Resposta – Jubileu Sul

closeAtenção, este artigo foi publicado 8 anos 7 meses 26 dias atrás.

Sobre o escândalo envolvendo a tal “Rede Jubileu Brasil Sul” que publiquei aqui, uma amiga escreveu um email protestando e recebeu uma resposta, que publicou no seu blog. Também quero reproduzir aqui, por uma questão de justiça. Apenas quero fazer três ligeiros comentários.

1) O tom acusatório da carta-resposta é ridículo, e eu o repudio completamente. Não tem ninguém agindo de “má fé”, nem tomando uma “atitude antiética, produzindo, como se constata, acusações injustas e infundadas”, nem fazendo “procedimento desonesto e antiético”, que “induz a suposições infundadas, em cima das quais se passa a lançar acusações gratuitas e alarmistas”, nem nada disso; acontece que HAVIA UMA DECLARAÇÃO ABORTISTA NO SITE DA REDE JUBILEU BRASIL SUL – isto é UM FATO. Ao invés de pedir sinceras desculpas pelo escândalo que a tal entidade causou com a publicação deste lixo abortista (a palavra “desculpa” não aparece uma única vez no comunicado), prefere a secretaria da rede dar uma de “presidente Lula não-sei-de-nada” e dizer que a declaração… “foi equivocadamente para o site da entidade”!! Oras, QUAL É A CONFIANÇA QUE MERECE UMA ENTIDADE SUPOSTAMENTE CRISTÃ QUE, “EQUIVOCADAMENTE”, PERMITE-SE PUBLICAR UMA DECLARAÇÃO ABORTISTA NO SEU SITE E, DEPOIS, AO INVÉS DE PEDIR DESCULPAS PELO ERRO GROSSEIRO, ACUSA DE DESONESTIDADE E MÁ FÉ OS QUE APONTARAM OS ERROS? Favor comparar, p.ex., a carta de desculpas da Secretaria da Rede Jubileu Sul com a carta da Ir. Gilvania dos Santos, do Instituto das Medianeiras da Paz, que havia alugado – sem o saber – um espaço pertencente ao instituto para que as Abortistas pelo Direito de Matar fizessem um congresso.

2) Tanto o convite para a participação da Cúpula (clique aqui) quanto a maldita declaração abortista (clique aqui) continuam presentes no site; apenas foram colocados em uma área privada, que exige login e senha para ser acessada. É diferente, por exemplo, de digitar um endereço que não exista (clique aqui). Pergunta que não quer calar: quem são as pessoas que têm acesso à área restrita do site, para acessar essas porcarias? Por que elas não foram prontamente eliminadas, e por que não foi publicada imediatamente uma errata na página principal do site, pedindo desculpas pelo equívoco? É o mínimo que a justiça exige.

3) A secretaria da entidade diz que “[n]enhuma das entidades – IBRADES, Pastoral dos Migrantes, Cáritas Brasileira, a Pastoral Social – CNBB, Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC), Conselho Indigenista Missionário (CIMI), Grito dos Excluídos, subscreveram a referida Declaração, e, sequer estiveram presentes na Cúpula”; no entanto, a notícia publicada pela Adital diz que a rede Jubileu Sul iria participar (“[e]ntre as entidades que estarão presente na cúpula, encontram-se: (…) Jubileu Sul – Brasil e Américas”) e, no convite publicado no site ao qual eu já fiz referência (que foi colocado em uma área privativa do site mas que ainda está no cache do google), o email para contato fornecido é um email da rede jubileu brasil sul (printscreen aqui). Outra pergunta que não quer calar: a Rede Jubileu Brasil Sul estava presente à Cúpula, ou não?

En passant, registro que a notícia que convocava “os movimentos sociais de todos os países da região, particularmente os do Nordeste, em especial os da Bahia, para as atividades de mobilização e discussão da Cúpula dos Povos” era do dia 24/10, ou seja, quase dois meses atrás. Dois meses para se “perceber” uma publicação “equivocada”, após os quais nem um único pedido de desculpas, e eu ainda sou acusado de má fé? Ah, vão procurar o que fazer, bando de desocupados!

Segue, abaixo, a íntegra da mensagem recebida pela Maite Tosta.

