O racha doutrinário na CNBB: o Papa x “os tempos atuais”

CNBB vive racha político. Sim, o título da reportagem é esse mesmo. Foi publicada n’O Globo de hoje (12 de maio de 2010) e reproduzida, além de pelo IHU, aqui no Clipping do TSE.

“Racha político”! É possível ver os dois lados da moeda. Por um lado, é terrivelmente doloroso que os nossos bispos não estejam unidos, para mais eficazmente proteger o povo católico nestes tempos difíceis nos quais vivemos. Por outro lado, para quem conhece o histórico da CNBB… graças a Deus que há discordância! E discordância pública. Estávamos acostumados a ver, na CNBB, a perfeita concordância dos sucessores de Iscariotes. Hoje – dizem-nos as notícias que nos chegam – há discordância. Nem todos querem ser pusilânimes. Nem todos querem ser vendidos. Nem todos querem trair Nosso Senhor. Louvado seja Deus!

Lendo a reportagem, nós podemos perceber que o racha não tem nada de político. É teológico, é doutrinário; é o racha entre os bispos que querem servir a Deus e os que querem servir ao mundo, entre as sentinelas fiéis e as relapsas. Repito: graças a Deus que a discordância é pública! Que a Virgem Santíssima fortaleça os prelados fiéis. Eles vão precisar de nossas orações.

O racha não é político. Veja-se a reportagem: “Bispos influentes decidiram agir para evitar a politização da entidade e esvaziar o ressurgimento de grupos com atuação de esquerda”. Ora, tais grupos são os adeptos da Teologia da Libertação de cunho marxista, já repetidas vezes condenada por Roma. Tais grupos são socialistas, e o socialismo já foi incontáveis vezes condenado pela Igreja. Portanto, não estamos diante de uma sadia e lícita divergência política. Estamos falando de uma profunda e irreconciliável cisão doutrinária: há os que querem ser fiéis à Cidade Eterna, e há os que querem trair a Igreja.

E as palavras de Dom Demétrio Valentini ecoam-me nos ouvidos de uma maneira particular, com um misto de dor e deleite. Dor, porque ele atribui um “certo fundamentalismo incompatível com os tempos atuais” aos bispos bons e fiéis que – nas palavras de Dom Demétrio – “querem mandar o plano [Nacional de Direitos Humanos] e o Lula para o inferno”. Mas deleite, porque eu já ouvi esta expressão antes. Há cinco anos. Na missa Pro Eligendo Pontifice. Pronunciadas pelo então cardeal Ratzinger, hoje Papa Bento XVI gloriosamente reinante. Eis o que disse o então cardeal:

Ter uma fé clara, segundo o Credo da Igreja, muitas vezes é classificado como fundamentalismo. Enquanto o relativismo, isto é, deixar-se levar “aqui e além por qualquer vento de doutrina”, aparece como a única atitude à altura dos tempos hodiernos.

E encaixa-se como uma luva, porque rejeitar o PNDH-3 é precisamente ter uma Fé clara – que não aceita conluios promíscuos e exige a linguagem do “sim, sim, não, não”. Não estamos falando de picuinhas políticas, e sim de fidelidade a Cristo, pois é quase como se não existisse ponto da Doutrina Social da Igreja – e também da Moral – que não seja espezinhado pelo Plano de Direitos Humanos do governo: defesa do aborto, legalização da prostituição, repúdio a símbolos religiosos públicos, louvores ao gayzismo, ofensas à família, atentados à propriedade privada, ultraje à memória nacional, ataque ao ensino religioso, viés totalitário, ideologia comunista… O que Dom Demétrio quer “salvar” no meio deste compêndio de anti-catolicismo? Será preciso ser um “fundamentalista” retrógrado para perceber que as coisas boas do PNDH-3 estão irrecuperavelmente viciadas e contaminadas pelo veneno do qual ele está embebido de uma ponta a outra?

