A posição da Igreja é contrária à posição da Igreja [?]

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A cretinice do dia é esta entrevista do reverendíssimo frei Gilvander Moreira sobre o STF e o “reconhecimento” da “união homoafetiva”. Alguém me perguntou no Twitter mais cedo se havia algum católico – além do Frei Betto… – que tinha discordado da nota da CNBB na qual se condenava a atitude totalitária do STF. Há.

Sempre houve, aliás. Não é de hoje que os inimigos da Igreja (infiltrados até mesmo dentro d’Ela mesma) esforçam-se por minar o efeito salutar da pureza da Doutrina Evangélica. Não é de hoje que Satanás estende as suas garras sobre a obra de Deus e esforça-se por lançar joio no campo do Senhor. Não é novidade, mas cumpre dar-lhe resposta. Para que os maus não triunfem por simples ausência dos bons. Para que a desproporção externa entre a iniqüidade e o Evangelho não termine por dar legitimidade àquela, ou por confundir ambas as coisas. Importa falar as coisas claramente, como elas são, da maneira como nos foi transmitido e que nós não temos, absolutamente, autorização para alterar. A despeito do que façam alguns carmelitas que envergonham Santa Teresa e São João da Cruz.

Nunca é demais repetir: o Catecismo da Igreja Católica nos ensina, com todas as letras, que “a tradição sempre declarou que ‘os atos de homossexualidade são intrinsecamente desordenados’. São contrários à lei natural. Fecham o ato sexual ao dom da vida. Não procedem de uma complementaridade afetiva e sexual verdadeira. Em caso algum podem ser aprovados” (CIC 2357). Cabe ainda uma vez repetir, em letras garrafais, antes que não o possamos mais fazer sem que sejamos acusados de “homofobia”:

“Depravações graves”

“Intrinsecamente desordenados”

“Em caso algum podem ser aprovados”

Não há espaço para tergiversar aqui. Não há como sofismar. Não há como negar a clareza evidente deste ensinamento da Igreja Católica. Com que autoridade, então, vem o frei Gilvander Moreira dizer que Deus “não discrimina e nem pune ninguém por opção ou orientação sexual”? Com certeza este ‘deus’ do frei Gilvander é muito diferente do Deus de Abraão, do Deus revelado em Jesus Cristo e apresentado pela Igreja!

Outro não é o ensino da Igreja referente à “união homoafetiva”. Em um documento intitulado “Considerações sobre os projectos de reconhecimento legal das uniões entre pessoas homossexuais”, publicado em 2003 pela Congregação para a Doutrina da Fé, podemos encontrar sem margens para dúvida qual é a posição da Igreja Católica sobre o assunto:

4. Não existe nenhum fundamento para equiparar ou estabelecer analogias, mesmo remotas, entre as uniões homossexuais e o plano de Deus sobre o matrimónio e a família. O matrimónio é santo, ao passo que as relações homossexuais estão em contraste com a lei moral natural. Os actos homossexuais, de facto, «  fecham o acto sexual ao dom da vida. Não são fruto de uma verdadeira complementaridade afectiva e sexual. Não se podem, de maneira nenhuma, aprovar  ».

[…]

[5.] Em presença do reconhecimento legal das uniões homossexuais ou da equiparação legal das mesmas ao matrimónio, com acesso aos direitos próprios deste último, é um dever opor-se-lhe de modo claro e incisivo. Há que abster-se de qualquer forma de cooperação formal na promulgação ou aplicação de leis tão gravemente injustas e, na medida do possível, abster-se também da cooperação material no plano da aplicação. Nesta matéria, cada qual pode reivindicar o direito à objecção de consciência.

[…]

[8.] Em defesa da legalização das uniões homossexuais não se pode invocar o princípio do respeito e da não discriminação de quem quer que seja. Uma distinção entre pessoas ou a negação de um reconhecimento ou de uma prestação social só são inaceitáveis quando contrárias à justiça. Não atribuir o estatuto social e jurídico de matrimónio a formas de vida que não são nem podem ser matrimoniais, não é contra a justiça; antes, é uma sua exigência.

Este é o ensino da Igreja Católica. O resto, são disparates dos inimigos d’Ela.

