Ana Clara desafia a medicina

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Diante do lobby abortista para que seja aprovado o quanto antes o assassinato de crianças anencéfalas, argumentando-se que estas crianças nascem mortas ou vivem pouco após nascer, cabe perguntar: há outras doenças que, à semelhança da anencefalia, apresentam ao nascituro uma alta probabilidade de morte antes do parto ou de curta sobrevida?

O artigo a seguir, da autoria do Marcio Antonio Campos, foi publicado no Gazeta do Povo de Curitiba, em 12 de junho de 2005.

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Ana Clara desafia a medicina

Bebê portador de doença rara contraria estatísticas
e família dá exemplo de amor e aprendizado

Os Alcântara têm vários motivos para comemorar o primeiro ano de uma vida que quase não existiu

Quando Antônio Carlos e Fernanda Alcântara souberam que o bebê que esperavam tinha uma doença genética, ouviram o mesmo veredito de vários médicos: a chance de a criança nascer viva era pequena; e, se nascesse, morreria logo, ou viveria como um vegetal. Na quarta-feira, Ana Clara comemora seu primeiro aniversário – apenas 1% dos portadores da síndrome de Edwards chegam a tanto. Se a risonha menina de olhos azuis soubesse o que tantos homens de branco disseram dela, teria uma razão a mais para sorrir.

Ana Clara chegou com uma surpresa atrás da outra. Antônio e Fernanda passaram anos tentando uma gravidez, sem sucesso. “Fizemos praticamente de tudo até o médico me dizer que não havia jeito”, lembra a psicóloga de 35 anos, casada há 6. O casal resolveu adotar uma menina – Maria Luíza, que chegou em setembro de 2003 e fará dois anos em agosto. Poucos meses depois, Fernanda estava grávida. “Acho que foi de felicidade de ter a Maria Luíza em casa”, arrisca.

Logo no início da gestação, houve descolamento de placenta, e a psicóloga precisou de repouso absoluto. Por causa do excesso de líquido amniótico, os exames foram intensificados e mais detalhados, até o diagnóstico: síndrome de Edwards – 9 em cada 10 bebês não chegam a sobreviver à gestação. No sexto mês de gravidez, Fernanda já sentia contrações, e o obstetra sugeriu uma micro-cesárea: o bebê tinha 630 gramas e tinha alguma chance de sobreviver. Além disso, Fernanda corria risco: seu útero frágil podia se romper, provocando hemorragia interna. O casal refletiu por dias e não aceitou a sugestão. “Para mim não havia diferença entre micro-cesárea e um aborto”, explica Antônio, que é advogado.

Com 8 meses de gravidez, Fernanda foi ao hospital Santa Brígida para o parto. Do lado de fora, uma UTI móvel do Pequeno Príncipe, onde duas salas de cirurgia diferentes esperavam o bebê: uma para o caso de hidrocefalia, e outra para problemas cardíacos, ambas conseqüências da síndrome de Edwards. Quando veio ao mundo, Ana Clara não chorou. “O silêncio era tão grande que dava para ouvir o coração de todo mundo na sala de cirurgia”, conta a mãe. Mas um dos obstetras percebeu que o cordão umbilical pulsava. Não demorou muito para o primeiro berro – e a estrutura do Pequeno Príncipe nem precisou ser usada.

Ana Clara tinha 1 quilo e 710 gramas, e foi para a UTI. Lá, teve crises de apnéia (paradas respiratórias durante o sono), paradas cardíacas e suspeita de meningite. Chegou a pesar 1,3 quilo. Durante dois meses, Fernanda e Antônio só podiam ver a filha por 1 hora e meia diária. “E nem podíamos pegar, ela estava na incubadora”, recorda a mãe. Foi quando apareceu um dos anjos da guarda da família, a pediatra Cristina Okamoto. “Eu perguntei como a Ana Clara estava, e ela respondeu ‘está bem hoje’. Como ela ia ficar no dia seguinte, não sabíamos. Mas o que importava era que, naquele momento, ela estava bem. A dra. Cristina nos ensinou a viver um dia de cada vez”, resume Fernanda. Quando Ana Clara finalmente foi para casa, Fernanda teve uma semana infernal: “eu só ficava com ela no colo, o tempo todo. Se engasgava, corria para o hospital. Estava pirando, dizendo bobagens.” Em seu auxílio veio o socorro de toda mãe iniciante: a avó de Ana Clara.