Para Dom Demétrio, então, a Fé da Igreja é “incompatível com os tempos atuais”. Logo, é o discurso de Dom Demétrio que é incompatível com a Igreja Católica. O paralelo – às avessas – com a homilia daquele que viria logo depois a sentar-se no Trono de Pedro é notável, e é triste. Mas ao menos revela que há, entre os bispos, hoje, no Brasil, aqueles que se alinham com o sucessor de Pedro. Rezemos por estes. Que a Virgem Santíssima possa ser em seu favor.

Sobre o mesmo assunto: De O Globo, com comentários – 48ª Assembléia Geral da CNBB e o PNDH-3

TV Século 21 e PNDH-3

Divulgando, conforme recebi por de um amigo. Não conheço o programa, mas conheço os convidados, e estão excelentes. Parece-me que valerá muito a pena assistir. Quando a Assembléia Geral dos Bispos do Brasil é tão lacônica sobre o assunto que se pode até questionar se não está configurada uma grave omissão, importa que façamos o que está ao nosso alcance para desmascarar os lobos que a Conferência parece não querer enfrentar.

* * *

Assistam o Programa Ação Nacional da Tv Século 21 nessa quinta-feira dia 13-5-2010. Um programa sobre os problemas morais do PNDH 3, o convidado será o deputado Jairo Paes de Lira.

E no dia 3/6/2010, o mesmo assunto com a médica Elizabeth Kipman.

Veja o vídeo chamada:

Também pode ser assistido pela internet no site: www.tvseculo21.org.br

Obrigado, grande abraço.

Eric Modolo – Diretor de Programas Tv Século 21.

Campanha de apostasia lusitana

Em um comentário que alguém fez aqui hoje, nem me lembro onde, era feita menção a esta Campanha de Apostasia 2010, da Associação Ateísta Portuguesa. As suas justificativas:

Apenas cerca de 18 por cento dos portugueses se afirmam como “católicos praticantes”, um número que tem vindo a diminuir de forma consistente ao longo dos anos;

Desde 2007 existem por ano mais casamentos civis do que religiosos;

Desde 2008 cerca de um terço dos nascimentos ocorrem inclusive fora do casamento, segundo dados do INE.

Estes números ilustram uma clara e progressiva secularização da sociedade Portuguesa, de todo incompatível com a encenação pia levada a efeito [a visita do Papa Bento XVI a Portugal] com a cumplicidade e a expensas do estado laico.

A proposta dos membros da AAP é o envio, à paróquia onde foram batizados e à diocese à qual ela pertence, de uma “carta de pedido de apostasia”, onde se pede que o nome do ateu seja removido dos livros de Batismo – nos quais deve ser registrado: “Renegou ao seu baptismo e foi declarado apóstata por carta escrita”.

Para entender melhor qual a reivindicação dos lusitanos apóstatas, vale a pena ler o seguinte texto do Pontifício Conselho para [a interpretação d]os textos legislativos: sobre o Actus formalis defectionis ab Ecclesia catholica. Quanto a esta campanha, só dois comentários e uma pergunta:

1. Um comentário: é honesta a atitude dos apóstatas. Têm o meu total apoio. Lógico que eu não desejo que ninguém abandone a Fé Católica sem a qual é impossível agradar a Deus, mas todos sabemos que a Fé não pode ser imposta ou forçada. Se o sujeito não quer ser católico, que não seja. Nós outros continuaremos a rezar por ele.

2. A pergunta: quais são os “privilégios injustos e injustificáveis” que a Igreja Católica está “reclamando” junto ao estado laico português? Afinal de contas, de quê exatamente se queixam os ateus?

3. Outro comentário: se os ateus estão dizendo que só 18% dos portugueses são católicos praticantes e, por isso, não se justifica a “tolerância de ponto” que está sendo concedida a estes católicos durante a visita pontifícia, quero só ver a quantidade de apostasias formais que a AAP vai conseguir. Porque, embora seja até provável que muitos não abracem com entusiasmo a Fé Católica e Apostólica, duvido muitíssimo que sejam muitos os que abracem com fervor a fé atéia. Sugiro à AAP que, depois, produza um relatório com as solicitações formais que foram realizadas. E vamos ver do lado de quem os números estão.