A patrulha ideológica da Gaystapo – contando com a anuência até mesmo de alguns membros do clero – está privando os homossexuais, que são filhos de Deus chamados à santidade, de conhecimentos básicos sobre os meios que eles precisam empregar para atingirem o fim último para o qual foram criados. É preciso deixar claro que existe pecado sim, e que Deus, que é Suma Justiça, pune sim os pecados e, portanto, converter-se e mudar de vida é uma necessidade sim. Não é outro o discurso da Igreja ao longo dos últimos dois mil anos, a despeito dos inimigos d’Ela que sempre A combateram por causa disso. Esta é a missão da Igreja, à qual Ela não pode renunciar. Se não for para desempenhar zelosamente o papel confiado pela Igreja de Cristo, melhor não se arrogar sacerdote.

Por fim, causa perplexidade a atitude calhorda d’O Globo de colocar uma enquete perguntando se “a posição da Igreja [Católica] sobre a união estável de casais gays (sic) vai contra os próprios ensinamentos dela”. À margem de tudo o que foi aqui exposto, existe alguém que possa em consciência responder “sim” a esta pergunta? No entanto, neste momento, 58.87% dos votantes disseram que sim, a posição da Igreja sobre a união estável de duplas de sodomitas vai contra os ensinamentos d’Ela! Ora, que ensinamentos? Acaso os ensinamentos da Igreja são outros diferentes… daqueles que Ela própria ensina?!

A ignorância do povo é tremenda. O patrulhamento ideológico faz com que a Doutrina da Igreja seja desconhecida até por aqueles que afirmam conhecer a própria Doutrina da Igreja. E, enquanto isso, o povo de Deus se perde por ignorância. Que nos esforcemos para dissipar as nuvens de confusão produzidas pelos inimigos de Cristo. Que a Doutrina Católica possa ser, se não aceita, ao menos conhecida em Sua pureza e integridade. Que Nossa Senhora de Fátima interceda por nós.

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78 thoughts on “A posição da Igreja é contrária à posição da Igreja [?]

  1. Ricardo

    Eles não podem provar que não existe vida após a morte

    E voce pode provar que existe?

  2. Jorge Ferraz Post author

    Ai, tenha santa paciência!

    Ricardo, sim, a Filosofia é capaz de provar a transcendência da alma humana. Mas eu não preciso provar isso. Eu acredito por Fé.

    A ti, restam somente duas opções:

    1. ou tu provas que não existe nada além da matéria (coisa que tu não vais conseguir);
    2. ou tu admites que acreditas que só existe matéria por fé (coisa que tu não queres admitir, mas não tem pra onde correr).

    – Jorge

  3. Ricardo

    Jorge, a filosofia consegue provar, até, que o branco é preto; basta saber escolher as premissas.

    Quanto a não acreditar em vida após a morte é simples: todos os indícios apontam para isso. Não é necessário ter fé.

  4. Cristiane Pinto

    Ricardo
    Não posso provar que existe, nem você pode provar que não existe. Pelo menos, não posso provar com base na matéria, nem você. Estamos quites. Não adianta nada a gente ficar discutindo sobre isso. Tenho minhas razões para acreditar, e você tem as suas razões para não acreditar, que podem estar erradas ou não. Cada um acredita no que quiser. Afinal, acreditar que só existe matéria também é questão de fé. O fato é que eu esse Stephen Hawikins falou, falou e não provou nada, disse apenas a opinião dele, e opinião de alguém para mim não vale nada. Verdade não é a mesma coisa que opinião, a verdade é o que é, e não o que a gente pensa sobre ela. E Deus pode muito bem existir independentemente de alguém acreditar nele ou não. As pessoas no Japão não sabem da minha existência, nunca ouviram falar de mim, nem por isso deixo de existir. Baseado no que ele diz que não existe vida após a morte? Isso, quer você queira ou não, é uma crença. Não adianta dizer que não existe vida após a morte, as pessoas vão continuar acreditando e não vai ser um ateu que vai convencê-las do contrário. E não é porque alguém é ateu que vai ser mais inteligente do que os outros. Inteligência não tem nada a ver com crença. E ateísmo é uma crença sim, você querendo ou não admitir.

  5. Eduardo Araújo

    A suprema idiotice ateísta:

    Primeiro, eles, no apíce de uma imbecilíssima prepotência, afirmam com toda a arrogância que “a vida após a morte é um conto de fadas”. Note bem: isso difere radicalmente de reservar-se à modéstia e dizer que NÃO ACREDITA em vida após a morte.

