Curtas

Candidata do PT vai à missa e recebe benção de mães de santo. Calma, não foi ao mesmo tempo. A missa foi pela manhã e, a macumba, à noite. Detalhe: “[a] missa da qual Dilma participou faz parte da programação do 16º Congresso Eucarístico Nacional, promovido pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB)”.

E foi noticiada pela CNBB: Na missa dos excluídos, Dilma Rousseff fala sobre Ficha Limpa e Congresso Eucarístico. Pelas fotos que há no site da Conferência, eu acho – e sinceramente espero – que ela não tenha falado isso na Missa, e sim após a Missa. O que vem a ser uma “missa dos excluídos”, no entanto, acho que é assunto para um sínodo eucarístico tupiniquim definir.

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– Outro assunto: padre deixa batina durante Missa para ser “pastor”. As aspas são minhas, porque no título original há uma maiúscula que considero quase blasfema [p.s.: e que foi corrigida – obrigado, Claudiomar!]. Em um dos links lá citados, há a seguinte declaração do sacerdote: “Não tem condição de eu voltar porque eu conheço a palavra. Deixe eu dizer uma coisa a você, 90% das pessoas que estão na igreja, porque gostam deste negócio de imagem, gosta de procissão, a gente prega sobre a idolatria e aí as pessoas não aceitam que está na palavra, então este foi um dos grandes motivos da minha saída”. Deus do Céu, qualquer criança semi-catequizada não se deixa engabelar por esta conversa mole protestante! Alguém feche o seminário de onde este homem saiu.

Enquanto isso, na Austrália, há uma campanha “Becoming Catholic”. A chamada logo no início da página diz: “Bem-vindo. A porta está aberta. Você está interessado em se tornar católico?”. E há diversos textos disponíveis, sobre “como alguém se torna católico”?, “a jornada”, “quem vai lhe acompanhar?”. Excelente iniciativa! Quando veremos uma coisa parecida aqui, nesta Terra de Santa Cruz?

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CNBB reforça veto a padres homossexuais, segundo a Folha. Lá no final do texto: “Para Toni Reis, presidente da ABGLT (Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais), a posição da Igreja é uma ‘atitude da idade das trevas'”. É, a Gaystapo não dorme…

E confunde deliberadamente as coisas. Recentemente, uns alunos da USP protestaram contra um artigo “homofóbico” de um jornal de estudantes de Farmácia. Concedamos: o artigo d’O Parasita é agressivo. Trata-se de resposta dos alunos à imposição gayzista, tudo bem, entende-se; mas conclamar as pessoas a jogarem fezes nos homossexuais ultrapassa os limites do razoável e os faz perder a razão.

Coisa completamente diferente encontramos nas declarações dos bispos brasileiros. No entanto, em Porto Alegre, uma ONG gayzista está organizando uma manifestação na frente da Catedral, próxima quarta-feira, ao meio dia, para protestar contra as “declarações homofóbicas” de Dom Dadeus. Aos católicos de Porto Alegre, se puderem, peço que defendam a Catedral! Afinal de contas, nunca se sabe do que os fanáticos da Gaystapo são capazes. E Nosso Senhor saberá recompensar os católicos fiéis.

No início do mês, na Inglaterra, prenderam um protestante que “ousou” dizer que o homossexualismo era pecado. É esta a tolerância da Gaystapo, é isto o que os gayzistas querem. Não nos deixemos enganar. Não nos intimidemos diante da histeria dos ímpios. Sejamos firmes, sejamos católicos. Que São Miguel Arcanjo nos defenda no combate.

Novo! Lista dos cientistas que a Inquisição queimou por causa de suas pesquisas!

Pegando carona no Tubo de Ensaio, apresento aqui a inédita lista completa de todos os cientistas queimados pela Inquisição por conta de suas pesquisas. É revolucionário. Segue abaixo:

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Impressionante, não?