P.S.: Ainda tem uma outra declaração abortista no site do Jubileu Brasil:

Reafirmamos el derecho de las mujeres a decidir con libertad sobre sus vidas, cuerpos, sexualidades y territorios que habitan, con sus riquezas naturales y culturales.

Deve ser mais um “equívoco” da santa e imaculada Rede Jubileu Brasil, contra a qual eu, anti-ético e desonesto de má fé, estou levantando calúnias e acusações infundadas.

* * *

from minderaite
to Maite Tosta
date Mon, Dec 22, 2008 at 5:54 PM
subject RES: [DEFESA DA VIDA – DENÚNCIA] – REDE JUBILEU SUL, CNBB E ABORTO
mailed-by .com.br

5:54 PM (4 hours ago)

Reply to all

Querida Maite,

Retransmito os esclarecimentos prestados pela Rede Jubileu, a Dom Dimas.

Fraternalmente,
Sonia Minder

De: Jubileu Sul Brasil [mailto:[email protected]]
Enviada em: segunda-feira, 22 de dezembro de 2008 15:40
Para: Dom Dimas Lara Barbosa; Dom Luiz Demetrio Valentin; Ir. Delci Maria Franzen – Pastoral Social-CNBB
Cc: blestienne; gritoexcluidos
Assunto: Carta à Dom Dimas Lara – Secretário Geral da CNBB
Prioridade: Alta

Estimado Secretário Geral da CNBB

Dom Dimas Lara Barbosa

Foi com surpresa que recebemos a manifestação (via e-mail) questionando a postura da Rede Jubileu Sul/Brasil. Em respeito ao trabalho sério e comprometido de centenas de articuladores desta rede (muitos católicos e cristãos), gostaria de prestar-lhe alguns esclarecimentos sobre a linha de trabalho, princípios, missão e valores do Jubileu Sul no Brasil.

1. A Declaração da Cúpula, divulgada como se contasse com a assinatura do Jubileu Sul e de outras entidades que compõem a rede Jubileu Sul/Brasil, foi equivocadamente para o site da entidade, de onde já foi retirada, pois NÃO CONCORDAMOS com a afirmação que consta no seu item cinco (5). Nenhuma das entidades – IBRADES, Pastoral dos Migrantes, Cáritas Brasileira, a Pastoral Social – CNBB, Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC), Conselho Indigenista Missionário (CIMI), Grito dos Excluídos, subscreveram a referida Declaração, e, sequer estiveram presentes na Cúpula. Por princípio, especialmente, não concordamos com a posição da Declaração, expressa no referido item cinco (5).
2. Quando se trata de declarações, o método que sempre fazemos questão de usar em nossa rede do Jubileu Sul, é submeter à prévia apreciação do texto, assim nossas declarações são construídas da forma mais ampla, coletiva e transparente, consultando previamente as entidades, ou seja, todas as declarações passam por uma consulta prévia, com autorização por escrito da inclusão do nome. E, portanto, nenhuma organização subscreve a declaração sem antes a examinar. Lamentamos que tenham sido feitas ilações, levando a supor que o Jubileu ou suas entidades membros tivessem assinado a Declaração em questão. Este tipo de ilação revela má fé, se constituindo em atitude antiética, produzindo, como se constata, acusações injustas e infundadas, que requerem pronta repulsa de todos, inclusive da própria CNBB.
3. A referida Declaração (ver declaração original anexo), segue sem assinatura de nenhuma organização, portanto, evidencia que não há adesão de nenhuma das entidades citadas acima.
4. Quem somos? O Jubileu Sul (abaixo o perfil completo da organização) trabalha o tema da dívida pública – externa e interna, e atua na defesa da vida, dos excluídos, dos mais empobrecidos que sofrem os impactos das dívidas sociais injustas e temos como principal foco a formação de lideranças, de agentes sociais para atuar em defesa da pessoa humana. Fazemos isso em respeito a nossa história.
5. O Jubileu pelos princípios e valores éticos que norteiam a sua história, e respeitando o seu nascedouro a partir de um chamado Cristão, defende a vida e os direitos de todas as pessoas incondicionalmente.
6. Neste sentido, voltamos a insistir que qualquer interpretação de que o Jubileu, ou as entidades acima citadas, concordem com o item cinco (5) desta Declaração é procedimento desonesto e antiético, pois induz a suposições infundadas, em cima das quais se passa a lançar acusações gratuitas e alarmistas.

