Padre Joãozinho mexendo em vespeiro…

Fico pensando em qual é a do pe. Joãozinho. Quando do falecimento do professor Orlando Fedeli, na semana passada, ele publicou (como virtualmente a totalidade da internet católica, graças a Deus) uma nota no seu blog, pedindo orações pelo fundador da Associação Cultural Montfort.

Eu ainda não tinha lido os comentários. Hoje, estão em número de 112, alguns dos quais – de ambos os lados – absurdamente desnecessários, até mesmo para os meus padrões.

E ainda, agora há pouco, foi publicada uma “carteirada”: a visão de um canonista sobre a Associação Cultural Montfort. Neste “comentário muito bem redigido”, após ser dito que “o sítio Montfort deveria ser tirado do ar”, é feita a seguinte interpelação aos membros da Montfort:

Admoesto os queridos internautas integrantes da Associação Montfort a retornarem ao grêmio da Igreja católica, submetendo-se totalmente a Bento XVI, que aceita e ajudou a forjar as linhas mestras do Concílio, e ao seu respectivo bispo diocesano.

Essa singela admoestação está em um texto que não possui quinze linhas. Alguém com um mínimo de senso de realidade acha que isso vai surtir algum efeito, que não seja provocar a ira dos “monfortianos” Brasil afora? E acaso o padre Joãozinho pretende levar a cabo a polêmica que porventura nasça desta sua provocação?

Os milagres, a Metafísica, a Providência

As provas da existência de Deus não são de natureza empírica. Isto é óbvio, e está contido nas próprias definições de “Deus” (espiritual) e “empírica” (sensível). O espírito não é sensível, não é perceptível pelos sentidos, não é passível de experimentação em laboratório.

Infelizmente, o grau de incompreensão dos anti-clericais destes princípios tão básicos chega às raias do surreal. É frustrante; tenho às vezes a impressão de estar conversando com retardados. Semana passada, eu pus aqui uma foto – divulgada na Espanha – que mostra uma criança sendo batizada e a água, ao cair, formando uma cruz (ou “um terço”). Eu nem sequer sei se a foto é mesmo verdadeira – parece ser – ou se foi objeto de edição com o Photoshop ou congêneres, simplesmente pelo fato de que isto pouco importa. A foto é uma excelente catequese, que mostra “o que acontece” efetivamente no Batismo, escondido sob os sinais sacramentais (da mesma maneira que outras figuras clássicas, mostrando o que acontece na Santa Missa, por exemplo esta, esta ou esta). Não é um “milagre”, nem uma “prova da existência de Deus”, nem nada do tipo – ao contrário do que insinuaram os comentaristas engraçadinhos que por aqui passaram. No máximo, é Providência Divina, permitindo que a câmera capturasse daquela maneira o momento batismal.

Ninguém precisa de sinais extraordinários para ter Fé, e ninguém que já tenha decidido a priori não ter Fé (como os anti-clericais) vai se deixar convencer por sinais extraordinários. O problema da descrença não é de natureza empírica, mas sim intelectual. Enquanto os irreligiosos insistirem na auto-mutilação da razão, não adianta o Todo-Poderoso descer dos Céus em meio a fogo e toques de trombeta – pois certamente vão dizer que se trata de uma invasão extra-terrestre.

Um dos lados deste curioso fenômeno moderno é o desprezo da metafísica; o outro lado, é a incapacidade de se distinguir entre um fenômeno natural e uma prova da existência divina. Chega a ser impressionante: as provas, eles as ignoram e desprezam e, as coisas naturais, eles querem tratar como se provas fossem! À exceção dos milagres (que, por definição, ultrapassam a natureza e sobre os quais eu não vou tratar aqui), todas as coisas naturais são (a redundância, infelizmente, parece ser necessária) naturais, e não sobrenaturais.

