De que modo pode Satanás privar o mundo da Missa?

closeAtenção, este artigo foi publicado 3 anos 7 meses 3 dias atrás.

No meio das controvérsias envolvendo a Reforma Litúrgica das quais este blog está sendo palco nos últimos dias, parece-me oportuno considerar a seguinte citação de Sto. Afonso de Ligório:

“O demônio sempre procurou privar o mundo da Missa, por meio dos hereges, constituindo-os precursores do Anticristo, o qual, primeiro que tudo o mais, procurará abolir, e de fato conseguirá abolir, como punição pelos pecados dos homens, o Santo Sacrifício do Altar, conforme aquilo que predisse Daniel: ‘E foi-lhe dado poder contra o sacrifício contínuo, por causa dos pecados’ (Dan. VIII, 12).”

[No original: “il demonio ha procurato sempre di toglier dal mondo la messa per mezzo degli eretici, costituendoli precursori dell’Anticristo, il quale, prima d’ogni altra cosa, procurerà d’abolire, ed in fatti gli riuscirà d’abolire, in pena de’ peccati degli uomini, il santo sacrificio dell’altare, giusta quel che predisse Daniele: Robur autem datum est ei contra iuge sacrificium propter peccata.”]

(Santo AFONSO DE LIGÓRIO, La Messa e l’Officio strapazzati, Nápoles, 1760; cf. tb., do mesmo Santo Doutor da Igreja, o parágrafo 10 de sua obra de 1775: Del Sacrificio di Gesù Cristo, onde se alude ao mesmo acontecimento.)

Ora, deve-se dar valor às palavras dos santos. Se há um santo da envergadura de Sto. Afonso de Ligório dizendo que um dia – propter peccata homines – será dado a Satanás poder contra o Santíssimo Sacrifício do Altar, isto não podem ser palavras vazias. Ainda que haja divergências de fato sobre se estamos ou não assistindo ao cumprimento desta profecia, pode ser útil considerarmos como ela se pode cumprir, agora ou no futuro. Na esfera das meras hipóteses, de que maneira o Demônio poderia conseguir «abolir» o Santíssimo Sacrifício da Missa?

O Demônio, como bem o sabemos, é um cachorro acorrentado. O seu poder não é ilimitado – não é como se ele fosse um Deus Onipotente com o sinal invertido; ele só causa o mal que lhe é permitido causar, dentro dos insondáveis desígnios da Providência Divina à qual, de bom ou mau grado, estão sujeitos os homens e os demônios. Lembro-me do que li certa feita em um livro sobre exorcistas, se a memória não me trai do padre Gabriele Amorth: dizia o velho exorcista que não é possível fazer um “pacto de não-agressão com Satanás”, como se ele pudesse retaliar os que o combatiam mais diretamente por meio dos exorcismos. O Demônio – dizia – já nos causa todo o mal que lhe é permitido causar a nós, e portanto é besteira conceder-lhe cavalheiresca trégua. Ele mais nos odeia na exata medida em que mais somos aquilo que Deus nos chama a ser, isto é, santos; crescer no agrado de Deus e no ódio de Satanás é uma só e a mesma coisa. Estamos em guerra com um inimigo que ultrapassa em muito as nossas forças, mas combatemos do lado do Altíssimo! Pretender conduzir semelhante batalha sem “chamar a atenção” do Diabo não passa de mediocridade espiritual, que muito caro nos pode custar.

O Demônio, repitamos, já faz todo o mal que lhe é permitido fazer. Mas à sua ação o Todo-Poderoso estabeleceu limites muito claros; por exemplo, estabeleceu que contra a Sua Igreja não prevaleceriam nunca as hostes infernais. Todo e qualquer assalto dos infernos à Igreja de Cristo, portanto, existente ou possível, esbarra já a priori nesta muralha indestrutível que Cristo levantou em torno à Sua Esposa. Qualquer mal que o Diabo possa ter feito ou possa ser capaz de fazer um dia à Igreja, não pode nunca ser mais poderoso que a promessa d’Aquele por quem Céus e Terra foram criados.

