“A flor da Magnólia…”

closeAtenção, este artigo foi publicado 8 anos 9 meses 24 dias atrás.

Estas ruas são do centro da cidade do Recife – conheço-as. Passo por elas freqüentemente, pois ficam relativamente próximas do local onde trabalho. Este é o Bloco da Saudade; toca frevo de bloco, bem diferente do frevo de rua que estamos acostumados a ver nas apresentações culturais onde os passistas dançam Vassorinhas. Mas também é frevo e, por frevo, eu tenho um particular apreço.

O carnaval não precisava ser a depravação moral que nós, muitas vezes, vemos. Poderia ser uma bela festa: vejam só as fantasias que o pessoal da velha guarda usa para desfilar nas ruas do Recife! Nas mesmas ruas do mesmo carnaval onde vemos, muitas vezes, violência, depravação, drogas, excessos…

A imagem do carnaval não é muito bonita. Concedo que – como escrevi num blog antigo um dia – pode até haver uma certa razão nisso. Mas há o outro lado, o lado que me fascina e encanta: a brincadeira sadia nas ruas da cidade, ao som de músicas que têm décadas, e que a cada ano são cantadas com alegria, dando forte testemunho contra as “músicas descartáveis” que fazem sucesso estrondoso por pouquíssimo tempo nas nossas rádios. O frevo que é tradição, porque os nossos pais e avós cantavam. A festa que é o povo que faz – se o povo não saísse / não havia carnaval, como canta o Hino da Pitombeira. E o povo não precisa destruir o carnaval, sufocando-lhe com tudo o que não presta. Porque há muita coisa que presta.

Não fui às ruas de Recife nem às ladeiras de Olinda este ano, pois estava viajando no carnaval. Mas cantei frevo em Toulouse com meus dois amigos que comigo estavam. Os franceses devem ter pensado que éramos malucos, mas que importa? Frevo é muito bom, e é impossível passar o carnaval sem lembrar dele. Os comentários dos visitantes do Deus lo Vult!, hoje, trouxeram-me boas lembranças. Obrigado! :-)

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0 thoughts on ““A flor da Magnólia…”

  1. Danielle Aran

    O carnaval, realmente, tem tudo para ser uma festa bonita.

    Confesso que detesto carnaval (leia-se trauma).
    Também pudera, cresci no Rio de Janeiro e, mesmo não sendo cristã na época, era uma verdadeira tortura ficar na cidade em tempos de carnaval. Lembro-me que eu e minha família quase sempre viajávamos para fora da cidade, que ficava lotada de turistas, principalmente estrangeiros (por que será?).

  2. Jorge Ferraz

    Dani,

    A minha história com o carnaval é o contrário. Cresci gostando dele… terminei aprendendo as músicas de frevo e me encantando com elas…

    Sempre gostei de muita gente, de música, de lugares animados. Não fosse a degradação moral pública, o Carnaval poderia ser uma festa MUITO legal, porque tem muita coisa bonita.

    Também, só conheço o carnaval de Recife, e acho que é único do qual eu gostaria, pois (corrige se eu estiver errado) em Salvador, no RJ, etc, a gente tem a mesma degração, só que sem o frevo… :)

    Abraços,
    Jorge

  3. Danielle Aran

    É isso mesmo, Jorge!
    O carnaval do RJ é degradante. Exatamente aquilo que é mostrado na TV. Se você der “sorte” (como eu) vai ter uma impressão ainda pior.

    É bem provável que eu mude de opinião no dia em que tiver a oportunidade de ver um bom carnaval, como o frevo, por exemplo. ;)

  4. sandra nunes

    Como nosso país é MARAVILHOSO.

    Não podemos deixar nossas tradições se perderem.

    Cada Estado cada Região tem sua riqueza cultural.

    São todas maravilhosas.

    EU AMO O BRASIL E SUAS TRADIÇÕES!

    Parafraseando João Ubaldo Ribeiro

    VIVA O POVO BRASILEIRO!