Depois da segunda internação na UTI, o casal conseguiu, depois de muita briga com o plano de saúde, um serviço de home care, com enfermeiras em casa por 24 horas. “O plano não queria: alegaram que não era preciso; que nossa filha tinha doença preexistente; e, quando cederam, chegaram a dizer que ofereciam o home care para a Ana Clara poder morrer em casa e não no hospital”, conta Antônio. Ainda houve uma terceira passagem pela UTI, da qual o bebê saiu em fevereiro – em um ano de vida, quase metade no hospital.

Hoje, Ana Clara tem 5 quilos e 52 centímetros – o tamanho de um bebê de dois meses. Um de seus rins não funciona e ela tem dois pequenos furos no coração, que a fazem se cansar mais rapidamente, além de uma lesão cerebral grave cujas conseqüências ainda não são conhecidas. Dependendo das áreas afetadas, ela pode não aprender a falar, ou andar. A pediatra Cristina conta que atualmente o bebê toma 10 remédios. Um aparelho monitora batimentos cardíacos e a respiração, e Fernanda sabe como agir em caso de apnéia.

A alimentação é feita com uma sonda que vai direto a seu estômago, mas aos 10 meses Ana Clara também começou a receber papinhas, depois de aprender o reflexo de deglutição. “Eu passei uma semana só dizendo ‘gente, minha filha come de colher!’ Com ela saboreamos cada vitória como essa”, diz Fernanda. A fisioterapia conseguiu fazê-la abrir as mãos e bater palmas. Nos primeiros meses, a pele sensível transformava qualquer toque em agressão. A solução foi encher o bebê de beijos sempre que possível – as “chuvas de beijos” são um jeito seguro de fazer Ana Clara sorrir. “Ela é movida a amor”, resume a mãe.

O riso de Ana Clara não esconde uma realidade que pode até passar despercebida nos melhores dias da criança: ela tem uma doença grave e crônica. A pediatra Cristina explica: “quando o bebê é recém-nascido e está lutando para viver, o pai sabe do risco e está pronto para aceitar o destino. Mas, depois da primeira vitória, ele se acostuma, até cair a ficha de novo de que ele pode perder o filho.” Para lidar com isso, o casal procurou um psicólogo. “Se eu a perdesse com um dia de vida, nosso vínculo ainda teria muito de fantasia, de como eu gostaria que tivesse sido. Mas perdê-la com um ano é totalmente diferente. Agora Ana Clara é real, e um terço do meu coração seria jogado fora”, conta a mãe.

Uma outra pergunta também passou pela cabeça dos pais. “Durante uma das internações, até nós nos perguntamos se não estávamos fazendo nossa filha sofrer demais”, lembra Antônio. A resposta veio em um papel que um amigo recebeu na igreja. “Dizia que felicidade é fazer bem o que a gente tem de fazer”, define Fernanda, que acredita estar seguindo a receita desde o começo. Ela trabalha com mulheres que fizeram aborto: “a culpa as persegue pelo resto da vida, mesmo tendo outros filhos depois”, explica.

Em um ano, Fernanda diz ter aprendido muitas lições: “não se pode ser professor de Deus. Engravidei, descobrimos o problema e me disseram que não havia perspectiva. Minha filha nasceu viva, e disseram que morreria logo. E veja só, ela nos reconhece, brinca com a Maria Luíza, tem uma boneca favorita, gargalha quando chega em casa.” Para comemorar, o casal dará “uma super-mega-festa para seis pessoas”– não é possível reunir tanta gente em casa em torno de uma criança tão frágil. Nas lembrancinhas, uma frase: “eu só existo porque você me ama.”

Marcio Antonio Campos

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Em 90% dos casos, bebês não chegam a nascer

O geneticista Salmo Raskin, professor da Pontifícia Universidade Católica (PUCPR) e membro do projeto Genoma Humano, define a síndrome de Edwards como “acidente genético”, já que ela não tem características hereditárias. A doença é provocada pela chamada “trissomia do 18”: cada célula humana tem normalmente 23 pares de cromossomos (em cada par, um cromossomo vem do pai e outro da mãe), mas em alguns casos um par pode receber um cromossomo a mais, a chamada trissomia – se ela for observada no par 21, por exemplo, o resultado é a síndrome de Down.