Há uma enorme confusão feita entre a Providência Divina (que a forma ordinária segundo a qual Deus “rege” a história) e os milagres; e, ainda, entre estes e as provas da existência de Deus. E, se é verdade que qualquer um pode receber de Deus a graça da Fé ao contemplar a ação da Providência na História, não é menos verdade que esta, por si só, não é suficiente para se impôr à inteligência (menos ainda no caso de quem, deliberadamente, mutila a própria razão fechando-lhe o acesso àquilo que transcende a matéria). Providência é providência, milagre é milagre, metafísica é metafísica. O surgimento de um gênio do calibre de Santo Tomás de Aquino numa época em que parecia que a filosofia aristotélica era apanágio dos árabes, é Providência; a levitação do Aquinate quando ele, em êxtase, contemplava a Santíssima Eucaristia, é milagre; as Cinco Vias Tomistas, são metafísica. Coisas bem distintas entre si. Naturalmente, qualquer um dos três pode servir para aproximar as almas bem-intencionadas de Deus. Igualmente, todos podem ser rejeitados recorrendo-se ao “Acaso”, ao “Desconhecido” ou ao “Impossível-a-priori”. Nós sabemos muito bem disso, não sendo necessário que os prosélitos da Irreligião venham alardear tais obviedades como se tivessem acabado de descobrir a pólvora. Igualmente, nós sabemos que a Providência não é “sobrenatural” e que a metafísica prescinde da Fé – e tratar estas coisas sob um enfoque distinto deste não é intelectualmente honesto.

No entanto – de novo por definição -, “acaso” não é causa, “ignorância” não é conhecimento positivo e “rejeição a priori” não é determinante de inexistência. Se os ateus querem ter a fé deles, que tenham. Se querem mutilar a própria inteligência, protestaremos, mas que mutilem – afinal, ninguém pode ser forçado a abandonar uma idéia, por mais estúpida que ela seja. Agora, se quiserem impôr a sua fé a todos como a única aceitável, então nós não aceitaremos. Temos bastante amor à nossa inteligência – dom de Deus! – para imolá-la no moderno altar da descrença. Somos bastante céticos para acreditarmos nos contos-de-fada dos anti-clericais. Somos já bem crescidinhos – afinal, temos dois mil anos… – para nos perturbarmos com a histeria de adolescentes mimados.

Santo Antônio

Assistiu à canonização de São Francisco em 1228 e deslocou-se a Ferrara, Bolonha e Florença. Durante 1229 as suas pregações dividiram-se entre Vareza, Bréscia, Milão, Verona e Mântua. Esta actividade absorvia-o de tal maneira que a ela passou a dedicar-se exclusivamente. Em 1231, e após contactos com Gregório IX, regressou a Pádua, sendo a Quaresma do ano seguinte marcada por uma série de sermões da sua autoria.

Instalou-se depois em casa do Conde de Tiso, seu amigo pessoal, onde morreu em 1231 no Oratório de Arcela.

O facto de ter sido canonizado um ano após a sua morte, mostra-nos bem qual a importância que teve como Homem, para lhe ter sido atribuída tal honra. Este acto foi realizado pelo Papa Gregório IX, que lhe chamou “Arca do Testamento”.

Evangelho Quotidiano, Santo António de Lisboa

* * *

Enquanto isso, leio que “até Santo Antônio foi mais twittado do que jogo da Copa”. Dividido entre a repulsa pelo tom de desprezo empregado na manchete e a alegria pela popularidade do grande santo lusitano, vou aos Trending Topics. A impressão é positiva; há pessoas dizendo que vão à Missa, biografias do santo, pedidos de intercessão, et cetera.

O que me entristece é a quantidade – também grande – de coisas referentes às simpatias para se arranjar namorado. Ver o Martelo dos Hereges reduzido ao “santo-corta-jaca” é sinceramente decepcionante. Santo Antônio de Pádua, rogai pelo Brasil.

P.S.: Encontrei por acaso e ainda não li: “Martelo dos Hereges – Militarização e Politização de Santo Antônio no Brasil Colonial”. O título me pareceu interessante; e, ademais, eu tendo a ser simpático por quem tem coragem de agradecer “a Deus (dos Exércitos)” em uma dissertação de mestrado.

