Castidade, fidelidade, natalidade.

closeAtenção, este artigo foi publicado 8 anos 7 meses 18 dias atrás.

O documentário “Inverno Demográfico” (aqui referenciado) está legendado em português – foi um amigo que, gentilmente, passou-me a informação, aproveitando-me para dizer que o mesmo é espetacular, imperdível, e que, a despeito de ser uma produção americana, o DVD vendido no site é multilingüe, com legendas em português, espanhol, russo e romeno. A versão em inglês pode ser assistida na íntegra no Google Videos.

Um outro amigo, com quem estive rapidamente ontem – o Valter Romeiro, responsável direto pelo “Uma mesa cheia de crianças” aqui publicado há algum tempo – veio perguntar-me sobre o documentário; falei-lhe que não o havia ainda assistido. O assunto muito o interessa, e ele aproveitou-me para fazer uma curiosa pergunta e dar uma resposta, aos olhos do mundo, inusitada. A pergunta: como resolver este problema? A resposta: com aquilo que a Igreja ensina. Mas ele chegou à resposta da Igreja por um outro caminho, que vou tentar refazer aqui. Um caminho que tem muitíssimo valor por ser, digamos, “livre de influência religiosa”.

Ponhamos claramente o problema logo de início: até mesmo falando de um ponto de vista meramente natural, a baixa taxa de natalidade é danosa às sociedades. Se esta estiver abaixo da taxa de reposição (2.1 filhos por mulher), a população diminui ao longo do tempo, e isso é ruim para o Estado. Utilizemos um exemplo simples, apenas para fins ilustrativos: seja uma sociedade qualquer composta de dez cidadãos, cinco homens, cinco mulheres. Todos se casam; se cada um deles tiver apenas um único filho, quando os dez cidadãos originais morrerem, a nossa pequena sociedade vai estar ainda menor, com apenas cinco habitantes. Caso isso se mantenha, a sociedade desaparece, porque os cinco viram dois na terceira geração, os dois viram um na próxima, e este um que restou morre sozinho.

“Ah”, pode argumentar alguém, “mas evidentemente não queremos extinguir a humanidade; após uma redução da população, quando chegarmos a um número de habitantes que considerarmos razoável, aumentamos novamente as taxas de natalidade para mantê-lo”. Este raciocínio tem dois problemas: a mudança de mentalidade necessária para que isso ocorra (é difícil – e vamos voltar a isso daqui a pouco – “convencer” as pessoas a terem filhos depois de as terem ensinado a vida inteira que filhos “não prestam” e devem ser evitados) e um pequeno “detalhe” que as pessoas às vezes esquecem. Voltemos à nossa sociedade de dez habitantes. Na segunda geração ela tem apenas cinco habitantes, mas existe um intervalo de tempo em que ambas as gerações coexistem e, quando isso ocorre, temos somente cinco braços jovens para sustentar as quinze pessoas que formam a cidade. Qualquer pessoa há de convir que não é fácil fazer com que um terço da cidade sustente a cidade inteira; e, embora os números não sejam tão “redondos” num caso real, é fato matemático incontestável – salvo alguma situação atípica de extermínio de idosos – que o número de jovens diminui em relação ao de velhos quando as pessoas têm menos filhos. Eis, em linhas tão simples quanto consigo, a famigerada “crise da previdência”.

O “inverno demográfico” é danoso às sociedades – creio que isso já esteja suficientemente demonstrado. Eis o problema; ele sem de fato existe. Qual a solução? Na Europa, houve governos que tiveram a idéia de uma espécie de “bolsa-criança”: incentivo (financeiro) estatal para as mulheres que tivessem filhos. Idéia materialista, e que não dá resultado – diz o meu amigo economista – porque não é lucrativa. Para que uma mulher cuide de crianças, ela precisa abdicar ao menos de parte de sua vida profissional (já que o “tempo integral” dela vai precisar, evidentemente, ser dividido entre a família e o trabalho); outrossim, há os gastos que as crianças exigem… ora, para uma mulher que foi criada sob a quimera de uma “independência financeira”, sob uma ideologia consumista e materialista, sob o “beneplácito” de uma pseudo-liberdade individualista… acham realmente que ela vai encarar? Para se incentivar as pessoas a terem filhos somente por meios financeiros, a quantia oferecida teria que ser muito atrativa – o que é inviável.

