Bebê ameaçado de morte

Renata tomou a vacina de rubéola no último dia 9, dentro da Campanha Nacional de Vacinação contra a doença, que termina no próximo dia 12 (sexta-feira), sem saber que estava grávida (…) e não quer nem pensar na possibilidade de ter um filho com algum tipo de má-formação. Por isso acredita que o aborto é a melhor opção.

– Quando descobri que estava grávida, procurei uma médica num posto de saúde. Ela me disse que os riscos de o bebê nascer com problemas são muito pequenos, e me encaminhou para o pré-natal de alto risco. Mas eu não quero ficar me torturando durante nove meses para ver se a criança é normal. Não me perguntaram se eu estava grávida na hora de tomar a vacina. A campanha na televisão não falava nada sobre isso. Só me perguntaram se eu tinha alergia a ovo. Vou procurar uma clínica clandestina.
[O GLOBO, 09 de setembro de 2008 – grifos meus]

A vacina anti-rubéola não apresenta problemas se for aplicada em gestantes, diz a mesma matéria d’O GLOBO e também o site oficial da campanha de vacinação (q. 28). A informação não convence quem leia a questão seguinte (a q. 29) ou quem gaste um tempinho procurando na internet:

A única contra-indicação [da vacina contra a rubéola] é para mulheres grávidas ou com suspeita de gravidez.
(Diário de Natal, 10 de setembro de 2008)

Embora nenhum defeito congênito tenha sido relatado em mulheres que fizeram a vacina  [anti-rubéola] durante a gestação, não é aconselhável a vacinação durante a gravidez, devido aos riscos teóricos por tratar-se de vírus atenuados.
(“Gravidez Segura” – UFRGS)

Caso a mulher não esteja imunizada, ela deve receber essa vacina [anti-rubéola] e não engravidar até seis meses após sua aplicação. A vacina não deve ser aplicada na gestante.
(G1, 31 de agosto de 2008)

No entanto, o [maior] problema não é tanto a irresponsabilidade do Ministério da Saúde em não avisar que a vacina é contra-indicada para as mulheres que estão grávidas (e, neste sentido, a queixa da Renata é justa); o que é revoltante é uma mulher dizer na imprensa nacional que vai matar o seu filho, procurando uma clínica de aborto clandestina, e ninguém fazer nada!

Assassinato de crianças é crime. A Renata diz publicamente que vai cometer um crime. A esta altura, pode ser até que já tenha cometido. E vai ficar tudo por isso mesmo? Perdeu-se completamente o senso moral, a ponto de uma mulher chegar à imprensa para dizer que vai abortar? Revoltante. Peço a todos uma ave-maria pelo bebê que corre risco de vida. E mais uma pela mãe assassina. Que Deus tenha misericórdia de nós.

Parlamento Europeu e aborto

Saiu na sexta-feira passada: Parlamento Europeu deplora posição da Igreja sobre contracepção. Não tem quase nada de novo na resolução votada pelo Parlamento; é o mesmo blá-blá-blá criminoso de sempre, onde se confessa pela milésima vez que um dos objetivos da ONU é a disseminar a prática do aborto a nível mundial. No entanto, pelo menos para mim, é inusitada a fixação de datas: em 2015, o Parlamento Europeu quer que o acesso ao aborto seja universal:

Segundo reconhece a edição de hoje de L’Osservatore Romano, nesta resolução se propõe chegar em 2015 ao «acesso universal à saúde reprodutiva», que inclui explicitamente o recurso ao aborto, especialmente nos países em vias de desenvolvimento.

Aborto não é direito, o crime não pode ser legalizado, não importa o que digam a Organização das Nações Unidas, o Parlamento Europeu, o José Gomes Temporão et caterva. Criminosos permanecem sendo criminosos, não importa quanto poder detenham. É uma vergonha que a humanidade permaneça inerte enquanto doentes mentais propagam suas ideologias assassinas como se fossem a coisa mais normal do mundo. Kyrie, eleison!

Eleições americanas e o aborto

Saiu hoje n’O GLOBO: Nova pesquisa confirma empate entre Obama e McCain. A mídia torce para o candidato democrata (que, aliás, aparentemente tem até twitter); não surpreende, pois Barack Obama promete trabalhar para que o aborto seja amplamente permitido nos Estados Unidos. E isto não é segredo, está no site da campanha dele:

Barack Obama understands that abortion is a divisive issue, and respects those who disagree with him. However, he has been a consistent champion of reproductive choice and will make preserving women’s rights under Roe v. Wade a priority as President. He opposes any constitutional amendment to overturn the Supreme Court’s decision in that case.
[Barack Obama entende que o aborto é uma questão que divide, e respeita aqueles que discordam dele. Entretanto, ele tem sido um sólido campeão do direito de escolha e vai fazer da manutenção dos direitos das mulheres conquistados em Roe vs. Wade uma prioridade como presidente. Ele se opõe a qualquer emenda constitucional para derrubar a decisão da Suprema Corte neste casotradução livre.]

Já o candidato republicano é de posição contrária:

McCain, que é contra o aborto, respondeu à mesma pergunta [sobre quando ele acredita que um bebê começa a ter direitos humanos] de modo direto: “A partir do momento da concepção”.

“Serei um presidente pró-vida, e esta presidência terá políticas pró-vida”, concluiu.

McCain vai ganhar as eleições, porque os americanos não são brasileiros e, lá, eles costumam levar a sério questões éticas e morais. Por exemplo, em San Francisco, o Arcebispo George Niederauer tenciona impedir uma democrata abortista de comungar. Segundo noticiado em G1:

No programa “Meet the Press”, Pelosi afirmou que o assunto sobre quando começa a vida – se na concepção ou na gestação- é uma controvérsia que divide a Igreja Católica.

