“É como num parto”

closeAtenção, este artigo foi publicado 7 anos 22 dias atrás.

É como num parto. Tem parto que é rapidinho, tem parto que é mais demorado…

Passou no Fantástico ontem. São 19m43s de vídeo (aqui), que reproduzo abaixo: flagrantes, flagrantes e mais flagrantes de clínicas de aborto funcionando à luz do dia, literalmente sob os narizes das autoridades – inclusive a segurança de uma das clínicas mostrada pela reportagem é feita por policiais militares (!) -, sem que ninguém pareça se importar.

Vergonha e impunidade: a vida humana, tratada como se não fosse nada, em um mercado altamente lucrativo (o preço de um único aborto realizado em menores de idade custa a bagatela de R$ 1.500,00) e para o qual não faltam clientes. O procedimento abortivo, como disse um médico, pode chegar a demorar “uns dez, no máximo quinze minutos”. Façam-se as contas e imaginem a quantidade de dinheiro que esta indústria movimenta. Dinheiro para agir à margem da lei e contra a Moral. Dinheiro sujo do sangue de crianças inocentes. Dinheiro que se ganha matando crianças, ceifando vidas.

Mas o pior foi a comparação que uma “enfermeira” fez: o aborto é “como um parto”! Alguns demoram mais, outros demoram menos… ou seja, ninguém está preocupado com a lei que está sendo infringida ou – pior ainda! – com a criança que está sendo brutalmente assassinada. As pessoas preocupam-se é com o tempo que vão “perder” para resolver este “problema”, ou com o risco que porventura podem correr. Em nenhum momento, ninguém fala na criança. A carnificina segue, motivada de um lado pelas mulheres que querem “se livrar” deste “problema” e, do outro, pelo tilintar das moedas que enchem os bolsos dos aborteiros. O hedonismo encontra-se com a ganância, deixando para trás um rastro de sangue e bebês descartados como “lixo hospitalar”.

“Como um parto”! É aviltante. Um parto, o acontecimento por meio do qual as crianças vêm à vida: um aborto, o cruel assassinato de uma vida humana indefesa. Dois destinos opostos para o feto: nascer ou morrer. O berçário ou a lata de lixo. O amor ou o desprezo. Uma mãe ou uma assassina. Um médico ou um carrasco. Como assim, “é como num parto”?! Só pode ser zombaria. Poucas coisas podem ser tão diferentes e tão opostas.

A reportagem nos mostra, enfim, que há uma gigantesca impunidade no Brasil no que se refere à indústria do assassinato de crianças indefesas. Urge que as autoridades façam alguma coisa.

Leitura correlata [em espanhol]: presidente da Pontifícia Academia para a Vida fala (entre outras coisas) sobre a síndrome pós-aborto.

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52 thoughts on ““É como num parto”

  1. Alex A.B.

    Carina Santos

    A liberdade é para o bem e não para o mal, já dizia João Paulo II (cito de memória).

    O aborto é um crime de acordo com a Constituição brasileira e um assassinato de acordo com a lei natural. Portanto, não há liberdade para fazer abortos. Há sim abuso da liberdade. Quem faz um aborto abusa da liberdade que tem, que deve ser orientada para o bem e não para o mal.

    Agora me responda, caso o aborto seja legalizado no Brasil (Deus nos livre de tal desgraça) e um médico(a) ou enfermeiro(a) se negar a fazer um aborto ou ajudar a fazer um aborto, o que é que lhe vai acontecer?! Nada?! A sua vontade de será respeitada?! Ou será punido, criminalizado por não ter ajudado a fazer o aborto?!

    A experiência de outros países, como a Inglaterra, mostra que a tendência é punir de alguma forma quem se nega a colaborar com os programas de governo, ainda que eles sejam contra a lei natural.

    Ademais, quando se trata de uma vida humana, desde a concepção até a morte natural, nada é particular, mas diz respeito a toda humanidade. O que se faz a um ser humano atinge a toda humanidade.

    Por exemplo, os judeus assassinados pelo regime nazista, você acha que eles eram apenas assunto da Alemanha Nazista?! Por que, então, do contrário os crimes nazistas foram julgados no tribunal de Nurenberg como crimes contra a humanidade.