Talvez mais importante do que isso, há o quesito “sobrevivência”. Não havendo casamento indissolúvel – portanto, não havendo estabilidade matrimonial – e estando a mulher permanentemente sob o “risco” de se ver sozinha, abandonada pelo marido, parece lógico que ela precise, de todo jeito, prover o próprio sustento, pois nunca se sabe quando pode dele precisar – e “ter filhos” é universalmente visto como a forma mais contraprodutiva possível de se obter independência financeira, ao menos a curto prazo. O divórcio desestimula, portanto, as famílias a terem filhos. “Ah, nem vem, o divórcio não tem nada a ver com isso, pois desde que o mundo é mundo que canalhas abandonam as esposas” – é verdade. Mas estes sempre foram vistos como canalhas. Com o divórcio institucionalizado, no entanto, eles se transformam em nada menos do que cidadãos de bem no pleno exercício dos seus direitos! Em qualquer lugar, a maior parte das pessoas é sinceramente mais simpática à idéia de usufruir de um seu direito do que de ser um canalha; é, portanto, óbvio que o risco das famílias “se destruírem” hoje é maior.

Para que haja natalidade, é portanto necessário haver estabilidade familiar; se aquela é fundamental para as sociedades, segue-se que esta também o é. Por conseguinte, defender a Família Indissolúvel é fundamental para as sociedades. E, não, ainda não terminamos, porque há um outro “destruidor de lares” que precisa ser desmascarado: a “liberdade” sexual.

Quando se prega a livre sexualidade, está-se – nos termos econômicos com os quais o meu amigo gosta de se expressar – desvalorizando um bem. O “bem” em questão é o prazer sexual; se, antes, para obtê-lo era necessário assumir todas as responsabilidades inerentes à formação de uma família, hoje em dia ele pode ser obtido em qualquer lugar, com qualquer pessoa, sem custos, sem responsabilidades… é um desincentivo à formação de famílias estáveis. Isso pode ser visto de maneira mais clara se olharmos para o problema sob um outro aspecto: a fidelidade é tão mais fácil de ser obtida quanto menos exposta ela estiver às tentações, como é evidente. Ora, no mundo depravado no qual vivemos, em que há uma oferta de sexo que independe completamente da proposta matrimonial, cada um dos cônjuges está submetido à permanente tentação de obter satisfação sexual fácil: o ato conjugal não é mais um bem próprio dos cônjuges, e sim uma coisa qualquer, que qualquer um obtém, em qualquer lugar. Ora, por que aquele homem de quarenta anos precisaria se contentar sexualmente com a sua mulher (que tem a sua mesma idade), quando pode muito bem satisfazer-se com uma jovem que tenha metade da idade dele? A “concorrência” é desleal, pois a esposa (ou o esposo) não tem mais algo de exclusivo para oferecer ao seu cônjuge: o que ela (ou ele) pode dar, outra(0s) o podem igualmente, e de uma maneira até mais atrativa… a tentação é permanente! Há alguma surpresa em constatar que muitos sucumbem? Em uma palavra: a “liberdade” sexual na juventude – que, vale salientar, obviamente não fica circunscrita a esta fase da vida – é evidentemente inimiga da fidelidade conjugal na idade adulta.

Uma vez que a castidade é necessária à fidelidade conjugal, e a fidelidade conjugal é necessária à natalidade, e a natalidade é necessária ao bem das sociedades, terminamos de encadear os argumentos e podemos dizer, ousadamente, que a castidade é necessária ao bem das sociedades; estas  precisam, portanto, de castidade, de fidelidade, de natalidade, se quiserem sobreviver e prosperar. É a solução para o problema inicial apontada pelo meu amigo economista, e é – sem nenhuma surpresa para nós – exatamente a solução apontada pela Igreja; só que obtida por meio de um caminho isento de argumentação religiosa. A Igreja está certa, e isso pode ser constatado: para que a humanidade saia do inverno demográfico, é necessário investir na fidelidade no casamento e na castidade antes dele. Que a humanidade enferma possa ouvir a voz da Igreja; e que, sob Seus ensinamentos, possa atingir o bem almejado, e que o faça depressa, para que não sofra tanto, e para que não sejam acumuladas perdas maiores do que as que já temos então. Que Nossa Senhora, Mãe de Deus, interceda por todos nós; e que o Seu Filho, Salvador da Humanidade, tenha de nós misericórdia.

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0 thoughts on “Castidade, fidelidade, natalidade.

  1. Julie Maria

    Jorge, Sérgio e quem estiver interessado sobre o tema da mulher na família, tem um discurso do Papa Pio XII muito apropriado para este tema:

    http://juliemaria.wordpress.com/2008/12/20/mulher-crista-%E2%80%9Ctua-res-agitur%E2%80%9D/

    Espero poder escrever mais num futuro próximo, mas creio que é um debate muito necessário numa época de muita confusão, onde a lei natural (participação da lei eterna no homem) se iguala falsamente e facilmente com a pura lei biológica, dificultando assim ver o plano divino para a paternidade (pai e mãe). Existe um plano de Deus bem claro para o homem e para a mulher, inscrito já no corpo humano em suas masculinidade e feminilidade, que longe de se reduzir a um biologismo explicita o chamado à comunhão que Deus faz a cada um com toda a riqueza e consequencias que isso exige. Este plano, sabemos por experiência como disse o Márcio citando São Paulo foi ferido, como toda realidade humana depois do pecado original. No entanto Cristo, nosso Redentor, nos chama como homens e mulheres a viver este plano com sua graça e não sermos escravos de uma mentalidade que ao não reconhecer o nível profundo de diferença que Deus quis, impõe uma falsa e perniciosa “igualdade”. Tem um texto que espero transcrever logo do bispo Fulton Sheen excelente sobre isso!