A síndrome de Edwards recebeu o nome do médico inglês John Edwards, o primeiro a descrever a doença, em 1960. As chances de um bebê ter a síndrome são de uma em 8 mil (dez vezes mais que a síndrome de Down), mas Raskin explica que não se vêem muitas crianças com Edwards porque 90% delas morrem antes do parto. As que chegam a nascer raramente passam do primeiro ano de vida. Em 5% dos casos, observa-se o “mosaicismo”, uma variedade mais leve em que apenas parte das células tem o cromossomo a mais, enquanto as outras são normais – não é o que acontece com Ana Clara, que tem todas as células com a trissomia. Enquanto se conhecem alguns poucos pacientes com mosaicismo que chegaram até a adolescência, uma situação como a de Ana Clara foi definida por Raskin como “raríssima”.

O geneticista descreve algumas das conseqüências da síndrome: atraso no desenvolvimento, problemas cardíacos, respiratórios e renais, lesões cerebrais. Nas mãos, alguns dedos fecham-se sobre os outros, e os pés têm pontas arqueadas. “É uma qualidade de vida muito baixa”, observa Raskin. Para a psicóloga Rosa Mariotto, especialista em psicologia do desenvolvimento, uma ligação afetiva forte entre pais e o bebê pode prolongar sua vida. “O modo como os pais reagem interfere na criança, para bem e para mal. Isso não está escrito em DNA nenhum”, explica. A troca de olhares entre mãe e filho constitui um dos vínculos mais fortes. “Mesmo de forma frágil, a criança responde aos estímulos”, afirma a professora do curso de Psicologia da PUCPR.

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STF ainda não decidiu sobre aborto de anencéfalo

A polêmica judicial sobre a autorização para o aborto em fetos com anencefalia deve chegar a um ano sem solução definitiva. Em 2004, a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Saúde entrou com uma Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental, e em 1.º de julho o ministro Marco Aurélio de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu liminar que permitia o aborto em caso de anencefalia. O plenário do STF derrubou a liminar em outubro, mas ainda deve se reunir para uma decisão final sobre o assunto. Durante a vigência da liminar, 58 mulheres fizeram abortos amparadas pela medida.

Em 9 de março deste ano, o Conselho Nacional de Saúde aprovou o aborto em caso de anencefalia. No entanto, o órgão não tem poder legal de autorizar definitivamente o procedimento no país. Enquanto isso, o aborto continua considerado crime em todos os casos, mas, de acordo com o artigo 182 do Código Penal, não tem punição nas situações de gravidez decorrente de estupro ou que ameace a vida da mãe – algumas correntes defendem que, ao extinguir a pena, o Código Penal também permitiria a interpretação de que o aborto nestes dois casos é permitido pela lei. O governo federal criou um grupo de trabalho com o objetivo de encontrar formas de legalizar o aborto no Brasil.

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33 thoughts on “Ana Clara desafia a medicina

  1. Eduardo Martins

    gostaria, poder ver mais comentarios de Pais, que passaram,ou passam por este momento.Eu e minha esposa estamos passando,por momentos dificeis tbem.

    sds
    Eduardo Martins

  2. Maria Luiza

    Prezado Eduardo boa tarde,não conheço nenhuma pessoa nesta situação,porém me solidarizo com vcs.Creia para todas as coisas há um proposito.Nós podemos até ñ compreendê-lo,no entanto saiba existe uma força maior que todas as nossas expectativas e é exatamente está força que irá cuidar de todos vcs.Fica com Deus e muita paz em seus corações.

  3. Sônia

    Gostaria de ter contato com a família da Ana Clara.
    Eu e meu marido estamos passando por essa situação. Estou no sétimo mes de gravidez, firme e forte.

    Gostaria de saber quando a Ana Clara fez um ano e como ela está.

    Abraços.
    Sonia.

  4. sandra silva

    bem a título de comentário acho que depende de cada casal, eu fiz uma ivg as vinte semanas o meu filho tinha trissomia parcial 18, não me aarependo, acho que viver para sofrer de nada vale e por isso acho tenebroso acreditar que um bebé com trossiomia 18 não sofre,meu deus até na barriga sofre porque o seu crescimento é anormal.
    Nunca quis ver meu filho e hoje não o faria…se se sofre quando não se conhece imaginem conhecendo…não desisti e tentei engravidar de novo até acertar e hoje tenho o meu adorado filho, sem problemas, lindo e saudável…livre e acima de tudo feliz…
    respeito muito a opção de cada casal mas será que é justo para o casal e principalmente para o bebé?
    desculpem o desabafo mas é só para reflectir…

  5. matheuscajaiba

    Pode ficar bem “tranqüila”, que no dia do Juízo, diante de Jesus Cristo, o juiz supremo, você vai ver o bebê com trossiomia 18 que você abortou…

  6. Jorge Ferraz

    Caríssima Sandra,

    Só dois comentários. O primeiro, para indicar o mais completo abismo moral no qual se encontra a sociedade moderna e, o segundo, para mostrar a absurda concepção de “vida” que se tem e pela qual se pautam as decisões tomadas.

