La Iglesia Amordazada

closeAtenção, este artigo foi publicado 6 anos 9 meses 13 dias atrás.

Créditos ao Wagner Moura: cliquem na figura abaixo para terem acesso ao documento “La Iglesia Amordazada”. São 240 páginas de extensa e detalhada documentação, referente à tentativa de se silenciar os bispos brasileiros sobre o tema “aborto” durante as eleições presidenciais de 2010. Está tudo registrado!

Os autores do dossiê são de Belo Horizonte, MG. Estado que elegeu a sra. Rousseff presidente da República, mas que – com este excelente trabalho – mostra que deseja ser lembrado também por suas nobres atuações neste ano de 2010. A eles, nossos parabéns e nosso muito obrigado. E pedimos ampla e irrestrita divulgação.

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17 thoughts on “La Iglesia Amordazada

  1. Renato Romano

    Caro Júlio César,

    Em breve sairá uma versão em português, atualizada.

    Fique com Deus!

  2. Pingback: A Igreja Amordaçada – documentado | Fim dos Tempos.Net-2012

  3. Leonardo

    A falácia ou a projeção do fundamentalismo
    Se o Estado é laico, então, ele tem obrigação de ser agnóstico, ou seja, está obrigado a nada expressar acerca de religião no sentido de um posicionamento que não seja o de se preservar como imparcial ante as diferenças ou os juízos sobre as religiões. Não é o que anda fazendo. O Estado tem assumido o ateísmo com bastante fundamentalismo e tem projetado seu fundamentalismo principalmente sobre o cristianismo, porquanto este contesta o laicismo e o distancia da devida laicidade. O Estado nunca poderia emitir juízo de valor sobre o cristianismo, nem mesmo através da escola pública. Tem o dever de ensinar a historicidade mais atual e isenta e de deixar os alunos interpretarem a seu modo. Este seria um Estado laico. Mas não é o que acontece. O cristianismo tem seus dez mandamentos como fundamento. O primeiro mandamento anda quase completamente descumprido, uma vez que é o que mais afronta o ateísmo quase oficializado. Os outros mandamentos andam relativizados ao extremo e ai de quem quiser segui-los à risca, porque, torna-se automaticamente um fundamentalista. Ou seja, querer levar uma religião a sério ou querer ir para o céu é ser fundamentalista, porque, afinal, o guru-mor da sociedade, Karl Marx, o verdadeiro doutrinador do ateísmo, disse que “religião é o ópio do povo”, ou seja, que o céu é uma ilusão, ainda mais do que seria a utopia comunista. Nós, cristãos, somos taxados de fundamentalistas se queremos ser ortodoxos, se queremos cumprir tudo que nos ensina a doutrina. No caso do catolicismo, tudo que ensina e defende a Igreja. O termo “fundamentalista” aqui, por força de propaganda até na literatura que se diz científica, mas que se alinha ideologicamente ao ateísmo do Estado, transfere automaticamente a idéia para a figura daqueles terroristas muçulmanos que teriam produzido o evento do famoso 11 de setembro. Se “fundamentalistas”, viramos “terroristas”, principalmente na cabeça dos homossexuais que, como dito noutro comentário, morrem é nas mãos dos próprios homossexuais, daqueles seduzidos que depois se vêem como enganados e usados. Mas os católicos ortodoxos querem cumprir os mandamentos ou a mais cristalina observância de sua fé e jamais podem agredir ou violentar alguém, a não ser em legítima defesa para salvarem suas vidas. Mas é o Estado no fundamentalismo de seu ateísmo, a sua religião, que projeta na fiel observância da fé católica o seu próprio fundamentalismo, querendo identificá-lo com o extremismo violento que em outra fé, muito distante da nossa, chega a permitir, se não teoricamente, sem dúvida alguma na prática mais que insistente. Tanto que quem os muçulmanos mais mataram e matam são os cristãos. Está aí a última notícia de 150 mil cristãos assassinados no Oriente. E as nações e as organizações internacionais não fazem nada para a defesa dos cristãos. Ou seja, de um lado, estamos morrendo nas mãos dos terroristas tanto do fundamentalismo muçulmano como do hindu, e de outro lado, estamos cada vez mais acossados e intimidados pelo fundamentalismo do ateísmo de Estado das nações alinhadas, e ninguém nos defende, e ninguém nem sequer condena tais perseguições, porque nós que seríamos os fundamentalistas, se apenas não queremos ser relativistas ou tolerantes com as múltiplas afrontas aos nossos mandamentos, à nossa doutrina, à nossa moral. Nossa religião tem de ser vazia de conteúdo, ou paredes sem alicerces, mera embalagem que aceita embrulhar tudo, porque, senão, será expressão do fundamentalismo que, na verdade, está nos rodeando e nos apertando de todos os lados, vindo daqueles que nos acusam do que eles estão fazendo e propagando contra nós mesmos. Como poderíamos ter nossa fé sem nossa lei? Por acaso nossa lei visa agredir os outros ou os preserva de toda violência? Por exemplo, porque evitamos que um inocente seja agredido no útero de sua mãe significa que queremos agredir os outros com tal “fundamentalismo”? Não são nossos impugnantes que estão cada vez mais fundamentalistas contra nós? Nossa fé não é pacífica a ponto de propor que o crente é que morra para salvar os outros? Poderíamos matar para salvar? Ou são os outros que propõem nos matar para nos calar? Nosso discurso mata mais do que nos matam com armas? Quem ou o quê nosso discurso visa acusar, não é o mal, a injustiça, o desequilíbrio? O que defendemos para os outros ou para todos, não estão defendendo para nós, apesar de inserido nas leis e nas constituições, por força dos princípios que no passado defendemos para todos, a ponto de morrermos por eles. Não podemos ficar calados, porque ninguém mais nos defende, mas todos se reúnem para nos atacar, invertendo o sentido das leis que fizemos para todos, mas que agora negam de aplicá-las somente porque é em nosso favor.