    Até

    JM

  2. Sérgio

    Olá Julie e os demais amigos.

    Sou novo nessa comunidade, e existem assuntos que precisam de uma nova explicação. Agradeço a Deus, quem entende tudo de primeira e rezo por aqueles que não perguntam com receio de serem “observados”.

    As santas palavras do Papa nos confortam, mas você não tem um texto mais atual não??? Creio que Bento XVI tem textos tão profundos e o nosso amado Papa é um homem de nosso tempo.

    O papel da mulher na sociedade é um assunto que me interessa. Sei que em nome de “um certo conforto”, infelizmente muitos que se dizem católicos acreditam que casais homossexuais deveriam adotar crianças, assim como crianças não desejadas deveriam ser eliminadas antes de nascer. O que percebo que vocês condenam veementemente.

    Mas também creio que o papel da mulher não se resume a Administração Doméstica (cuidar da casa e dos filhos). Por vários motivos, milhões de mulheres estudam, estudam e trabalham, estudam, trabalham e ainda cuidam de suas casas e filhos. E uma boa parte de maneira santa.

  3. jenersilva

    Caro Jorge,

    Devido a falta de tempo não tenho podido acompanhar seus posts como gostaria, mas gostaria de fazer uma observação se me permite. Lendo os comentários encontramos pessoas de todos os tipos. Alguns católicos bem praticantes, outros nem tantos. Uns educados e prudentes, outros vulgares e agressivos. E assim como muitos comentários são bons e nos ajudam a crescer na nossa fé e sabedoria, outros só nos distraem de forma pobre, e até nos irritam.

    Sobre este último, me refiro aqui a Sandra Nunes. Não pretendo aqui saber suas razões pelas quais você ainda tolera seus comentários, já que acredito devam ser muito boas. Por outro lado, desejo expor motivos pelos quais você não deveria mais permitir que ela tenha espaço no seu blog, na esperança de que talvez lhe traga algum argumento que ainda não lhe tenha surgido previamente para tomar tal decisão.

    Eu amo debates. Quanto mais “quentes”, melhor. Adoro quando aquele que se dirige a mim usa de ironia, pois me abre espaço para dar-lhe na mesma medida… e admito, adoro fazer isso. Mas, lendo os comentários da Sandra, não vemos simplesmente uma ironia. Vemos ironia acompanhada de deboche do mais baixo nível, desrespeito às pessoas, e risadas sarcásticas.

    Usar ironia já é algo bem perigoso, pois a medida é muito delicada para que não se peque e eu caio muito nesse pecado, assim, falo por mim mesmo. Mas no caso da Sandra, além de não podermos observar o mínimo de prudência ao falar, ela frequentemente se dirige as pessoas com tom superior.

    Ler os seus posts é muito bom. Ler os comentários deveria ser tão bom quanto. No entanto, enquanto você enriquece o blog, a Sandra o empobrece, usando de argumentos fúteis e pouco católicos. Claro, teremos pessoas e pessoas, como disse antes, e isso é bom, e é isso que enriquece. Mas tudo tem sua medida, e a Sandra não conhece a medida exceto do próprio ego.

    Talvez por caridade você tolere suas ignorâncias. Seria como “o Judas do Blog do Jorge”. Por outro lado me preocupo se isso não seria uma omissão, já que, apesar do Bom Pastor ir atrás da sua ovelha perdida, nem toda ovelha faz parte do seu rebanho; e, aquela que não faz, deve ser cortada.

    Abraços.

  4. sandra nunes

    Julie Maria

    A senhora é a pessoa mais contraditória que eu conheço.

    A senhora, não é freira, é solteira e critica as mulheres casadas e mães que trabalham fora.

    Traz um discurso da primeira metade do século XX, isto é, com mais de 50 anos, ( não tem a data do discurso ) e entende que as MULHERES CASADAS E MÃES devem seguir em conformidade com o pronunciamento do Papa Pio XII.

    A senhora vive de citar “discursos” os quais a SENHORA MESMA NÃO OS APLICA À SUA VIDA!

    Não sei (e não quero saber) como se mantém economicamente, para suas andanças pelo Brasil e pelo mundo.

    Mas para as mulheres que levam uma vida normal, a imensa maioria estuda e trabalha, com MUITA DIGNIDADE ajudam seus pais e depois seus maridos.