Eu sempre pensei que aquele «robur» com o qual Satanás se levantaria no Fim dos Tempos contra o Sacrifício da Missa fosse na forma de uma perseguição física, como tantas pelas quais os cristãos já atravessamos ao longo dos séculos. Algo como um novo Império pagão lançando mais uma vez às feras os que ousassem adorar ao Deus Verdadeiro, ou um Governo a nível global que fizesse no mundo inteiro aquilo que o Governo do México logrou fazer na terra da Virgem de Guadalupe no século passado. Mas é forçoso reconhecer que esta não é a única forma possível de uma tal profecia se cumprir.

Algumas pessoas parecem acreditar que ela poderia ser cumprida se uma missa falsa fosse colocada no lugar da Missa Verdadeira. Tal hipótese é bastante problemática por um sem-número de razões. Atenta contra a indefectibilidade da Igreja ou – quando menos – contra a Sua visibilidade, uma vez que transforma a Igreja em Sinagoga em Satanás. Transforma o critério próximo e objetivo da Fé Católica – a Igreja Docente – em instrumento de perdição. Faz desaparecer o Sacrifício da «Nova e Eterna Aliança», instituído pelo Filho de Deus ao preço altíssimo do Seu Sangue vertido na Cruz do Calvário, e coloca a mais horrenda idolatria no seu lugar, impedindo assim Deus de ser adorado como convém à Sua Augusta Majestade. Mesmo considerar que tal coisa possa ser possível soa-me como impiedade, como uma injúria à Igreja Santa de Deus.

Mas eu avento uma hipótese conciliadora, que – é óbvio – não tem a pretensão de ser o diagnóstico preciso dos tempos em que vivemos e nem a interpretação exata das profecias do Fim do Mundo. Trata-se de uma reflexão particular minha, aqui apresentada como mera possibilidade ante tudo o que já foi exposto sobre o assunto. Pretendo, com ela, permitir às pessoas que tenham a real dimensão da crise presente (e de outras crises futuras possíveis), sem a subestimar com os olhos fitos somente na indefectibilidade da Igreja e nem tampouco voltar-se contra a própria Igreja por conta da consideração da enormidade daquela crise. Em uma palavra, intento aqui oferecer uma alternativa ao sedevacantismo ou ao tradicionalismo radical que não descuide da gravidade da situação presente (ou de outras possíveis).

Ora, sabemos que, em todos os Sacramentos, há o seu aspecto objetivo e o seu aspecto subjetivo; há a Graça enquanto deles decorre por aquilo mesmo que eles são – e, por isso, independente de quem os ministra ou quem os recebe, i.e., ex opere operato – e há a Graça enquanto beneficia concretamente quem os recebe – e, assim, dependente das disposições subjetivas destes, ex opere operantis. A primeira existe em virtude dos próprios sacramentos e portanto nunca falta e nem pode faltar; a segunda, dependente do ânimo do agente, pode ser diminuída ou mesmo deixar completamente de existir.

Se as pessoas não se santificam, não há por que colocar a culpa numa suposta falta de capacidade santificante dos Sacramentos. Quanto a isto, é possível parafrasear perfeitamente o pe. António Vieira no seu conhecidíssimo Sermão da Sexagesima:

Sabeis, cristãos, porque não faz fruto a palavra de Deus? – Por culpa dos pregadores. Sabeis, pregadores, porque não faz fruto a palavra de Deus? – Por culpa nossa.

E isto, que acontecia então com a palavra de Deus, pode perfeitamente acontecer com os Seus Santos Sacramentos: não por deficiência deles, mas pela malícia de quem os ministra e de quem os recebe.  Se a Graça Divina «por parte de Deus, não falta nem pode faltar», deve-se procurar o «porquê» dos seus (visíveis) parcos frutos não num impossível defeito dos canais, mas na deficiência dos que a eles acorrem.

E se os homens deixassem de saber que a Santa Missa é o Divino Sacrifício do Corpo e Sangue de Cristo, que aplaca a cólera de Deus e lhes obtém inefáveis tesouros dos Céus, ou pelo menos se deixassem de viver como se isso tivesse alguma importância? O que se poderia esperar como conseqüências desta hipotética terrível situação?

Ora, a graça é conferida a cada pessoa na medida de suas disposições interiores. Ensina-nos as Escrituras Sagradas que Deus não atende a quem não sabe pedir: «Pedis e não recebeis, porque pedis mal» (Tg 4, 3a). Ora, não pode pedir bem quem não sabe o que pode e deve pedir. Aufere mais graças do Sacrifício de Cristo quem, na medida de suas capacidades, melhor O compreende. Havia por certo muitos cegos em Jerusalém, mas Nosso Senhor só abriu os olhos aos que O pediram «Domine, ut videam»; e isso em absolutamente nada diminui o Seu poder ilimitado.