Histórico: CNBB e PNDH-3

Achei muito interessante o artigo publicado pelo “Brasil Pela Vida”, que recebi por email mas está também disponível no site deles. Recomendo a leitura.

Concordo com a análise apresentada. O PNDH-3, desde que surgiu, já se mostrava completamente imbuído de um espírito totalitário e totalmente incompatível com uma visão de mundo católica. Era claro e era urgente ser dito. A CNBB, no começo, para vergonha desta Terra de Santa Cruz, preferiu “não bater de frente com o Planalto”.

Escrevi, no dia oito de janeiro, um email a S. E. R. Dom Geraldo Lyrio Rocha e a S. E. R. Dom Dimas Lara Barbosa, onde ao final eu perguntava o seguinte:

Isto posto, pergunto: é verdade que a CNBB não vai emitir uma declaração condenando o programa abortista do Governo Federal? É verdade que a CNBB prefere “não bater de frente com o Planalto”, mesmo quando o Planalto está empenhado no assassinato de crianças indefesas? É verdade que, entre Nosso Senhor e o Partido, a CNBB cerra fileiras com este último?

Para a minha surpresa, este email mereceu uma resposta. No final de janeiro, Dom Geraldo Lyrio Rocha respondia-me falando sobre a (então já publicada) “Declaração da CNBB sobre o PNDH-3”, que linkei aqui no dia 15 de janeiro.

O texto era ruim, mas pelo menos alguma coisa se salvava. E, da CNBB, não se podia esperar mesmo muita coisa… No entanto, graças a Deus, o Espírito Santo dignou-Se olhar com misericórdia para o Brasil e suscitou, de janeiro para cá, diversas declarações de prelados que tiveram a coragem de romper com o tom politicamente correto da cúpula da Conferência e fazer críticas públicas mais contundentes ao plano do governo – mais adequadas à terrível situação pela qual o país atravessava e mais dignas de sucessores dos Apóstolos que eles são. Peço a todos que lerem essas linhas que rezem, agora mesmo, uma ave-maria por esses bispos que tiveram esta coragem. Nosso Senhor saberá levar esta atitude em consideração n’Aquele Dia. E registro os meus mais sinceros agradecimentos àqueles que não se calaram.

Sucessivamente, vieram à tona um panfleto onde Lula era comparado a Herodes, dois artigos da Comissão Episcopal para a Vida e a Família, um abaixo-assinado subscrito por 67 bispos, um artigo do Bispo auxiliar de Niterói e a nota da Pastoral de Católicos na Política do Rio de Janeiro – sem contar as coisas que eu, por descuido ou ignorância, possa eventualmente não ter publicado aqui no Deus lo Vult!. Mas estes exemplos já são suficientes para ilustrar o que eu quero dizer: há uma clara discrepância entre a primeira Declaração da CNBB e as manifestações de diversos bispos, em todo o Brasil, que se lhe seguiram. Graças a Deus!

Nem tudo são flores, no entanto. A Declaração sobre o PNDH-3 que a Assembléia Geral aprovou anteontem, embora seja uma colcha de retalhos, aproxima-se muito mais do primeiro documento emitido pela CNBB do que das reações dos bispos individuais que vieram em seguida. Porém, o recado foi dado, e o saldo final é positivo: quando foi a última vez que os bispos haviam tido a coragem de destoar publicamente das declarações da Conferência? Sinceramente, eu não me lembro.

E lembremo-nos de que são os bispos que fazem parte da Hierarquia da Igreja. Acima dos bispos, somente o Papa – não as conferências nacionais. Graças a Deus, desta vez alguns bispos perceberam isso e assumiram o seu papel. Que a Virgem Santíssima os possa ajudar a perseverar neste santo propósito. E que a Conferência possa ser expurgada dos inimigos de Nosso Senhor que lá estão entrincheirados. Queremos o catolicismo. Queremos a Igreja Católica. Queremos servir a Nosso Senhor, e não ao mundo.

