundo, ainda que fosse legal… por qual motivo ele seria a melhor opção? Aliás, por que o aborto é sempre a primeira “solução” aventada, sempre às pressas, sempre com apelos emocionais, sempre às escondidas?

Mãe e filha não querem levar adiante a gravidez. “Vamos dar todo assistência à família para que elas decidam o que fazer. Como a menina foi vítima de violência, a legislação permite que seja realizado um aborto legal”, explicou o conselheiro tutelar.
Jornal do Commercio online, hoje (09/04/2010) pela manhã

Será que “mãe e filha” serão informadas das funestas conseqüências do aborto, dos riscos e traumas envolvidos? Ou serão “empurradas” para a solução “mais fácil”, para júbilo dos abortistas e vergonha desta Terra de Santa Cruz?

Passou-se um ano. Os gêmeos da menina de Alagoinha foram assassinados. E o que mudou? Enquanto a mídia anti-clerical esbraveja  “denúncias” de pedofilia no clero, a reportagem supracitada comenta, bem en passant, que, “[s]egundo dados, de 2008, da Gerência de Polícia da Criança e do Adolescente, pais, padrastos, tios e avôs estão entre os abusadores mais freqüentes. Esse grupo de parentes foi o responsável por 98% dos casos anotados naquele ano pela GPCA”. E o que é feito para reverter este quadro? Aparentemente, os defensores das crianças e os que sentem compaixão para com as tragédias infantis ficam já muito felizes e satisfeitos caso os filhos das menores violentadas possam ser assassinados em paz. Triste. Que a Virgem Santíssima interceda por Jaboatão dos Guararapes.

Os números do “Orgulho”

“Governo anunciou ontem durante parada em Boa Viagem que, em caso de morte de servidor, companheiro homossexual terá direito a uma pensão” – diz o Jornal do Commercio de hoje. Pelo menos cinqüenta mil pessoas na oitava edição do evento, “segundo a Polícia Militar”, como noticia o mesmo jornal.

Gays cobram respeito em Parada, é a manchete da Folha de Pernambuco. O número de participantes dobrou: aqui, é dito que o evento reuniu 100 mil pessoas.

O Diário de Pernambuco, na chamada da reportagem (à esquerda da página do Vida Urbana), fala que mais de 100 mil pessoas participaram da Marcha, embora o texto da matéria fale que o público foi “estimado pela Polícia Militar em 100 mil pessoas”.

Volto ao Jornal do Commercio. Mesma matéria citada acima. “Para a organização, pelo menos 200 mil pessoas participaram do ato público” – grifos meus. É impressionante a gradação.

Aliás, sobrou até para o senhor Arcebispo! No JC: “‘Minha roupa tem uma cruz para agradecer à igreja católica que, com o novo bispo (dom Fernando Saburido), fez um chamado aos que se sentem marginalizados’, afirmou Sarita Metálica, nome usado pelo maquiador Sérgio Stefano, 46 anos, quando assume o visual feminino”.

Enquanto isso, não sai nem no JC, nem na Folha, nem no Diário, mas o Fabrício publica no seu blog: Estudo revela abundantes casos de pedofilia homossexual no sistema que cuida das crianças órfãs. “O estudo [do Instituto de Pesquisa de Família envolvendo o sistema público que cuida das crianças órfãs] revelou que uma percentagem desproporcionalmente elevada de casos de abuso sexual era de natureza homossexual”. Duvido que as milhares de pessoas que lotaram boa viagem se orgulhem disso também. Isso, preferem fingir que não existe. E, se brincar, vão tachar de homofobia…

Dom José Cardoso Sobrinho: A Vitória da Fé

O Exsurge, Domine! fez a recomendação primeiro, mas eu faço questão de enfatizá-la: é uma verdadeira pérola o livro do professor Dr. Elcias Ferreira da Costa, “Dom José Cardoso Sobrinho: – a Vitória da Fé” (Ed. do Autor, Recife, 2009), recém adquirido por mim. Está sendo vendido aqui em Recife na Flor do Carmelo, ao preço de 35 reais cada exemplar. Caso alguém deseje contactar o autor, pode utilizar o seu email disponiblizado na própria edição: elciasferreiracosta@ig.com.br.

