Retirada divulgação de evento abortista

Bravo! Menos de duas horas depois de eu ter denunciado aqui a divulgação de um evento abortista no site da CNBB, a chamada não se encontra mais na página principal do portal e o link direto para a página dá erro de artigo não encontrado.

Registro, até por questão de justiça, os meus parabéns pela rapidez na retirada do artigo satânico.

Resta agora (1) apurar quem foi o autor (ou os autores) do escândalo, (2) tomar providências para garantir que ele(s) não torne(m) a fazer algo parecido mais uma vez, e (3) publicar uma nota se desculpando pelo ocorrido (pois já tem até gente me chamando de mentiroso, apesar de eu ter publicado o printscreen do site junto com a minha denúncia).

Cartas à CNBB

Sim, como disse a Luh, cartas à CNBB. Eu já tinha escrito e enviado, logo depois de publicar a denúncia aqui no Deus lo Vult!. Considerando o meu histórico de mensagens não-respondidas, vou tornar logo esta pública também.

A divulgação do evento pró-aborto no site da Conferência de Bispos Católicos é absurdamente escandalosa. Cartas à CNBB! Peço que escrevam com um pouco menos de raiva do que eu o fiz. Respirem fundo, antes de escrever; que os inimigos da Igreja não se aproveitem de algum aspecto material para desconsiderarem uma indignação que, em si, é perfeitamente justa.

Segue abaixo o email que enviei.

* * *

from Jorge Ferraz
to subsecgeral@cnbb.org.br,
Dom Dimas Lara Barbosa <secgeral@cnbb.org.br>,
imprensa@cnbb.org.br,
subpastoral@cnbb.org.br,
comsocial@cnbb.org.br

date Fri, Mar 5, 2010 at 12:49 PM
subject URGENTE! Sobre divulgação de evento abortista pela CNBB!

Aos responsáveis pelo site da CNBB,

Há uma chamada na página principal do site (não sei a partir de quando, vi agora no final da manhã) que faz a divulgação de um evento abortista, e isso é simplesmente inadmissível. O endereço é o seguinte:

http://www.cnbb.org.br/site/imprensa/noticias/2299-marcha-mundial-das-mulheres-organiza-3o-edicao-da-acao-internacional-no-brasil

Para informações mais detalhadas sobre a MMM e a Sempreviva, se necessário, gentileza acessar o pequeno texto que acabei de redigir e publicar sobre o assunto, no pequeno site que mantenho na internet:

https://www.deuslovult.org//2010/03/05/cnbb-divulga-evento-abortista/

Solicito com uma certa urgência

1. a sumária expulsão dos responsáveis pelo escândalo;

2. a imediata retirada do ar da divulgação do evento abortista;

3. a divulgação de uma nota onde constem um pedido de desculpas e alguma satisfação aos leitores do site, em particular com informações sobre as providências que foram tomadas [item 1 acima].

É necessário uma tomada de posição rápida e enérgica. Qualquer coisa diferente disso será um ato de criminosa pusilanimidade, de pecaminosa omissão, que redundará em (ainda mais) escândalos para o povo fiel, que minará (ainda mais) a seriedade da CNBB e que não passará despercebida d’Aquele que é o Justo Juiz e ao Qual todos haveremos de prestar contas algum dia.

Certo da atenção dos senhores,
subscrevo-me, em Cristo,
Jorge Ferraz


Jorge Ferraz de Oliveira Filho
https://www.deuslovult.org//

CNBB divulga evento abortista!

[P.S.: Após este post e as cartas enviadas à CNBB, os responsáveis pelo site da Conferência retiraram do ar a divulgação do evento satânico. Deo Gratias.]

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É estarrecedor, mas é verdade. Está na página principal do site da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil: Marcha Mundial das Mulheres organiza 3ª edição da Ação Internacional no Brasil. Na matéria, uma foto do cartaz da marcha, que ocorrerá de 8 a 18 de março. No texto da CNBB, é dito que “a marcha pretende dar visibilidade à luta feminista contra o capitalismo e a favor da solidariedade internacional, além de buscar transformações reais para a vida das mulheres brasileiras”.