[…]

Segundo o arcebispo, a origem da vida não é um tema controvertido na Igreja e, de acordo com o catecismo, “a vida humana deve ser respeitada e protegida desde o momento da concepção”.

[Saliento eu que “na gestação” é uma expressão absolutamente incompreensível e destituída de significado, podendo inclusive (o que julgo provável) ser creditada à péssima qualidade da agência de notícias  (a EFE…) responsável pela matéria.]

Alguém consegue imaginar uma coisa dessas no Brasil? Que inveja dos Estados Unidos!

II Marcha Nacional em Defesa da Vida – LEMBRANDO

Lembrando o que já noticiei aqui anteriormente: amanhã, dia 10 de setembro, ocorre na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, a II Marcha Nacional em Defesa da Vida.

Repetindo-me:

Participe da II Marcha Nacional da Cidadania pela Vida

No dia 10 de setembro de 2008, quarta-feira, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, concentração a partir das 15h, em frente à Rodoviária, você tem um compromisso com a defesa da vida. Apareça para manifestar com o seu grito e seu canto, o seu amor pela vida. Mobilize! Convide sua família, amigos, vizinhos e sua comunidade. Dê sua contribuição e diga NÃO à legalização do aborto no Brasil.

Informações pelo telefone: (61) 3345-0221
E-mail: brasilsemaborto@gmail.com
Visite o site: www.brasilsemaborto.com.br

Neste momento em que os poderes constituídos maquinam contra a Lei de Deus e esforçam-se para implantar, a ferro e a fogo, o aborto nesta terra de Santa Cruz, é importante que nós façamos a nossa parte e, fazendo-nos presente, defendamos o direito à vida, desde a concepção até a morte natural.

Da série “recordar é viver”:

“É um disparate alguém defender o aborto” (José Gomes Temporão, 10/04/2007).

“Governo não pretende tomar nenhuma iniciativa sobre a questão da legalização do aborto” (José Gomes Temporão, 28/05/2007).

Quem duvida que o aborto é uma questão de saúde pública “está delirando” ou tem algum “problema mental” (José Gomes Temporão, 05/2007).

“Defendemos o direito de escolha da mulher grávida sobre a antecipação dos partos nesses casos [de anencefalia]” (José Gomes Temporão, 05/09/2008).

É, portanto, imperativo que o povo católico possa cobrar que o Excelentíssimo senhor Ministro da Saúde seja menos cara de pau. Nós não queremos o aborto. Aborto é assassinato. Assassinato não pode ter amparo legal.

Os que não puderem ir à Brasília (por exemplo, meu caso), estão convidados a rezarem um terço pelo sucesso da caminhada. Pedindo aos Céus misericórdia. Que Nossa Senhora nos ajude.

IURD abortista

Como se não fosse suficiente que os protestantes rompessem a unidade da Igreja e debochassem da Verdade Revelada, retalhando-A ao seu bel prazer, a sanha diabólica da Igreja Universal do Reino de Deus (melhor seria nomeada “do Reino de Satanás”, pois é blasfêmia usar o nome de Deus para propagar idéias tão contrárias às Suas Santas Leis) atingiu já há algum tempo o fundo do poço quando o Edir Macedo resolveu fazer campanha pública a favor do assassinato de crianças no ventre de suas mães. Não cheguei a ver, mas me foi dito que a Record veiculou algumas vezes propagandas em favor do aborto. Entretanto, vi e li a seguinte reportagem da Folha Universal do última dia 31 de agosto, assinada pelo próprio Edir Macedo:


[Clique para ampliar]

Faltam-me palavras para responder a tão blasfemas colocações. Satanás aqui se apresenta não mais transvestido de anjo de luz, mas de rosto descoberto mesmo, deleitando-se com a subserviência de seus sequazes. Se o aborto já é, em si, inadmissível para a mais bárbara das sociedades, muito mais revoltante é que seitas auto-intituladas “cristãs” defendam este crime abominável.

E a matemática tacanha do líder da IURD chega a ser ridícula. Primeiro, pergunta ele qual a chance de um bebê abortado perder a salvação, e responde: “nenhuma” (esquece-se ele, como todo protestante, que o Batismo é necessário para a salvação e, portanto, da sorte eterna dos bebês abortados, nós não podemos garantir nada); em seguida, afirma que a chance de uma pessoa que “nasça” ser salva vai estar condicionada à aceitação de Jesus e, por conseguinte, o céu ganha probabilisticamente mais almas com o aborto do que com o nascimento.

A mera tentativa de se fazer esta espécie de conta é o supra-sumo da estupidez e da desumanidade (afinal, sob a ótica meramente quantitativa, vamos matar não só as crianças não-nascidas como também as nascidas, pois também estas correm o risco de se danarem ao atingirem a idade da razão); no entanto, o que consegue ser ainda mais impressionante é a ignorância dos aspectos mais básicos relacionados à salvação dos homens! É evidente que, se Deus criou os homens com inteligência e vontade dando-lhes a possibilidade de se salvarem ou se perderem, foi porque Ele quis assim; caso contrário, se quisesse apenas estatísticas estratosféricas no Céu, era só criar os homens sem vontade livre. Deus não é matemático, e Edir Macedo – que tem experiência em inflacionar os lucros da sua empresa que ele diz ser uma igreja – pretende ensinar ao Altíssimo como incrementar o superávit de almas que ingressam na Bem-Aventurança Eterna. Seria cômico, se não fosse ridículo.

Por fim, entre um monte de lixo que não vale nem a pena comentar, pergunta o estúpido pastor: “O que é mais pecaminoso, a relação sexual ilícita ou o aborto?”. Em primeiro lugar, é óbvio que o aborto é mais pecaminoso (embora ambos sejam pecados graves que levam ao inferno), pois é assassinato de um inocente. E, em segundo lugar, concedendo somente para fins argumentativos que ambos os pecados fossem de igual magnitude… o que é que o Edir Macedo está insinuando? Que, uma vez já cometido o pecado grave do adultério ou da fornicação, “tudo bem” que se cometa em seguida a este o pecado do aborto? “Tá no inferno, abraça o capeta” – é esta a teologia deste excremento religioso?!