Antes de acusar levianamente, a ética indica o caminho do pedido de esclarecimento, e não o açodamento em acusar.

Para qualquer outro esclarecimento estou à disposição. Meus contatos telefônicos (11) 35829479 /91163721

Aproveito para desejar um Santo Natal e que o Deus da Vida nos ilumine na grande missão de estar a serviço do Povo.

Fraternamente, Rosilene Wansetto

Secretaria

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Perfil Organizacional – Quem somos?

Jubileu Sul/Internacional

Somos uma rede ampla e plural de movimentos sociais, organizações populares, religiosas e políticas, comunidades e campanhas da América Latina, do Caribe, África, Ásia e Pacífico.

Trabalhamos juntos no desenvolvimento de um movimento global pelo cancelamento e repúdio às dívidas externas e internas, exigindo a reparação e restituição do imenso dano que elas provocam aos países endividados e ao desenvolvimento humano, social, ambiental, político e econômico dos mesmos.

Seguindo a influência dos movimentos de resistência à dívida que cresceram durante a década de 80, constituímo-nos como Jubileu Sul no ano de 1999 no bojo das campanhas do Jubileu 2000. Incorporamos o conceito SUL pela reflexão de critérios políticos e ideológicos, além de geográficos, e por abranger os povos oprimidos e excluídos do mundo todo.

Nossa plataforma:

– Rechaço e repúdio coletivo ao pagamento da dívida externa e interna;

– Reconhecimento como credores de uma grande dívida histórica, social e ecológica;

– Anulação das dívida sem condicionalidades, com auditorias sociais;

– Restituição e reparação dos danos humanos provocados pelo pagamento da dívida;

– Redistribuição dos fundos públicos em benefício do bem-estar do povo;

– Auditoria das dívida dos países verificando as ilegitimidades e ilegalidades;

– Construção de uma nova ordem econômica mundial que seja eqüitativa, solidária, justa em termos de gênero, sustentável e democrática.

Jubileu Sul Américas

Na América Latina e Caribe nossa ação está fortemente inserida na mobilização hemisférica contra a Militarização, os Acordos de Livre Comércio que atentam contra os Direitos Humanos e a Soberania dos nossos povos. Contribuimos também para o pensamento de novas formas de financiamento e de alternativas para o Continente e para os países. Propomos, uma integração fundamentada na promoção de uma Vida digna para todas e todos, baseada nos valores do respeito à diversidade cultural dos povos e na colaboração solidária entre eles.

Presentes em mais de 40 países, nos organizamos através de uma estrutura global descentralizada, que conta com um Comitê Coordenador Internacional, formado pelos representantes eleitos nas Secretarias Regionais da África, Ásia, Pacífico, América Latina e Caribe.

Atualmente, os países da América Latina e Caribe que fazem parte do Comitê são Argentina, Brasil, Nicarágua e Haiti. A partir de 2008 a sede do Comitê Coordenador Global do Jubileu Sul terá como sede a Argentina.

Jubileu Sul Brasil

A Rede Jubileu Sul Brasil se expressa como uma ampla mobilização ecumênica. É coordenada por vários movimentos sociais e organizações, como a Pastoral Social – CNBB, Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC), a Cáritas Brasileira, pelo Conselho Indigenista Missionário (CIMI), pelo Instituto de Políticas Alternativas para o Cone Sul (PACS), Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), a Central de Movimentos Populares (CMP), Grito dos Excluídos, IBRADES e a Rede Brasil sobre Instituições Financeiras. Ao todo, são cerca de quarenta organizações nos diversos níveis (estadual e nacional), que há vários anos buscam articular-se e somar-se neste trabalho.

A rede se articulou em julho de 1998, durante um simpósio em Brasília sobre a dívida externa. Chamava-se Campanha Jubileu 2000 contra a Dívida Externa.