“Sou mesmo escrava e obrigada a sorrir” – Miriene Fernandes

[Este artigo está circulando por emails e, incrivelmente, ainda não o tinha visto publicado na net. Trago-o à apreciação; é uma resposta à matéria da VEJA da semana passada intitulada “Os Legionários do Anticristo”.]

SOU MESMO ESCRAVA E OBRIGADA A SORRIR

[Artigo removido (em 23/11/2011) a pedido da autora, que entrou em contacto por email e solicitou a sua retirada. Ela foi consagrada do Regnum Christi de fevereiro de 1998 a setembro de 2010, mas hoje sente-se chamada por Deus para servi-Lo de outra maneira e teme que o artigo possa (principalmente entre pessoas que ela conhece) gerar algum tipo confusão. Não obstante, o seu amor por Cristo permanece firme e, se ela é hoje chamada a uma vida vida secular, isto em nada muda suas posições em defesa da legitimidade da opção radical por Cristo e da vida consagrada.]

Documento sobre abusos sexuais na Igreja – CNBB

[Este documento foi publicado ontem e, desta vez, trago-o aqui na íntegra, porque é o melhor que foi produzido pela Assembléia Geral da CNBB (que se encerrou ontem). Claro que não é perfeito; mas, vindo da Conferência, é realmente impressionante ouvir falar em Sacramentorum Sanctitatis Tutela, em “Instruções de Discernimento Vocacional  acerca das pessoas com tendências homossexuais e sua admissão ao Seminário e às Ordens Sacras”, em Humanae Vitae, etc.

Quanto aos seminários, expulsar os homossexuais; quanto às dioceses, fomentar a santidade sacerdotal; quanto à CNBB, reunir-se com canonistas. Tudo isso explicado em tópicos e pontos, duas páginas apenas, sem a verborragia peculiar dos documentos da Conferência.  Impressionante. Rezemos pelo clero; que este Ano Sacerdotal possa, ainda que seja já agora em seu fim, trazer frutos para o clero brasileiro.

Fonte: CNBB]

PRONUNCIAMENTO DA PRESIDÊNCIA DA CNBB

SOBRE ABUSOS SEXUAIS NA IGREJA

Os Bispos Católicos do Brasil expressam seu compromisso e empenho na investigação rápida e eficaz dos casos de abuso sexual na Igreja, em que padres e religiosos são acusados, tomando as medidas canônicas e civis cabíveis.

O tratamento do delito deve levar em consideração três atitudes: para o pecado, a conversão, a misericórdia e o perdão; para o delito a aplicação das penalidades (eclesiástica e civil); para a patologia, o tratamento.

Os bispos reconhecem o mal irreparável a que foram acometidas as vítimas e suas famílias; a elas dirigem seu pedido de perdão, acompanhado das suas orações, prometendo envidar esforços para ajudá-las na superação de tão grande mal e seus traumas subsequentes, e oferecer-lhes apoio psicológico e espiritual.

Orientações concretas:

1. Quanto à formação dos novos padres:

  • Ater-se às Instruções de Discernimento Vocacional acerca das pessoas com tendências homossexuais e da sua admissão ao Seminário e às Ordens Sacras (cf. Congregação para a Educação Católica, 4 de novembro de 2005).
  • Realizar acurada seleção dos candidatos ao seminário, por meio de um processo de acompanhamento que permita a admissão de pessoas com indispensável saúde física e mental, somada aos atributos de equilíbrio moral, psicológico e espiritual.
  • Assumir o compromisso de implantar imediatamente as “Diretrizes para a Formação dos Presbíteros da Igreja no Brasil”.
  • Buscar ajuda de pessoas especializadas em ciências humanas para assessorar a equipe de formadores dos futuros sacerdotes.
  • Trabalhar a dimensão humano-afetiva dos seminaristas, educando-os para o sentido do amor autêntico e verdadeiro, levando-os a assumir com maturidade e liberdade a exigência do celibato.