Deus e o mal

Já conhecia a história abaixo, mas não em vídeo. E também nunca a tinha visto atribuída a Albert Einstein. Em todo o caso, ainda que seja apócrifa, é uma mensagem perfeitamente correta. É a conclusão à qual chegou Santo Agostinho, contra os maniqueus: só existe Deus, sumamente bom. O que chamamos de “mal” é uma ausência – de perfeição, de ser, de ordem, em uma palavra, de Deus.

Que acontece se o sal se tornar insípido? – Bento XVI

Fonte: Vaticano.

Homilia do Papa Bento XVI

[…]

Lisboa amiga, porto e abrigo de tantas esperanças que te confiava quem partia e pretendia quem te visitava, gostava hoje de usar as chaves que me entregas para alicerçar as tuas esperanças humanas na Esperança divina. Na leitura há pouco proclamada da Epístola de São Pedro, ouvimos dizer: «Eu vou pôr em Sião uma pedra angular, escolhida e preciosa. E quem nela acreditar não será confundido». E o Apóstolo explica: «Aproximai-vos do Senhor. Ele é a pedra viva, rejeitada, é certo, pelos homens, mas aos olhos de Deus escolhida e preciosa» (1 Pd 2, 6.4). Irmãos e irmãs, quem acreditar em Jesus não será confundido: é Palavra de Deus, que não Se engana nem pode enganar. Palavra confirmada por uma «multidão que ninguém pode contar e provém de todas as nações, tribos, povos e línguas», e que o autor do Apocalipse viu vestida de «túnicas brancas e com palmas na mão» (Ap 7, 9). Nesta multidão incontável, não estão apenas os Santos Veríssimo, Máxima e Júlia, aqui martirizados na perseguição de Diocleciano, ou São Vicente, diácono e mártir, padroeiro principal do Patriarcado;  Santo António e São João de Brito que daqui partiram para semear a boa semente de Deus noutras terras e gentes, ou São Nuno de Santa Maria que, há pouco mais de um ano, inscrevi no livro dos Santos. Mas é formada pelos «servos do nosso Deus» de todos os tempos e lugares, em cuja fronte foi traçado o sinal da cruz com «o sinete de marcar do Deus vivo» (Ap 7, 2): o Espírito Santo. Trata-se do rito inicial cumprido sobre cada um de nós no sacramento do Baptismo, pelo qual a Igreja dá à luz os «santos».

Sabemos que não lhe faltam filhos insubmissos e até rebeldes, mas é nos Santos que a Igreja reconhece os seus traços característicos e, precisamente neles, saboreia a sua alegria mais profunda. Irmana-os, a todos, a vontade de encarnar na sua existência o Evangelho, sob o impulso do eterno animador do Povo de Deus que é o Espírito Santo. Fixando os seus Santos, esta Igreja local concluiu justamente que a prioridade pastoral hoje é fazer de cada mulher e homem cristão uma presença irradiante da perspectiva evangélica no meio do mundo, na família, na cultura, na economia, na política. Muitas vezes preocupamo-nos afanosamente com as consequências sociais, culturais e políticas da fé, dando por suposto que a fé existe, o que é cada vez menos realista. Colocou-se uma confiança talvez excessiva nas estruturas e nos programas eclesiais, na distribuição de poderes e funções; mas que acontece se o sal se tornar insípido?

[…]

Assim há um vasto esforço capilar a fazer para que cada cristão se transforme em testemunha capaz de dar conta a todos e sempre da esperança que o anima (cf. 1 Pd 3, 15): só Cristo pode satisfazer plenamente os anseios profundos de cada coração humano e responder às suas questões mais inquietantes acerca do sofrimento, da injustiça e do mal, sobre a morte e a vida do Além.