  4. Leonardo

    4 orgs. da CNBB querem PNDH3 integralmente

    FONTE: http://www.acidigital.com/noticia.php?id=20564

    SÃO PAULO, 11 Nov. 10 / 02:51 pm (ACI).- Recentemente o site “Votocatolico” denunciou que “a Comissão Pastoral da Terra, o Conselho Indigenista Missionário, o Movimento de Educação de Base e a Comissão Justiça e Paz de São Paulo, organismos vinculados à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), integram junto com entidades pró-aborto e pró-cultura homossexual, uma campanha pela integralidade e implementação do Plano Nacional de Direitos Humanos 3 (PNDH-3)”. Os editores pedem que os fiéis escrevam à presidência da Conferência Episcopal

    «No site oficial da campanha pode-se ler que “o PNDH-3, ao carregar uma concepção contemporânea de direitos humanos, que se opõe aos conservadorismos e às compreensões restritas, ainda fortemente presentes na sociedade brasileira […], desde que foi lançado, em dezembro de 2009, vem sofrendo duros ataques de setores conservadores de nossa sociedade – sobretudo da igreja, dos donos da mídia, de setores antidemocráticos do Exército e de latifundiários. Esses segmentos não reconhecem o processo de construção participativa que resultou no Programa Nacional de Direitos Humanos e pressionaram o governo federal por mudanças em sua redação”».

    Assim, o site explica que “esta campanha nacional […] tem o objetivo de mobilizar a sociedade brasileira em defesa da integralidade do PNDH-3, conforme publicado no decreto 7037, de 21 de dezembro de 2009”, assinado pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

    Os editores do “Votocatólico” recorda que o Plano Nacional, entre outras coisas que pretendem a desconstrução social, prevê:

    – Apoiar projetos de lei que possibilitem a união civil, equiparada ao matrimônio, entre pessoas do mesmo sexo;
    – Incluir nos sistemas de educação do serviço público “todas as configurações familiares” com base na “desconstrução da heteronormatividade”;
    – Respaldar a adoção de menores por casais homossexuais;
    – Oferecer programas de Saúde diferenciados e prioritários a homossexuais, transexuais e prostitutas;
    – Considerar o aborto como tema de saúde pública, com garantia de aceso aos serviços públicos de saúde;
    – Apoiar o reconhecimento da prostituição como profissão;
    – Propor a criação de organismos públicos para o “controle social” da mídia;
    – Originariamente previa a retirada de símbolos religiosos em repartições públicas; e
    – A educação religiosa estatal, como instrução de todas as religiões, com ênfase nos cultos afro-brasileiros.