A Marcha Mundial das Mulheres (MMM) é um evento organizado pela Sempreviva Organização Feminista. Na página principal do site da Marcha, a segunda notícia é sobre a legalização do aborto na Espanha inclusive para adolescentes. Na coluna da direita, logo abaixo do cartaz da “Ação 2010” que a CNBB divulgou, tem uma música pela legalização do aborto que pode ser baixada e cuja letra é a seguinte (trecho):

Já comecei a entender
o que ninguém ousa dizer:
o silêncio e a hipocrisia
causam minha hemorragia.
E, se o homem engravidasse,
o aborto legal seria…

Mas não vou me intimidar,
por meus direitos vou lutar.
Me juntar às mulheres
e com elas gritar:

Direito ao nosso corpo!
Legalizar o aborto!

Qualquer busca no Google revela isso. Eu não levei nem cinco minutos. Aliás, qualquer pessoa que tivesse um mínimo de senso de realidade desconfiaria do nome “Marcha Mundial das Mulheres”. E qualquer pessoa que tivesse um mínimo de responsabilidade checaria os objetivos de um tal evento antes de divulgá-lo em um site de uma Conferência de Bispos Católicos. Qualquer pessoa que tivesse um mínimo de decência não divulgaria um evento abortista num site católico.

Isso mostra que, dentro da CNBB, há pessoas que (i) ou são estúpidas e irresponsáveis o suficiente a ponto de divulgarem um evento sem saber que ele é abortista, ou (ii) são cretinas mancomunadas com Satanás empenhadas em defender o aborto a partir de dentro da CNBB. Terceira opção não existe. E, em qualquer dos dois casos, é simplesmente inadmissível que os responsáveis por esta infâmia continuem impunemente escarnecendo da Igreja Católica, defendendo “de dentro da Igreja” a sua ideologia assassina e anti-cristã e entronizando Lúcifer para ser adorado nos salões da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.

Mais curtas, fechando à tarde

Muita coisa para comentar, pouco tempo para fazer…

Enfatizando: hoje é dia de luto. Há exatamente um ano eram assassinados os gêmeos de Alagoinha. E pouca coisa mudou desde então. Recentemente, foi tornada pública uma declaração sobre a presidência da Pontifícia Academia para a Vida (leia-se Dom Rino Fisichella), subscrita por membros da própria Academia. Nesta declaração, pode-se ler: “Longe de criar a unidade e a genuína harmonia na Academia, o discurso do Arcebispo Fisichella em 11 de fevereiro teve por efeito confirmar nas mentes de muitos Acadêmicos a impressão de que nós estamos sendo conduzidos por um clérigo que não compreende o que envolve o respeito absoluto pela vida humana”.

* * *

– Dom Aloísio Oppermann na CNBB: a criatura contra o seu Criador. São apenas dois parágrafos, leiam. “O que me causa espécie, é constatar que, apesar das evidências, malgrado as palavras claras do governo, em que pese a audácia dos dirigentes políticos, a maioria das pessoas (adormecidas pela propaganda?), acham o malfadado programa [PNDH-3], um progresso. Aí incluo clérigos ingênuos, alguns formadores de opinião, vários líderes de outras denominações cristãs”.

* * *

– Enquanto isso, no Zero Hora, desgraçadamente em sentido contrário, Dom Friedrich Heimler também escreve os seus dois parágrafos. Menores que o de Dom Oppermann, e muito piores. “A CNBB realmente não é a Igreja Católica, mas a Conferência Nacional do Bispos do Brasil representa e fala pela Igreja Católica no Brasil. […] A CF-2010, preparada pela terceira vez em nível ecumênico, é uma campanha com os pés no chão, para até o povo entender”. Sou obrigado a concordar: pés no chão, mãos no chão, olhos no chão, coração no chão, tudo no chão. E nada no Céu, nada no Alto. E, exatamente por isso, estéril.

* * *

– Sobre a mesma campanha: Carta à Congregação para a Doutrina da Fé, pelo Percival Puggina. “É preciso atentar para a gravidade da situação. A totalidade da opinião pública e da imprensa brasileira confunde a CNBB com ‘a’ Igreja. Quando alguém se manifesta nessa organização, seja o presidente, seja um assessor, as manchetes falam em manifestação ‘da’ Igreja. A Campanha da Fraternidade é ‘da’ Igreja. Seus temas e seus lemas também são vistos assim. Jamais, alguém da estrutura da organização faz a necessária distinção e esclarecimento, estimulando uma fusão e uma confusão que, ao que se infere, bem lhes convém”.