O hoax da foto de Ratzinger fazendo uma saudação nazista

Fonte: Il blog di Andrea Tornielli

O Hoax da foto de Ratzinger fazendo uma saudação nazista

No Giornale de hoje, [junto com] um outro artigo dedicado à esplêndida homilia pronunciada por Bento XVI ontem [sexta-feira, 11 de junho] pela manhã, no fechamento do Ano Sacerdotal (que eu os convido a ler, para descobrirem mais uma vez o humilde olhar de fé do Papa teólogo sobre o sacerdócio e sobre os tristes recentes casos de escândalo [sexual]), publico também um artigo dedicado ao Hoax [bufala] sobre a foto de Ratzinger fazendo uma saudação nazista. Hoax que há tempos circula na web e no Youtube, mas que atualmente está de qualquer modo “consagrado” em um livro (“Os papas e o sexo”, edições Ponte alle grazie), um «ensaio [saggio] bem documentado [documentatissimo] e chocante» – como se lê na contracapa -, um livro-investigação escrito por Eric Frattini, «professor universitário, jornalista e escritor eclético, apaixonado por história e por política». O autor acredita na possibilidade de que Ratzinger, vestido de padre, tenha feito a saudação romana [il saluto romano] que, na Alemanha do Terceiro Reich, era acompanhado pelo grito de “Heil Hitler!”. E cita explicitamente (sem no entanto publicá-la) a imagem na qual está retratada um Ratzinger jovem, com as vestes sacerdotais, que efetivamente tem o braço direito [erguido]. A foto – conhecidíssima na Internet – foi maliciosamente falsificada [taroccata], cortando-se o outro braço. Joseph Ratzinger, com seu irmão Georg, estava naquele momento abençoando os fiéis da paróquia de Sant’Osvaldo em Traunstein, no dia seguinte à sua ordenação ocorrida em Frisinga, em 29 de junho de 1951. Na foto original se vêem os dois irmãos que, ambos, levantam os braços para invocar a bênção sobre os fiéis. Ora, na Web circula tudo que é lixo [ogni ciarpame]. Mas que um “docente universitário” (ensina jornalismo na Universidade de Madrid), autor de um ensaio “documentatissimo”, acredite realmente nesta lenda [panzana], sem nem ao menos dar-se ao trabalho de fazer qualquer pesquisa na Internet, é bem mais grave. Por ele e pela editora Ponte alle grazie. Não é um mistério que Ratzinger tenha se tornado padre em 1951 (e, portanto, não poderia fazer aquela saudação em vestes sacerdotais). A foto original que desmascara o malévolo hoax anti-ratzingeriano está disponível online. Talvez escrevendo um ensaio “documentatissimo” também Frattini pudesse ter-se dado ao (tíbio) trabalho de procurá-la.

Consagração do Brasil ao Sagrado Coração de Jesus

Fonte: Devoções: leia-me! [ver também no link uma explicação sobre o porquê desta consagração.]

Ato da Consagração Cívica Nacional do Brasil ao Sagrado Coração de Jesus

Coração Eucarístico de Jesus, Coração do Homem-Deus, Coração de Cristo Rei, Salvador da humanidade, Senhor dos senhores, Juiz Supremo dos indivíduos e das Nações. Nós, como legítimos representantes do povo brasileiro, aqui vimos entregar-Vos os destinos de nossa Pátria, que Vos foi consagrada pelo Episcopado Nacional, em presença do Chefe do Governo, no alto do Corcovado.

Neste momento culminante de nossa história, atendendo ao apelo de milhares de vozes, no mais alto plebiscito de Religião e patriotismo, vimos ratificar esta consagração ao Vosso Divino Coração.

A Vós consagramos todos os Estados e Territórios do Brasil com suas riquezas naturais, suas empresas e realizações, suas riquezas materiais, seu patrimônio espiritual e moral.

Reinai em nossos lares, santificando todas as famílias desde a mais abastada até as mais pobres.

Reinai em todas as atividades dos homens. Sede a luz dos homens de estudo, a defesa da Pátria pelas Forças Armadas, a sapiência dos Legisladores, a justiça dos Magistrados, a orientação do Governo.

Agradecemos as Vossas dadivosas bênçãos à nossa Pátria, e, reconhecendo nossos erros e ingratidões, pedimos Vosso perdão e misericórdia.

Por Maria Santíssima, a Virgem Aparecida, Rainha e Padroeira do Brasil, suplicamos Vossas bênçãos para felicidade do nosso Povo agora e sempre. Amém.

Assinaram este ato 58 senadores, 250 deputados, 55 ministros do Supremo Tribunal, o Tribunal Superior do Trabalho, o Tribunal de Recursos, o Superior Tribunal Militar e 60 vereadores do Distrito Federal.

Foi pronunciado no encerramento do Congresso Eucarístico Internacional em 24 de julho de 1955.

O bordão e o báculo – Bento XVI

No entanto, falando do vale escuro, podemos pensar também nos vales escuros das tentações, do desalento, da provação, que toda pessoa humana deve atravessar. Também nestes vales tenebrosos da vida Ele está ali. Senhor, nas trevas da tentação, nas horas das trevas, em que todas as luzes parecem apagar-se, mostra-me que tu estás ali. Ajuda-nos a nós, sacerdotes, para que possamos estar junto às pessoas que, nessas noite escuras, nos foram confiadas, para que possamos mostrar-lhes tua luz.