    E os vietnamitas massacrados pelo regime de Pol Pot, eram problema só do Vietnã?!

    Nenhuma vida humana é insignificante. Cada ser humano é a imagem e semelhança de Deus. A vida humana é sagrada.

    Carina Santos, deixe a Palavra de Deus iluminar seu coração.

    Fique com estas palavras de Nosso Senhor Jesus Cristo:

    “Que vos ameis uns aos outros como eu vos amei”. Jo 15,12

  2. Karina

    Nem em relação à sua própria vida você é livre para fazer tudo (tudo posso, mas nem tudo me convém). Quem dirá em relação à vida dos outros.

    Ahhh, essa falsa liberdade abortista. Fale em liberdade para as moças americanas que são ameaçadas por suas famílias e/ou companheiros por não quererem abortar… E, como bem lembrado pelo Alex, para as moças chinesas que são livremente obrigadas a abortar pelo governo.

  3. Messias

    “Em caso de descriminalização a mulher decidiria se poderia ter ou não o filho, sem depender da autorização judicial e sem ninguém metendo a colher em assunto particular.”

    1. Quer dizer que o homem não tem o direito de ser pai? Se a mulher não quer o filho, mas o homem o quer, ele não pode?

    2. Um homicida então pode muito bem matar a vontade, porque é assunto particular e ninguém pode meter a colher. Muito lógico seu raciocínio.

  4. Alex A.B.

    Lembremos também o caso da menina de Alagoinhas que foi obrigada a aborta. Esse caso tem sido constantemente lembrado, com justiça, pelo Jorge aqui no Deus lo Vult.

  5. Alex A.B.

    O grau de tolerância dos abortistas é tão grande que eles nem aceitam ser chamados pelo que são, abortistas. Note-se que o termo é neutro e não ofensivo; mesmo porque não existe outra palavra na língua portuguesa para designar quem defende o aborto. O Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz, por exemplo, foi condenado por usar a palavra abortista.

    O jornalista Olavo de Carvalho escreveu alguns artigos para protestar contra a estranha condenação da Justiça brasileira ao Pe. Lodi por ele ter usado a palavra abortista.

    Vejam os artigos

    Suprema iniqüidade (07/07/09)

    http://www.olavodecarvalho.org/semana/090707dc.html

    Perdidos no espaço (08/12/05)

    http://www.olavodecarvalho.org/semana/051208jb.htm

    Absurdo monumental (22/08/05)

    http://www.olavodecarvalho.org/semana/050822dc.htm

  6. Karina

    Oh, Messias, pai?!?! Essa palavra não existe no dicionário feminazista, apenas procriador e/ou doador de esperma. Homens não metem o bedelho em assunto de mulher-macho (exceto quando é para obrigá-la a abortar).

  7. Flávio Constantino

    Regime socialista Alex? O PT tem o que de socialista? Entreguista eles são, agora socialista…Já viu um “socialista” ser tão elogiado por banqueiros internacionais? Já viu um “socialista” ter o apoio de velhos oligarcas da política como Sarney, Renan e Jader Barbalho? No Brasil as coisas nunca são como parecem ser, como no caso do “comunista” Aldo Rabelo que está ajudando os latifundiários ao mutilar o código florestal.

    PS: A menina de Alagoinhas não foi obrigada a abortar, ela decidiu interromper a gravidez pois mulher nenhuma no mundo deseja nem pode ser obrigada a ter o fruto de uma violência, ainda mais praticada pelo padrasto. As crianças seriam uma lembrança eterna da extrema violência que sofreu e que foi covardemente explorada pelo tal bispo que graças a Deus sumiu do mapa. Além do mais, o código penal é claro: não se punirá o aborto necessário, tanto que foi autorizado pela justiça. Sou contra o aborto como controle de natalidade, mas em casos como esse sou totalmente favorável.