Fonte documental primorosa – inclusive revisado pela irmã do senhor Arcebispo -, o livro possui quinhentas páginas repletas de fotos, recortes de jornais, reproduções de documentos da cúria e de cartas escritas pelo próprio Arcebispo ou por membros do clero, ao longo dos últimos 23 anos. Gostaria de reproduzir aqui o índice, mas ele é muito longo. Entre os capítulos tratados, podemos encontrar coisas como “Papa demonstra expressivo apoio a Dom José Cardoso Sobrinho, aprovando mais uma vez todas as suas decisões pastorais”, “Fiéis integralmente solidários com Dom José Cardoso Sobrinho, em 29/10/89, lotam a igreja de São Bento, em Olinda, prestando solene manifestação”, “Na véspera do Natal [de] 1989, 60 sacerdotes da Arquidiocese de Olinda e Recife censuraram seu próprio Arcebispo em manifesto publicado nos principais jornais da capital”, “No dia 18/01/90, milhares de fiéis, sacerdotes e religiosos lotam o pátio do Palácio dos Manguinhos e parte da Avenida Rui Barbosa, em desagravo ao Arcebispo”, “Frei Al[o]ísio Fragoso publica veemente nota de censura aos bispos do NORDESTE II, por terem manifestado solidariedade a Dom José Cardoso” (!!) e “Dom José Cardoso Sobrinho se oferece para substituir como refém dos presos amotinados no Presídio Aníbal Bruno, o Pe. Bibolet e companheiros da Pastoral Carcerária, seqüestrados pelos detentos em rebelião”.

É uma preciosidade. Folheando-o ao acaso, encontro a nota de frei Aloísio à página 278: “Será que o episcopado da Região se sente lúcido ao se apresentar à Igreja e à opinião pública identificado com as ações e as palavras do arcebispo de Olinda e Recife, que têm provocado progressivamente a desaprovação e a rejeição da sociedade, expressa publicamente por pessoas e entidades da maior significação social?”. É uma piada: esta nota foi escrita pelo próprio franciscano e mais três leigos. Avanço algumas páginas, e vejo que 60 sacerdotes do clero assinaram um manifesto “ao povo da Arquidiocese de Olinda e Recife” (p. 289), na véspera do Natal de 1989. Comenta o dr. Elcias: “Nem gloria in excelsis Deo, nem pax homínibus bonae voluntatis, nem vôo de anjos no céu, mas solidariedade com todos os insultos que haviam sido dirigidos por alguns padres contra o Arcebispo e solidariedade, ainda, com os atos de indisciplina e de rebeldia publicamente praticados. Em lugar de Noite Feliz, qualquer coisa parecida com um pressago non serviam” (p. 288). A resposta do povo: “na tarde de ontem [18/01/90], quinta-feira, o povo católico da Arquidiocese compareceu em massa ao Palácio do Manguinho (sic), a fim de prestar grande homenagem ao seu querido Arcebispo, Dom José Cardoso Sobrinho. (…) Presentes, além de 91 (noventa e um) sacerdotes, inúmeras religiosas de várias Congregações sediadas na Arquidiocese e representações de todos [os] Movimentos e Associações, que aqui funcionam, como Apostolado da Oração, Círculo Católico, Comissão de Justiça e Paz, Focolarinos, Mães Cristãs, Movimento Eucarístico Arquidiocesano, OAF (Organização do Auxílio Fraterno), Ordem Terceira do Carmo, Renovação Carismática, Serra Clube, representantes das paróquias, etc.” (p. 310).

Dá vontade de continuar lendo e de colocar mais coisas aqui; mas para uma indicação de leitura já está de bom tamanho, pois terei oportunidades de voltar a citar o livro – que é mais do que recomendado. Registro os meus sinceros agradecimentos ao Dr. Elcias Ferreira da Costa, por trazer a lume uma obra de tamanha importância para a compreensão da Arquidiocese de Olinda e Recife, da qual tenho a graça de fazer parte.

P.S.: O livro também está sendo vendido na sede do Círculo Católico.

Rua do Riachuello, edf. Círculo Católico, numero 105.
Telefone: (81) 3222-4816

Mais curtas

– Segunda parte da Entrevista com Dom José Cardoso, publicada pelo Gustavo. Esta entrevista – feita, recordo, em 1990 – é muito útil para esclarecer algumas atitudes de Dom José tomadas ao longo dos anos em que S.E.R. esteve à frente da Arquidiocese de Olinda e Recife. Por exemplo:

JC: O senhor poderia citar um exemplo de versões que foram passadas aos jornais e que não correspondem à verdade?