“Vosso bordão e vosso báculo são o meu amparo”: o pastor necessita do bordão contra os animais selvagens que querem atacar o rebanho; contra os salteadores que buscam sua vítima. Junto ao bordão está o báculo, que sustenta e ajuda a atravessar os lugares difíceis. Esses dois elementos entram dentro do mistério da Igreja, do mistério do sacerdote. Também a Igreja deve usar o bordão do pastor, o bordão com o qual protege a fé dos farsantes, contra as orientações que são, na realidade, desorientações. Com efeito, o uso do bordão pode ser um serviço de amor. Hoje vemos que não se trata de amor, quando se toleram comportamento indignos da vida sacerdotal. Como tampouco trata-se de amor se deixa-se proliferar a heresia, a tergiversação e a destruição da fé, como se nós inventássemos a fé autonomamente. Como se já não fosse um dom de Deus, a pérola preciosa que não deixamos que nos arranquem. Ao mesmo tempo, no entanto, o bordão continuamente deve transformar-se em báculo do pastor, báculo que ajude aos homens a poder caminhar por caminhos difíceis e seguir a Cristo.

Bento XVI
Homilia no encerramento do Ano Sacerdotal

Sinal sensível da graça invisível…

Fonte: “Água cai em forma de terço”.

Sepultados com ele no batismo, com ele também ressuscitastes por vossa fé no poder de Deus, que o ressuscitou dos mortos.

Mortos pelos vossos pecados e pela incircuncisão da vossa carne, chamou-vos novamente à vida em companhia com ele. É ele que nos perdoou todos os pecados, cancelando o documento escrito contra nós, cujas prescrições nos condenavam. Aboliu-o definitivamente, ao encravá-lo na cruz.

Espoliou os principados e potestades, e os expôs ao ridículo, triunfando deles pela cruz.

Carta de São Paulo aos Colossenses, Capítulo II, versículos do 12 ao 15.

Sobre Lady Gaga e Alejandro

A primeira vez que ouvi falar em Lady Gaga – e vendo uma das roupas com as quais a cantora costuma aparecer -, acreditei que se tratava de uma personagem caricata que procurava fazer sucesso com o ridículo, tipo o nosso Falcão, mas utilizando-se da gagueira como seu instrumento de expressão musical. A primeira vez que ouvi uma música dela que cantava “ah-ah, ê-ê-ê”, tive quase certeza moral desta minha impressão.

Qual não foi a minha surpresa quando me disseram que a mulher era americana! O “Gaga” do seu nome já não me fazia mais nenhum sentido…

Nunca dei importância a esta senhora. No entanto, terça-feira última, fiquei sabendo que o recém-lançado clipe de “Alejandro” tinha conseguido algumas milhões de exibições no youtube em poucas horas. Curioso, fui procurar o tal vídeo.

Maldita curiosidade, que rapidamente se transformou em raiva. O clipe é de uma indecência e obscenidade que eu não me recordo de ter visto quando assistia ao Disk da MTV. Emos vestidos de go-go boys, a tal da Gaga em roupas de baixo, simulando descaradamente movimentos sexuais. Soldados, e a “Lady” com um soutien que tem uma metralhadora em cada seio. E uma blasfema roupa de freira.

Vermelha. Deitada languidamente na cama, engolindo um terço; ou, em outra cena, com uma cruz na parte da roupa que cobre a genitália, simulando ser estuprada pelos “emo boys” e, ao final, rasgando o “hábito”. Profundamente indignante, ofensivo de uma maneira estúpida e cretina, e terrivelmente gratuita. Em vão procurei na música Alejandro qualquer alusão a freiras, soldados, cruzes em chama, estupros, homossexualismo ou o que fosse para ao menos explicar a coerência entre o clipe e a sua música (pois a sucessão de cenas chocantes parecia-me profundamente sem sentido). Não encontrei nada.

Faço coro ao Taiguara: por que não um Alcorão, Lady Gaga? Cadê a coragem revolucionária, o desejo de chocar? É muito cômodo bater na Igreja. Por que a cantora pop não faz um clipe que escarneça do islamismo para apresentar em uma turnê pelo Oriente Médio?

A propósito, ver também: Lady Gaga insulta a Fé Católica.