    Em declaração da Assembléia Geral, a CNBB disse, em 12 de maio passado, que “nas ações programáticas do PNDH-3 […] encontramos elementos de consenso que podem e devem ser implementados imediatamente, entretanto, identificamos também determinadas ações programáticas que não podem ser aceitas. Reafirmamos nossa posição, já muitas vezes manifestada, em defesa da vida e da família, da dignidade da mulher, do direito dos pais à educação religiosa e ética de seus filhos, do respeito aos símbolos religiosos, e contrária à prática e à descriminalização do aborto, ao ‘casamento’ entre pessoas do mesmo sexo, à adoção de crianças por casais homoafetivos e à profissionalização da prostituição”.

    A própria CNBB no documento sublinha que a proposta do PNDH-3 “é reveladora de uma antropologia reducionista que está na base de certas formulações nas quais pretensos direitos são incluídos entre os Direitos Humanos, embora constituam a negação mesma de Direitos Fundamentais. Só uma visão integral de pessoa humana pode fundamentar corretamente os Direitos Humanos”.

    Por outro lado, o Regional Leste 1 da CNBB, em Nota do passado 18 de outubro, afirma: “renovamos a nossa crítica ao PNDH-3, mesmo depois de ter sido retirada a proposta da legalização do aborto, porque foi falaciosamente indicada como questão de saúde pública. Não é aceitável a visão da pessoa fechada ao transcendente, sem referência a critérios objetivos e determinada substancialmente pelo poder dominante e pelo Estado. No PNDH-3, a maneira como são tratados vida, família, educação, liberdade de consciência, de religião e de culto, de propriedade em sua função social e de imprensa, revela uma antropologia reduzida”.

    O Papa Bento XVI no seu discurso aos bispos brasileiros do Regional Nordeste 5, numa claríssima alusão ao PNDH-3, adverte que “seria totalmente falsa e ilusória qualquer defesa dos direitos humanos políticos, econômicos e sociais que não compreendesse a enérgica defesa do direito à vida desde a concepção até à morte natural […] quando os projetos políticos contemplam, aberta ou veladamente, a descriminalização do aborto ou da eutanásia, o ideal democrático é atraiçoado nas suas bases”, afirmam .

    Assim, o site questiona: “O que fazem quatro organismos vinculados à Conferência Episcopal como organizadores de uma campanha que defende a aplicação integral dos aspectos que a Igreja já rejeitou publicamente, por serem contrários à ordem natural e à Lei Divina? A Presidência da CNBB sabe que esses quatro organismos assinam a campanha? Se sabe, porque não fez nada a respeito ainda?”.

    Os editores do site, uma iniciativa de leigos católicos, sugerem “enviar à Secretaria Geral da CNBB ([email protected]) uma carta respeitosa, solicitando que esta tome medidas urgentes com os quatro organismos, que garanta a retirada do nome da instituição da referida iniciativa e que se tome cuidado a fim de que os recursos materiais dos referidos organismos, vindos das contribuições econômicas dos fiéis, não sejam usados para apoiar a campanha”.