2. Quanto às Dioceses e seus Presbíteros:

  • Garantir uma rápida e eficaz resposta frente às acusações de abuso sexual, favorecendo os procedimentos civis e aplicando de imediato a lei eclesiástica, com a suspensão do exercício ministerial, sem apelar para uma simples transferência.
  • Intensificar o apoio à promoção, explicação, aplicação e defesa da doutrina católica sobre a sexualidade, o matrimônio e a família, retomando os ensinamentos da Humanae vitae.
  • Efetivar concretamente a pastoral presbiteral nas dioceses, fomentando a amizade madura entre os padres e dos mesmos com seu bispo, evitando o isolamento e proporcionando a vivência madura do celibato abraçado na alegria e na liberdade.
  • Fortalecer a vida interior pela prática da direção espiritual, oração, frequência ao Sacramento da Penitência e adoração Eucarística, visando à santidade sacerdotal.
  • Desenvolver nas instituições sociais e educativas católicas programas e iniciativas de prevenção e proteção às crianças, adolescentes e jovens.
  • Contar com profissionais das áreas humanas para estudo, acompanhamento e elaboração de programas para acolhida, proteção e recuperação das vítimas de abuso sexual.

3. Quanto à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB)

  • Constituir uma comissão ad hoc para elaborar um vademecum – manual de fundamentação e orientação, isto é, um protocolo de política oficial de ação da Igreja no Brasil. O vademecum deverá conter princípios teóricos, a partir da legislação civil e canônica, referentes ao proceder dos bispos e de suas dioceses nos casos de abusos sexuais de menores, adolescentes e jovens; devendo conter também indicações práticas a serem adotadas.
  • A CNBB deverá promover, o quanto antes, um encontro de canonistas dos Tribunais Eclesiásticos, para que esses, com pleno conhecimento do vademecum e das normas canônicas afins, estejam aptos a assessorar e orientar os bispos quanto aos procedimentos jurídicos e canônicos.
  • Identificar os Centros de Tratamento existentes para atendimento a padres e religiosos com problemas relativos à sexualidade, para onde possam ser encaminhados os possíveis casos.
  • Organizar equipes de especialistas, em nível nacional e regional, a fim de assessorar os bispos que se defrontarem com casos de abusos sexuais em suas dioceses.
  • Ter presente as normas do Código de Direito Canônico e do Motu Proprio Sacramentorum Sanctitatis Tutela de 30 de abril de 2001. E ainda: Sexualidade humana: verdade e significado, do Pontifício Conselho para a Família, de 8 de dezembro de 1995; a Declaração sobre algumas questões de ética sexual – persona humana, da Congregação para a Doutrina da Fé, de 29 de dezembro de 1975; Orientações educativas sobre o amor humano – linhas gerais para uma educação sexual, da Congregação para a Educação Católica, de 1º de novembro de 1983; Orientações dadas pela assessoria jurídica da CNBB; e a Carta Pastoral de Bento XVI aos católicos na Irlanda sobre abusos sexuais de menores, de 19 de março de 2010.

Brasília, 13 de maio de 2010.

Dom Geraldo Lyrio Rocha
Arcebispo de Mariana
Presidente da CNBB

Dom Luiz Soares Vieira
Arcebispo de Manaus
Vice-Presidente da CNBB

Dom Dimas Lara Barbosa
Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro
Secretário-Geral da CNBB

A 13 de Maio, na Cova da Iria…

“A 13 de maio, / na Cova da Iria / no Céu aparece / a Virgem Maria”. Lembro-me desta canção que aprendi quando era pequeno. E me lembro, hoje, qual não foi a surpresa quando, em Fátima pela primeira vez, descobri que os sinos da Basílica dobram com esta música. Música da minha infância. Mesmo estando separado de Recife por um oceano inteiro, eu me sentia em casa. Eu estava em casa.