Escândalo, vergonha, blasfêmia. É nisto que consiste esta porcaria que o auto-intitulado “pastor” faz circular entre os seus “fiéis”. É melhor ler besteira do que ser analfabeto, diz o velho ditado; mas tenho cá as minhas dúvidas se o autor deste aforismo popular seria da mesma opinião se tivesse lido a Folha Universal. É fundamental que as baboseiras do Edir Macedo sejam refutadas, afinal, o escândalo já está de bom tamanho. E as almas envenenadas pela peçonha do desgraçado merecem conhecer a Verdade que liberta – e não serem escravas das mentiras de Satanás apresentadas por quem se diz “pastor”, mas na verdade é lobo por debaixo da pele. Graças a Deus que a pele, de tão rota, já deixa ver claramente os cascos, o rabo, os chifres e sentir o cheiro de enxofre. Que a Virgem Santíssima livre as almas ignorantes das garras da Universal. E que Deus tenha misericórdia do charlatão que é líder desta seita diabólica.

O Nevoeiro

[ATENÇÃO! SE NÃO QUISER SABER O FINAL DO FILME, NÃO LEIA!]

Fui assistir “O Nevoeiro” hoje à noite – minha falta de carteira de estudante acaba por me empurrar para as sessões promocionais das segundas-feiras. O filme é tosco e cansativo – afinal, os monstros sem pé nem cabeça e a explicação ridícula da origem deles são maçantes -, mas tem alguns aspectos (dois, pelo menos) que podem render alguns comentários interessantes.

Primeiro: a crente. Óbvio que não gostei da personagem, em primeiro lugar por ser um claro exemplo de violação do Segundo Mandamento e de zombaria feita com as Escrituras Sagradas, e em segundo lugar por uma questão de justiça – nem o protestante mais tapado conseguiria ser como aquela mulher. A caricatura é grotesca e inverossímil; mas não pude deixar de olhar para o fundamentalismo daquela senhora sem me lembrar dos cátaros medievais. Não por similaridade de comportamento, porque imagino que nem os albigenses conseguiam ser tão insuportáveis quanto aquela mulher; mas (guardadas as devidas proporções) por causa do comportamento deletério para a sociedade.

O que faz a maluca? Enquanto os monstros estão matando todo mundo (as pessoas ficaram presas pelo nevoeiro dentro de um supermercado), ela “funda” uma seita da qual é pastora suprema e, convencendo as pessoas aterrorizadas de que tem um contato direto com Deus e de que as tragédias estão acontecendo como punição por causa dos pecados das pessoas, torna a convivência dentro do supermercado absolutamente impossível. Após ela pintar a miséria – chegando até a acusar um soldado de ser o responsável pela abertura das portas do inferno e incitar o povo a lançá-lo aos monstros, o que foi prontamente feito -, a cena apoteótica é quando as últimas pessoas sensatas [entre elas, uma criança] estão pensando em sair do supermercado para pegar o carro e fugir do nevoeiro e a doente aparece com uma faca dizendo que ninguém vai sair e exigindo a criança em sacrifício (!) para aplacar a ira divina.

Um dos “mocinhos” tinha uma arma, e com dois tiros na delinqüente o problema é resolvido. Mas fica o espécimen a ser estudado, como um exemplo (claríssimo) de quando a utilização da força é necessária para coibir uma (doentia) manifestação religiosa que provocaria uma tragédia se fosse deixada impune. E bem que poderiam ter dado dois tiros na senhora antes de tudo, para evitar a desgraça toda… não poderiam? Não, não poderiam, porque no início ela era insuportável, mas inofensiva. Agora, certamente poderiam tê-la amarrado e lançado no porão, empregando assim a força necessária – sem exageros – para manter a ordem no supermercado e possibilitar a colaboração efetiva de todos tendo em vista o bem comum (no caso, sobreviver aos monstros).

O segundo, é o fim do filme. Após conseguirem evitar os monstros e embarcarem num carro, os últimos cinco sobreviventes tentam fugir do nevoeiro andando, andando, andando… até que acaba a gasolina. Ficam, então, os cinco sem nenhuma perspectiva de sobrevivência, dentro de um carro com o tanque de combustível vazio, no meio do nevoeiro repleto de monstros assassinos… e com um revólver e quatro balas. A tentação é grande demais – afinal, o que eles podem fazer dentro do nevoeiro? O problema é que são cinco para quatro balas… todos, por fim, firmam tacitamente o acordo de que o suicídio é o melhor consolo, a última opção digna, o único caminho que restou.

Quatro tiros dentro do carro – e o protagonista, que abdicou do consolo da bala nos miolos em favor dos seus companheiros, sai do carro gritando, esgotado, para alcançar dolorosamente nas garras dos monstros o mesmo fim que os seus amigos conseguiram rapidamente com os tiros de revólver. Após gritar, chorar, chamar os monstros, eis que, por trás do nevoeiro, surge vindo em sua direção um gigante… tanque de guerra. Os soldados chegaram, trazendo caminhões de sobreviventes, tocando fogo nos monstros, e o nevoeiro começa a se dissipar, mostrando o sol a brilhar e o interminável comboio do exército salvador.