    Existem muitas mulheres, cujos maridos não permitem que trabalhem fora, e para ajudar no orçamento do lar, são costureiras, lavadeiras, cabeleireiras, manicure, podológas, babás, fazem doce e salgado, etc. cujo os rendimentos fazem parte do orçamento familiar.

    Se não quer viver, no mundo real, pelo menos respeite as mulheres que lado a lado de seus maridos lutam pela subsistência de sua família.

  5. Sérgio

    Amigo Jener.

    Mas excluir a Sandra não é uma forma de censura?

    Eu a vejo, como uma pessoa de convicções que não batem com as convicções da maioria dos membros do grupo.

    Mas fechar a opiniões opostas do senso comum do grupo, não é também empobrecer o debate?

    O segredo do sucesso desse grupo não é a troca de idéias, mesmo quando os interlocutores teem visões opostas?

    Veja bem, se todos nós tivessemos as mesmas opiniões para todos os assuntos, não precisaria ter uma seção de comentários.

    Pense com carinho nisso.

  6. sandra nunes

    jener silva

    Bem vindo ao Clube!

    Quando eu digo, dizem que é mentira:

    Mais um juiz, jurado e carrasco!

    Agora é a “tropa” da censura?

    Sinto te informar, a mas Ditadura acabou em 1985.

    Nunca ofendi nem faltei com respeito ao Jorge e sua “casa”.

    O simples fato de não concordar comigo é um motivo para me calar?

    O Jorge é quem sabe.

  7. Jorge Ferraz

    Caríssimos,

    Sobre o papel da mulher, a Juliana escreveu um bom post, há quase um mês, no seu blog:

    Devem as mulheres estudar?

    Vale uma leitura e reflexão. Mantenho que o problema é de prioridades, evitando-se buscar um “igualitarismo” entre os sexos que nunca foi querido pelo Criador.

    Sobre a Sandra, o blog tem por princípio permitir as manifestações heterodoxas, a fim de serem combatidas. Acredito ser bem claro que a Sandra, muitas vezes, não manifesta posições católicas, sendo devidamente contraposta à Sã Doutrina, tendo ela [a Sandra] portanto, não raro, a função didática de mau exemplo, mostrando como o católico não deve ser. Outrossim, julgo importante para a alma dela que ela tenha contato, ainda que relutante, com um ambiente católico verdadeiramente, com o ar puro que vocês conseguem tão bem manter por aqui. Rezemos por ela.

    Abraços,
    Jorge

  8. sandra nunes

    Jorge Ferraz

    Podemos, e muito bem, cumular nossa função de esposas, mães e ter nossa profissão, ou não! É uma escolha do casal.

    É um sopro de serenidade, depois de ler que a mulher só nasceu pra ser mãe.

    A parte final do artigo “Devem as mulheres estudar?” vai de encontro com que eu disse.

    “O argumento dele é cômico. Seria legítimo se ele fosse defender isso como uma posição dele, mas não. Ele insiste em colocar isso como a única sã opção para mulheres e moças católicas. E isso é mentira, uma falácia, como vimos. Não estou vocacionada para ser freira automaticamente, se não me sinto chamada para o matrimônio. Não é uma das duas opções obrigatoriamente. E, eu não terei meus pais a vida toda (nem tenho mais meu pai, pra ser franca). Daí que se não caso e se não vou ser irmã, monja na vida religiosa, uma vadia é que não posso ser. Devo me formar, estudar, trabalhar, sim.

    Que isso sirva de alerta a muitos.”

  9. Jorge Ferraz

    Sandra,

    Não é “uma escolha do casal” simpliciter; é uma possibilidade, mas que deve respeitar a complementaridade entre os cônjuges que foi inserida na Criação pelo próprio Deus Criador. E que deve respeitar também a evidente primazia da vocação à maternidade [em outras palavras, o lar não pode ser descuidado, e não me refiro somente, óbvio, à questão financeira].

    Abraços,
    Jorge

  10. sandra nunes

    Jorge Ferraz

    kkkkkkkkkkkk, eu estou pensando em fazer uma viagem pelo nordeste em fevereiro.

    Meus filhos são apaixonados pelo carnaval de Recife/Olinda

    Vou passar um dia com você, só para que possamos debater pessoalmente.

    Eu não sei quem é mais teimoso você ou eu.

    Mesmo concordando nós discordamos!

    Espero que você goste de uma cervejinha, depois discutimos a marca…

  11. sandra nunes

    Jorge Ferraz

    A mulher trabalhar fora é uma escolha sim.

    Tenho colegas advogadas, que têm 5, 6 e uma tem SETE.

    A média é 3 filhos.

    Elas são ótimas mão, ótimas mulheres para seus maridos e ótimas advogadas.