    Ocorre que ao afirmar algo com tamanha convicção, como se fato fosse, recai sobre o autor o ônus da prova. Afinal, como alguém, apenas por seu cientificismo fanático, reúne condições de dizer peremptoriamente que não existe vida após a morte? Com que base, o sr. Hawkins pôde concluir esse fato, a ponto de proclamá-lo ao mundo?

    Daí, quando você cobra essa base comprobatória, lá vem o ateu prepotente dizer que não temos prova do contrário. Ou seja, caem no próprio sofisma do bule voador de Russell que tentam aplicar aos crentes! Como não se pode provar empiricamente a vida após a morte, logo Hawkins está certo, ok?!

    Alia´s, Hawkins é o mesmo sujeito que disse que a gravidade explica o universo, dispensando o concurso de um Deus Criador. E isso, os cientificistas babacas como ele acreditam ser ciência … Vão pensando!

  6. Carlos

    E esse jumento do Dawkins também, salvo engano, foi quem disse que milagre é impossível porque desafia as leis da natureza… Quer dizer, se o milagre não desafiasse as leis da natureza, então ele seria possível. Mas aí não seria milagre, uai!
    E tem tanto jumentinho aqui seguindo o jumentão do Dawkins…

  7. Jorge Ferraz Post author

    Ricardo, deixe de falar besteira. É óbvio que nenhuma filosofia consegue “provar que o branco é preto”.

    Outrossim, a única coisa para a qual “todos os indícios apontam” aqui é a tua completa ignorância ou má fé (ou ambas) nos comentários aqui feitos. Portanto, enquanto não quiseres conversar seriamente, faça o favor de nos poupar das tuas idiotices.

    – Jorge

  8. Gustavo Jobim

    Cristiane

    “Ao legitimar o homossexualismo, está se combatendo o cristianismo, que condena, e ensina que homossexualismo é errado, que é pecado. E essa lei está querendo proibir cristãos de ensinarem isso. Isso não é uma forma de combater”?

    a) Proibir os cristão de pregar sua crença é combater os principios cristão. Mas só se a lei proibir expressamente isso.

    b) Garantir direito iguais aos homossexuais não é combater o cristianismo não senhora. Isso é garantir o principio da igualdade e da dignidade humana.

    c) Esse negócio que se os homossexuais ganham os cristãos perdem me parece uma tentativa de se vitimizar. Como se os cristãos e os homossexuais fossem inimigos, sinceramente eu não acho que sejam.

    “Legitimar o casamento homossexual é a mesma coisa que concordar com o homossexualismo, aprovar o mesmo, como se fosse coisa certa e nada condenável”.

    a) Para a lei os homossexuais não estão praticando nenhum crime, logo ela não tem que concordar e nem discordar.

    b) Isso é errado de acordo com os principios cristão. O estado não pode negar direitos baseado na biblia.

    c) Prostitutas, ladrões, assassinos, pedofilos, estupradores e … tem o direito de casar, porque só os homossexuais não?

    d) O cristianismo tem varios ensinamentos bons, mas é uma questão de fé aceita-los. Ninguém deve ser obrigado a viver conforme seus ensinamentos. As pessoas são obrigadas a viver conforme a lei.

  9. Wilson Ramiro

    A “visão do cosmo” de Stephen Hawking deve ser algum DOGMA ateu, é alguma coisa que fecha questão, Hawking faz parte do grupo de ateus que nega de forma categorica e sem sustentabilidade aquilo que outros acreditam apoiando-se na fé, ele e qualquer pessoa deseja a fé mas tem dificuldades demais para reconhecer.

    Todo o esforço necessário para que existamos de forma materialista só é possivel se obtivermos o apoio divino.

    O famoso físico teórico inglês Stephen Hawking diz não haver nenhum espaço para a noção de paraíso em sua visão do cosmos.

    Stephen Hawking Deus te ama.
    Ricardo Deus te ama.

  10. Gustavo Jobim

    Cristiane

    “E seria contra o homossexualismo mesmo se não fosse cristã, afinal, é contra a natureza, os homossexuais não podem se reproduzir”.

    a) Isso você não pode afirmar porque a religião tem influencia direta no modo como voce encherga os homossexuais.

    b) Uma pessoa que pratique a castidade não pode se reproduzir, então a castidade é contra a natureza também?

    c) A vida humana é muito mais que se reproduzir e creio que voce vai concordar comigo.