Após tudo o que eles passaram, no limiar da vitória, os cinco sobreviventes não morreram na praia – mataram-se na praia! A falta de coragem no último momento, a opção pelo caminho menos doloroso, a desistência no final, quando bastavam mais cinco minutos. A situação pode parecer sem saída; mas nunca é lícito entregar-se. Ainda que o exército salvador não viesse, não é moralmente aceitável o suicídio. Pode-se meter uma bala na cabeça da criminosa que dissemina o caos no supermercado, visando restabelecer a ordem, sim; mas não se pode meter uma bala na própria cabeça para fugir do desespero de uma (provável) morte terrível. O filme conseguiu um insólito final no qual a sobrevivência é pior do que a morte. Ensinando-nos, quiçá, as dolorosas conseqüências de uma escolha errada. Afinal de contas, nunca se sabe o que pode sair de dentro do nevoeiro; e é melhor morrer lutando do que perder as esperanças quando a aurora já rasga o horizonte.

Imposição muçulmana

Traduzo reportagem do The Daily Mail, de Londres:

* * *

Alunos punidos com suspensão por terem se recusado a se ajoelharem na sala de aula e rezarem a Allah

04 de julho de 2008

Dois alunos foram suspensos da escola após terem se recusado a se ajoelharem e “rezarem a Allah” durante uma aula de religião.

Os pais ficaram indignados quando souberam que os dois garotos do sétimo ano (11-12 anos) foram punidos por não quererem tomar parte na demonstração prática de como Allah é adorado.

Eles disseram que forçar os seus filhos a tomarem parte no exercício da “Alsager High School”, próxima de “Stoke-on-Trent” – que incluía pôr chapéis muculmanos – era uma violação de seus direitos humanos.

Uma mãe, Sharon Luinen, disse: “Isto não está correto, é levar as coisas longe demais”.

“Eu entendo que eles têm que aprender sobre outras religiões. Eu posso conviver com isso, mas serem punidos porque não quiseram se juntar à oração muçulmana já é demais”.

“Fazê-los rezarem a Allah, que não é quem eles adoram, é errado e o que mais me incomoda é que lhes disseram que eles estavam sendo desrespeitosos”.

“Eu não quero encarar como se eu tivesse algum problema com a escola, porque no geral eu estou muito feliz com ela”.

Outra mãe, Karen Williams, disse: “eu estou absolutamente furiosa, porque fizeram minha filha tomar parte nisso e eu não acho isso aceitável”.

“Eu não tenho nenhum problema com o fato de meus filhos serem ensinados sobre outras religiões, pois alguma informação não vai prejudicar ninguém”.

“Mas eles não só tiveram que rezar; a professora entrou na sala de aula e fez com que eles assistissem a um filme curto e então disse: ‘agora nós vamos pra fora, para rezarmos a Allah'”.

“E então dois garotos foram suspensos e todos os demais perderam o seu recreio por causa da professora”.

“Não somente os forçaram a rezar, como também a minha filha recebeu uma reclamação por não ter feito o exercício direito”.

“Eles nunca tinham feito isso antes, e imaginaram que eles poderiam fazê-lo em outra língua!”.

“Minha criança foi forçada a rezar a Allah em uma atividade escolar”. O avô de um dos alunos disse: “é absolutamente repugnante, não existe nenhuma outra maneira de colocar as coisas”.

“Minha filha e várias outras mães estão furiosas por terem feito suas crianças ajoelharem-se no chão e rezarem a Allah. Se elas não fizessem, seriam suspensas”.

“Eu não sou racista, eu sou amigo de um indiano há 30 anos. Também estive em um casamento muçulmano, onde me foi explicado que não seriam servidas bebidas alcóolicas, e eu respeito isso”.

“Mas se pedissem aos muçulmanos para irem a uma Igreja no Domingo e comungarem, haveria uma guerra”.

Os pais disseram que fizeram com que seus filhos se ajoelhassem e se curvassem sobre os seus joelhos em uns tapetes de oração que a professora de religião havia tirado do armário, e eles também foram instruídos a usarem chapéus muçulmanos, durante a aula de terça-feira à tarde.

O vice-diretor da escola, Keith Plant, disse: “é difícil saber agora se isto fazia parte do currículo ou não. Eu não sou um professor de religião, e sim um professor de inglês”.

“Agora é nossa ‘enterprise week’ [n.t.: não sei o que é isso; alguma espécie de evento] e muitos dos nossos funcionários estão fora”.

“A professora com o qual você precisa falar não está por aqui. Penso que é uma pena que muitos pais tenham procurado a imprensa antes de terem vindo falar comigo”.

“Falei com a professora e ela ficou de me dar a sua versão dos acontecimentos, mas isso é tudo que eu posso dizer a você por enquanto”.

Uma declaração do Cheshire County Council, em nome da escola, diz: “o diretor David Black entrou em contato com esta autoridade imediatamente após receber as queixas”.

“Questionamentos estão sendo feitos sobre as circunstâncias, em caráter de urgência, e todos os pais serão informados a contento”.

“Educar as crianças nas crenças de diferentes credos é parte da diversidade curricular, que se baseia no pressuposto de que conhecimento é essencial para compreensão”.

“Aceitamos que tal ensinamento é para ser conduzido com sensibilidade”.

* * *

Comento eu: é vergonhoso que o “respeito humano” seja levado a tal ponto. Como dizia Chesterton, a tolerância é a virtude do homem que não tem convicções; triste Europa que, tendo vencido os infiéis por meio das armas durante a Cristandade, capitule vergonhosamente diante da imposição cultural muçulmana com a qual é humilhada pelos filhos de Maomé.

É necessário afirmar corajosamente a própria identidade, é fundamental que os cristãos não aceitem se submeterem às iatagãs retóricas dos mouros. É absolutamente indispensável defender Cristo, e não deixar que os turbantes islâmicos soterrem a Cruz do Calvário. Na semana passada, saiu uma notícia segundo a qual a Santa Sé estudava declarar que um grupo editorial espanhol não é católico por causa – entre outros motivos – da publicação de uns manuais para ensino do Islam. Uma boa notícia, sem dúvidas.

Que a Cruz triunfe sobre a lua crescente. Não permita a Mãe de Deus que, após termos nos livrado do jugo infiel durante os séculos gloriosos da Idade Média, sucumbamos diante dos filhos de Maomé no século XXI.

