“Amor, casamento, divórcio” – Gustavo Corção

Mas o divorcista — seja dito em sua homenagem — não percebe essa contradição; e não a percebe justamente porque renunciou, de antemão, usar aquilo com que se evidenciam as contradições. Para ele, como já disse, o casamento é casual, essencialmente irrefletido, e não pode deixar de ser assim uma espécie de loteria onde pesa mais a sorte do que a razão. Dizem por exemplo que o amor é cego, e que é impossível, em meses de noivado, conhecer perfeitamente a pessoa com quem se delibera fundar uma família. Concedo…

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“Só o Amor redime” – Bento XVI

Portanto, vale a pena deixar-se tocar pelo fogo do Espírito Santo! A dor que nos chega é necessária à nossa transformação. É a realidade da Cruz: não por acaso, na linguagem de Jesus, o “fogo” é sobretudo uma representação do mistério da Cruz, sem o qual não existe Cristianismo. Por isso, iluminados e confortados por estas palavras de vida, elevemos nossas invocações: vinde, Espírito Santo! Acendei em nós o fogo do Vosso amor! Saibamos que esta é uma oração audaciosa, com a qual pedimos ser tocados pelas chamas de Deus;…

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Quinta-Feira, in Coena Domini

Eu gosto do som das matracas. Lá na paróquia, elas ainda são utilizadas: daqui até o Sábado de Aleluia, mas especialmente hoje, Quinta-Feira Santa. É quando as ouvimos pela primeira vez, em substituição aos sinos [aliás, recomendo – de novo – a leitura deste texto sobre a “morte” da Liturgia]. O som seco, de madeira, em forte contraste com o badalar musical dos sinos que estamos acostumados a ouvir. Há alguma coisa de diferente. O clima é mais grave: Nosso Senhor está prestes a ser traído. As matracas acompanham a…

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Te amo, ó meu Deus

Te amo, ó meu Deus, e meu único desejo é amar-Te até o último suspiro de minha vida. Te amo, ó Deus infinitamente amável, e prefiro morrer amando-Te a viver um só instante sem te amar. Te amo, Senhor, e a única graça que Te peço é a de amar-Te eternamente. Meu Deus, se a minha língua não puder dizer a todo instante que Te amo, quero que o meu coração o repita a Ti tantas vezes quantas vezes eu respirar. Te amo, ó meu Divino Salvador, porque sei que…

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O amor à verdade e o ódio à mentira

– Depois disto, portanto, repara se é necessário que, além desta qualidade [sempre apaixonados pelo saber na sua totalidade], haja outra na sua natureza, se [os filósofos] quiserem ser tais como os descrevemos. – Qual? – A aversão à mentira e a recusa em admitir voluntariamente a falsidade, seja como for, mas antes odiá-la e pregar a verdade. – É natural – disse ele. – Não só é natural, meu amigo, mas é imperioso que uma pessoa que seja por natureza enamorada preze tudo aquilo que se aparentar ou relacionar…

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