    Cristiane adoro debater contigo, tu é uma das poucas pessoas que realmente reflete sobre o tema e faz um esforço para pensar nos dois lados da história.
    Espero que tu nunca perca essa qualidade, pois é isso que nos torna realmente humanos. Que Deus te abençoe !

  11. Ricardo

    Ricardo Deus te ama

    Não preciso de uma inexistência me amando. Se voces precisam, se sentem falta em suas existências infantis, sejam felizes.

    Vou ausentar-me um pouco, cansei de ler tantas idiotices.

  12. Cristiane Pinto

    Gustavo
    “a) Proibir os cristão de pregar sua crença é combater os principios cristão. Mas só se a lei proibir expressamente isso.”
    Mas é isso que a lei pretende proibir, afinal, só vai ser permitido dizer que homossexualismo é pecado dentro de templos religiosos. Por que não pode ensinar o mesmo em sites, blogues e programas religiosos? Isso não é justo, estão querendo tirar a liberdade de expressão dos cristãos.
    “b) Garantir direito iguais aos homossexuais não é combater o cristianismo não senhora. Isso é garantir o principio da igualdade e da dignidade humana.”
    Mesmo antes de serem criadas estas leis, os homossexuais já tinham vários direitos garantidos, tinham direito a trabalhar, a se alimentar, à moradia, um monte de coisas que os heterossexuais também tinham. Só não podiam se casar com pessoas do mesmo sexo. E quanto ao princípio de igualdade, não acredito em igualdade, nem estou vendo igualdade nenhuma com essas novas leis, qualquer pessoa, até mesmo os homossexuais, terão mais direito à liberdade de expressão do que os cristãos.
    “c) Esse negócio que se os homossexuais ganham os cristãos perdem me parece uma tentativa de se vitimizar. Como se os cristãos e os homossexuais fossem inimigos, sinceramente eu não acho que sejam.”
    Não é tentativa de vitimizar. Não é tanto com o casamento gay, mas principalmente com essa lei anti-homofobia os cristãos saem perdendo sim, quer você queira ou não admitir. Ao pregar que homossexualismo é pecado, em qualquer lugar que não seja uma igreja, os cristãos serão presos. Não é justo, os cristãos têm direito de ter seus sites, seus blogues, seus programas e ensinar o que quiserem neles. E está me parecendo que a mídia, e toda esta ideologia gay está querendo vitimizar os homossexuais, como se fossem todos coitadinhos, que as pessoas são sempre malvadas com eles, quando a verdade é que o homossexualismo é bem mais aceito hoje do que anos atrás. Hoje em dia as pessoas toleram mais o homossexualismo, embora nem todos aceitem. Hoje em dia homossexuais são mais bem respeitados, e isso se deve muito à influência da mídia, das novelas, que fazem tudo para mudar a cabeça do povo, para o povo aceitar o homossexualismo como normal. Tudo bem que há violência contra homossexuais, até assassinatos, mas duvido que seja só por preconceito, como a mídia quer fazer parecer. Nisso a mídia exagera. Com certeza os assassinatos de homossexuais ou agressões aos mesmos deve ter outros fatores, como crimes passionais, envolvimento com drogas e álcool (não entenda mal, não estou insinuando que todo homossexual é drogado ou alcoólatra), pode ser que eles estiveram no lugar errado na hora errada. Essas coisas não ocorrem só por preconceito. Eu, por exemplo, posso não concordar com o homossexualismo, mas sempre respeitei os homossexuais. A maioria dos homossexuais não é mesmo inimiga dos cristãos, mas os ativistas gays sim. Ainda mais aqueles gays da espanha que se reuniram em protesto contra o Papa, e organizaram o maior beijaço:
    http://www.rainhamaria.com.br/Pagina/9603/Espanhois-organizam-beijaco-homossexual-para-a-visita-do-Papa
    “a) Para a lei os homossexuais não estão praticando nenhum crime, logo ela não tem que concordar e nem discordar.”
    Para a lei dos homens pode não ser nenhum crime, mas de acordo com as leis de Deus, é pecado e os cristãos não são obrigados a concordar, e têm o direito de ensinar que homossexualismo é pecado, mesmo em sites, blogues e programas religiosos, e não devem ser presos por isso.
    “b) Isso é errado de acordo com os principios cristão. O estado não pode negar direitos baseado na biblia.”
    O estado também não pode dar direitos a alguns e ao mesmo tempo negar direitos a outros, como o da liberdade de expressão. Por um lado os homossexuais ganham, mas os cristãos perdem sim, o direito à liberdade de expressão.
    “c) Prostitutas, ladrões, assassinos, pedofilos, estupradores e … tem o direito de casar, porque só os homossexuais não?”
    Porque o caso dos homossexuais é diferente dos outros. Os outros são casais de sexos opostos, homossexuais são duplas de pessoas do mesmo sexo. E antes de ser criada essa lei, os homossexuais podiam se casar sim, só não podiam se casar com pessoas do mesmo sexo, só com pessoas do sexo oposto.
    “d) O cristianismo tem varios ensinamentos bons, mas é uma questão de fé aceita-los. Ninguém deve ser obrigado a viver conforme seus ensinamentos. As pessoas são obrigadas a viver conforme a lei.”
    Nisso eu até concordo, mas também não é correto forçar os cristãos a fazer algo contra a consciência deles, nem negar direitos a eles. Vou mostrar aqui o que mais pode acontecer se a lei anti-homofobia for aprovada:
    http://www.rainhamaria.com.br/Pagina/10377/Na-Inglaterra-homossexuais-podem-adotar-criancas-mas-cristaos-nao
    Na Inglaterra, cristãos não podem adotar só porque são contra o homossexualismo. Querem proibir os cristãos de ensinar às crianças adotadas que homossexualismo é errado, que é pecado. É negada a adoção simplesmente porque são cristãos. Sendo que os pais têm o direito de ensinar o que quiserem aos filhos, de ensinar segundo suas convicções. Ou seja, para poderem adotar, os cristãos serão obrigados a ensinar às crianças que forem adotadas algo que é contra a consciência deles. Isso não é justo.