* * *

Rei espanhol assina lei abortista – lamentável! A poucos dias da Marcha pela Vida 2010! Que Deus tenha misericórdia da Espanha. Sobre o gesto do Rei da Espanha, diz o pe. Clécio: “Enquanto não me provem o contrário, conforme determina o Código de Direito Canônico (can 1398), defendo a posição de que Su Majestad el Rey Don Juan Carlos, na condição de batizado na Igreja Católica, incorreu em excomunhão latae sententiae. Tal modalidade de excomunhão não carece da necessidade de uma declaração por parte da Autoridade Eclesiástica, exceto no caso de o rei insistir em publicamente ignorá-la. Ainda assim, em se tratando de um caso exemplar, os bispos deveriam declará-la para sanar o escândalo causado pelo ato do rei”.

Curtas

Ordo Concelebrationis et ritus servandus, initio quartae sessionis Concilii Oecumenici Vaticani II. As fotos foram feitas pelo Luís Guilherme (aqui e aqui), e a peça se encontra no Mosteiro de São Bento de São Paulo. Citando-o: “Vale a pena reparar que é, quiçá, a primeira concelebração de missa da História, e uma das raras vezes que isso foi feito segundo o missal de 1962”. Acrescento eu: à exceção das missas de ordenação presbiteral onde, mesmo com as rubricas antigas, havia concelebração (salvo engano, era esta única concelebração prevista).

* * *

Por que o comunismo seduz, apesar de tudo? Interessantíssima análise do meu quase conterrâneo, o Taiguara de Sousa, baseada em um livro (que eu não conhecia) de Theodore M. Greene. O comunismo é um “seqüestro”, uma deturpação de anseios legítimos dos homens – e, por isso, seduz. Vale a leitura.

* * *

Texto de Dom Malcolm Ranjith aos seus sacerdotes e fiéis na diocese de Colombo. Vale a leitura completa. Só destaco: “A Eucaristia é a celebração do mistério pascal por excelência dado à Igreja pelo próprio Jesus Cristo. Jesus Cristo é o princípio de toda liturgia na Igreja e por esta razão toda liturgia é essencialmente de origem divina. (…) Este sagrado mistério foi confiado aos apóstolos pelo Senhor e a Igreja cuidadosamente preservou a celebração ao longo dos séculos, dando vida à tradição sagrada e a uma teologia que não cedem à interpretação individual ou privada”.

* * *

– Do Contra o Aborto: Queremos Barrabás! “Passou-se 1 ano do aborto dos gêmeos de Alagoinha. […] Os gêmeos não tiveram voz e nem vez neste mundo. Uma turba composta de ONGs, de mídia, de idiotas úteis gritava a plenos pulmões por sua morte.  É triste ver que após tantos séculos a multidão ainda prefere Barrabás.  Descansem em paz, pequeninos”.

* * *

– Outra do Contra o Aborto: A verdade incomoda. Um outdoor feito por uma entidade pró-vida polonesa – cliquem para ver. A frase: “O aborto para mulheres polonesas foi introduzido por Hitler em 9 de março de 1943”. Parece que algumas pessoas não gostam de lembrar isso.

* * *

– Ainda estamos sofrendo com a Campanha da Fraternidade deste ano, e a CNBB já está divulgando o concurso para a música do hino da CF/2011. A letra já foi escolhida – vejam que maravilha (só excertos):

2. A terra é mãe, é criatura viva;
Também respira, se alimenta e sofre.
É de respeito que ela mais precisa!
Sem teu cuidado ela agoniza e morre.

3. Vê, nesta terra, os teus irmãos. São tantos
Que a fome mata e a miséria humilha.
Eu sonho ver um mundo mais humano,
Sem tanto lucro e muito mais partilha!

Vale salientar que o concurso pede que o caráter geral do hino tenha um “[c]aráter vibrante, vigoroso, ‘energizador'”, capaz de despertar os indivíduos e os grupos “do torpor do egoísmo e do comodismo”. Domine, miserere nobis!

Exorcistas e primazes

Guerra de exorcistas. “Dois exorcistas, ambos respeitáveis em seu ofício, divergiram publicamente nos últimos dias”. O motivo: a existência de satanistas no Vaticano.

Para o pe. Amorth: “Sacerdotes, monsenhores e também cardeais. Sei por pessoas que conheceram isso diretamente. E além do mais é uma coisa ‘confessada’ em outras ocasiões pelo mesmo demônio, sob obediência, durante os exorcismos”.

Para o pe. Fortea: “[A]gora como em todos os outros tempos, existem prelados mais espirituais e outros mais terrenos, alguns mais virtuosos e outros mais humanos. Mas a partir daí afirmar que alguns cardeais são membros de seitas satânicas é uma afirmação inaceitável”.