  12. jenersilva

    Olá Jorge,

    Obrigado por expor seus motivos e, como pensei, são muito bons. Mas, se me permite, gostaria de expor o que me surgiu refletindo sobre os dois pontos que você expôs:

    1. É fato que utilizar de uma demonstração do que não se deve ser, ou fazer, nos ajuda muito. Porém, o contato freqüente com aquilo que não faz bem pode não ser tão saudável assim. É como uma mãe que expõe a filha às novelas quase todos os dias para que ela veja como uma mulher não deve se vestir, falar, se portar. Se por uma vez ou outra serviu de exemplo do que é errado, talvez por uma maior freqüência o resultado seja o oposto. Não quero com isso dizer que com tempo estaremos agindo como a Sandra. Mas, ficar lendo comentários que agridem as pessoas nos cansa, irrita, gera “briga”, e assim nos traz o efeito oposto daquele que esperamos quando viemos aqui: enriquecer-se.

    2. Se por um lado possa lhe fazer bem o contato com um ambiente verdadeiramente católico, por outro lado pode não fazer bem o contato dos outros com ela, já que ignorância não faz bem a ninguém. Vale a pena sujeitar o todo por um? Quando há um câncer no corpo, corta-se o mesmo. Sujeitamos o todo pelo um quando este deseja, com humildade, aprender. Não é o caso. A Sandra não demonstra o mínimo de docilidade, colocando raiva e menosprezo em suas palavras. Este tipo de ovelha, o rebanho não precisa, seja porque fere todo o rebanho, seja porque a ovelha perdida não quer de fato pertencer ao rebanho.

    Observe que não sugeri e nem sugiro vetar a opinião alheia. O que seria do debate se ela não existisse? É a má forma de expor a opinião que precisa ser vetada. Não é necessário ser católico ou religioso para ter educação e respeito ao próximo, basta ser humano.

    Não desejo lhe perturbar mais com isso, mas achei que seria proveitoso o questionamento. Aqui encerro meus comentários sobre a questão já que não pertence a mim a decisão e o que eu achei que deveria dizer está dito. Obrigado pelo retorno e pelo bom e saudável Blog! Pax!

  13. jenersilva

    Olá Sérgio,

    Vejo que você tem boa postura, como a maior parte dos comentaristas por aqui. Que bom!

    Concordo plenamente com você. São as diversas opiniões que enriquecem os debates. Porém, não tratei disso com relação a Sandra. Tratei da FORMA em que ela expõe suas opiniões, usando de ironia baixa, sarcasmo, e risadas de menosprezo.

    Observe como você coloca seus comentários e compare com os dela. Não será difícil ver a diferença.

    Abraços

  14. sandra nunes

    jener silva

    Meu Deus, você realmente SE ACHA qualificado para julgar uma pessoa e pior se achar melhor que ela e condená-la ao exílio!

    Parabéns.

    Realmente você é um exemplo de um bom Católico.

    Faço questão absoluta de não ser como você.

  15. Julie Maria

    Olá Sérgio e amigos:

    Irei responder sem a profundidade que merece o seu comentários, mas só alguns pontos prometendo pensar mais sobre ele. E antes que nada, creio que enquanto se está buscando com sinceridade a verdade e o conhecimento da Doutrina – como noto nos seus comentários – toda “observação” é válida. E todos aprendemos com isso!

    1. A Revelação de Deus é um tema amplíssimo (como tudo aquilo relacionado com a Santa Igreja) e apesar de estar encerrada com a morte do último apóstolo, sabemos que cabe a Santa Igreja explicitá-la e compreendê-la cada vez mais profundamente, já que assim foi como Deus quis. Nós, seus filhos, aprendemos de suas palavras e de seus gestos, assim como os Apóstolos aprenderam de Cristo, Nosso Senhor. Escutar a Igreja é escutar a Cristo hoje. Não existe por tanto contradições e sim aprofundamento entre o que o primeiro Papa (São Pedro) disse e o atual. Por isso, o termo “novidade” ou “atual” na Doutrina não tem o mesmo sentido que o termo “novidade” ou “atual” que o mundo (no sentido joanino, i.e., como uma mentalidade oposto ao Santo Evangelho) apresenta. Por isso, não é lícito para o católico menosprezar a nenhum documento da Santa Igreja, nem do primeiro século nem o de hoje e sim crescer junto com a Igreja no seu entendimento sobre o plano divino. Todos os documentos da Santa Igreja tem a mesma fonte: Deus. Por isso a verdade teológica que o Santo Padre Pio XII disse tem o mesmo valor que o do Papa Bento XVI. Lógico que hoje existem problemas e inquietudes que não existiam, e neste sentido o que o Papa Pio XII nos ensinou é atualíssimo, pois ele foi o Papa não do século onde as mulheres “naturalmente” sabiam da grandeza de ser mãe (palavra tão reduzida na boca de muitos), mas do século onde a mulher chega a afirmar “ser mãe… só isso?” mostrando assim um desconhecimento do plano de Deus e da sua vocação. As palavras do Papa Bento XII na celebração dos 50 anos de seu falecimento só fizeram notar a importância do seu papado. E se quiser um exemplo de hoje, veja quem foi o mestre espiritual da vida do Papa Bento XVI e quantas vezes ele citou São Agostinho nos seus escritos anteriores e agora como Papa. São Agostinho é do séc. IV.
    Logicamente isso não significa que a eterna novidade da Boa Nova (a única Boa Nova que pode dar razão as outras boas novas, pois se Cristo não nos redimiu, o que poderia ser chamado “boa nova”?) não possa ser transmitida com novo ardor e novos meios, que é o que significa a Nova Evangelização proclamada pelo Papa João Paulo II no terceiro milênio. Te convido a conhecer a Teologia do Corpo do mesmo Papa JPII, que te dará uma visão belíssima do plano divino para o amor humano. Aqui encontrarás algumas de suas primeiras catequeses: http://www.teologiadocorpo.com.br/Home/audiencias