  13. Cristiane Pinto

    Gustavo
    Faço minhas as palavras do Jorge:
    “Jorge Ferraz says:
    18 May 2011 at 1:48 pm
    Mallmal,

    Os direitos patrimoniais para a dupla gay são justos. Mas o são também para quaisquer pessoas que vivam juntas e construam um patrimônio comum: irmãs solteironas, comunidade hippie, amigos, etc. Isto não tem nada a ver com ‘casamento’. A este propósito, ler:

    http://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/conteudo.phtml?id=1124148

    Se o Movimento Gay estivesse realmente interessado em defender os direitos legítimos dos gays, certamente iria lutar por um projeto de lei que permitisse (p.ex.) especificar o destinatário da herança. Como, no entanto, o interesse dele é impôr uma ideologia imoral a todo custo, ficam com esta palhaçada.

    Abraços,
    Jorge”
    Não nego que os homossexuais têm direito ao patrimônio, como qualquer outra pessoa que vive junto com outra, como pessoas amigas, irmãos e outros. Mas é como o Jorge disse, deviam é lutar por um projeto de lei que especifique o destinatário da herança. Mas sou contra impor a ideologia gay a todo custo.

  14. Cristiane Pinto

    Gustavo
    “Cristiane

    ‘E seria contra o homossexualismo mesmo se não fosse cristã, afinal, é contra a natureza, os homossexuais não podem se reproduzir’.”
    “a) Isso você não pode afirmar porque a religião tem influencia direta no modo como voce encherga os homossexuais.”
    Admito que a religião tem influência sim na maneira como enchergo os homossexuais. Mas não se trata disso, mesmo se não fosse religiosa seria contra. Eu disse que os homossexuais não podiam se reproduzir, mas não é somente a religião que diz isso, isso fica claro ao se observar a natureza, somente sexos opostos, macho e fêmea, podem se reproduzir. Não é apenas lei de Deus, como também da natureza. Prova disso é que também existe ateu que pensa assim, que homossexualismo é contra a natureza.