Para ampliar a mobilização, organizou-se um Tribunal da Dívida, em maio de 1999, no Rio de Janeiro. Decidiu-se então organizar um plebiscito popular nacional no ano seguinte, sobre a Dívida Externa.

Naquele momento, o país todo debateu o tema da dívida externa e 6 milhões de pessoas votaram. Em 2001 a Rede promoveu um amplo debate na sociedade para a realização da Auditoria Cidadã da Dívida que permanece com uma campanha, como um instrumento pedagógico e bandeira prioritária no Jubileu Sul.

No ano de 2002, organizou-se o plebiscito popular sobre o tema da Alca, onde mais de 10 milhões de pessoas manifestaram-se contra a assinatura deste acordo.

No ano de 2004 deu-se inicio à 4ª Semana Social Brasileira, que junto com a Rede Jubileu Sul Brasil, a Campanha Brasileira contra a ALCA e outras inúmeras organizações realizou, em 2005, uma Assembléia Popular com mais de 8 mil pessoas em Brasília, para debater o Brasil que Queremos. Este processo, desencadeado como Assembléia Popular, permanece como metodologia de trabalho de formação das redes, campanhas e organizações, sendo o Jubileu Sul Brasil uma referencia dessa articulação nacional.

A Rede Jubileu Sul Brasil, representa um riquíssimo processo de organização, formação e expressão política popular que fortaleceu a vida democrática participativa no país. Mundialmente o Jubileu Sul assume o debate que leva o lema “Dívida Externa, Somos Credores” da dívida social, financeira, ambiental e histórica.

A metodologia utilizada pelo Jubileu Sul Brasil valoriza a participação, a criatividade, as iniciativas na base, o pluralismo, a diversidade e a qualidade dos materiais pedagógicos produzidos. Nos preocupamos também com a dimensão política dos debates, unidade de forças sociais, articulação entre análise, reflexão e prática. A Rede é um magnífico laboratório e uma gigantesca escola de formação para a democracia participativa.

Não é fácil avaliar os resultados de tamanha mobilização. Mas é seguro que se formaram lideranças políticas, que são hoje grandes articuladores/as e reforçou-se a participação e conscientização política de muitas pessoas além da própria democracia.

Temas considerados tabus e tratados em segredo pelo governo, como a Dívida e ALCA, tornaram-se públicos e hoje são ou foram amplamente discutidos na mídia e pela sociedade civil em geral.

As dívidas externa e interna são comprovadamente, pelos estudos já elaborados no Brasil através da Auditoria Cidadã, ILEGÍTIMAS, INJUSTAS E INSUSTENTÁVEIS ÉTICA, JURÍDICA E POLITICAMENTE.

Elas foram constituídas sem o aval da sociedade e fora dos marcos legais vigentes. Não favorecem o desenvolvimento sustentável, prejudicam a maioria da população, violam os direitos sociais e humanos e tornam vulnerável a soberania nacional.

“Campanha internacional sobre a ilegitimidade da dívida”

Levamos a cabo esta Campanha através de ações nacionais e regionais que levam em conta os custos humanos, sociais, ecológicos, financeiros e políticos que provoca a dívida. Atuamos também sobre sua vinculação com as políticas de livre comércio, privatização, guerra/militarização e violação sistemática dos direitos humanos.

A campanha promove o reconhecimento da ilegitimidade da dívida através da investigação e capacitação, de ações judiciais, mobilizações, debates, pressão pública, incidência nos meios de comunicação, entre outras ações.

Para continuar nosso trabalho, convidamos a todas as campanhas, movimentos sociais, redes, organizações populares e religiosas, ONG’s e formações políticas que compartilham nossas metas e princípios a se somarem ao Jubileu Sul para trabalharmos juntos na formação de um forte movimento global por um mundo livre de dívidas e de dominação. Trabalho este articulado entre Sul e Norte do mundo em que vivemos.

VISÃO, MISSÃO E VALORES

Visão:

Que todos os direitos e a dignidade humana sejam respeitados em todas as circunstâncias. Que não haja mais exclusão de homens e mulheres em detrimento da financeirização do mundo e das relações humanas. Que todos, sem distinção de cor, raça ou credo tenham direito à alimentação, à vida, à educação, à água, à segurança, à moradia e aos demais direitos, para que assim possamos construir uma vida e uma sociedade justa para todos. Que o processo de exploração produzido pelo mundo globalizado e de grande exclusão, pauperização, miserabilidade e marginalidade de mulheres, crianças e jovens seja interrompido pela defesa da vida.