    2. Quando você afirma “…O que percebo que vocês condenam veementemente” se nota que ainda não ficou claro a diferença entre “opinião pessoal” e necessidade de cada batizado de aderir com sua inteligência à verdade revelada por Deus pela Santa Igreja. O post “ódio à mentira ..” do Jorge [http://januacoeli.wordpress.com/2008/11/06/o-amor-a-verdade-e-o-odio-a-mentira/] tem uma explicação clara sobre este assunto. Não sou eu, o outro que “condena” seguindo o que você citou. É Deus que condena pois Ele deseja a nossa felicidade e ela não é consequência de arbitrariedades e sim da escolha do bem pelo homem em cada ato livre que realiza. Deus condena, a Igreja nos ensina a condenar e nós a obedecemos. Mas a Lei Divina não é algo “exterior”, que me “limita” como ser humano e que me “corta a razão”. Longe disso!!! A lei – que na sua plenitude é a Lei do Amor – me faz ser imagem e semelhança de Deus, me faz ser aquilo que Deus desejou para mim… e que é o melhor para mim! Então, a nossa opinião não conta quando se trata da Doutrina!!! E somos felizes por ter Alguém que nos amou primeiro, nos redimiu, nos deu o Batismo, e nos dá a Santa Igreja que não erra em questão de moral e fé. O que faríamos sem a Mater Ecclesia Católica!!!

    3. Por último, será que talvez quando você afirma que “…creio que o papel da mulher não se resume a Administração Doméstica (cuidar da casa e dos filhos) você não esteja com uma “definição” curta sobre esta realidade tão profunda (que merece sempre nossa reflexão)? Parece pelo seu comentário que ao afirmar esta realidade estaríamos “diminuindo” a mulher, quando não existe na face da terra nada mais importante que educar os filhos (educar como formação integral do ser humano!), já que é no lar – que a Igreja denomina ecclesia doméstica – onde se forja a fé e a convicção profunda de todos os princípios que o ser humano levará para toda a vida? Me explico: não é que a mulher “não possa trabalhar fora, estudar”, etc… mas o papel que Deus lhe deu como rainha do lar e educadora é insubstituível e querer colocar no mesmo nível de prioridade a vocação de educadora de seus filhos e o trabalho fora do lar é dizer que Deus não sabia muito bem o plano para a mulher que Ele criou.

    Este texto do Santo Padre Bento XVI (http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/speeches/2008/february/documents/hf_ben-xvi_spe_20080209_donna-uomo_po.html) e esta carta de JPII sobre a dignidade da mulher (http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/apost_letters/documents/hf_jp-ii_apl_15081988_mulieris-dignitatem_po.html) são documentos que ajudam na reflexão, caso ainda não tenha lido. Da minha parte, ainda estou engatinhando neste temas e tudo o que puder me oferecer para meditar será bem vindo!
    PAX

  16. Pingback: Vocação da Mulher no plano divino « Julie Maria

  17. Julie Maria

    Ah! Desculpe ser longo demais meus comentários… mas me lembrei Sérgio de um documento do então cardeal Ratzinger muito, muito oportuno para este tema: cito só duas partes que tratam dos temas que você mencionou (homossexualismo e lar-trabalho):

    “… Uma segunda tendência emerge no sulco da primeira. Para evitar qualquer supremacia de um ou de outro sexo, tende-se a eliminar as suas diferenças, considerando-as simples efeitos de um condicionamento histórico-cultural. Neste nivelamento, a diferença corpórea, chamada sexo, é minimizada, ao passo que a dimensão estritamente cultural, chamada género, é sublinhada ao máximo e considerada primária. O obscurecimento da diferença ou dualidade dos sexos é grávido de enormes consequências a diversos níveis. Uma tal antropologia, que entendia favorecer perspectivas igualitárias para a mulher, libertando-a de todo o determinismo biológico, acabou de facto por inspirar ideologias que promovem, por exemplo, o questionamento da família, por sua índole natural bi-parental, ou seja, composta de pai e de mãe, a equiparação da homossexualidade à heterossexualidade, um novo modelo de sexualidade polimórfica.”