Sobre o pe. Amorth, creio não ser necessário falar muito. Com relação ao pe. Fortea, há mais informações em seu site e seu blog.

* * *

Que Dom André Mutien Léonard havia sido nomeado primaz da Bélgica, eu sabia. Que ele é considerado um bispo tradicional, eu também sabia. O que eu não sabia era que o nome dele não estava nas listas tríplices:

[O] nome de Léonard não constava nem na primeira, nem na segunda terna (lista de 3 nomes indicados pelo núncio, com cooperação da Conferência Episcopal), enviadas por Raube com os indicados ao posto. Bento XVI em pessoa decidiu e fez Dom Léonard primaz da Bélgica, contra a vontade do Núncio, dos bispos e inclusive do Rei.

Longa vida ao Papa!

Deputado Paes de Lira no Superpop

Excelente o deputado Paes de Lira no Superpop! O programa da Luciana Gimenez parece-me ter um nível (pelo menos) equiparável ao do Ratinho. O deputado católico foi visivelmente preparado para ser boi de piranha, sendo o único opositor do “casamento” gay contra toda a platéia, os demais convidados e a própria apresentadora (!) – e, no entanto, portou-se com maestria e saiu-se muito bem. O programa é de junho do ano passado.

“Eu afirmo que os direitos de parceria se resolvem sem grandes problemas com base no Código Civil (…) sem necessidade de equiparação com o casamento”. Este, aliás, é talvez um dos maiores sofismas da militância gayzista, cuja falsidade precisa ser exposta. Não somos contra “direitos iguais”, porque os direitos iguais já existem: somos contra os “super-direitos” que querem criar para os homossexuais.

E a argumentação de um membro da platéia chega a ser engraçada de tão leviana (aos 7:30):

– O senhor vota a favor ou contra a lei 122[/2006] contra a homofobia?
– Meu voto é contrário e eu lhe digo por quê…
– Então o senhor é homofóbico!

Seria cômigo, se não fosse trágico… E parabéns ao deputado Paes de Lira pela presença de espírito que demonstrou em todo o programa.

* * *

Aproveitando o ensejo: a Folha divulgou um “Manual de Comunicação LGBT”.  Lá, descubro que falar “o travesti” é “errado” (!), que o triângulo [invertido] negro é um símbolo do orgulho lésbico, que em 1969 houve em New York uma resistência GLS a um cerco policial por três dias e três noites, que o laranja do arco-íris da bandeira gay significa “cura” e outras curiosidades. Mas tem um dado que é realmente interessante (pág. 32):

De 1996 para 2006, houve um crescimento de 24% para 41% no percentual de casos de aids entre homossexuais e bissexuais de 13 a 24 anos. Na faixa etária de 25 a 29 anos, a variação foi de 26% para 37%. Segundo a Pesquisa de Conhecimentos, Atitudes e Práticas Sexuais (PCAP), a taxa de incidência da aids nesse segmento é de 226 casos por grupo de 100 mil habitantes – onze vezes maior que a taxa da população em geral.

Registre-se que os dados estão em um manual produzido pela “Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais”. A incidência de AIDS entre jovens homossexuais e bissexuais é onze vezes maior do que na população em geral. Ao invés de somar dois e dois e concluir que as práticas sexuais deste segmento da sociedade o tornam mais propício a adquirir o vírus HIV (caracterizando, portanto, um grupo de risco), o manual prefere dizer que o que torna este grupo “mais suscetível à infecção” são “a homofobia e a dificuldade de acesso à prevenção e tratamento das doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) no sistema público de saúde”.

Quer dizer, os homossexuais são, sim, mais suscetíveis à AIDS, mas a causa disso não são as suas práticas sexuais, e sim a homofobia!

O materialismo da Campanha da Fraternidade

Ano passado, eu escrevi um post aqui no Deus lo Vult! onde eram apresentadas algumas estatísticas sobre o texto-base da Campanha da Fraternidade de então. Este ano, agora que a CNBB disponibilizou a versão eletrônica do texto da CF/2010, eu posso fazer a mesma coisa.

As oitenta páginas do referido documento podem ser baixadas aqui, no site da CNBB. Ao contrário de certas análises de conjunturas que andam circulando internet afora, até onde me conste este é um documento oficial da Conferência, sim.

Eis aqui as estatísticas. A metodologia utilizada é trivial: a caixa de pesquisa do Acrobat Reader. Quando as expressões aparecem “puras”, é porque a busca foi feita por elas ipsis litteris; quando aparece “e derivados”, é porque consultei pelo radical (p. ex., ‘arrepend’, o que engloba tanto ‘arrependimento’ quanto as formas verbais ‘arrependei-vos’, ‘arrependi-me’, ‘arrepender’, etc.).