Assim, um padre que celebrasse a Missa sem levar em conta que está oferecendo à Trindade Santa o Sacrifício de Cristo com certeza continuaria celebrando Missa, uma vez que para a validade dos Sacramentos basta um genérico desejo de «fazer o que faz a Igreja», ainda que não se saiba com clareza o que a Igreja faz ou mesmo que se erre quanto a isso. É o que nos ensinam os teólogos; por exemplo, Ludwig Ott no seu Tratado sobre os Sacramentos:

Por lo que respecta a la faceta objetiva, basta la intención de hacer lo que hace la Iglesia. Por eso no es necesario que el ministro tenga la intención de lograr los efectos del sacramento que pretende lograr la Iglesia, v.g., la remisión de los pecados. No es necesario tampoco que tenga intención de realizar un rito específicamente católico. Basta el propósito de efectuar una ceremonia religiosa corriente entre los cristianos.

Seria, portanto, válida a Missa celebrada por um padre que quisesse simplesmente realizar uma genérica «cerimônia religiosa corrente entre os cristãos». Mais ainda, seria válida ainda que o dito padre não tivesse a intenção de obter do Sacrifício que oferece os «efeitos» que a Igreja diz que Ele produz. No que tange à capacidade santificante objetiva dos Sacramentos, não há portanto o menor problema aqui. Mas e quanto às graças que eles de fato conferem aos que deles participam assim de maneira tão desleixada? Parece-me claro que não obtém – ou ao menos que obtém em muitíssimo menor medida – os frutos do Sacrifício da Missa quem não tem a intenção de os obter. E, portanto, para diminuir drasticamente os «efeitos» da Santa Missa no mundo não é necessário torná-la inválida: basta que não se queira subjetivamente receber o que Ela objetivamente tem a proporcionar.

E isto não seria, por fim, uma forma de «abolir» – ao menos metaforicamente – o Sacrifício do Altar? Fazê-lo ser celebrado sem que, contudo, (quase) ninguém disso se apercebesse? Fazer com que oferecessem a Deus o Sacrifício da Cruz como se Lhe não oferecessem? Eis, portanto, o que me parece que está – pelo menos em princípio – ao alcance de Satanás: nada podendo contra o Sacrifício oferecido, voltar-se ele com fúria contra os que O ofertam. Não podendo impedir a ira de Deus de ser aplacada, impedir contudo os homens de se beneficiarem desta santa Propiciação. Incapaz de agir contra Aquele que recebe o Sacrifício, dedicar-se com afinco a prejudicar os que O oferecem. E, em semelhante situação, é fácil ver o estado de miséria religiosa a que estariam reduzidos os filhos de Deus! Se uma situação assim não fosse abreviada, correr-se-ia o risco de que se perdessem até os predestinados. E, sinceramente, ela em nada se avantajaria sobre a triste situação em que hoje nos encontramos…

Aqui é o máximo, penso, até onde Satanás pode ir. A partir daqui Deus lhe impôs limites: «Chegarás até aqui, não irás mais longe; aqui se deterá o orgulho de tuas ondas» (Job 38, 11). Já aqui é suficiente estrago, é bastante desolação, é rigorosíssimo castigo pelos pecados dos homens! Aqui já se harmonizam as mais terríveis profecias sobre o Fim dos Tempos com a reconfortante promessa de Deus de estar conosco todos os dias até a consumação dos séculos. Aqui já é possível privar o mundo [dos benefícios] da Missa sem fazer com que Deus deixe de receber o Eterno Sacrifício do Seu Filho amado. Aqui o mysterium iniquitatis já encontra a sua mais perfeita encarnação. Aqui, por fim, já tudo se explica e encaixa, sem que nos seja necessário aventar mais extremadas hipóteses. Para além daqui, já é conceder a Satanás mais poder do que o próprio Deus lhe conferiu.

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13 thoughts on “De que modo pode Satanás privar o mundo da Missa?

  1. Tarcísio Moura

    Extraordinário texto, Jorge, gostei muitíssimo! Fico muito grato por explicitar de maneira tão clara a situação presente, parabéns!