    “[…] A este respeito, não se pode, porém, esquecer que a interligação das duas actividades — família e trabalho — assume, no caso da mulher, características diferentes das do homem. Põe-se, portanto, o problema de harmonizar a legislação e a organização do trabalho com as exigências da missão da mulher no seio da família. O problema não é só jurídico, económico e organizativo; é antes de mais um problema de mentalidade, de cultura e de respeito. Exige-se, de fato, uma justa valorização do trabalho realizado pela mulher na família. Assim, as mulheres que livremente o desejam poderão dedicar a totalidade do seu tempo ao trabalho doméstico, sem ser socialmente estigmatizadas e economicamente penalizadas. As que, por usa vez, desejarem realizar também outros trabalhos poderão fazê-lo com horários adequados, sem serem confrontadas com a alternativa de mortificar a sua vida familiar ou então arcar com uma situação habitual de stress que não favorece nem o equilíbrio pessoal nem a harmonia familiar. Como escreve João PauloII, «reverterá em honra para a sociedade o tornar possível à mãe — sem pôr obstáculos à sua liberdade, sem discriminação psicológica ou prática e sem que ela fique numa situação de desdouro em relação às outras mulheres — cuidar dos seus filhos e dedicar-se à educação deles, segundo as diferentes necessidades da sua idade».”

    fonte: http://www.vatican.edu/roman_curia/congregations/cfaith/documents/rc_con_cfaith_doc_20040731_collaboration_po.html

  18. André Víctor

    Caríssima Julie Maria…

    Que bom ler em suas palavras esta… diria mesmo ‘paixão’ por ser mulher, filha de Deus e feita sim a sua imagem e semelhança.

    Quão raro nos é hoje em dia, uma tal postura, ademais vindo de uma mulher mesmo, no que diz respeito a defender sua
    singularidade feminina e até mesmo seu aspecto Sagrado. Sua ‘luta’ em defesa da verdadeira mulher, filha de Deus e ‘co-criadora’ de
    novos filhos de Deus nos traz um certo alento e esperança em um mundo melhor. Digo isso, pois também é um assunto que me custa muito, este
    sobre a dignidade da mulher e seu papel fundamental e primordial na Salvação das almas. Já até lhe havia dito isso em outras ocasiões não é mesmo?

    Digo isso sobre o terrível mau que assola nossa sociedade, no que se refere a ‘coisificação da mulher’. E olhe! Seus textos
    e comentários muito me ajuda em meu ‘trabalho’ em prol de tentar mostrar, ao menos um pouco devido minhas limitações, o grande mau que
    muitas mulheres (eu diria mesmo a grande maioria, sem medo de errar) causam a si mesmas se deixando levar por ‘vãs filosofias’ sobre seu
    modo de se portar e agir, de falar e de comportamento. Confesso que passo muita tempo de meu dia a observa-las e a conclusão de
    que ‘desgraçadamente’ chego é que é muito difício (digo como homem que sou, heterossexual) acolher e ‘receber’ a imagem de uma
    verdadeira mulher em sua maravilhosa dignidade formada pelo Deus Perfeitissimo, quando estas mesmas mulheres nos são ‘apresentadas’ por elas próprias no dia a dia,
    como um simples ‘objeto’ de consumo sexual. É incrivel, mas é este o meu sentimento em quase todos os lugares e momentos em que
    tenho contado com as mulheres contemporaneas. Algumas, percebo uma total ou quase total, ingenuidade, sendo assim, objetos meramente sexuais, por uma
    falha concepção de conceito verdadeira sobre sua própria dignidade de Mulher. Outras não posso dizer o mesmo, pois, deliberadamente e de forma muito contundente e conciente, se ‘jogam’ na nossa frente com um tal hedonismo que chega a ser mesmo, escandaloso, e contrário a qualquer tipo de pudor e modestia. Sic! Que mar de lama nos deparamos hoje quando o tema é a promiscuidade e pornografia, tão escancaradamente nos são ‘impostas’ em toda a mídia. Que pena!!

    Que Deus Nosso Senhor, caríssima Julie Maria, possa por intercessão de Nossa Amadíssima Mãe, Nossa Senhora de Fátima, a Mulher em dignidade por excelencia, te conquiste
    cada vez mais Graça e força para continuar nos brindando com sua ‘luta’ a favor de Mulher verdadeira criada por Deus a sua imagem e semelhança.

    Fique muito feliz por sua existencia e que sirva para motivar outras tantas para esta linda e maravilhosa e tão atual causa, para bem da Santa Igreja e Salvação das almas.

    Fiquemos com Deus.

    Abraços e até mais ‘ver’.

    André Víctor

  19. Julie Maria

    Estimado André, obrigada pelas palavras… sempre tão gentis.