    Primeiro; a senhora diz não se arrepender da “ivg” que fez (traduzindo, “interrupção voluntária da gravidez”, traduzindo ainda “aborto”, traduzindo mais uma vez, “assassinato do próprio filho inocente”): “não me aarependo”. E, se eu pudesse dizer alguma coisa à senhora, diria: arrependa-se. Tenha consciência da gravidade daquilo que fez: a senhora pagou para que assassinassem o seu próprio filho!

    Quando uma pessoa vem em público dizer que matou o próprio filho, e ainda que “não se arrepende”, estamos diante de uma consciência deformada que beira à patologia. Se choca-nos profundamente a frieza e a ausência de sentimento de culpa que tem, p.ex., uma Suzane von Richthofen… por que não nos surpreendemos quando uma mãe vem, com a mesma frieza, com a mesma indiferença, com a mesma completa ausência de sentimento de culpa, dizer que matou o próprio filho?!

    Não se trata somente de uma consciência deformada naquele que comete o assassinato; é um grau mais a fundo no inferno, é uma perversidade a mais, porque é uma deformação coletiva do senso moral. Diz a mãe, com frieza e indiferença, e afirmando não se arrepender, que matou o próprio filho; e isso, ao invés de provocar indignação e dar náuseas – como [pelo menos, ainda…] no caso da Richthofen -, não provoca senão mais indiferença…! É chocante, é terrível, mas é o mundo desgraçado no qual nós vivemos hoje.

    O segundo comentário, é a frase absurda da senhora: “viver para sofrer de nada vale”. Este hedonismo é verdadeiramente degradante. Em primeiro lugar, todo mundo sofre, e se esta frase absurda fosse ser universalmente aplicada, nenhuma vida valeria a pena ser vivida. Em segundo lugar, é óbvio que nós devemos fazer o melhor para as pessoas das quais gostamos – de modo especialíssimo, para os nossos filhos -, mas precisamos ter consciência de que somos seres humanos, finitos e limitados e, por conseguinte, existirão situações nas quais nós não poderemos fazer nada pelas pessoas que amamos! E, quando nós não podemos fazer nada para aliviar as dores das pessoas que nós amamos, é óbvio que matá-las é uma idéia absurda e só concebível na mentalidade doentia deste século desgraçado no qual vivemos. Temos que – repito – fazer o melhor pelas pessoas que amamos, e assassiná-las não é, absolutamente, de modo algum, o melhor que podemos fazer. Por fim, em terceiro lugar, na verdade o mundo é ao contrário do que a senhora diz, pois uma vida vale o que ela sofre; é no sofrimento que nós distinguimos as almas de valor daquelas que são tíbias, porque é – para usar uma metáfora bíblica – no fogo que o ouro é provado. Se viver para sofrer nada valesse, então Nosso Senhor deveria ter sido abortado. Mas Ele foi o Servo Sofredor, e nós somos tanto melhores quanto mais perfeitamente nos conformamos a Ele – inclusive nos sofrimentos.

    Repito o que eu disse no começo: arrependa-se. Não para cair em desespero, não para entrar em depressão, mas para poder mergulhar na misericórdia de Deus; Ele é que sabe os motivos que levaram a senhora a cometer este gravíssimo pecado, e – muito mais importante – Ele é que espera um passo da senhora em Sua direção, para lançar-Se ao seu encontro. Ele é rico em misericórdia, e capaz de perdoar a quem quer que seja. Mas é necessário que o doente reconheça precisar do remédio. Volte para Deus enquanto tem tempo; busque-o, enquanto Ele está por perto, e enquanto Se deixa alcançar.

    Que a Virgem Santíssima, Mãe de Deus, interceda em favor de todos nós.

    Abraços, em XC,
    Jorge Ferraz

  7. Luciano Perim

    Sandra,

    Arrependa-se (enquanto há tempo !) e confie na misericórdia de Deus.