  2. Francisco Jr

    Prezado Jorge:

    Dom Prosper Guéranger nos ensinou até onde Deus pode permitir essa investida demoníaca contra o Santo Sacrifício:

    “Esta será a obra do Anticristo: ele tentará todos os meios para impedir a celebração da Santa Missa, a fim de que esse grande contrapeso seja retirado e que Deus ponha fim a todas as coisas, não tendo mais razão para fazê-las subsistir. Podemos facilmente compreender por que, depois do Protestantismo, vemos muito menos força no seio das sociedades. Levantam-se guerras sociais, trazendo com elas a desolação, e isso unicamente porque a intensidade do Sacrifício da Missa diminuiu.É o começo do que acontecerá quando o diabo e seus asseclas, soltos pela Terra toda, espalharem a confusão e a desolação, como Daniel nos advertiu. De tanto impedir as ordenações e levar à morte os padres, o demônio impedirá por fim a celebração do grande sacrifício, e então virão os dias de infelicidade.”

    (GUÉRANGER, Dom Prosper Louis Pascal. MISSA TRIDENTINA – Explicações das orações e das cerimônias da Santa Missa. Pp. 92-93. Editora Permanência. Niterói-RJ. 2011.)

    Como você bem sabe, este “impedir as ordenações e levar à morte os padres” não está limitado aos impedimentos físicos ou à morte física. O mesmo Abade ensina que haverá um dia em que cessará o Santo Sacrifício, e que por isso não haverá mais razões para que Deus preserve o mundo.

    Entendo que há embasamento para crer que os limites dados por Deus ao demônio em relação a essa provação, são bem maiores do que esse que tu delineaste.

    Abraço!

    SM!

  3. Sandro de Pontes

    “Ele (Satanás) criará uma contra-igreja que será o macaco da Igreja, porque ele, o Diabo, é o macaco de Deus. Ela terá todas as notas e as características da Igreja, mas no sentido inverso e esvaziada de seu divino conteúdo. Será um corpo místico do anticristo que vai em TODAS AS APARÊNCIAS assemelhando-se ao corpo místico de Cristo. … Em seguida, será verificado um paradoxo – as muitas acusações com que os homens NO SÉCULO PASSADO rejeitaram na Igreja, serão as razões pelas quais passarão a aceitar a contra-igreja.” Fonte: Arcebispo Fulton J. Sheen, Communism and the Conscience of the West, (Bobbs-Merrill, 1948), pp. 24 – 25.]

  4. Sandro de Pontes

    Prezado Jorge, salve Maria.

    O missal de Dom Gaspar Lefebvre descreve a Paixão da Igreja, em sua versão castelhana de 1938. As palavras são tremendamente fortes e indicam a que ponto Deus permitirá a apostasia na Igreja:

    “(…) Por fim Jesus termina sua vida com o sacrifício do Gólgota, logo seguido do triunfo de sua Ressurreição; e a Igreja, bem como sua divina Cabeça, SE VERÁ ENTÃO VENCIDA E CRAVADA NA CRUZ, embora ela ganhará a vitória decisiva. ‘O corpo de Cristo, que é a Igreja, assim como o corpo humano, foi jovem num tempo, embora no FIM DO MUNDO terá uma aparência de CADUCIDADE’ (Santo Agostinho).

    Fonte com o missal escaneado:

    http://doctorisangelici.blogspot.com.br/2010/10/missal-de-dom-gaspar-lefebvre-descreve.html

  5. Carlos

    Muito bom, Jorge. compartilho com meus contatos no desejo de que estes possam também ter uma noção mais clara da realidade que vivemos hoje sobre o santo sacrifício. Oremos para reparar tantas ofensas ao Sagrado Coração de Nosso Senhor!

  6. Filho de Deus Vivo

    putz nada a vê, aonde que a igreja católica é sacrifício , meretriz que engana o povo com imagens de escultura abominavél a Deus criador e matou milhões de cristãos e vai fazer de novo ! vão se converter a Jesus Cristo seu fariseus/!

  7. Sandro de Pontes

    Filho de Satanás,

    como ousas blasfemar contra a Santa Igreja, fundada por Cristo para salvação das almas?