    Eu creio que nos falta muito o assombro, o maravilhar-se da obra divina na criação do homem como “varão e mulher”. Eis o legado e tesouro que o Papa JPII nos deu nas suas catequeses Teologia do Corpo. Ele mostra, com toda a sua profundidade, que a masculinidade e feminilidade em toda a sua riqueza, diferença e particularidades não é nada arbitrário e sim reflexo do Amor Trinitário. É um mistério e por isso sempre teremos que estar com o coração aberto para receber de Cristo e da Sua Esposa esta boa nova… e este é o meu objetivo como filha do Pai!

    É algo que me supera e que no entanto tenho no coração o ardente desejo de redescobrir, com os olhos da fé, a vontade divina para a mulher, para a esposa, mãe, consagrada… que belíssimo plano e… que distorção a negação deste plano gera, que você retratou tão bem!

    Que Deus nos guie e nos faça dóceis a tão alta dignidade e vocação: você como homem e eu como mulher, e nós todos como irmãos em Cristo!

    PAX

    JM

  20. jenersilva

    Victor,

    Obrigado pela partilha, me identifiquei muito com suas palavras, por eu ser homem também e pensar e passar pelo mesmo. Precisamos, de fato, de uma verdadeira Revolução Sexual, que mostre as “nossas” mulheres o quanto elas valem, e assim, sendo resgatadas desse mar de prostituição, nos ajudem também a purificar nosso olhar e nosso comportamento, pelo simples fato delas serem mulheres – de verdade.

    Que Nosso Senhor e Nossa Senhora estejam sempre a frente!

    Abraços.

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  23. Anne Caroline

    Ops… estou respondendo o 1º post. Acabei não lendo todos e ó agora vi o debate que se passou aqui. Como dizem “o pior cego é aquele que não quer ver”.

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  26. José Luís L. Gonçalves

    A Igreja não é propriedade de nenhum indivíduo pessoal, ou agrupamento espiritual, mas de Deus, por ser o corpo místico de Jesus Cristo, quer sejam brancos pretos ou amarelos, expressão racial ou mestiços porque Deus não faz excepções de raças cor ou língua. Nesta contingência o acesso à salvação é só proveniente daqueles que crêem no Salvador Jesus Cristo e não em denominações eclesiásticas sejam elas quais forem as denominações existentes. O Salvador é só um, o Cristo o Filho de Deus manifesto em carne, que já existia desde o princípio do mundo João 1:1-3 e 12 e não só… e fora d’Dele não há salvação para mais ninguém, porquê, porque Ele é segundo a Epístula aos Hebreus: 9:15 – E por isso é Mediador dum novo Testamento, para que, intervindo a morte para remissão das transgressões que havia debaixo do primeiro testamento, os chamados recebam a promessa da herança eterna. E Paulo confirma dizendo: I Timóteo 2:5 – Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, JesusCristo homem. Se todos os homens e mulheres seguirem a Sua doutrina e poserem em prática todos os seus ensinamentos, certamente a pecaminosidade da humanidade deixava de existir em todos os aspectos e as lamúrias que se falam atribuindo entre a humanidade seriam bagatelas insignificantes ou pequenas promiscuidades facilmente eliminadas pela santidade dos crentes filhos de Deus.
    As infâmias, prostituições, promiscuidades, adultérios, homoxesualidades, sodomiticas masculinas e femininas, certamente não existiriam, porque os filhos de Deus não as praticam quando andam em espírito e em verdade, mas o adulador Lucífer e seus sequases bramem como um leão buscando a quem possam tragar, porque são inimigos de Deus e dos homens que não somente fazem mas consentem e arrastam outros inocentes a faze-las também aumentam-do o número das suas vítimas e assim chegamos ao Séc. XXI, à procura da santidade nas quê… no que vemos nas TV, nas Revistas, nas acções dos homens mencionadas nos jornais diários, nas acções dos nossos semelhantes citadinos do que aprendemos na rua, e do que vemos e ouvimos e que não é comentado porque é vergomha dizer. O Cristo tinha e continuará a dizer: João 12:40 – Cegou-lhes os olhos, e endureceu-lhes o coração, a fim de que não vejam com os olhos, e compreendam no coração, e se convertam e eu os cure.
    O espaço é pequeno, mas recebo sempre qualquer comentário. Santidade ao Senhor Jesus o meu Salvador e vosso também.
    cmarum1933@gmail.com

  27. Jorge Ferraz

    Sr. José Luís,

    Acontece que a Igreja Católica e Apostólica é precisamente a Igreja fundada por Nosso Senhor Jesus Cristo, e não nenhuma outra; de modo que é absolutamente impossível seguir a Sua Doutrina sem seguir uma parte integrante e essencial d’Ela, que é a necessidade da comunhão com a Igreja por Ele fundada.

    Abraços,
    Jorge