In Nativitate Beatae Mariae Virginis

A festa da Imaculada Conceição da Virgem celebra-se no dia 08 de dezembro. Nove meses depois – hoje, dia 08 de setembro -, comemora-se o aniversário de Nossa Senhora, a festa do nascimento da Virgem Maria, a natividade da Mãe de Deus. Que Ela seja em nosso favor!

* * *

SERMÃO DO NASCIMENTO DA VIRGEM MARIA
DEBAIXO DA INVOCAÇÃO DE N. SENHORA DA LUZ,
TÍTULO DA IGREJA E COLÉGIO DA COMPANHIA DE JESUS,
NA CIDADE DE S. LUÍS DO MARANHÃO.
ANO DE 1657

De qua natus est Jesus.

Pe. Antônio Vieira [download aqui de seus sermões]

Celebramos hoje o nascimento; mas que nascimento celebramos? Se o perguntarmos à Igreja, responde que o nascimento de Maria; se consultarmos o Evangelho, lemos nele o nascimento de Jesus: De qua natus est Jesus. Assim temos encontrados nas mesmas palavras que propus, o texto com o mistério, o tema com o sermão, e um nascimento com outro. Se a Igreja celebrara neste dia o nascimento glorioso de Cristo, muito acomodado Evangelho nos mandava ler; mas o dia e o nascimento que festejamos não é o do Filho, é o da Mãe. Pois se ainda hoje nasce a Mãe, como nos mostra já a igreja e o Evangelho não a Mãe, senão o Filho nascido: De qua natus est Jesus? Só no dia de Nossa Senhora da Luz se pudera responder cabalmente a esta dúvida. O sol, se bem advertirdes, tem dois nascimentos: um nascimento com que nasce quando nasce, e outro nascimento com que nasce antes de nascer. Aquela primeira luz da manhã que apaga ou acende as sombras da noite, cuja luz é? É luz do sol. E esse sol então está já nascido? Não e sim. Não, porque  ainda não está nascido em si mesmo. Sim, porque já está nascido na sua luz. De sorte que naturalmente vêem os nossos olhos ao sol duas vezes nascido: nascido quando nasce, e nascido antes de nascer.

Grande prova temos desta filosofia na mesma história evangélica, e é um dos mais aparentes encontros que se acham em toda ela. Partiram as Marias ao sepulcro na manhã do terceiro dia, e referindo o evangelista, S. Marcos a hora a que chegaram, diz assim: Valde mane una subbatorum veniunt ad monumentum orto jam sole: Ao domingo muito de madrugada chegaram ao sepulcro sendo já o sol nascido (Mc. 16,2). Notável dizer! Se era já o sol nascido: Orto jam sole, como era muito de madrugada: Valde mane? E se era muito de madrugada; Valde mane, como era já o sol nascido: Orto jam sole? Tudo era e tudo podia ser, diz Santo Agostinho, porque era o sol nascido antes de nascer. Ora vede. O tempo em que vieram as Marias ao sepulcro era muito de madrugada: Valde mane, diz S. Marcos; Valde diluculo, diz S. Lucas (Lc. 24,2). Era muito de madrugada: Valde mane? Logo já havia alguma luz que isso quer dizer dilúculo. Havia luz? Logo, já o sol estava nascido: Orto jam sole. Provo a conseqüência, porque o sol, como dizíamos, tem dois nascimentos: um nascimento quando vem arraiando aquela primeira luz da manhã a que chamamos aurora; outro nascimento quando o sol descobre, ou acaba de desaparecer em si mesmo. E como o sol não só nasce quando nasce em si mesmo, senão também quando nasce na sua luz, por isso disse o evangelista com toda a verdade, que era de madrugada e que era o sol nascido, Nenhuma destas palavras é minha; todas são da glosa de Lirano seguindo a Santo Agostinho: Valde mane, orto jam soIe: Sol enim potest oriri dupliciter: uno modo perfecte, quando primo egreditur et apparet super terram; alio modo, quando lur ejus incipit apparerere, scilicet in aurora, et sic accipitur hic ortus solis. Não o podia dizer mais em português. De maneira que àquela primeira luz com que se rompem as trevas da noite, chamou S. Marcos nascimento do sol, porque em todo o rigor da verdade evangélica, não só nasce o sol quando nasce em si mesmo, senão quando nasce na sua luz. Um nascimento do sol é quando nasce em si mesmo e aparece sobre a terra: Quando primo egreditur et apparet super terram; o outro nascimento é antes de nascer em si mesmo, quando nasce e aparece a sua luz: Quando lux ejus incipit apparere. É o que estamos vendo neste dia, e o que nos está pregando a Igreja neste Evangelho. O dia mostra-nos nascida a luz, o Evangelho mostra-nos nascido o sol, e tudo é. Não é o dia em que o sol apareceu nascido sobre a terra: Quando primo egreditur et apparet super terram, mas é o dia em que aparece nascido na luz da sua aurora: Quando lux eius incipit apparere, scilicet in aurora: porque, se o sol não está ainda nascido em si mesmo, já está nascido na luz de que há de nascer: De qua natus est Jesus.