Queridos Irmãos e jovens amigos, Cristo está sempre connosco e caminha sempre com a sua Igreja, acompanha-a e guarda-a, como Ele nos disse: «Eu estou sempre convosco, até ao fim dos tempos» (Mt 28, 20). Nunca duvideis da sua presença! Procurai sempre o Senhor Jesus, crescei na amizade com Ele, comungai-O. Aprendei a ouvir e a conhecer a sua palavra e também a reconhecê-Lo nos pobres. Vivei a vossa vida com alegria e entusiasmo, certos da sua presença e da sua amizade gratuita, generosa, fiel até à morte de cruz. Testemunhai a alegria desta sua presença forte e suave a todos, a começar pelos da vossa idade. Dizei-lhes que é belo ser amigo de Jesus e que vale a pena segui-Lo. Com o vosso entusiasmo, mostrai que, entre tantos modos de viver que hoje o mundo parece oferecer-nos – todos aparentemente do mesmo nível –, só seguindo Jesus é que se encontra o verdadeiro sentido da vida e, consequentemente, a alegria verdadeira e duradoura.

Falta de Fé?

A charge lusitana acima foi-me enviada por email, e está disponível em um portal ateu. Alguém me perguntou “como refutar”. Mas refutar o quê? Nada existe para ser refutado, porque há vacuidade de argumentos! A charge é somente uma piada boba direcionada a uma caricatura tão grotesca da Igreja Católica que, sinceramente, só com muita ignorância ou má fé para confundir com Ela.

Qual foi a parte do Cristianismo que os anti-clericais ainda não entenderam? A Crucificação de Nosso Senhor? A perseguição contra os cristãos executada pelo Império Romano? O jugo muçulmano? A Revolução Francesa? As perseguições comunistas? Qual página da História da Igreja pode ser aberta sem que se encontre nela a mancha de sangue de cristãos assassinados por odium fidei? E, depois de tudo isso, como é possível que os inimigos da Igreja ainda pensem que a Fé concede uma espécie de “corpo fechado”, de salvo-conduto em meio às tribulações desta vida?

Será possível que os anti-clericais nos julguem esquizofrênicos? Nós sabemos – na nossa própria pele! – que a Fé cristã não torna ninguém imune aos sofrimentos humanos. Isto nunca, absolutamente nunca, esteve em discussão. O Cristianismo nunca foi apresentado como “basta ter Fé que nada de mal vai lhe acontecer”. Qual o motivo, então, da insistência na caricatura barata?

Só posso conceber isso como sendo uma recusa a enfrentar o inimigo real. Se não existe brecha nas muralhas da Igreja por meio da qual Ela possa ser atacada, então não sobra aos anti-clericais outra opção que não apelar para o velho sofisma do espantalho. Pinte-se uma caricatura grotesca do Cristianismo (pouco importa o quão distante ela esteja da realidade) e deboche-se dela, pulverizando-a impiedosamente. O que conseguem com isso os anti-clericais? Julgam atingir a Igreja? Ao contrário, só demonstram a sua própria incompetência. Tais expedientes só mostram que eles não sabem, ou não querem saber, contra o quê protestam. Por não conseguirem atacar a Igreja ou não saberem o que Ela é, comprazem-se em espezinhar espantalhos.

Há uma frase dos Salmos aqui na barra lateral do Deus lo Vult! da qual eu gosto particularmente. Diz “se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os construtores; se o Senhor não guardar a cidade, em vão vigiam as sentinelas”. Mostra – agora sim! – a Fé Cristã da forma como ela é: os esforços humanos são inócuos sem o auxílio do Senhor, mas de forma alguma a amizade do Senhor dos Exércitos “dispensa” os homens de, por sua parte, esforçarem-se. Quando o Senhor guarda a cidade, nem por isso as sentinelas podem dormir. Isto é tão claro em toda a história do judaísmo e do Cristianismo que, sinceramente, é frustrante que os anti-clericais ainda não tenham percebido. E este problema não é de falta de Fé. É falta de inteligência ou de caráter mesmo.