  8. Michele Madalena Silva de Oliveira

    Ou seja, Flávio, deixa eu ver se entendi: crianças fruto de um estupro são inferiores e devem ser exterminadas, pois o psicológico da mãe não iria aguentar olhar para elas. Não bastaria entregá-las para doação ou para alguma outra pessoa cuidar, só com a morte a mãe ficaria em paz?Mas as mulheres ficam arrasadas psicologicamente por fazerem um aborto, por mais que não demonstrem, e eu digo isso porque vejo o comportamento de uma parente minha que fez esse crime horrível. Ela não tem paz, não importa o que faça.
    A menina de Alagoinhas não decidiu nada, ela é uma simples menina,foi induzida a matar os filhos.Os gêmeos dela não eram inferiores a mim, só porque foram concebidos daquela maneira. É um pensamento muito perverso, elitista e eugenista.
    Sugiro a você ler a história dessa garota, Rebecca Kiessling:http://juliosevero.blogspot.com/2009/01/rebecca-kiessling-conta-sua-histria.html
    Mas veja o que ela diz, talvez isso te faça rever seus conceitos:

    “Eu fui adotada assim que nasci. Aos 18 anos soube que fui concebida a partir de um estupro brutal sob ameaça de faca por um estuprador serial. Assim como a maior parte das pessoas, eu nunca pensei que o assunto do aborto estivesse relacionado à minha vida, mas assim que recebi essa notícia percebi que esse assunto não só está relacionado à minha vida, mas está ligado à minha própria existência. Era como se eu pudesse ouvir os ecos de todas as pessoas que, da forma mais simpática possível, dizem: “Bem, exceto nos caso de estupro…” ou que dizem com veemência e repulsa: “Especialmente nos casos de estupro!!!” Existem muitas pessoas assim por aí. Elas nem sequer me conhecem, mas julgam a minha vida e depressa a descartam só pela forma como fui concebida. Eu senti como se a partir daquele momento tivesse que justificar minha própria existência, tivesse que provar ao mundo que não deveria ter sido abortada e que eu era digna de viver. Lembro-me também de me sentir como lixo por causa das pessoas que diziam que minha vida era um lixo, que eu era descartável.”

  9. Sandra

    Karina

    Como vc é preconceituosa!

    Sou catolica, mãe,fui mulher por quase 25 anos de um homem maravilhoso, sou profissional liberal, sempre trabalhei fora,sou hetero e conheço muitas muias mulheres como eu que são feministas, e não são a favor do aborto e não são mulher-macho como diz você.
    Não sei de onde voce tirou a idéia que mulheres independentes, tem que ser “machos” e abortitas.

  10. Michele Madalena Silva de Oliveira

    Errata : onde eu disse doação, leia-se adoção.

  11. Pedro M

    Ser contra o aborto é simplesmente uma questão de lógica. “Liberdade de decidir” é uma mentira, uma enganação para pegar trouxa pra causa feminista. Mulheres serão enganadas, pressionadas, ameaçadas, subornadas e convencidas a abortar, aterrorizadas com perspectiva de pobreza, vida difícil, abandono do pai da criança, como já são em “clínicas de planejamento familiar” nos EUA. Além disso, ninguém terá direito de fato à objeção de consciência, e quem insistir será perseguido por conselhos de medicina e terão licenças cassadas.

    Não há nada de lógico em atacar o aborto como um “problema de saúde pública” abortando mais. É como dizer que solução pra congestionamento é abrir mais rua, pondo mais carro nela (quem mora em SP sabe que isso é mentira). Se é para ter menos aborto, que se desincentive e evite a gravidez, e se dê amparo àquelas que ocorrerem. Isso sim é logico. Há mil formas de se fazer isso, todas ignoradas pelas abortistas.

    Não há nada lógico em dizer que o filho concebido num estupro deve morrer para pagar o crime do estuprador.

    “A menina de Alagoinhas não foi obrigada a abortar, ela decidiu interromper a gravidez pois mulher nenhuma no mundo deseja nem pode ser obrigada a ter o fruto de uma violência, ainda mais praticada pelo padrasto.”

    Dizer isso é ignorante e ingênuo. Ignorante, porque desconhece a história (contada inclusive neste blog). Ingênuo, porque, por desconhecimento do que aconteceu, aliado à vontade de dar razão a um aborto, o camarada é capaz de conferir poder de decidir a uma menor de 9 anos de idade, coisa que nem a lei brasileira faz. Então uma menina dessa idade é considerada incapaz para comprar imóvel, abrir conta no banco ou votar, mas pode decidir abortar? Esdrúxulo.

    “Em caso de descriminalização a mulher decidiria se poderia ter ou não o filho, sem depender da autorização judicial e sem ninguém metendo a colher em assunto particular.”