    Luciano

  8. sandra nunes

    Sandra

    Que história mais triste.

    Acredito que a decisão foi tomada em conjunto com seu marido.

    As pessoas adoram julgar, sem saber o que passou, com a familia até tomar a decisão de interromper a gravidez.

    Eu tive um problema, grave, na gestação do meu segundo filho.

    Fomos aconselhados a interromper a gravidez, mas resolvemos que iríamos ter nosso bebê, da forma que Deus nos enviasse seria muito bem vindo.

    Eu ACREDITO que houve um MILAGRE, de NOSSA SENHORA e nosso Gabriel nasceu saudável, apesar de todos diagnósticos contrários.

    Hoje ele tem 21 anos, 2:00ms de altura, faz faculdade de jornalismo é um homem abençoado.

    Que Deus abençoe você e seu marido.

  9. Aline

    Sandra,

    Respeito a sua decisão. Cada um sabe o que é melhor para si. NINGUÉM TEM O DIREITO DE JULGAR NINGUÉM. Siga em frente e seja feliz.
    Aline.

  10. Sidnei

    Viu Jorge Ferraz, ninguém tem direito de julgar ninguém, então o que você falou acima foi tudo uma grande bobagem, agora todos podem sair por aí matando seus bebês no ventre de suas mães até mesmo quando eles vierem com algum mau congênito, que eles poderem vir a sofrer, e como você disse, como se nós todos não viéssemos a sofre neste mundo.

  11. Sidnei

    E quanto a DEUS abençoar a Sandra Silva e a seu marido, então não há mais moral, não há mais respeito pela vida humana, estamos nas mãos de um deus maluco que hora abençoa os que aceitamos filhos que ele manda com ou sem algum mau congênito e horas ele abençoa aqueles que rejeitam os filhos que ele manda com ou sem algum mau congênito, se isto acontece hoje mesmo eu viro ateu, não, eu não acredito que DEUS abençoa pessoas assim, a não ser que vierem a se arrepender do mau que praticaram.

  12. jaqueline silva

    oi Minha filha segudo os medicos tem sidrome de edwards.tenho 20 anos e estou muito triste Ana Beatriz ja tem 2 meses no hospital.. estamos vendo uma trasferencia para ver se tem pocibilidade de uma operar o coraçao..mais pelo geito essa sidrome ñ tem como fazer.ta sendo dificil mais minha filha vai fica perfeita pq creio q o medico dos medicos vai tirar toa enfermidade dela Em nome de JESUS.

  13. jaqueline silva

    Há quero saber como esta Ana Clara se ela tem uma vida normal se ela ainda fala..Obrigado

  14. Jorge Ferraz

    Jaqueline,

    Que Nossa Senhora, Saúde dos Enfermos, seja em favor da tua filha; e que Ela, Virgem Das Dores, possa confortar e fortalecer a ti e a toda a tua família.

    Deus nem sempre nos livra de todas as nossas cruzes; mas sempre há um propósito para elas na Sua Divina Providência. Esta situação pela qual tu estás passando, se bem vivida, pode sem dúvida redundar para a tua santificação pessoal e a maior glória de Deus.

    Abraços, em Cristo,
    Jorge Ferraz

  15. Meire Ribeiro

    Estou passando por tudo isso, e só posso dizer que DEUS é Fiel. Ouvir de uma pessoa de Cristo, que ele só da filhos Especiais a pessoas Especiais.

  16. ANA LUCIA

    Oi Jorge Ferraz, tenho um bebê de 5 meses com sindrome de edwards, nada foi diagnosticado durante a gestação, foi um gde susto tanto para mim qto para os médicos; a nossa vida é uma luta constante, ele fez a traqueo e a gastro, e a pouco tempo fez a correção da CIV e da CIA, está super bem, uma graça, nesses 5 meses de “sofrimento” já tenho muitos testemunho da misericórdia de Deus, e o qto Ele tem estado ao nosso lado. Só agora estou vendo o meu filho bem, e sinto medo de perdê-lo, tenho acompanhado vários casos e vi crianças com situações melhores que o meu que já se foram, e a Ana Clara, ainda vive, se Deus já a levou, qdo foi e qual foi o diagnostico?