Missão:

A missão do Jubileu é levar ao conhecimento de todos os abusos produzidos pelo processo de endividamento dos países. No caso brasileiro, levamos a público a denúncia de que a dívida gera exclusão, pobreza e desemprego. Produzimos material para levar a todos a compreensão sobre o endividamento causado por governos que não tinham compromisso com o desenvolvimento sustentável e nem com o seu povo. Trabalhamos estes temas sempre sob o ponto de vista das populações excluídas, das mulheres, das crianças e dos jovens, grupos que sofrem mais diretamente.

Frequentemente produzimos documentos e estudos que dão subsídio a essa missão.

Valores:

Os valores impregnados em nossa prática cotidiana devem ser os da solidariedade, do trabalho coletivo, da parceria, do combate a todo tipo de injustiça, da dignidade, da construção de valores universais e de um mundo melhor e mais justo pela defesa da vida.

Solidariedade – ser solidário é ser humano, é estar ao lado de todos que sofrem as injustiças, especialmente excluídos, empobrecidos, marginalizado e jogados à própria sorte. São eles que merecem nossa solidariedade constante e atenta.

Acreditamos ser necessária a solidariedade também com os que sofrem a outras formas de injustiças, como a guerra e as ocupações. Somos solidários também às lutas de autodeterminação dos povos.

Coletividade – acreditamos no trabalho coletivo para combater as injustiças e no desenvolvimento de novas práticas de trabalho, mais solidárias às relações humanas, com práticas de respeito mutuo

Parceria – incentivamos o trabalho em parceria, no qual é possível construir novas relações e, de modo articulado, reconhecer o valor de confiança no outro. Assim, é possível ampliar o trabalho em defesa da vida, fortalecendo a solidariedade.

A parceria nos leva ao confronto de nossa prática com a de outros, nos fortalecendo na construção de um mundo novo e possível.

Combate as injustiças – combater todas as formas de injustiça, como a pobreza, a fome e as desigualdades sociais, que provocam ainda mais exclusão. Acreditamos ser necessário combater as injustiças cometidas por guerras e conflitos onde os mais atingidos são mulheres e crianças. É preciso combater as injustiças econômicas contra o meio ambiente, contra as pessoas, contra a preservação dos direitos. E a defesa da dignidade humana e dos valores da vida.

Valores universais – contribuir no fortalecimento e na construção de valores universais que estão sendo debatidos em espaços amplos e coletivos, como os fóruns sociais e lugares onde a nossa agenda se complementa com a agenda de outros movimentos e organizações, que tenham como prioridade o combate à exclusão provocada pelo endividamento, o empobrecimento e a financeirização da vida.

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0 thoughts on “Resposta – Jubileu Sul

  1. Gederson

    Caro Sr. Jorge Ferraz,
    Salve Maria!

    Já faz algum tempo venho acompanhando as atividades espúrias não católicas da CNBB. Portanto quero dar aqui uma contribuição para que todos saibam o que é e quem é CNBB.

    São Jerônimo, o grande tradutor da Vulgata, certa vez teve um sonho, onde estava no juízo final. Então Nosso Senhor lhe perguntava:

    – Quem és?

    Ao que o Santo responde:

    – Sou cristão.

    Então nosso Senhor, sentencia:

    – Mentes. Não és cristão, mas ciceroniano.

    Depois deste sonho, o santo nunca mais lei Cícero. Perguntem-se, o que tem tal sonho haver com a CNBB?

    RespondO; O sonho tem tudo haver com todos os Bispos da CNBB. São Jerônimo, era emocionalmente católico e racionalmente ciceroniano. Os Bispos da CNBB, são emotivamente católicos e racionalmente alguma coisa não católica, ou seja, são Comunistas, socialistas, humanistas, relativistas, etc. Tem vergonha de expressar a própia fé, a verdade não os liberta, por isso professam doutrinas de homens e não de Cristo.

