A indústria do aborto na China

closeAtenção, este artigo foi publicado 8 anos 11 meses 20 dias atrás.

A despeito de toda a beleza que, por ocasião das últimas Olimpíadas, foi exibida ao mundo inteiro por meio das câmeras de televisão, a China não é um lugar bonito. Não por causa do povo chinês, que é a vítima da história; mas por causa do regime assassino e degradante lá instaurado. Não somente por causa da cínica perseguição religiosa. Mas também por causa das crianças na sarjeta, por causa dos Quartos da Morte e de Mei Ming, por causa do aborto compulsório. E por inúmeros outros motivos.

Como foi possível que a China chegasse a um estado tão lastimável? A meu ver, foi por causa de autoridades (chinesas ou não) criminosas que não foram detidas a tempo. Por exemplo: saiu no Washington Post de 12 de outubro de 2000 que a RU-486 (uma droga abortiva) que é consumida nos Estados Unidos era produzida pelos chineses. A Food and Drug Administration – uma agência do Departamento Americano de Saúde e Serviços Humanos – negou-se a revelar a origem da droga:

Quando a FDA anunciou que havia aprovado a venda da RU-486, ela tomou a decisão sem precedentes de se negar a revelar o nome ou a localização do fabricante, alegando preocupações com a segurança dos trabalhadores. O distribuidor da droga nos Estados Unidos, Danco Laboratories, também se negou a identificar a empresa.

Mas vários funcionários chineses e o chefe da “Bangkok-based Concept Foundation” que trabalharam em estreita colaboração com a companhia confirmaram hoje [N.T.: 11 de outubro de 2000] que o Hua Lian Pharmaceutical Co. produzirá a droga para os Estados Unidos.

Um funcionário da FDA em Washingtou negou-se a comentar, reiterando a posição da agência de que não iria revelar a localização do fabricante. Danco afirmou numa declaração partida de seus escritórios em New York que o lugar foi inspecionado pela FDA para garantir que ele preenche os requisitos da agência, mas que não poderia identificar a fábrica ou comentar sua localização devido a um acordo de confidencialidade.

Sobre a origem da droga, a reportagem traz ainda duas informações interessantes:

Com a ajuda da Fundação Rockefeller e da “Bangkok-based Concept Foundation”, a companhia vem trabalhando há três anos a para melhorar seu equipamento e reciclar seu pessoal, a fim de cumprir os padrões internacionais e ser obter permissão de exportar a droga.

[…]

A China começou a esperimentar a RU-486 logo em 1983, participando de testes clínicos [“clinical trials”] com a Organização Mundial de Saúde [OMS].

Encontramos, pois, envolvidas na gênese do infanticídio chinês duas velhas associações abortistas bem conhecidas: a OMS e a Fundação Rockefeller. Com a OMS, então, a colaboração vem desde o início da década de 80. Vinte e cinco anos de crimes, que resultaram nas imagens linkadas no início do post.

E hoje? Ao que me consta, a Hua Lian continua vendendo a droga abortista para os americanos. Bodas de prata de assassínio sistemático, e milhões de vidas ceifadas, de Mei Mings abandonadas, de seres humanos tratados como lixo. Até quando a humanidade estará insensível a estes bárbaros crimes que bradam ao Céu? Senhor, tende misericórdia da Tua criação!

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