    “b) Uma pessoa que pratique a castidade não pode se reproduzir, então a castidade é contra a natureza também?”
    Não é bem assim. Castidade não é contra a natureza. Castidade não é castração, logo, a pessoa pode se reproduzir. Castidade não é só não ter relações sexuais, isso aí é a castidade dos padres, das freiras, eles fazem isso para melhor se ocuparem das coisas de Deus, para se dedicarem mais à Deus, sem nada que desvie a atenção deles. Esse tipo de castidade chama-se celibato. Claro que nem todos os padres seguem esses preceitos, infelizmente, tem muitos que até mancham a imagem da Igreja, mas isso é outra história. Mas a castidade dos namorados e dos casados é diferente, eles não são celibatários. Castidade significa que a pessoa deve ter controle sobre seus impulsos, agir conforme a razão, não conforme os instintos. Não é para as pessoas se comportarem como se fossem bichos no cio, nem terem relações sexuais apenas por prazer. Não que sexo seja ruim, mas não se pode se comportar como se o prazer estivesse acima de tudo, como se fosse o supremo bem da vida humana. A castidade ensina as pessoas a terem um namoro e um casamento puro e santo, ensina a respeitar o outro, a não ver o outro como se fosse um objeto sexual, não usar o outro para seu prazer. Castidade não é só não ter relações sexuais, é não ter pensamentos libidinosos, é não ficar de agarramento, não pular etapas: primeiro a amizade, as pessoas devem se conhecer primeiro, se conhecer profundamente, conhecer a alma um do outro, para somente depois namorar e casar. E se for namorar, tem de ser com o objetivo de casar, senão é pecado (o que não quer dizer que namoro ou noivado não possa ser desmanchado, mas não se deve namorar só por brincadeira, namoro é compromisso e deve ser levado a sério, para o cristianismo, namoro é um pré-noivado). Esse negócio de “ficar” não vale, também é errado, afinal, no “ficar”, as pessoas usam e se deixam usar por outras. E não se deve procurar conhecer alguém apenas para ter relações sexuais, apenas para ter um envolvimento físico. A castidade ensina que tudo tem o momento certo, e o momento certo para ter relações sexuais é somente após o casamento, porque daí não vai ter problemas como gravidez na adolescência ou doenças sexualmente transmissíveis. A castidade ensina que não é saudável sexo antes ou mesmo fora do casamento, o adultério também é condenável, afinal, um deve ser fiel ao outro. Se todos fossem fiéis, o marido, por exemplo, não pegaria doença nenhuma nem passaria para a esposa. Se todos fossem castos, não adoeceriam, as meninas não engravidariam antes do tempo.
    Enfim, castidade é uma maneira de viver.
    “c) A vida humana é muito mais que se reproduzir e creio que voce vai concordar comigo.”
    Nisso eu até concordo. Mas o fato é que existem casais inférteis, e eles têm direito de amar, de casar. Eles não podem ter filhos, mas não é porque tornaram a relação sexual infecunda, e sim porque têm um problema, que é biológico, que os impede de ter filhos. Eles não têm culpa de serem estéreis, não causaram essa esterilidade. Eles podem ter planejado ter filhos depois de se casarem, mas não puderam realizar esse desejo. Mas, se não fossem estéreis, eles naturalmente teriam filhos, são pessoas de sexos opostos. Já o caso dos homossexuais é diferente. Pessoas de sexos opostos são naturalmente fecundas, pessoas do mesmo sexo não. E não se pode tornar uma relação sexual infecunda. Não pode fechar a relação sexual ao dom da vida, porque é pecado (daí a Igreja ser contra a camisinha, afinal, a camisinha evita doenças, mas evita também a gravidez, e isso é errado. Além do mais, camisinha não é 100% segura, não há melhor método de se proteger do que a abstinência, a castidade). Os homossexuais tornam a relação sexual infecunda, afinal, ao se envolverem com pessoas do mesmo sexo, eles já sabiam que não iam poder ter filhos, pois só pessoas de sexos opostos podem ter filhos. Ao escolher se envolver com uma pessoa do mesmo sexo, a pessoa escolhe não ter filhos. O problema é tornar a relação sexual infecunda, é contra o mandamento: sejam fecundos, crescei e multiplicaivos… O que seria da espécie humana se ninguém pudesse se reproduzir? Acabaria a espécie humana. Tudo bem que homossexuais são minoria, a humanidade não acabaria por conta de uma minoria, mas não se pode tornar a relação sexual infecunda, apenas isso.
    “Cristiane adoro debater contigo, tu é uma das poucas pessoas que realmente reflete sobre o tema e faz um esforço para pensar nos dois lados da história.
    Espero que tu nunca perca essa qualidade, pois é isso que nos torna realmente humanos. Que Deus te abençoe !”
    Também adoro debater com você. Fique com Deus.

  15. Eduardo Araújo

    “Não preciso de uma inexistência me amando”

    – Puxa! Que falta de amor próprio…

    “se sentem falta em suas existências infantis”

    – Considerando a frequência neste blog de ateus babacas com seu cientificismo anti-religioso fanático, cogito quem na verdade sente falta de algo em uma existência não infantil mas esquizóide com recalques de intolerância.