Dom José: O caso mais clamoroso é o da invasão do Palácio dos Manguinhos. Uma típica invasão de domicílio. Veja você que, na hora do almoço, eu sou surpreendido por um grupo de pessoas arrogantes, que chegaram de surpresa e foram logo avisando que chegaram para ficar. Iam acampar no Palácio. Em cada uma das portas do prédio, sentaram três homens ao chão. Eu tentei dialogar e não consegui. O pessoal da casa, que trabalha comigo, foi insultado e agredido com palavrões. O objetivo dos invasores, que usavam a mesma arma de chantagem usada por terroristas e seqüestradores, era coagir o Arcebispo a revogar uma decisão tomada (a transferência de um padre). Como a minha casa, o meu domicílio foi ocupado pela força, eu tive que pedir à polícia que retirasse os invasores. A versão da então diretoria da Comissão de Justiça e Paz, passada para o mundo inteiro, é falsa e caluniosa. Diz que “um grupo de humildes camponeses que desejava apenas falar com o Arcebispo foi repelido pela Polícia”. Essa versão – infamante, falsa, caluniosa – foi mandada, através de circular, para várias partes do mundo, acrescentando que “o Arcebispo não gosta de pobres”. Isso é uma mentira, uma indignidade. Tenho recebido cartas de religiosos, de leigos do mundo inteiro, protestando contra a minha suposta atitude, baseando-se na informação mentirosa e distorcida que a antiga diretoria da Comissão de Justiça e Paz se encarregou de divulgar pelo mundo.

Gay Google: se você digitar “gay” na conhecida ferramenta de buscas, a barra que separa os termos da pesquisa dos resultados mostrados fica colorida, formando uma espécie de “bandeira gay”! Outros termos, até onde me constem, não têm esta gentileza feita pelo Google: “Sport” não faz a barra ficar rubro-negra, “Brazil” não a faz ficar verde e amarela. Qual o motivo do privilégio concedido aos homossexuais? Talvez seja fruto da Corporate Equality Effort

Falando um pouco de Religião: bela carta-resposta do professor Felipe Aquino ao artigo da Danuza Leão ao qual fiz menção aqui. “Como você eu também estudei em colégio católico, salesiano, graças a Deus; e assistia a missa todos os dias, graças a Deus, e ainda hoje a assisto todos os dias, graças a Deus; é a grande alegria do meu dia (o Sacrifício do Calvário) que nos salva. Você despreza o seu Batismo e a sua Crisma; eu quero lhe dizer que o único diploma que eu tenho coragem de expor na parede do meu escritório, é a minha certidão de Batismo; ele me abriu as portas do céu, me deu a graça de ser membro de Cristo, da Igreja, herdeiro do céu. O resto… vai ficar na terra”.

Ad populum na argumentação sobre o aborto? É o modus operandi corriqueiro abortista: manipular tragédias alheias para fazer valer os seus distorcidos pontos de vista. No Peru, a trágica história de uma adolescente de treze anos é o novo cavalo de guerra dos pró-morte. “As representantes do Promsex, a peruana Susana Chávez, e da transnacional Center for Reproductive Rights, a lobista chilena Lilian Sepúlveda, anunciaram que se apresentará uma demanda contra o Estado Peruano ante o Comitê para a Eliminação da Discriminação contra a Mulher das Nações Unidas (CEDAW, por suas siglas em inglês). O drama da adolescente, identificada apenas como L.C., começou ano final do ano 2006, quando tinha 13 anos. A menor foi violada e dois meses depois tentou suicidar-se lançando do teto de sua casa, em um dos bairros mais pobres de Lima”.

Qual a diferença disso para as fotos aqui mostradas? Toda a diferença. O caso da menor peruana é um caso e que poderia ter acabado de forma diferente. Os fetos assassinados estão sempre presentes nos abortos, e não existe aborto sem o assassinato deles. Não há engano algum na exibição dos cadáveres que os abortistas se empenham em ocultar. Ao contrário do lobby baseado em tragédias de outrem.