Hoje é treze de maio, hoje é dia de Nossa Senhora de Fátima. Bem queria estar acompanhando a visita do Vigário de Cristo à terra onde apareceu a Virgem Mãe de Deus! Quereria estar em Fátima, hoje, mas o Atlântico se interpõe entre mim e o objeto da minha vontade. Daqui, rezo uma ave-maria; cantando a música que aprendi quando criança e que ouvi quando estava longe da terra natal, aos pés da Virgem.

Que a Virgem de Fátima possa proteger Portugal – esta terra onde, como Ela própria disse, “sempre se conservará o dogma da Fé”. Portugal ameaçado pelo secularismo; ontem mesmo, comentei aqui sobre a campanha da Associação Ateísta Portuguesa, segundo a qual somente 18% dos portugueses eram católicos praticantes e, por isso, nada justificava as “benesses” estatais concedidas por ocasião da visita do Vigário de Cristo a Portugal. Pois bem, eis a resposta: meio milhão de pessoas na missa do Papa em Fátima, quase a população de Lisboa inteira.

Que a Virgem de Fátima possa proteger o Papa! No segredo confiado aos três pastorinhos, esta Boa Senhora mostrou-lhes o Santo Padre, que “atravessou uma grande cidade meia em ruínas, e meio trémulo com andar vacilante, acabrunhado de dôr e pena, ia orando pelas almas dos cadáveres que encontrava pelo caminho”. Não consigo deixar de ver esta cidade em ruínas como sendo uma figura da sociedade atual; e o “martírio” que, na minha opinião, mais se aproxima da linguagem empregada em Fátima é o martírio atual de Bento XVI.

E que a Virgem de Fátima possa proteger a Igreja; Aquela que prometeu que, no final, Seu Imaculado Coração triunfaria, possa sustentar a esperança de tantos quanto hoje sofrem, vendo a triste situação do mundo e da Igreja. Eu queria estar em Fátima hoje; mas, cantando a música que aprendi quando criança, percebo de repente – como percebi no além-mar – que o Atlântico é pequeno e não me pode impôr limites. Posso entrar em uma igreja, em qualquer lugar, e rezar à Virgem de Fátima pelas intenções do Sumo Pontífice – e, então, graças ao mistério da comunhão dos santos e aos liames que unem sobrenaturalmente todos os membros da Igreja, estou aos pés de Cristo, estou aos pés da Virgem, estou aos pés do Papa.

Rezemos pelo Papa, pela Igreja, pelo mundo. Que os méritos da Virgem de Fátima possam vir em nosso socorro. Que Aquela que venceu sozinha as heresias do mundo inteiro possa nos proteger. Que triunfe – depressa – o Imaculado Coração da Virgem.

Os frutos da Canção Nova

[DISCLAIMER: aviso aos desavisados que este post é uma ironia. Após alguns comentários recebidos, talvez seja importante deixar as coisas claras. Peço desculpas se, inadvertidamente, induzi alguém ao erro com esta postagem.]

Enquanto os maledicentes de plantão questionavam a aproximação entre a Canção Nova e a presidenciável Dilma Rousseff, aqueles que verdadeiramente amam a Deus acima de todas as coisas e trabalham, com afinco, pela salvação das almas, não se deixaram desanimar nem por um instante. E continuaram investindo na Dilma. E finalmente os resultados do seu apostolado são já visíveis.

Eis os incontestáveis frutos obtidos pela Canção Nova na vida da Dilma. A matéria é da Folha de São Paulo. Trata-se de uma clara e evidente aproximação da petista ao catolicismo, devidamente registrada ao longo do tempo, constando somente de declarações públicas. De uma eficácia de fazer inveja aos tradicionais modelos de apostolado! E, quando pensávamos que a Canção Nova estava se vendendo ao petismo, era o contrário: na verdade, ela se fazia de morta para “roubar” – no bom sentido, claro – o coveiro. Como São Paulo, a CN fez-se petista e abortista para salvar os petistas e abortistas. E aquela que se dizia agnóstica, agora se diz publicamente católica – ainda que meio titubeante.