    Hahahaha. Engraçado é que o mesmo argumento é rechaçado pelas feministas (desta vez com razão) no caso de violência doméstica. Agredir alguém dentro de casa não é assunto particular, é caso de polícia. O mesmo serve para o aborto, a pior agressão ao membro mais frágil da família.

    Ah, Carina: você se esqueceu que postou besteira quando disse que o aborto só foi condenado pela Igreja no séc. XIX, a mando de Napoleão III? Eu não. Agora você tem pelo menos dois argumentos errados. E aí?

  12. Alex A.B.

    Caros amigos

    A Carina Santos errou feio ao defender o aborto. E isso nos causou uma justa indignação. Mas talvez ela tenha errado de boa consciência, quero dizer, na ignorância, sem perceber a tolice que ela estava dizendo. Além disso, me pareceu sincera e honesta a atitude dela de dizer o seu nome e não vir com agressões passonais. Me parece que ela apenas se enganou com os falsos argumentos abortista e que não é como uma abortista de má fé. Penso que já refutamos bastante a fala dela. Vamos esperar, portanto, por uma manisfestação de mudança de idéia dela. Digo isso humildemente.

  13. Flávio Constantino

    Michele Madalena: ninguém é inferior a ninguém. Não distorça o que escrevi. Só estranho que alguém ache normal uma pessoa ser obrigada a ter e criar o filho de um estuprador. O que ela dirá a essa criança no futuro? Que é filha do sujeito que provocou tamanha dor e destruiu sua vida? O trauma de um estupro pode durar a vida toda. Uma gravidez decorrente de violência é ainda mais traumática. Ou seja, a mulher além de sofrer a violência sexual e psicológica irá sofrer, inclusive financeiramente, para criar alguém que teve à força? E o pior: sem amor! Uma pesquisa da USP (Universidade de São Paulo) constatou que 99% de mulheres que engravidam após um estupro decidem abortar. O aborto, neste caso, é um alívio psicológico. Me espanta alguém que diz ser cristão demonstre tanta falta de tato e sensibilidade nessa questão.
    O Pedro M vem falar de lógica. Sim, você defende a lógica – a lógica do estuprador. E citar blogs de integristas é fácil. Cite fontes isentas. Quem acompanhou de perto o caso de Alagoinhas sabe que o que houve com a menina foi um duplo estupro: do padrasto e do bispo – este um estupro psicológico, apoiado pelos de sempre – os integristas. Mas estes não falam pelos católicos, tanto que o Monsenhor Fisichella do Vaticano criticou a atitude intempestiva e estúpida do tal bispo.

  14. Flávio Constantino

    Só retificando o final de meu comentário anterior: não quis de forma alguma equiparar a atitude do bispo com o do padrasto. Ficou exagerada a afirmação. O ato cometido pelo padrasto não tem comparação, foi um crime. A atitude do bispo pode até ter sido inconveniente para alguns, mas jamais pode ser considerada como um crime.

  15. Maria das Mercedes

    Flavio,

    Queria saber qual pesquisa da Usp é essa. Porque no mínimo metade das mulheres que, apesar de estupradas, concebem, não abortam seus filhos.

    Esses abortistas adoram inventar dados para parecerem científicos e confiáveis.

    E tem mais uma coisa: é o cúmulo da injustiça sacrificar-se uma criança pelo crime cometido pelo pai dela. Se isso fosse mesmo correto e, supondo que seu pai seja um traficante, você sendo executado e pagando por um crime que ele cometeu, estaria-se instaurando a mais completa brutalidade.

    Uma criança nunca vai lembrar um estupro. A mulher teria de olhar para a cara do estuprador para relembrar esses terríveis momentos. Se ela, ainda assim, não quiser cuidar desse filho (o que é improvável, pois o afeto é desenvolvido durante a própria gestação), ela pode disponibiliza-lo à adoção (desde que não seja para pares homossexuais…rs).

    O aborto não é como um parto. É um assassinato covarde. Tao covarde quanto esses homens malandros que não assumem suas responsabilidades sexuais e pagam a namoradinha retardada para matar o filho dos dois em clínicas clandestinas.