– O saldo da Parada da Vergonha Gay, que foi ocultado sob a cortina de fumaça da bomba lançada após o desfile: “agressões, atropelamentos, garrafadas, facadas, 68 pessoas feridas, bêbados caídos pelas calçadas, gente se drogando ostensivamente, prática pública de atos libidinosos, mais de 100 casos de roubo e furto (…), 412 atendimentos médicos, muita sujeira e mau cheiro”, como diz o Blog da Família. E mais: “[h]ouve até uma morte, por traumatismo craniano, decorrente de uma briga entre os próprios homossexuais” (quanto a esta última informação, carece de fontes; encontrei na internet que “[a] Polícia Civil trabalha com duas possibilidades: ataque por um grupo de intolerância com motivações homofóbicas ou então assalto, pois o seu celular foi levado”…). Tudo financiado com dinheiro público.

– Royalties ao Wagner Moura: para acabar com a exigência do diploma para o exercício da profissão de jornalista, foi lembrado pelo STJ que o Brasil é signatário do Pacto de São José da Costa Rica:

O art. 4º, inciso V, do Decreto-Lei n° 972 [que exige “diploma do curso superior de jornalismo”], de 1969, foi revogado pelo art. 13 da Convenção Americana sobre Direitos Humanos (Pacto de San José da Costa Rica). Segundo o MPF, “qualquer posição que se adote – que o tratado tenha força de lei ordinária ou de norma constitucional – leva à mesma conclusão: de que o art. 4º, inciso V, do Decreto-Lei n° 972/69, foi revogado pelo Pacto de San José da Costa Rica” (fl. 1669).

[Relatório do Sr. Ministro Gilmar Mendes (sem revisão), p. 11]

Acontece que o mesmo Pacto de San José da Costa Rica impede o aborto, a pesquisa com CTEH’s e outras barbaridades legalizadas pelo mesmíssimo Supremo Tribunal Federalvejam o Pró-Vida de Anápolis. O STF cita o que quer, quando quer, e a mesma coisa coisa ora vale e ora não vale, dependendo dos interesses dos senhores ministros, é isso? Esta é a última instância da Justiça brasileira? Patético.

Entrevista com Dom José – 1990

Vejam no blog do Gustavo. Ele pretende transcrever o texto em no máximo três partes. A primeira já está disponível.

Desentendimentos entre um padre e o seu bispo são comuns; – incomum é não procurar resolvê-lo pelo diálogo. Sempre que surgiram esses desentendimentos, o meu primeiro passo foi chamar o interessado à minha residência, conversar com ele, ponderar, ouvir, dialogar. Os sacerdotes que hoje estão nos jornais falando contra o seu bispo, todos eles, sem exceção, foram convocados antes para um diálogo. Algumas vezes o problema desses sacerdotes foi discutido com meus assessores, mas sempre em âmbito religioso, para que muitas coisas fossem resolvidas sem escândalo público. E eu lamento muito que alguns desses sacerdotes, assacando inverdades contra o Arcebispo, tenham recorrido à Imprensa para tornar público aquilo que deveria ser resolvido sigilosamente.

Que Deus abençoe Dom José Cardoso Sobrinho.

“Célula embrionária é para fazer bebê”

Milagres acontecem: o Jornal do Commercio publicou uma excelente reportagem sobre um neurocirurgião português, falando sobre células-tronco. Excerto:

Para ele [o neurocirurgião português Carlos Lima, do Hospital de Egas Moniz, em Lisboa], não se investe mais em células-tronco adultas porque não se pode patenteá-las. “Grupos econômicos fazem toda essa publicidade em torno de células embrionárias, que na minha opinião nunca vão funcionar. A natureza não faz células embrionárias para reparar o corpo, mas para fazer bebês.

O especialista explica que existem células com a potencialidade das embrionárias, como as do nariz, que não só fazem neurônio, mas fazem fígado, sangue ou pâncreas. “Querem continuar a gastar tempo, dinheiro e energia, causando sofrimento ao paciente, por uma única razão: célula da mucosa olfativa não tem patente. Do ponto de vista financeiro, não traz benefício”, disse o neurocirurgião.

Enquanto isso, o Brasil continua na contramão do progresso científico! Às custas de vidas humanas; e sob os rótulos odiosos atribuídos à Igreja…