    Se considerarmos então que as famosas análises de conjuntura tem por fim ser um “o esforço permanente para reconhecer a realidade e adaptar a mensagem cristã ao homem de hoje, dinâmica, atraente e convincentemente” http://www.cnbb.org.br/ns/modules/mastop_publish//?tac=427 , poderemos considerar que eles estão muito distantes dos Apóstolos que “atualizarão” o Império Romano Pagão pela verdade revelada por Cristo. O que concorda com o ensinamento de Santo Tomás de Aquino sobre a fé ser o assentimento da inteligência e da vontade, a verdade revelada.

    A C onveção N a cional dos B olcheviques do B rasil, considera que a fé é o assentimento da verdade revelada ao tempo presente. Bom, ou eles são notóriamente desonestos, ou então no fundo, no fundo são covardes. Penso não estar exagerando em meu julgamento, porque esta entidade pelo que tem feito e faz, não é católica, mas laicista e revolucionária. Não é atoa que as seitas protestantes crescem e avançam, nossos Bispos tratam apenas de questões temporais!

    Existem coisas muito piores do que o jubileu sul do Brasil na CNBB que apenas segue a regra das análises de conjuntura. Se você ver a definição da atuação do CIMI, verá

    “O Cimi é um organismo vinculado à CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) …”

    O objetivo da atuação do Cimi foi assim definido pela Assembléia Nacional de 1995: “Impulsionados(as) por >>>nossa fé no Evangelho da vida, justiça e solidariedade e frente às agressões do modelo neoliberal, decidimos intensificar a presença e apoio junto às comunidades, povos e organizações indígenas e intervir na sociedade brasileira como aliados (as) dos povos indígenas, fortalecendo o processo de autonomia desses povos na construção de um projeto alternativos, pluriétnico, popular e democrático<<>>>>>subversiva<<<<<[Cristo morreu por uma classe social, ou pelos pecadores que estão em todas elas?]<, à terra de Deus e aos pobres da terra, ouvindo o clamor que vem dos campos e florestas, quer ser presença solidária, profética, ecumênica, fraternas e afetiva junto aos trabalhadores e trabalhadoras da terra e das águas, para que os mesmos assumam o protagonismo de suas lutas e de sua história.”http://www.cnbb.org.br/ns/modules/mastop_publish/?tac=319

    Ainda existem coisas piores que pedem que se faça um dôssie sobre esta entidade para que se torne público.

    A raiz deste problema é a predominância da noção nominalista dos universais nesta entidade. Se você ler e investigar a fundo o site desta entidade. Só poderá concluir que a Igreja desta entidade, existe apenas concretamente no Brasil, na ordem temporal e no comunismo. O que redunda na imanência religiosa do modernismo denunciada na Pascendi. Para a CNBB, definitivamente a sua particularidade é universal e não existe outra Igreja além de si mesma, é uma seita revolucionária e subversiva. Portanto, todo cuidado é pouco, pois ainda que você tenha apresentado as provas, postado no blog, o que faz Dom Dimas? Da direito de resposta ao grupo do jubileu sul.

    Ora, não é no prédio da regional da Sul da CNBB, que as Caóticas pelo direito de ordenar, ocupam um andar do prédio inteiro?

    Leia o documento “A Evangelização e o Serviço ao Mundo” no endereço: http://www.cnbbsul1.org.br/arquivos/a_evangelizacao_servico_mundo.doc e verá coisa ainda pior.

    Recomendo na batalha contra esta gente que guarde o maior número possível de provas materias. Peço ao própio autor que visite as fontes e as confirme antes de publicar, pois por algum motivo “misterioso”, elas podem desaparecer.

    Termino dizendo, que ainda existe coisa pior e sugiro aos que lerem este comentário que passem a fazer juízos sobre o que vêm da CNBB e o que se disponibiliza neste site.

    Não dá para aliviar porque se tratam de Bispos, pois com o báculo e o anel, Dom Arns ajudou na criação do famigerado e escroto FORO DE SÃO DE PAULO. É o dever de todo católico brasileiro, cobrar desta entidade uma postura católica.