Pelo andar da carruagem, daqui para as eleições de outubro a Dilma será católica praticante de comunhão diária. Uma alma arrancada às garras de Satanás, para a maior glória de Deus. Parabéns, Canção Nova!

Homilia de Bento XVI em Fátima

Mais ainda, aquela Luz no íntimo dos Pastorinhos, que provém do futuro de Deus, é a mesma que se manifestou na plenitude dos tempos e veio para todos: o Filho de Deus feito homem. Que Ele tem poder para incendiar os corações mais frios e tristes, vemo-lo nos discípulos de Emaús (cf. Lc 24, 32). Por isso a nossa esperança tem fundamento real, apoia-se num acontecimento que se coloca na história e ao mesmo tempo excede-a: é Jesus de Nazaré. E o entusiasmo que a sua sabedoria e poder salvífico suscitavam nas pessoas de então era tal que uma mulher do meio da multidão – como ouvimos no Evangelho – exclama: «Feliz Aquela que Te trouxe no seu ventre e Te amamentou ao seu peito». Contudo Jesus observou: «Mais felizes são os que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática» (Lc 11, 27. 28). Mas quem tem tempo para escutar a sua palavra e deixar-se fascinar pelo seu amor? Quem vela, na noite da dúvida e da incerteza, com o coração acordado em oração? Quem espera a aurora do dia novo, tendo acesa a chama da fé? A fé em Deus abre ao homem o horizonte de uma esperança certa que não desilude; indica um sólido fundamento sobre o qual apoiar, sem medo, a própria vida; pede o abandono, cheio de confiança, nas mãos do Amor que sustenta o mundo.

Bento XVI
Santa Missa na Esplanada de Fátima, 13 de maio de 2010

Duas declarações sobre o PNDH-3 para comparar…

[Tomei conhecimento, hoje, das duas declarações abaixo. Vou me abster, por enquanto, de tecer comentários. Apenas leiam.]

Nas ações programáticas do 3º Programa Nacional de Direitos Humanos  (PNDH-3), conforme é afirmado na Nota da Presidência da CNBB, de 15 de janeiro de 2010, encontramos “elementos de consenso que podem e devem ser implementados imediatamente”. Entretanto, identificamos também determinadas ações programáticas que não podem ser aceitas. Reafirmamos nossa posição, já muitas vezes manifestada, em defesa da vida e da família, da dignidade da mulher, do direito dos pais à educação religiosa e ética de seus filhos, do respeito aos símbolos religiosos, e contrária à prática e à descriminalização do aborto, ao “casamento” entre pessoas do mesmo sexo, à adoção de crianças por casais homoafetivos e à profissionalização da prostituição.

A linha de continuidade que existe em torno desses pontos, entre os Programas de Direitos Humanos de 1996 (PNDH-1), de 2002 (PNDH-2) e de 2009 (PNDH-3), é reveladora de uma antropologia reducionista que está na base de certas formulações nas quais pretensos direitos são incluídos entre os Direitos Humanos, embora constituam a negação mesma de Direitos Fundamentais. Só uma visão integral de pessoa humana pode fundamentar corretamente os Direitos Humanos. Como afirmou o Papa Bento XVI, perante a ONU, em seu discurso por ocasião do 60º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, em abril de 2008, “Tais direitos estão baseados na lei natural inscrita no coração do homem e presente nas diversas culturas e civilizações. (…) Contudo não se deve permitir que esta ampla variedade de pontos de vista obscureça o fato de que não só os direitos são universais, mas também o é a pessoa humana, sujeito destes direitos”.