  17. Rita de Fátima Pralom de Souza

    Olá, meu nome é Rita, sou casada com o Francinaldo e temos 2 filhos o Fernando de 12 anos e a Maria Letícia de 6 meses, ela tem a sindrome de edwards, os médicos nos disseram quando descobriram, eu estava grávida de 7 meses, que ela ia nascer e nós não íamos trazer pra casa porque ela ia morrer, que nem um milagre a salvaria, mas Deus foi maravilhoso e ela nasceu no dia 10/01/2009 e ainda está conosco. Faz acompanhamento direto com fono, genética, gastro, pediatra, fisio…. Ela usa sonda nazogástrica, em maio ia fazer uma cirurgia (gastrostomia), mas quase morreu na mesa e teve que fazer uma traqueostomia, agora vai ter que fazer a gastro, porque está muito abaixo do peso está com 3840 kg e 52 cm com 6 meses e meio, não está crescendo, mas cremos em Deus que nada é por acaso que ela veio ao mundo para ensinar a nós familiares e as pessoas que a rodeiam o grande poder do amor, da solidariedade e da união, pois com ela não posso trabalhar e conhecemos várias pessoas que se dispõe a nos ajudar, conhecem a Maria Letícia e ficam emocionados, pois sempre contamos a história dela e sabemos que é por Deus que ela está entre nós, aprendemos todos os dias com ela a ter mais paciência e pedimos a Ele sabedoria para cuidar do anjo maravilhoso que Ele nos mandou. Também nos propuseram interromper a gravidez, mas de pronto respondi que “Deus deu a vida a minha filha e só Ele pode tirar”, e tenho certeza que fizemos a coisa certa porque ela é nosso orgulho, nosso tesouro e somos gratos a Deus por ter nos dado esta garotinha guerreira que tanto tem para nos dar com seu olhar puro e singelo.peço que nos coloquem em suas orações para que a cirurgia dela no próximo dia 26/08/2009 seja abençoada e um sucesso para honra e glória de Deus. Caso alguém queira nos contatar, meu e-mail é [email protected]. Abraços e fiquem na paz de Deus e no colo de Nossa Senhora.

  18. Silvia Edna Massara

    Olá,
    Gostaria de saber notícias da Ana Clara e da Maria Letícia (Síndrome de Edwards). Nunca tinha ouvido falar a respeito até ontem, quando conheci uma senhora que tem uma neta de 9 meses com esta Síndrome. Obrigada

  19. karina

    Aline, ninguém tem direito de julgar ninguém, de fato, mas Jesus nos adverte que, quando encontramos um irmão em situação de pecado, nós temos o DEVER de alertá-lo quanto a isso.

    A Sandra diz que sofreu sem ver, imagina se visse o filho. Uma pena que pense assim. Nossa vida não é um mar de rosas, nossa “beleza” é superficial, acaba, murcha…

    Aqui no Espírito Santo, nós tivemos o caso de duas modelos lindíssimas, meninas novas, na casa dos 20. Com certeza suas mães se orgulhavam muito de suas meninas “perfeitas”.

    Uma foi desfigurada por um ataque incendiário a um ônibus interestadual. Fez várias plásticas, mas aquela beleza anterior não foi mais a mesma.

    Outra teve uma infecção urinária gravíssima, e em pouco tempo perdeu as duas pernas. Veio a falecer menos de mês depois.

    A Leila Lopes se suicidou porque não queria envelhecer. Isso é reflexo de uma sociedade doente, que não aceita nem sabe lidar com nada que o desagrade ou dê trabalho. Resumindo, não sabe viver com o sofrimento e, fugindo dele, sofre mais ainda.

    Como diz uma música que eu gosto muito “Life ain´t no beauty show, you don´t know where tomorrow ends, And when you´re sad, it´s kind of a drag”

  20. Eloir

    Parabéns a essa família!
    sou pai de uma linda menina a Ana Luiza (ou Zizinha para os intimos) com sindrome de edwards e que virou uma estrelinha aos 9 meses…infelizmente ela não teve todo esse amparo que que a Ana Clara teve ao nascer, e tivemos que lutar muito para ´pós 7 meses conseguirmos um cirurgião que quizesse operar seu coraçãozinho….Ela sempre estava muito feliz, e não viamos sofrimento algum…Minha vida não seria a mesma se tivesse me bnegado em receber nos braços uma filha tão especial…

