Comentários curtos

closeAtenção, este artigo foi publicado 8 anos 9 meses 30 dias atrás.

– Uma “associação atéia” (nem sabia que isso existia) da Grã-Bretanha, com o apoio do ateu militante mais conhecido dos nossos dias, o sr. Richard Dawkins, quer colocar pôsteres em ônibus com “propaganda anti-religiosa”. A campanha – cujo objetivo é “promover o ateísmo na Grã-Bretanha” – pretende pôr nos ônibus londrinos a seguinte inscrição: “provavelmente, Deus não existe. Agora pare de se preocupar e aproveite a vida”. Na matéria, Dawkins aproveitou para proferir a seguinte bobagem: “Esta campanha fará com que as pessoas pensem – e pensar é um anátema perante a religião”. Como uma pessoa dessas consegue ser cientista?

– O STJ “admitiu a possibilidade de análise pela Justiça do reconhecimento da união estável entre pessoas do mesmo sexo”. Só esta possibilidade já é escandalosa, porque o nonsense não se debate, por definição. Analisar à luz da reta razão os absurdos da pretensão gayzista seria uma coisa sem dúvidas muito boa; no entanto, certamente não é esta a intenção do Movimento Gay, anti-natural em sua essência. Estejamos vigilantes.

– O mal-estar provocado em São Paulo pelos panfletos de apoio à Marta ganhou repercussão internacional e foi publicado em ZENIT. A conhecida agência católica de notícias informou sobre a nota de Dom Stringhini. No mesmo dia – santa inveja! – foi publicado que “Bispos dos Estados Unidos convidam católicos a votar em candidatos que defendam a vida”. Eis os trechos mais bonitos da reportagem:

Dom Kevin J. Farell (Dallas) e Kevin W. Vann (Fort Woth), em uma carta dirigida aos fiéis católicos deste país, asseguram que um católico «não pode votar num candidato que apóie um mal intrínseco como o aborto».

[A] justificação da legalização do aborto, a promoção da união entre ambos sexos, a repressão à liberdade religiosa, as políticas públicas de eutanásia, a discriminação radical ou destruição dos embriões humanos, entre outros, são atos «intrinsecamente maus» porque «sempre são incompatíveis com o amor a Deus e ao próximo».

«Não importa quanta razão tenha um candidato sobre estes temas [como os imigrantes, a assistência à saúde, a economia, o cuidado e a preocupação pelos pobres, a guerra e o terrorismo], se não superar a posição inaceitável a favor de um mal intrínseco, como o aborto ou a proteção dos direitos do aborto», acrescentam.

«Votar em um candidato que apóia o mal intrínseco do aborto ou os direitos do aborto quando há uma alternativa moral aceitável seria cooperar com o mal e, por conseguinte, é moralmente inadmissível», acrescentam.

Tanto destemor e zelo católico são profundamente admiráveis e nos enchem de alegria! Como é reconfortante ver Sucessores dos Apóstolos dignos do cargo que detêm, anunciado de maneira clara a Doutrina Católica, sem transigência nem ambigüidades! Que falta que fazem bispos assim nesta Terra de Santa Cruz!

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0 thoughts on “Comentários curtos

  1. Danielle Aran

    A respeito dos posteres nos ônibus…como são tolos.

    “Esta campanha fará com que as pessoas pensem – e pensar é um anátema perante a religião”.

    Se eu não pensasse e questionasse as minha próprias , “verdades” pouco provável que fosse Católica hoje.

  2. Eduardo Araújo

    Cara Danielle,

    Também já fui ateu e dos mais convictos, aliás, dos piores, os cientificistas, que supunham não precisar de respostas fora da pesquisa científica.

    O meu caminho de volta ao Catolicismo não foi sem alguns entraves e hesitação, mas, graças a Deus, consegui.

    Mas o que percebo em Dawkins, Sam Harris, Dennett e outros ateus que hoje militam em prol da descrença extrapola o que, algum dia há muitos anos atrás, eu tinha em baixa conta quanto à religião. No caso deles, sobressai-se uma intolerância com pontos de agressividade incomuns, talvez com paralelo somente nos governos socialistas.

    E, por outro lado, nada ocorreu que justificasse essa intenção de Dawkins, lembrando que o transporte urbano londrino não propaga crença religiosa alguma. Por que, então, deveria propagar a crença contra a religião, que no frigir dos ovos é o que melhor define o ateísmo?

  3. Eduardo Araújo

    Um pequeno adendo, ainda face ao comentário da Danielle.

    Disseste-o muitíssimo bem, caríssima Aran! O retorno para a religião, e eu ressaltaria para a Igreja Católica, sempre é construído a partir de muito pensar, muita reflexão. Trava-se, internamente, uma discussão envolvendo argumentos e contra-argumentos e, no fim, com a graça de Deus e a sensatez em dia, reencontra-se a boa via, então perdida.

    Ser religioso, máxime de acordo com a sã Doutrina e o Magistério da Igreja, sem deturpar os seus mais altos valores e princípios, equivale, com toda a certeza, a um belo e exemplar exercício do pensamento.

    Após todo esse pensar e refletir, em todos estes anos, afirmo o meu testemunho: como é bom crer e amar Deus! Como é bom ser católico!

  4. Fabrício L.

    O cristianismo – leia-se, o catolicismo – é a religião da razão.

    «Nosso Senhor ordenou: “Ide, e ensinai…”, e não “Ide, e comovei…”» – Pe. Renato Leite

    Paz e Bem!

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