    O demônio o impede de enxergar que Deus MANDOU FAZER IMAGENS DE ESCULTURAS, e que se qualquer imagem fosse má Ele não as teria mandado fazer. E se Ele mandou fazer, é porque existem imagens boas.

    Converta-se, filho de Lutero.

    Sandro de Pontes

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  9. Rogério Barbbosa

    Gostaria de me direcionar ao Sr. Osvaldo de Paula Garcia, após ler em seu blog suas ponderações a respeito da referencia ” (Cartas Apud Opera, pp. 112, 113).” do livreto Rasto de Sangue, verifiquei que o Sr. postou o trecho todo em latim creio eu que o Sr. acredita que todos que visitam o seu blog conheça esse idioma!.

    percebi também que na exposição da sua estória a respeito da origem dos Batista o Sr não apresentou nenhuma referencia para atestar o que diz! Sim claro sempre a palavra da igreja católica é inerrante…. Outra cousa que me chamou a atenção foi que o Sr. é muito bom para observar e comentar os “supostos vida João Leyde. Vamos rever suas palavras:

    ” Aqui chegamos àquela tristíssima figura de polígamo chamado João de Leyde, um doido amancebado com 17 mulheres. Este homem sumamente exaltado é o único fundador desta seita.”

    Agora olha o que o Sr se orgulha do que fizeram com esse louco……”Tanto católicos como protestantes resolveram exterminar o misticismo anabatista.” “O Bispo reconquista a cidade; preso e torturado, João de Leyde teve seus ossos colocados numa jaula suspensa nas torres da Catedral.”
    Essas são as palavras que o Sr mesmo postou!

    A gora fica aqui uma pergunta ” um Deus amoroso perdoador misericordioso” permitia isso? Jesus ficou enfurecido porque seu discípulo arrancou da espada e feriu um soldado!

    Mas voltemos a parte em que o Sr. gosta de comentar a imoralidade dos outros
    Gostaria que o Sr. comentasse também e seu blog as mazelas da igreja católica
    podia começar falando da imoralidade na própria história da igreja que é repleta de safadezas os borgias por exemplo

    A pedofilia nos dias de hoje. vamos ver alguns casos:

    A sede da Igreja Católica rejeitou as normas severas contra os padres, argumentando que a Carta de Proteção à Criança e ao Jovem é confusa, ambígua e difícil de conciliar com as leis canônicas. O Vaticano disse que “maiores reflexões sobre e revisão” da norma seriam necessárias antes que ela pudesse ser aprovada. A carta cria uma comissão de funcionários do Vaticano e da Igreja católica norte-americana para executar a revisão. Fonte: http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI152519-EI312,00-Papa+e+o+escandalo+dos+abusos+sexuais+na+Igreja.html

    Vítimas podem chegar a mil em Boston
    Sacerdotes e outros membros da arquidiocese de Boston teriam abusado sexualmente de mais de mil pessoas nas últimas seis décadas, de acordo com o procurador de Massachusetts, Tom Reilly, indicando que o escândalo é tão grande que “é quase inacreditável”. Fonte: http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI152519-EI312,00-Papa+e+o+escandalo+dos+abusos+sexuais+na+Igreja.html

    Controvérsia. O cardeal Roger Mahony em reunião pré-conclave: suspeito Foto: MAX ROSSI / Reuters/6-3-2013
    Controvérsia. O cardeal Roger Mahony em reunião pré-conclave: suspeito MAX ROSSI / Reuters/6-3-2013

    WASHINGTON — Epicentro dos escândalos sexuais envolvendo padres e diáconos na primeira década dos anos 2000, a Igreja Católica nos Estados Unidos superou o trauma, mas enfrenta o desafio de se manter relevante social e politicamente às vésperas do conclave. Fonte http://oglobo.globo.com/mundo/escandalos-sexuais-custam-caro-igreja-catolica-nos-eua-7789923

    A avalanche de compensações financeiras às vítimas saqueou os cofres locais. Apenas a diocese de Los Angeles pagou mais de US$ 700 milhões a cerca de 550 vítimas violentadas, aparentemente, sob a vista grossa do cardeal Roger Mahony. Oito dioceses decretaram falência. Fonte http://oglobo.globo.com/mundo/escandalos-sexuais-custam-caro-igreja-catolica-nos-eua-7789923

    Como se dinheiro pagasse os traumas deixados por esses maniacos pedófilos.

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