  16. Karina

    Noooossa, Sandra, como você interpreta bem textos!!! Estou a me referir a feminazistas e você já vem logo tomando as dores…

  17. Michele Madalena Silva de Oliveira

    Flávio, eu não distorci nada do que você escreveu. Não é necessário você falar expressamente que uma criança fruto de um estupro é inferior a uma que foi concebida de modo diferente para que se perceba essa sua opinião. As razões que você deu para matar a criança no vente estão relacionadas UNICAMENTE ao estupro, ou seja, ao modo como ela foi concebida.
    Se não é isso, esclareça outras que na sua opinião nos permitiria matá-la. Perceba que você não se satisfez em entregar a criança para adoção, isso não resolveria o seu problema.Você falou o seguinte, caso tenha esquecido:

    “Sou contra o aborto como controle de natalidade, mas em casos como esse sou totalmente favorável”

    Não, você não citou que seria favorável a mãe entregar a criança para outro cuidar. Você disse que nos casos em que a criança é concebida dessa forma (estupro) é favorável a sua morte no ventre arquitetada pela própria mãe (aborto).Ou seja, mais uma vez(ufa,cansativo!): a forma que um ser humano é concebido está diretamente relacionada com a possibilidade de ele viver ou não. Graças a Deus que você não é mulher.Talvez se fosse, poderia ter uma idéia do sentimento maternal, que nos é possível amar nosso filho independente da maneira como ele foi concebido. E como eu disse, trauma por trauma há com o aborto ou com o estupro. Mas com o estupro é muito mais fácil de superar, pois somos vítimas inocentes e não agressoras homicidas.
    E quando citar pesquisas, identifique muito bem a fonte. Trabalho no IBGE e sei muito bem como funcionam essas pesquisas. Se pode provar tudo, seja a favor ou o contrário com exatamente os mesmos dados.E na USP tem até professor que defende veementemente a pedofilia.É, a USP não é intocável, mas não mesmo. Estudo em uma federal, é um antro de esquerdistas mentirosos e depravados que ficam o dia inteiro fumando maconha e bebendo em vez de assistir aula. Ô pesquisas sérias que saem desse tipo de gente!!!
    Leia o texto da Rebecca, não tenha medo de mudar de opinião. Os bebês agradecem.

  18. Karina

    Oh, Michele, você reparou que o Flávio não leu o testemunho da Rebecca. Nem vai ler. Quem defende o aborto como “um alívio para a mulher” não consegue ver outra realidade além dessa.

    Aliás, para quem quer realmente se informar sobre aborto, encontrei esse depoimento num site em inglês, num artigo chamado All My Little Angels (Todos meus anjinhos). Ela conta a história de cada um de seus abortos espontâneos, e eis o primeiro deles (para arrepio da galera que torce pelo aborto em caso de estupro). Vou postar em partes, e o site original é http://www.pregnancy.org/article/all-my-little-angels

  19. Karina

    Os textos são grandes, de autoria de J.D Richardson. Vou resumir a história dos dois primeiros bebês. LEMBRANDO QUE TODOS FORAM ABORTOS ESPONTÂNEOS (ela perdeu 8 bebês).

    O primeiro ela chamou de Willow, por causa de sua ÁRVORE FAVORITA. Ela engravidou aos 12 anos, por incesto/estupro. Ela faz todos os questionamentos que fizeram em relação à menina de Alagoinhas, mas ela sempre chama o bebê de ANJO. E ela lamenta demais sua perda, e lamenta não poder ter enfrentado o luto da forma como deveria, por causa do preconceito que as pessoas teriam.

    O segundo bebê ela chama “Breeze”. Esse foi fruto de um estupro cometido por um até então amigo. Ela lamenta ter tido que vivenciar o luto sozinha novamente. Ela contou a apenas duas amigas. Uma lhe deu um cartão, e é a única lembrança física que ela pôde guardar desse segundo anjo. E ela termina dizendo que, toda vez que a brisa paira no ar, ela pode pensar na criança que poderia ter sido.

    Os dois nomes foram escolhidos JUSTAMENTE PARA ELA SE LEMBRAR com carinho dos bebês.

    À propósito, fui buscar o significado de “weeping willow”, é algo como “o salgueiro que chora”. É uma árvore linda, e foi por causa dessa árvore que ela “batizou” o primeiro bebê.