Conferência Nacional dos Bispos do Brasil
Declaração da 48ª Assembléia Geral sobre o PNDH-3

[Comparar com a seguinte]

O cerceamento da liberdade de pensamento e expressão pelo Estado compromete e condena a versão particularíssima de direitos humanos que o governo federal impingiu à Nação por meio do Decreto 7.037, de 21.12.2009.

[…]

Por sua abrangência e pretensa transversalidade, o referido Decreto equivale a uma mini-constituinte. Se outro mérito não tem, revela a verdadeira face ideológica de um governo que faz profissão de fé democrática, mas que, em conferências com sua militância (que pretende substituir a sociedade civil), conspira pelo obscurantismo.

DEM e PSDB
Nota do DEM e PSDB sobre decreto 7.037/09

[Domine, miserere nobis!]

Nota da Cúria da Administração Apostólica – sobre D. Rifan e Dilma Rousseff

Fonte: Administração Apostólica São João Maria Vianney

Nota da Cúria da Administração Apostólica P. S. J. Vianney

A propósito da presença do Exmo. Sr. Bispo Dom Fernando Arêas Rifan na inauguração do Centro de Produção Multimídia da Canção Nova em Brasília (DF), no dia 5 de maio de 2010.

A propósito da presença do Exmo. Sr. Bispo Dom Fernando Arêas Rifan na inauguração do Centro de Produção Multimídia da Canção Nova em Brasília (DF), no dia 5 de maio de 2010, a Cúria da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney, a pedido do Sr. Bispo, vem esclarecer o que segue:

1) A presença do Sr. Bispo Dom Fernando a essa inauguração, para a qual foi duas vezes convidado, junto com cerca de sessenta outros Bispos, não significou nem significa apoio a tudo o que veicula esse meio de comunicação, como aliás não significou nem significará esse apoio sua presença em quaisquer outras inaugurações de veículos de comunicação a que comparece ou abençoa, por ofício ou educação. Ademais, é por demais conhecida a nossa posição litúrgica na Igreja, conservando como forma ritual própria, concedida pela Santa Sé, o Rito Romano na sua forma extraordinária, nossa identidade e razão da nossa existência.

2) O encontro com a Sra. Dilma Roussef, que, na ocasião, veio até ao Sr. Bispo para cumprimentá-lo e a cujo cumprimento ele correspondeu por educação, foi fortuito e inesperado, considerado pelo Sr. Bispo como estranho e ardiloso por parte de quem a convidou, pois tal presença não constava no convite e, se constasse, o Sr. Bispo não o teria aceitado, para não dar motivo a más interpretações.

3) A foto, em que aparecem o Sr. Bispo e a pré-canditada, não significa qualquer apoio à sua candidatura e muito menos ao seu partido ou programa de governo, como aliás, não significam nem significarão qualquer apoio outras fotos com outros candidatos que eventualmente visitarem ou cumprimentarem o Sr. Bispo, coisa muito comum em épocas pré-eleitorais.

4) A Cúria da nossa Administração Apostólica e seu Bispo, S. Exa. Dom Fernando Arêas Rifan, aproveitam a oportunidade para, até em defesa dos verdadeiros direitos humanos, corretamente sempre defendidos e apoiados pela Igreja, expressar seu total repúdio ao PNDH 3 (Plano Nacional de Direitos Humanos 3) do atual governo, pois, embora contenham boas proposições, que reconhecemos, no entanto sua linha de princípios e grande parte de suas diretrizes, metas e sugestões, expressa ou veladamente, contradizem a moral natural e cristã, especialmente quando pretendem, entre outras posições errôneas, adotar o aborto, a união civil entre pessoas do mesmo sexo, a adoção por casais homoafetivos, a regulamentação profissional da prostituição, a proibição dos símbolos religiosos nos estabelecimentos públicos e a proteção aos invasores de propriedades.

Campos dos Goytacazes, 10 de maio de 2010

Mons. José de Matos Barbosa

Chanceler e Vigário Geral.