  5. manoel carlos do nacimento silva

    O CATOLICISMO SEMPRE FOI AGUERRIDO, POREM ATUALMENTE O QUE CARACTERIZA NOSSO CLERO É A COVARDIA; AS ELEIÇÕES SÃO UMA PROVA DO QUE AFIRMO. DEVE-SE FECHAR OS SEMINÁRIOS ATÉ QUE SE CORRIGA AS DISTORÇÕES NO ENSINAM QUE MINISTRAM.
    O SEMINÁRIO DE OLINDA E RECIFE É UMA PROVA DISSO: ALUNOS ESTUDANDO NA UNIVERSIDADE “CATOLICA” DE PERNAMBUCO, COM PROFESSORES MARXISTAS TIPO PADRE FREI LUIZ FRAGOSO? FÉ EM DEUS E ORAÇÃO. VIVA DOM JOSÉ CARDOSO E O PAPA!

  6. Alex

    BOA IDÉIA!!!

    FECHAR SEMINÁRIOS RUINS!!!

    SERIA BOM TAMBÉM QUE A SANTA SÉ FIZESSE UMA VISITAÇÃO APOSTÓLICA NOS SEMINÁRIOS DO BRASIL!!!

  7. Pingback: A Igreja amordaçada

  8. Alex

    O poder da oração
    e uma vitória da “cultura da morte”
    (a aparente ineficácia da oração nas eleições presidenciais)

    O que foi feito de nossas orações?
    “A oração fervorosa do justo tem grande poder. Assim, Elias, que era um homem semelhante a nós, orou com insistência para que não chovesse, e não houve chuva na terra durante três anos e seis meses. Em seguida, tornou a orar e o céu deu a sua chuva e a terra voltou a produzir o seu fruto” (Tg 5,16-18).
    A oração tem eficácia garantida: “Pedi e vos será dado; buscai e achareis; batei e vos será aberto; pois todo o que pede recebe; o que busca acha e ao que bate se lhe abrirá” (Mt 7,7-8).
    Se a oração fervorosa é sempre atendida, nem sempre ela o é do modo que imaginamos. “É ele (Cristo) que, nos dias de sua vida terrestre, apresentou pedidos e súplicas, com veemente clamor e lágrimas, àquele que o podia salvar da morte” (Hb 5,7). Aparentemente seu pedido não foi atendido. No entanto, prossegue o texto: “e foi atendido, por causa da sua submissão”. Cristo foi salvo da morte, não deixando de morrer (como seria de se esperar), mas ressuscitando ao terceiro dia e sendo exaltado à direita do Pai.
    Do mesmo modo, não devemos pensar que não foram atendidas nossas orações feitas em favor do Brasil nestas eleições. Não houve a derrota da candidata Dilma Rouseff, que tanto esperávamos. Mas “da mão do anjo, a fumaça do incenso com as orações dos santos subiu diante de Deus” (Ap 8,4). Os frutos dessas orações, aparentes ou invisíveis, presentes ou ainda por vir, são certos.
    A prisão de Jesus foi um momento tenebroso. Ele próprio disse aos guardas: “É a vossa hora e o poder das trevas” (Lc 22,53). Mas em pouco tempo as trevas cederiam seu lugar à luz da ressurreição. A vitória do inimigo foi apenas aparente. Da morte de Cristo, brotou a redenção para o mundo.
    Como ensina Santo Tomás de Aquino, “pertence à infinita bondade de Deus permitir males para deles tirar o bem”[16]. Aguardemos confiantes o bem que o Senhor pretende tirar desse mal tão grande que pesou sobre o país. Convém que não esmoreçamos nem na oração nem na ação em defesa da vida.

    Anápolis, 16 de novembro de 2010.
    Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz

    http://www.providaanapolis.org.br/poderorac.htm

  9. João Paulo

    E na hora que padres pedófilos começarem a responder pelos seus crimes, vocês irão canonizá-los, e demonizar as vítimas? Vão usar essas prisões como prova de que a Igreja de Cristo está sendo perseguida, espalhar mentiras pelo mundo inteiro?

  10. Pedro A

    Não vejo os críticos da igreja fazerem campanha contra os governantes da Tailândia, que permitem que seu país seja o maior bordel do mundo, onde mulheres e crianças são exploradas vergonhosamente. Esse moralismo parece um pretexto para atacar a Igreja.