Os resultados são os seguintes:

  • “Jesus”: 37 ocorrências (“Nosso Senhor”, uma única ocorrência, na oração da CFE).
  • “Católica” e “católicos”: 8 ocorrências.
  • “Conversão” (e derivados): 7 ocorrências.
  • “Oração”: 5 ocorrências (sendo duas vezes no título “oração da CFE 2010”, a do índice e a da página correspondente).
  • “Caridade”: 4 ocorrências.
  • “Esmola”: 3 ocorrências.
  • “Pecado” (e derivados): 2 ocorrências.
  • “Jejum”: 2 ocorrências (e recomendo que vejam quais são!!).
  • “Virgem Maria” (a pesquisa foi feita por “Maria”): 2 ocorrências (“Nossa Senhora”, nenhuma).
  • “Arrependimento” (e derivados): 2 ocorrências.
  • “Sacramento”: 2 ocorrências.
  • “Papa”: 2 ocorrências.
  • “Magistério”: 1 ocorrência.
  • “Penitência”: nenhuma ocorrência.
  • “Eucaristia”: nenhuma ocorrência.
  • “Missa”: nenhuma ocorrência.
  • “Sacerdote”: nenhuma ocorrência.
  • “Calvário”: nenhuma ocorrência.
  • “Cruz”: nenhuma ocorrência.
  • “Trindade”: nenhuma ocorrência.
  • “Santificação”: nenhuma ocorrência (“santificar” tem duas, no comentário sobre o Pai Nosso).
  • “Redenção” (e derivados): nenhuma ocorrência (“Redentor” aparece uma única vez, numa nota de rodapé, em referência – pasmem! – a um livro sobre Martin Luther King, chamado “O Redentor Negro”! Está à página 55).
  • “Confissão” (sacramento): nenhuma ocorrência (há duas referências a “confissão”, na expressão “Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil”, com as maiúsculas por conta da CNBB).

Em contrapartida:

  • “Economia (e derivados): 142 ocorrências.
  • “Solidariedade” (e derivados): 81 ocorrências.
  • “Pobre” (e derivados): 75 ocorrências.
  • “Direito(s)”: 74 ocorrências.
  • “Terra”: 64 ocorrências.
  • “Trabalho”: 56 ocorrências.
  • “Social” (e derivados): 54 ocorrências.
  • “Política” (e derivados): 39 ocorrências.
  • “Mercado” e “Mercadoria”: 30 ocorrências.
  • “Desenvolvimento”: 29 ocorrências.
  • “Povo”: 27 ocorrências.
  • “Miséria”: 12 ocorrências.
  • “Exploração” (e derivados): 11 ocorrências.

Isto é sintomático. No segundo grupo, a palavra que menos aparece é “exploração”; mesmo assim, ela aparece mais do que todas as palavras do primeiro grupo, à exceção de “Jesus”. E até mesmo “política” aparece mais do que “Jesus” neste documento!

Coisas absolutamente fundamentais para qualquer texto que se pretenda servir para o tempo quaresmal, é inexplicável a total ausência de palavras como “Missa”, “Eucaristia” e “Confissão”. Que espécie de preparação para a Páscoa pode ser feita sem que se fale na Santa Missa? Sem que se fale em comunhão eucarística, em confissão dos pecados, em arrependimento? Sem que se fale na Virgem Santíssima? A conclusão é inevitável: este texto não serve para a Quaresma. Não pode servir, porque não trata de temas espirituais. Fica perdido no naturalismo, na horizontalidade, na materialidade estéril – e passa longe das necessidades espirituais dos fiéis católicos.

A julgar por este texto-base, parece ser opinião da CNBB que a Igreja deve, durante a Quaresma, falar mais em exploração do que em oração. Deve falar mais em miséria do que em pecado. Mais em trabalho que em conversão. Mais em política do que em Nosso Senhor.

E isto é muito triste. Se o sal perde o sabor, para quê ele servirá? Até quando suportaremos esta campanha da materialidade, que nega toda a riqueza espiritual do tempo da quaresma, soterrando a piedade católica sob uma profusão de temas naturalistas estéreis? Usquequo, Domine…?

Eles NÃO publicaram!

Comentei aqui ontem sobre a publicação de um comentário tosquíssimo no blog da CNBB, no post sobre a [anti-católica] análise de conjuntura que não é um documento oficial da Conferência mas, mesmo assim, foi veiculada por órgãos oficiais da CNBB.