Orientação sobre “Missas de Cura e Libertação”

[Neste documento recente da CNBB sobre Liturgia, publicado por ocasião da 48ª Assembléia Geral que ocorreu em Brasília no mês passado, encontram-se as orientações sobre as (assim chamadas) “Missas de Cura e Libertação” que seguem abaixo.

Entre outras coisas, a propósito, pode ser encontrada no referido documento a verdadeira palhaçada sobre a tradução da Editio Typica Tertia do Missal Romano que foi publicada em 2002 (isso mesmo, há oito anos!) e corrigida em 2008, sobre a qual a CNBB tem a vergonha de afirmar que pretende, “na Assembleía Geral de 2011, apresentar para votação final, os textos do Ciclo Pascal e se possível também dos Domingos do Tempo Comum e do Ordinário da Missa, para então enviarmos a Roma tudo que já estiver aprovado”…

No entanto, as orientações sobre as referidas celebrações litúrgicas (relativamente comuns em meios carismáticos) estão – graças a Deus, e miraculosamente – fiéis ao que ensina a Igreja.]

1. MISSAS DE CURA

    Nossa Comissão recebe inúmeros pedidos de esclarecimentos ou orientações sobre as assim chamadas “missas de cura” ou “missas de cura e libertação”. Trata-se de missas celebradas em horários especiais, com a finalidade específica de obter de Deus a cura e a libertação de todo tipo de doença.

    Muitas perguntas se colocam: será que esta prática não estará passando para o povo uma compreensão reducionista ou, pior ainda, utilitarista e mágica da missa? Qual o verdadeiro sentido teológico-litúrgico da celebração eucarística? Porque não usamos a bênção dos enfermos indicadas no Ritual de Bênçãos? Porque não rezar a “Missa pelos doentes” indicada no Missal Romano (Missa por várias necessidades, n. 32)? As intenções que apresentamos nas Preces dos Fiéis não tem “força” ou “eficácia”? Lembramos ainda que o Ritual da Unção dos Enfermos prevê o Rito da Unção dos Enfermos na missa. Aliás, seria muito oportuno insistir no estudo da Introdução do Ritual da Unção dos Enfermos e sua assistência pastoral. Enfim, além de rezar pelos doentes, é oportuno lembrar o que diz a referida introdução no no. 35: “Os sacerdotes lembrem-se do seu dever de visitar pessoalmente os enfermos com toda a solicitude e de ajudá-los com generosa caridade. Compete-lhes sobretudo, ao ministrar-lhe os sacramentos, despertar a esperança no coração dos presentes e reanimar a fé no Cristo padecente e resssuscitado, de modo que, ao trazerem o maternal carinho da Igreja e o consolo da fé, confortem aqueles que crêem e levem os outros a voltarem-se para as coisas do alto”.

    No Conselho Permanente de 2004, iniciou-se um estudo para oferecer “Orientações teológico-litúrgicas e pastorais a propósito das chamadas ‘missas de cura e libertação’”. Infelizmente, não se chegou à conclusão deste tema. Como a questão continua a exigir um posicionamento claro por parte de nós, Bispos, queremos encaminhar, até a próxima Assembleia Geral uma proposta de documento a ser preparado juntamente com outras Comissões Episcopais e ser submetido à aprovação.

    Convidamos os Bispos a encaminharem para a Comissão de Liturgia subsídios, livros de canto e orações, relato de experiências em torno destas missas para que possam enriquecer nossa reflexão.

    Colocamos na pasta de cada Bispo a INSTRUÇÃO SOBRE AS ORAÇÕES PARA ALCANÇAR DE DEUS A CURA, publicado pela Congregação para a Doutrina da Fé, em 2000. Temos aí a apresentação de aspectos doutrinais (I Capítulo) e as Disposições disciplinares (II Capítulo) que nos ajudam no exercício de nossa responsabilidade litúrgica nesta questão.

    Informações sobre velório e enterro do prof. Orlando Fedeli

    Fonte: Montfort (página principal).

    Informações do Velório e Enterro:

    Cemitério Vila Mariana
    Endereço: São Paulo/SP, Rua Lacerda Franco, 2012.
    Horário do velório: a partir das 10 horas.
    Mapa: aqui.

    Missa com corpo presente:

    Igreja Nossa Senhora das Dores
    Endereço: Rua Tabor, 283 – Ipiranga
    Horário: 14:30
    Mapa: aqui.

    Saída para o enterro: 16 horas.

    Telefones para contato:

    (11) 8242-8853
    (11) 7053-6098
    (11) 9988-3428
    (11) 9335-9026

    Data: 10/06/2010.