    “cansei de ler tantas idiotices”

    – Entendo. Talvez seja melhor não ficar lendo os seus próprios comentários. Dê uma descansada, rapaz!

  16. Cristiane Pinto

    Ricardo
    “Não preciso de uma inexistência me amando”
    Todo ser humano precisa de amor, meu caro, seja de quem for. E não há nada melhor do que o amor de Deus, Ele sim sabe amar, melhor do que qualquer mortal, Ele foi quem primeiro amou. Se Deus não nos amasse, não teria nem nos criado. Mas você não é obrigado a retribuir este amor, tanto que você não retribui. Você é livre para rejeitar a Deus ou não. E quanto a você dizer que é inexistente, isto é crença sua, é você que acredita nisto, não a gente. E não entendo como você pode ter tanta raiva de alguém que não existe, a ponto de chegar a dizer que não precisa Dele. A gente não sente raiva de quem não existe. Se Deus não existe, pare de se incomodar com Ele, e pare de se incomodar com quem acredita Nele. Seja feliz e deixa os outros acreditarem no que quiserem. E não venha me dizer que não se incomoda, porque se incomoda sim, senão não entraria neste blog para enviar mensagens do Stephen Hawkins, dizendo que a vida após a morte é um conto de fadas.
    “se sentem falta em suas existências infantis”
    Você é que me parece ter uma existência infantil, com esse seu cientificismo anti-religioso fanático. Faço minhas as palavras do Eduardo Araújo. Saiba você que também existe fanatismo ateísta, não existe só fanatismo religioso. E você está me parecendo um fanático, com esta intolerância toda, não é capaz de tolerar quem tem uma outra visão de mundo e pensa diferente de você. Ninguém pode questionar seu ateísmo que você reage raivosamente. A inexistência de Deus ou de vida após a morte certamente é um dogma ateísta que não deve ser questionado, não é? Viu como mesmo o ateísmo é dogmático? Da mesma maneira que você tem direito a questionar a existência de Deus ou de vida após a morte, também temos direito a questionar o ateísmo e colocá-lo em cheque, por que não? Em vez de debater sobre idéias, você fica todo nervosinho e já foi dando um jeito de sair pela tangente.
    “cansei de ler tantas idiotices”
    Idiotices são seus comentários. Você fala assim só porque as pessoas pensam diferente de você. Se você se cansou de ler, então vá dar uma descansada. É melhor não ficar lendo nada mesmo. Para quê, para se irritar? Já disse, viva sua vida e procure não esquentar a cabeça, não se incomodar com o que os outros pensam ou acreditam. E você entrou aqui por livre e espontânea vontade, já sabia que é um blog católico e sabia o que ia encontrar, não sabia? Então por que ficar lendo, só para se aborrecer à toa? É melhor você entrar somente em sites ateístas, assim você se aborrece bem menos, eu garanto.

  17. Eduardo Araújo

    Caríssima Cristiane, até agora, sua resposta foi a melhor dada até agora, não somente ao Ricardo como a outros ateus vezeiros em blogues religiosos. A alegação desses sujeitos é que vem para debater, quando na verdade o que fazem é destilar ódio e ataques ridículos à fé e à religião alheias.
    Tenho até uma hipótese sobre a motivação desses coitados para amarrar a burrinha em espaços religiosos. O que é o ateísmo, afinal de contas? É uma NULIDADE completa em termos de doutrina e o único sentido de sua existência é negar, muitas vezes nas vias do fanatismo intolerante, as crenças dos outros.
    Imagino, então, que isso, sim, deve cansar o anti-religioso que visita regularmente sites ateístas e se depara com a cantilena de auto-exaltação (duh.. sou racional …duh … os religiosos são inferiores … duh ..duh) e de negação quase sempre revestida de ódio inflamado. Vislumbro até um diálogo de dois ateus: A – Deus não existe!; B – isso mesmo, Deus não existe; A – sim, Deus não existe!; B – isso mesmo de novo, Deus não existe …. Coitadinhos! Isso cansa, Cristiane. Vai ver, até, que esse último comentário do Ricardo (existências infantis, leitura de tantas idiotices) era destinado a um site ateísta e ele errou, pobrezinho, postando aqui.

  18. Cristiane Pinto

    Eduardo Araújo
    Assino em baixo, concordo plenamente com você.