Estava dito. Mas porque parecerá novidade dar dois nascimentos e dois dias de nascimentos a Cristo, saibam os curiosos que não é novidade nova senão mui antiga, e uma das mais bem retratadas verdades que o Criador do mundo nos pintou no princípio dele. No primeiro dia do mundo criou Deus a luz, no quarto dia criou o sol. Sobre estes dois dias e estas duas criações há grande batalha entre os doutores, porque se o sol é a fonte da luz, que luz é esta que foi criada antes do sol? Ou é a mesma luz do sol, ou é outra luz diferente? Se é a mesma, por que não foi criada no mesmo dia? E se é diferente, que luz é, ou que luz pode haver diferente da luz do sol? Santo Tomás, e com ele o sentir mais comum dos teólogos, resolve que a luz que Deus criou o primeiro dia foi a mesma luz de que formou o sol ao dia quarto. De modo que em ambos estes dias e em ambas estas criações foi criado o sol. No primeiro dia foi criado o sol informe; no quarto dia foi criado o sol formado. São os termos de que usa Santo Tomás. No primeiro dia foi criado o sol informe, porque foi criado em forma de luz; no quarto dia foi criado o sol formado, porque foi criado em forma de sol. Em conclusão, que entre todas as criaturas só o sol teve dois dias de nascimento: o primeiro dia e o quarto dia. O quarto dia em que nasceu em si mesmo, e o primeiro em que nasceu na sua luz. O quarto dia em que nasceu sol formado, e o primeiro em que nasceu na luz de que se formou. Pode haver propriedade mais própria? Agora pergunto eu, se alguém me não entendeu ainda: quem é este sol duas vezes nascido? E quem é esta luz de que se formou este sol? O sol é Jesus, a luz é Maria, diz Alberto Magno. E não era necessário que ele o dissesse. Assim como o sol nasceu duas vezes, e teve dois dias de nascimento; assim como o sol nasceu uma vez quando nascido e outra antes de nascer; assim como o sol uma vez nasceu em si mesmo, e outra na sua luz; assim, nem mais nem menos, o sol Divino, Cristo, nasceu duas vezes e teve dois dias de nascimento. Um dia em que nasceu em Belém, outro em que nasceu em Nazaré. Um dia em que nasceu quando nascido, que foi em vinte e cinco de dezembro, e outro dia em que nasceu antes de nascer, que foi neste venturoso dia. Um dia em que nasceu de sua Mãe, outro dia em que nasceu com ela. Um dia em que nasceu em si mesmo, outro dia em que nasceu naquela de quem nasceu: De qua natus est Jesus.

[…]

Ora, cristãos, suposto que aquela soberana luz é tão apressada e diligente para nosso remédio, suposto que é tão universal para todos e para tudo, suposto que é tão piedosa e benigna para nos querer fazer bem, suposto que é tão privilegiada e favorecida por graça e benignidade do mesmo sol, metamo-nos todos hoje debaixo das asas desta soberana protetora para que nos faça sombra e nos dê luz, para que nos faça sombra e nos defenda dos raios do Sol de justiça, que tão merecidos temos por nossos pecados, e para que nos dê luz para sair deles, pois é Senhora da Luz. Aquela mulher prodigiosa do Apocalipse, que S. João viu com as asas estendidas, toda a Igreja reconhece que era a Virgem Maria. E nós podemos acrescentar que era a Virgem debaixo do nome e invocação de Senhora da Luz. A mesma luz o dizia e o mostrava, que da peanha até a coroa toda era luzes: a peanha lua, o vestido sol, a coroa estrelas; toda luzes e toda luz. E pois a Senhora da Luz está com as asas abertas; metamo-nos debaixo delas, e muito dentro delas, para que sejamos filhos da luz. Dum lucem habetis, credite in lucem ut filii lucis sitis, diz Cristo (Jo. 12,36). Enquanto se vos oferece a luz, crede na luz, para que sejais filhos da luz. Sabeis, cristãos, por que não acabamos de ser filhos da luz? É porque não acabamos de crer na luz. Creiamos na luz, e creiamos que não há maior bem no mundo que a luz, e ajudem-nos a esta fé os nossos mesmos sentidos.

Por que estimam os homens o ouro e a prata, mais que os outros metais? Porque têm alguma coisa de luz. Por que estimam os diamantes e as pedras preciosas mais que as outras pedras? Porque têm alguma coisa de luz. Por que estimam mais as sedas que as lãs? Porque têm alguma coisa de luz. Pela luz avaliam os homens a estimação das coisas, e avaliam bem, porque quanto mais têm de luz, mais têm de perfeição. Vede o que notou Santo Tomás: Neste mundo visível, umas coisas são imperfeitas, outras perfeitas, outras perfeitíssimas; e nota ele com sutileza e advertência angélica, que as perfeitíssimas têm luz, e dão luz; as perfeitas não têm luz mas recebem luz; as imperfeitas nem têm luz, nem a recebem. Os planetas, as estrelas e o elemento do fogo, que são criaturas sublimes e perfeitíssimas, têm luz e dão luz; o elemento do ar e o da água, que são criaturas diáfanas e perfeitas, não têm luz mas recebem luz; a terra e todos os corpos terrestres, que são criaturas imperfeitas e grosseiras, nem têm luz, nem recebem luz, antes a rebatem e deitam de si. Ora, não sejamos terrestres, já que Deus nos deu uma alma celestial; recebamos a luz, amemos a luz, busquemos a luz, e conheçamos que nem temos, nem podemos, nem Deus nos pode dar bem nenhum que seja verdadeiro bem, sem luz. Ouvi umas palavras admiráveis do apóstolo S. Tiago na sua epístola:

Omne datum optim um, et omne donum perfectum de sursum est, descendens a Patre luminum (Tg. 1,17): Toda dádiva boa, e todo dom perfeito descende do Pai dos lumes. Notável dizer! De maneira que quando Deus nos dá um bem que seja verdadeiramente bom, quando Deus nos dá um bem que seja verdadeiramente perfeito, não se chama Deus pai de misericórdias, nem fonte das liberalidades: chama-se pai dos lumes e fonte da luz, porque no lume e na luz, que Deus nos dá com os bens, consiste a bondade e a perfeição deles. Muitos dos que nós chamamos bens de Deus, sem luz são verdadeiramente males, e muitos dos que nós chamamos males, com luz são verdadeiros bens. Os favores sem luz são castigos, e os castigos com luz são favores; as felicidades sem luz são desgraças, e as desgraças com luz são felicidades; as riquezas sem luz são pobreza, e a pobreza com luz são as maiores riquezas; a saúde sem luz é doença, e a doença com luz é saúde. Enfim na luz ou falta de luz consiste todo o bem ou mal desta vida, e todo o da outra. Porque cuidais que foram santos os santos, senão porque tiveram a luz que a nós nos falta? Eles desprezaram o que nós estimamos, eles fugiram do que nós buscamos, eles meteram debaixo dos pés o que nós trazemos sobre a cabeça, porque viam as coisas com diferente luz do que nós as vemos. Por isso Davi em todos os salmos, por isso os profetas em todas suas orações, e a Igreja nas suas, não cessam de pedir a Deus luz e mais luz.