O Alien perguntou se eles também publicavam comentários contrários às suas convicções. Eu não sabia, e sugeri que fizéssemos um teste. O Alien disse ter enviado um comentário, e o Carlos idem. Eu também enviei um logo no começo do dia de ontem, o qual [infelizmente] não salvei no meu computador, mas era alguma coisa contundente do tipo “que grande porcaria”, “vale lembrar que o socialismo foi condenado pela Igreja”, “o que este lixo anti-católico está fazendo em um blog supostamente ligado a uma conferência católica?” e “vocês deveriam ter pelo menos a decência de avisarem aos leitores desavisados para pegarem um saco de vômito antes de iniciar a leitura”.

Temos, pelo menos, três comentários enviados ontem, dos quais NENHUM foi publicado até o presente momento. Mas o do Vanderley foi publicado e, a julgar pela ordem dos comentários que o meu post de ontem recebeu, o dele foi o último a ser enviado. Vejam o porquê do “blog da CNBB” ter sido tão célere nesta aprovação:

* * *

vanderley disse…
Sem dúvida, a CNBB está bem moderna.
Afinal , devemos quebrar todos os paradigmas.
Os dogmas antigos e ultrapassados precisam ser
esquecidos.
De fato ela atende as necessidades do povo
oprimido.
Por isso é importante dialogar com aqueles
que representam o povo sofrido.

1 de março de 2010 21:22

* * *

Sinceramente, dá para levar a sério uma palhaçada dessas?

Curtas

Oração de Pio XII pelos sacerdotes. “Concedei-lhes, oh Senhor, desprendimento de todo o interesse terreno e que só busquem a vossa maior glória. Concedei-lhes ser fieis às suas obrigações com a pura consciência até ao posterior alento”. Convém rezarmos. Que nos empenhemos em pedir ao Altíssimo pela santificação do clero.

* * *

– Sobre o feriado nacional muçulmano-cristão libanês, no IHU e na Canção Nova. O texto é o mesmo. A parte referente ao Papa: “Recebido em audiência pelo Papa Bento XVI em 21 de fevereiro, logo depois do decreto de criação da festa islamo-cristã, o primeiro-ministro aproveitou seu compromisso a favor da coexistência pacífica entre cristãos e muçulmanos. Os dois chefes de Estado fizeram votos para que ‘através da coexistência exemplar das diversas comunidades religiosas que compõem o Líbano, o país continue a ser uma mensagem para a região do Oriente Médio e para o mundo inteiro'”.

* * *

O Tigre confessa, do João Pereira Coutinho. “A privacidade; a existência de um espaço meu e dos meus, onde a multidão não entra, é talvez a maior conquista da civilização judaico-cristã. Destruir essa barreira sempre foi e sempre será o princípio da tirania”.

* * *

El coma andante gosta mesmo é da Nike, sobre a hipocrisia cubana. “A Nike, não custa lembrar, representa um ícone do ‘imperialismo ianque’, segundo os perfeitos idiotas latino-americanos. Quer dizer então que o ditador pode usar símbolos do capitalismo americano numa boa? Além disso, não há um embargo econômico dos Estados Unidos à ilha-presídio? Onde foi que Fidel comprou este uniforme? Será que o povão cubano, o gado bovino de propriedade dos irmãos Castro, pode comprar um desses também?”. E o Lula lá. Ao lado do ditador. Enquanto um cubano morria após quase três meses de greve de fome.

* * *

“Alcides morreu porque era um negro”. Data maxima venia, senhores sacerdotes, NÃO. Não morreu porque era negro. Não são só os negros que morrem injustamente. Este assassinato específico não teve nada a ver com racismo. Não foi este o porquê da sua morte. Por favor, não desonrem a  memória do meu conterrâneo transformando a tragédia em uma versão racista imbecil da luta de classes socialista.

Alcides morreu por causa do descaso das autoridades públicas com a segurança, porque o Brasil é um país violento, onde os marginais não são punidos como deveriam e onde a população de bem não pode se proteger e nem tem quem a proteja. Aliás, dos dois criminosos que assassinaram Alcides, um é ex-presidiário e o outro, por ser de menor, vai para uma unidade da “Fundação de Atendimento Socioeducativo” – nem sei por quanto tempo, provavelmente por um ou dois anos, e depois vai voltar às ruas. Este é o problema, senhores sacerdotes, e não a cor da pele do meu amigo.