    visitem o blog http://www.trissomi18.zip.net

    Abraços

    Eloir

  21. Candido Rubim Rios

    Dona Sandra, se a senhora postou aqui concluimos que seja católica e a igreja católica não inventa explicações que nem Jesus nos deu, a morte é mistério e isso não se descobre, ninguém chega ao Pai se não através do filho. Jesus nos alertou que sofreríamos por causa do seu nome, portanto adorar a Jesus é enfrentar por vezes duras realidades e que nos trazem sofrimento, mas também alento, eu não saberia viver sem Deus e não consigo imaginar um ateu com sofrimentos, a quem ele vai se apegar. Não pense que somente a senhora viveu esta dor, todos nós passamos por momentos difíceis na nossa caminhada pelo que chamamos de vida, mas Jesus também prometeu uma vida eterna e infinitamente melhor para quem o seguir e adorar Pai, Filho e Espírito Santo, a igreja tem tres apelos fundamentais que a senhora ignorou, “FÉ, ESPERANÇA E CARIDADE”. Se a senhora fosse a um adivinho que existem milhares por aí, teria explicações mentirosas, porque elas não existem. Mas enquanto tivermos vida, o perdão de Deus estará a sua disposição desde que se arrependa de verdade. Aceite portanto os humildes e sábios conselhos do Jorge e arrependa-se enquanto é tempo, não espere mais, não protele mais, porque eu sei que é difícil para senhora ouvir o que o Jorge disse e eu vou repetir, a senhora matou sim o seu filho e ainda diz que não se arrepende.
    Que Deus o ilumine,e que a senhora se arrependa do crime que cometeu.

  22. Angélica

    Dona Sandra,só Deus tem direito de tirar a vida de alguém.Seu corpo é seu corpo,mas o corpo do seu filho não lhe pertencia e vc não tinha direito de MATÁ-LO só porque ele teve a infelicidade de ter sido gerado com poblemas !O MÍNIMO QUE VC PODE TER É MUITO ARREPENDIMENTO POR TER MATADO ALGUÉM ANTES DA HORA.VC NÃO TINHA ESTE DIREITO E NUNCA NINGUÉM TERÁ!MATAR UM INOCENTE É ABOMINÁVEL!CONVERTA-SE ENQUANTO É TEMPO.O CRIME DO ABORTO É ABOMINÁVEL PARA DEUS!VÁ SE CONFESSAR E PEDIR PERDÃO DESTE PECADO TERRÍVEL.

  23. Angélica

    A sra está precisando cair na real que cometeu um assassinato e um aborto.Siglas como estas de ivg são usadas para tapeação e entorpecimento da consciência.Sofrimento seu filho teve sim,mas ao ser morto de forma cruel.” O QUE FIZERDES AO MENOR DOS MEUS PEQUENINOS É A MIM QUE FAZEIS”DISSE JESUS.
    MATAR UMA CRIANÇA É O MESMO QUE MATAR JESUS!ARREPENDA-SE PORTANTO SE QUIZER IR PARA O CÉU E ENCONTRAR SEU FILHO LÁ SÃO E PERFEITO NA ETERNIDADE.AIN DA HÁ TEMPO PARA REPARAR ISTO.

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  25. fernanda

    oi sandra…concordo plenamente com voce, tive uma filha com o mesmo problema descobri quando estava com quatro meses de gestação, levei a gravidez até o oitavo mês,ela nasceu e te digo uma coisa a minha gravidez foi de muito sofrimento pois no dia que o médico me perguntou se eu acreditava em milagres,ai a ficha caiu que era grave e minha filha não sobreviveria ela viveu 49 dias de angustia e sofrimento foram pra mim e para ela tambem,agente faz planos sonha em ter um filho,mas que ele sobreviva.
    passei com geneticista e ele me liberou para engravidar,espero ter a mesma sorte que voce teve e ter um bebe saudavel, ele me disse que assim que eu descobrir a gravidez é para procura-lo que ele vai pedir um exame para saber se esta tudo bem.não penso em passar por isso novamente mas se acontecer farei como voce é dificil,mais evitaria o sofrimento de ambas as partes

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  27. TATIANA

    estou passando por isso,mas vou levar a gravides ate o fim,e tambem não tiro a rasão da sandra,VCS AI ESTÃO MALHANDO A SANDRA FALANDO DE DEUS,QUEM SOMOS NÓS PARA JULGARMOS,OLHE P/SI,SE ELA ACHA MELHOR,ELA SABE O SEU LIMITE E SOFRIMENTO,ENTÃO PARE COM ESSAS IPROCRESIAS DE JULGAR ALGÉM.