URGENTE! Assembléia Geral da CNBB e PNDH-3

[Como sabemos, os senhores bispos do Brasil estão reunidos – até a próxima quinta-feira, 13 de maio, dia de Nossa Senhora de Fátima – em Brasília para a 48ª Assembléia Geral da CNBB. Como sabemos, precisamos rezar pelos nossos bispos, para que eles não mais “censurem” as declarações oportunas de alguns prelados, nem logrem êxito no plano diabólico (em curso) de ressurreição das CEBs, y otras cositas más. Precisamos rezar pelos bispos do Brasil, para que esta AG dê alguns frutos e não dê outros.

Entre as coisas que precisam ser objeto de nossas orações, está o PNDH-3. É fundamental que a Assembléia Geral da Conferência, apesar de estar reunida em Brasília, não conceda a menor sombra de apoio a este malfadado plano de Direitos Humanos. Por isso, torno pública a mensagem abaixo, que recebi por email, para que nos manifestemos – aos bispos – contra o PNDH-3. E rezemos pelos nossos bispos – nunca é demais repetir. Que a Virgem Santíssima tenha misericórdia de nós todos.]

Prezados Participantes da Campanha Brasil pela Vida

URGENTE E IMPORTANTE CONVOCAÇÃO PARA MOBILIZAÇÃO!

313 bispos do Brasil, estão reunidos em Brasília, na 48ª Assembleia Geral da CNBB. Na quarta-feira, dia 13 de maio – festa da primeira aparição de Nossa Senhora em Fátima – os bispos devem votar um documento sobre o Projeto Nacional dos Direitos Humanos (PNDH-3).

Neste momento em que o PNDH-3 está agonizando pelas inumeráveis críticas e reprovações sofridas de diversos e qualificados segmentos da sociedade, qualquer documento de aprovação por parte da CNBB, por mais tênue que seja, será fazer reviver um moribundo. E ISTO É O QUE NÃO PODE ACONTECER!

Como bem disse o Dr Ives Gandra em entrevista para a Canção Nova: Ives é taxativo: “Eu lembraria o que disse Agripino Grieco [crítico literário] quando lhe deram um livro de um mau poeta. Ele leu e disse: ‘Eu aconselho a queimar a edição e, em caso de reincidência, a queimar o autor’. Eu não sou tão cáustico à reincidência de queimar o autor, mas que vale a pena queimar a edição desse programa, vale“.

Portanto, devemos agir rápido e fazer a maior mobilização nacional possível. Vamos escrever ao nosso bispo diocesano, a bispos que conhecemos, fazendo-lhes um apelo o mais pungente possível para que eles não aprovem nenhum documento favorável ao PNDH-3.

Não espere que os outros façam por V. Clique aqui e faça a sua parte e lembre-se que por omissão também cometemos pecado. E neste momento histórico, a Providência espera uma atitude firme e decidida de cada católico fiel.

Se v. quiser conhecer o parecer de ilustres personalidades do mundo católico, de bispos e leigos que já se pronunciaram veja os links abaixo:

Documento de 67 bispos da Regional Leste 1 contrário ao PNDH
Documento de movimentos Pró Vida
Magistrados contra o PNDH
Ives Gandra condena o PNDH
Paulo S. M. Leão Jr (presid. da União dos Juristas Católicos RJ) condena PNDH 3

Certo de que V. fará o maior esforço para divulgar esta campanha, rogando a Nossa Senhora de Fátima, que no dia de sua primeira apariçãop em Fáltima, nos proteja e proteja nosso querido Brasil, despeço-me

Atenciosamente

Associação Brasil pela Vida.

“Mãe, obrigado por tuas lágrimas!”

Fonte: “Virtudes e Valores”, Sem. Jauri Strieder, LC (recebido por email)

Mãe, Obrigado Pelas Tuas Lágrimas

Mãe: uma palavra breve, porém tão longa de sentir. Muitos escritores e poetas dedicaram inúmeras páginas de ternura, de reconhecimento e de gratidão filial. Mãe move palavras.

As palavras movem, mas os exemplos arrastam, diz um provérbio. Tendo isso em conta, prefiro economizar palavras e falar de um exemplo: santa Mônica, a mãe de santo Agostinho.