Esse é o dia, cristãos, de despachar estas petições. Peçamos hoje luz para nossas trevas, peçamos luz para nossas escuridades, peçamos luz para nossas cegueiras, luz com que conheçamos a Deus, luz com que conheçamos o mundo, e luz com que nos conheçamos a nós. Abramos as portas à luz para que alumie nossas casas; abramos os olhos à luz, para que alumie nossos corações; abramos os corações à luz, para que more perpetuamente neles. Venhamos, venhamos a buscar luz a esta fonte de luz, e levemos daqui cheias de luz nossas almas. Com esta luz saberemos por onde havemos de ir; com esta luz conheceremos donde nos havemos de guardar; com esta luz, enfim, chegaremos àquela luz onde mora Deus, a que o apóstolo chamou luz inacessível: Qui lucem inhabitat inaccessibilem (I Tim. 6,16), que só por meio da luz que hoje nasce, se pode chegar à vista do sol que dela nasceu: De qua natus est Jesus.

PT – o expurgo

Art. 66: O Partido concebe o mandato como partidário e os integrantes das Bancadas nas Casas Legislativas deverão subordinar sua ação parlamentar aos princípios doutrinários e programáticos, às deliberações e diretrizes estabelecidas pelas instâncias de direção partidária, na forma deste Estatuto.
[Estatuto do Partido dos Trabalhadores]

“Católico” e “socialista” são termos contraditórios. Igualmente, são contraditórios “católico” e “petista”, “petista” e “pró-vida”. O Partido Totalitário não reconhece a ninguém o direito de discordar da cartilha anti-cristã sobre a qual se assenta a corja criminosa transvestida de partido político democrático (recomendo ENFATICAMENTE a leitura deste artigo do pe. Lodi, de seis anos atrás).

Não obstante, encontramos amiúde aqui e acolá pessoas que, demonstrando boa fé, candidatam-se a cargos políticos pelo PT. Há até exemplos de algumas delas que efetivamente fazem coisas completamente destoantes do que reza a direção do partido. Um exemplo bem conhecido é o deputado Luís Bassuma, presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Vida. O deputado sempre foi evocado como exemplo da diversidade democrática do partido, sendo um argumento vivo contra os que teimavam em denunciar o viés totalitário do monstro vermelho.

Sempre sustentei que um pró-vida petista ou era inocente (que achava ser capaz de desafiar o partido indefinidamente, ou não acreditava em sua maldade intrínseca) ou era conivente (e, portanto, um lobo em pele de ovelha, assumindo as posições que deveriam estar ocupadas por quem quisesse realmente oferecer resistência aos criminosos). “Mas há o Bassuma”… ouvi indefinidas vezes. Pois bem: parece que, finalmente, o Partido resolveu tomar providências contra este traidor.

Recebi por email:

Mulheres do PT conseguem levar deputado Luis Bassuma e Henrique Afonso, ambos do PT, ao Conselho de Ética Nacional do Partido.

Rosane Silva é Secretária Nacional de Mulheres da CUT, e Alessandra Terribili é integrante do Coletivo Nacional de Mulheres do PT. As duas assinam artigo em que louvam a decisão da Executiva Nacional do PT em acatar recurso para que ambos sejam avaliados pelo Conselho de Ética do Diretório Nacional do Partido em razão de suas posições públicas contra a legalização do aborto.

Desde 2005 que a Secretaria Nacional de Mulheres do PT vem tentando o que agora conseguiram. E vamos ver se o partido terá realmente a coragem de expulsá-los bem como a muitos outros parlamentares petistas que também são contra a legalização do aborto, isso sem falar dos milhares de filiados do partido que também são contra o aborto. Porque para ser coerente a decisão que o Conselho de Ética tomar deve prevalecer para todos, seja ela qual for. E aí haverá um expurgo geral dos pró-vida do PT.

Vale ressaltar que, até o momento, o deputado federal Luiz Bassuma não recebeu nenhum comunicado oficial ou mesmo informalmente sobre isso. Ressalte-se também que se por um lado realmente foi aprovado uma resolução no 3º Congresso Nacional do Partido na qual se apóia a “descriminalização do aborto e da regulamentação do atendimento de todos os casos no serviço público”, por outro lado o Estatuto do Partido dos Trabalhadores em seu artigo 67, § 2º deixa absolutamente claro que “o parlamentar poderá ser dispensado de cumprimento de decisão coletiva, face a graves objeções de natureza ética, filosófica ou religiosa, ou de foro íntimo”. Portanto, uma possível decisão do Conselho de Ética pela expulsão de parlamentares por expressar publicamente suas posições contra a descriminalização do aborto fere o referido artigo do Estatuto do Partido.

[Faço um comentário; o artigo 67 do Estatuto do PT deixa “absolutamente claro” que a dispensa do parlamentar de cumprir uma decisão coletiva por motivos de consciência só pode acontecer “[e]xcepcionalmente e somente por decisão conjunta da Bancada e da Comissão Executiva do Diretório correspondente, precedida de debate amplo e público” – ou seja, a dispensa não existe.]