Santa Mônica viveu de modo exemplar a sua missão materna, ajudando o filho Agostinho a descobrir a beleza da fé cristã. Foi uma vida de oração e de lágrimas, mas no final coroada pela conversão do filho e pela santidade.

Não sei quantas mães encontram nela um estímulo ou um reflexo da própria vida, mas serão muitos os que se identificam com o filho Agostinho. Atraído pela beleza terrena e percorrendo caminhos equivocados na adolescência, ele causou não pouca dor à sua mãe.

Agostinho percorreu um caminho semelhante ao nosso: esperanças, amores, sofrimentos… Ele não caiu do cavalo como Saulo para dar de cara com o amor de Deus. Pelo contrário, foi um longo trajeto de conversão, que foi possível graças ao vestígio que nunca se apagou do seu coração: o amor a Cristo infundido na infância, traduzido com décadas de oração e de lágrimas da sua mãe.

Hoje, é difícil consolar mães que lamentam a falta de prática religiosa dos filhos. Inclusive há filhos que sentem nostalgia da fé recebida. Um pai de família me comentou com grande pesar que, cada vez que visita a sua mãe, volta para casa com crise; ele constata a piedade profunda da sua mãe, valoriza a fé que dela herdou, mas lamenta o não tê-la transmitido aos seus filhos.

No dia das mães do ano 2010, o eco de santa Mônica transmite esperança e otimismo. Com seu exemplo de mãe, mãe de oração e de lágrimas. O segredo das lágrimas de santa Mônica consistia em que eram lágrimas diante de Deus. E quão fecundas!

Mãe, com amor e gratidão, quero te dizer com Agostinho: “Obrigado pela tua maneira feminina de ser, tua fé de varão, tua paz, teu amor materno e tua fé” (Confissões 9,4,8). E finalmente, obrigado pelas tuas lágrimas.

Vença o mal com o bem!


* Para entrar em contato com o autor do artigo clique aqui

Três curtas

1. Soube de fonte segura que D. Benedito Beni, bispo de Lorena-SP, ordenou aos seus padres que aprendessem a celebrar na Forma Extraordinária do Rito Romano. Sua Excelência tem 73 anos, fez teologia na Gregoriana e possui um mestrado em Teologia Dogmática (de 1959-1964). Entre os seus escritos disponíveis no site da Mitra de Lorena, existe um sobre a Santa Missa no qual é possível ler o seguinte: “Sendo único o sacerdote e idêntica a vítima oferecida, o sacrifício da cruz e o da Missa são o mesmo sacrifício. O modo porém como se realiza é diferente: na cruz, houve efusão de sangue; no altar, em que se celebra a missa, a vítima é oferecida sem efusão de sangue”. Que alegria encontrar essas coisas na pena de um bispo católico!

2. Muito oportuno o artigo do pe. Demétrio: padres pedófilos ou pedófilos padres? O que motivou o artigo foi uma declaração de D. Eduardo Benes publicada na Folha de São Paulo recentemente. Escreve com muita propriedade o padre: “Admira-nos que, os mesmos que tentam romper com as pesadas cadeias morais que o ocidente católico impôs à sociedade, que em engrossam nossas avenidas públicas com gritos de ‘viva a diferença!’ – e querem calar as vozes preconceituosas contrárias -, são os que rasgam as vestes, escandalizados diante dos frutos de um comportamento canonizado por eles”.

3. Sucesso da campanha Catholics Come Home! Graças a ela, “mais de 200.000 mil pessoas nos Estados Unidos, entre ateus, ex-católicos e católicos não-praticantes, decidiram voltar ao seio da Igreja para viver e testemunhar a fé católica”. Deo Gratias! Vale a pena rever o vídeo. E rezemos ao Altíssimo: ut omnes errantes ad unitatem Ecclesiae revocare, et infideles universos ad Evangelii lumen perducere digneris. Te rogamus, Domine, audi nos!

Canção Nova e Dilma Rousseff?