E o site do “Brasil sem Aborto” publicou um “desagravo” sobre o assunto. E no site do PT está o artigo das mulheres do partido que comemoram a avaliação que o “comitê de ética” (piada) vai fazer sobre as posições do Luís Bassuma e do Henrique Afonso. A máscara está caindo.

Seria bom que as coisas fossem colocadas depressa em pratos limpos, e o PT expurgasse realmente das suas fileiras todos aqueles que não concordam com a ideologia assassina do partido. Talvez isso possibilitasse o surgimento de uma oposição verdadeira, que chamasse o monstro pelo nome e se preocupasse realmente em derrotá-lo – porque é evidente que, ameaçado por uma fera selvagem, a atitude mais sensata é procurar matá-la, não domesticá-la. Sugiro uma reação oposta àquela que foi noticiada no site do Movimento Brasil sem Aborto acima linkado: escrevam ao PT para que ele expulse o Bassuma e todos os pró-vida! Afinal, a presente situação só confunde e impossibilita uma aliança sólida entre todos os que discordam do monstro vermelho. Sim, sim, não, não. Pois certamente é melhor um pró-vida fora do covil dos criminosos do que lá dentro.

Ó Pátria amada, idolatrada, salve, salve!

Nosso Brasil… triste Brasil! Triste Ilha de Vera Cruz, gigante colosso acorrentado qual Gulliver em Lilliput… o que frustra mais – diz uma velha frase de efeito – não é tanto o impossível, mas o possível não realizado. E, em contrapartida, o mais degradante não é o ataque certeiro bem-conduzido, e sim a punhalada pelas costas… nosso Brasil, traído, reduzido à insignificância, humilhado e escarnecido pelos seus inimigos! Quem poderia imaginar que esta Nação gigante poderia chegar a tão baixo…?

No vídeo acima, os militares entoam o Hino Nacional. E não titubeiam; rufam os canhões e explodem os obuses, permanecem intrépidos. No meio do bombardeio, no meio da tempestade. O povo brasileiro é um povo corajoso…? O que comemoramos no dia de hoje? Afinal, o que é independência – é meramente uma palavra que possa justificar a covardia institucionalizada? Independência é a possibilidade de se resfolegar na lama, humilhando-se e capitulando diante dos adversários? Afinal de contas, o hino nacional hoje tantas vezes entoado – “mas se ergues da justiça a clava forte / verás que um filho teu não foge à luta / nem teme, quem te adora a própria morte” – é letra morta? Uma mera formalidade, resquícios de um passado alheio ao nosso presente, no qual somos já incapazes de nos reconhecer?

Se o Hino Nacional fosse composto nos dias de hoje, poderíamos escrevê-lo sem corar de vergonha com a flagrante mentira? E, ainda – podemos cantá-lo hoje, sem que o rubor suba-nos à face? Algum dia, este hino já foi cantado com orgulho – vejam os soldados brasileiros em solo inimigo. O som dos bombardeios não foi capaz de abafar o brado das tropas brasileiras: ó Pátria amada, idolatrada, salve, salve! E que vergonha é essa que, hoje, o hino esteja completamente destituído do seu conteúdo, qual cadáver sem vida, qual porta de madeira imponente toda carcomida de cupins! Como poderemos olhar nos olhos do povo brasileiro que cumpriu a sua quota de heroísmo? Ser-nos-á possível fitá-los sem baixar os olhos de vergonha?

Povo brasileiro, povo católico! Se o amor à pátria é importante e inegociável, quão mais importante não é o amor à Religião, à Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo, à nossa Mãe? E que vergonha é esta que uma grande nação católica possa abrir mão de tudo e se entregar passivamente diante dos inimigos de Nosso Senhor? Como poderemos olhar para Cristo in die iudicii e dizer-Lhe que fomos tão pusilânimes? Que escondemos sob o alqueire a luz da Fé que Ele nos comunicou? Como olhar-Lhe nos olhos e dizer-Lhe que lançamos fora as nossas espadas e, covardemente, permitimos que toda sorte de desgraças crescessem exuberantes no campo que Ele nos deu por cuidado? Que os lobos dispersaram o rebanho, que o joio sufocou o trigo, que as pragas e as aves devastaram a plantação… volto à frase de efeito acima evocada. Acaso estamos falando de alguma tarefa impossível… ?

Acaso é impossível que uma Nação faça valer os seus anseios? Acaso é alguma coisa de extremamente difícil que um colosso sacuda o pó e levante-se com a força que tem por natureza (gigante pela própria natureza / és belo, és forte, impávido colosso / e o teu futuro espelha essa grandeza) para construir um futuro digno de si? Nação católica! Vergonha que vivamos como se não tivéssemos Fé. Vergonha que o Estado Brasileiro não guarde semelhança com o seu povo! Vergonha que o povo não se importe com a sua Pátria! Vergonha que esvaziemos de significado o Hino Nacional, e o entoemos hipocritamente, com a mesma negligência com a qual entregamos o Brasil aos seus inimigos! Vergonha, que pareça não haver aurora no horizonte, não haver luz no fim do túnel, não haver esperança à qual se aferrar.

Para os montes levanto os olhos: de onde me virá socorro? O meu socorro virá do Senhor, criador do céu e da terra (Sl 120, 1-2). Levantai-vos, brasileiros, recobrai o ânimo, católicos. O filho não foi criado para a lavagem dos porcos, a Terra de Santa Cruz não veio à existência para ser repasto de chacais. Neste 07 de setembro, dia da Pátria, rezemos pela Pátria Amada. A fim de que ela desperte. A fim de que ela possa, dos filhos deste solo, ser Mãe gentil. A fim de que possamos entoar de cabeça erguida o Hino Nacional. E o nosso Brasil amado faça valer a sua história, e a Santa Cruz que um dia nomeou esta terra possa ser levantada bem alto pelo nosso povo brasileiro. Nossa Senhora da Conceição Aparecida, padroeira do Brasil, rogai por nós!