Quem busca por “Dilma Rousseff” nos sites da Canção Nova obtém “aproximadamente 144 resultados”. Nas fontes as mais distintas.

O Pe. Joãozinho se pergunta “quem é Dilma Rousseff???”, e em 05 de abril p.p. abriu um espaço no blog dele “para comentários, links, informações, opiniões, debates”. Os comentários estão relativamente bons; no entanto, infelizmente, o pe. Joãozinho não parece estar disposto a dizer claramente aos seus leitores / ouvintes para que não votem em comunistas terroristas abortistas (como a sra. Rousseff). De lá para cá, não sei como as coisas andaram no blog do referido sacerdote.

Há uma notícia de dezembro de 2008 que mostra Dilma Rousseff e Gilberto Carvalho presentes no Hosana Brasil. Lembro-me da notícia; comentei aqui no Deus lo Vult! então. De lá para cá, salvo engano, não houve nenhuma justificativa ou explicação da Canção Nova para este fato lamentável. A única coisa que encontrei foi um comentário (isso mesmo, um comentário) de um sujeito chamado “Tiba” (que eu não faço idéia de quem seja) em seu blog (é o comentário nº 10 desta postagem):

tiba said on novembro 3rd, 2009 at 09:36: OLÁ JULIANA;
É SEMPRE EDIFICANTE RECEBER COMENTÁRIOS COMO O SEU.
A RESPEITO DO EPISÓDIO DA DILMA ROUSEFF FAZENDO A LEITURA NA MISSA NA CN, FOI REALMENTE UM ERRO, A CN ENCAROU COMO UMA FALHA QUE NÃO MAIS SE REPETIRÁ; MAS POSSO AFIRMAR QUE NÃO FOI UM EPISÓDIO COM PRETENSÕES POLÍTICAS POR PARTE DA CN, COMETEMOS UM ERRO E LOGO PERCEBEMOS ESSE ERRO; DILMA DEFENDE UMA POLÍTICA QUE NÃO VAI AO ENCONTRO DOS IDEAIS CRISTÃOS E CONSEGUINTE DOS IDEAIS CN.
TAMBÉM É BOM ESCLARECER QUE O CHALITA NÃO É MEMBRO DA COMUNIDADE CANÇÃO NOVA, POR ISSO, A CN NÃO TEM RESPONSABILIDADE OU INFLUENCIA SOBRE SUAS FILIAÇÕES PARTIDÁRIAS.
SUA PERGUNTA FOI MUITO PERTINENTE, POIS MUITOS POSSUEM AS MESMAS DÚVIDAS.
UM ABRAÇO
TIBA CAMARGOS

E o Tiba foi no ponto nevrálgico da questão: muitos possuem as mesmas dúvidas. Que, no entanto, de forma alguma foram já esclarecidas. Qual a relação da Canção Nova com o socialismo do partido do Gabriel Chalita? Qual é a relação da Canção Nova com o petismo abortista da Dilma Rousseff? A infra-estrutura da Canção Nova poderá ser utilizada pelo Chalita para que ele faça propaganda política? Os programas e/ou eventos da Canção Nova poderão ser utilizados para se fazer propaganda política? Dilma Rousseff continuará aparecendo ao lado da Canção Nova (por exemplo, na inauguração “das novas instalações do Sistema Canção Nova de Comunicação”) sem nenhuma ressalva? E, mais importante: a Canção Nova não vai dizer pública e claramente que, no pleito de outubro, os católicos não podem votar em uma candidata socialista e abortista como a Dilma Rousseff?

Isso precisa ser feito com urgência, porque a proximidade da Dilma à Canção Nova poderá (e será) interpretada como um apoio (ao menos) tácito da CN à candidata petista, ou no mínimo como um “nada obsta” à sua candidatura. E é uma questão de justiça dizer que há muita coisa que obsta, sim. Se a Canção Nova não disser em público que os católicos não podem votar na Dilma, será perfeitamente razoável assumir que a está apoiando, porque meio termo aqui não pode haver. E então, Canção Nova? É Cristo ou Barrabás?