    Nossos filhos não poderão ter a fé de nossos Pais. Porque pagamos o dízimos para um fim e ele destina pura e simplesmente a expansão do marxismo. Que DEUS nos ajude e nos proteja da CNBB.

    Um santo natal

    Gederson

  2. Julie Maria

    Que tristeza toda esta história, e como mostrou o Gederson, parece ser só mais uma entre tantas. Que tragédia. A Igreja, Santa Madre Igreja, com a verdade que liberta a todos os homens e a todo o homem, tendo que “estar sujeita” a visões heréticas. É um grande escândalo.

    Rezemos para que acordem, pois há muita evangelização verdadeiro a ser feita!

    JM

  3. Jorge Ferraz

    Caríssimos,

    É importante frisar que estas atividades espúrias em questão NÃO SÃO DA CNBB, e sim da tal Rede Abortista Brasil Sul. É importantíssimo escrever à CNBB para que ela rejeite expressa e publicamente qualquer associação com esta Rede Jubileu.

    Convém ainda lembrar que os Sucessores dos Apóstolos, quaisquer que sejam eles (mesmo os sucessores de Judas), devem ser tratados com o respeito e a deferência que o seu estado exige, e os descontentamentos que porventura haja devem ser manifestados dentro daquilo que compete aos leigos católicos.

    Abraços, em Cristo,
    Jorge Ferraz

  4. Demerval Jr.

    Jorge, meu irmão,

    Podemos ver nisso tudo que, de alguma forma, “1984” by Orwell funciona mesmo, hoje e a plenos vapores infernais. “Haja Igreja para tanta fumaça”, talvez dissesse hoje Paulo VI…

    O caminho da Verdade passa pela denúncia profética do erro e de tudo o que atrapalha o Reino de Deus no meio de nós. Por aqui, rezamos muito por você!

  5. Danilo

    Respeitamos os bispos da CNBB? Sim, é claro
    Reconhecemos seu lugar na Igreja? Sim, é claro
    Concordamos com a esmagadora maioria da CNBB? IIh, ai a coisa muda de figura…
    Como concordar com declarações tão horriveis como as produzidas pela CNBB (e não me refiro a este caso)?
    O passado da CNBB a condena, sem dúvida. Não foram aniquiladas as sementes do marxismo ateu que cresciam no seio da Conferencia de Bispos, mesmo depois de 25 anos de pontificado João Paulino-Ratzinger. A cartilha de Boff continua sendo lida pelos bispos como Dom Demetrio.
    Este bispo que, não poderia ser diferente, publica escandalos no site marxtoide da ADITAL, o portal da Teologia da Libertação!!! Dom Demetrio não tem como alegar “Ai, eu não sabia de nada” ou “A culpa é da leitura errada do senhor Jorge . A tangente não fica bem como saída para este bispo… Se bem que Dom Demetrio nem esquenta a cabeça com isso; escandaliza e não está nem ai. Rezemos para que Dom Demetrio receba um cargo na Cúria Romana, tipo sub-secretario da biblioteca apostolica ou coisa do genero. Promoção pro removere. Ou acho melhor só rezar por ele…
    O que me deixa mais triste não é fala dos bispos moderninhos, mas o silencio e a conivencia dos bispos de verdade que existem (sim, eles existem) na CNBB. É como se um grupinho controlasse a cabeça de todos os mitrados. Bem pior que o tempo de Ario…

  6. sandra nunes

    Gederson

    Antes de falar de Dom Paulo Evaristo Arns, você tem que crescer MUITO!

    “A C onveção N a cional dos B olcheviques do B rasil, considera que a fé é o assentimento da verdade revelada ao tempo presente. Bom, ou eles são notóriamente desonestos, ou então no fundo, no fundo são covardes.”

    Mas esperar o que, de uma pessoa que não respeita, nenhum Bispo do Brasil.

    Cara, funda sua “Igreja” nos seus moldes, e para de blasfemar, contra Homens de Deus que têm o apoio e a orientação do Vaticano.

  7. sandra nunes

    Danilo

    “O que me deixa mais triste não é fala dos bispos moderninhos, mas o silencio e a conivencia dos bispos de verdade que existem (sim, eles existem) na CNBB. É como se um grupinho controlasse a cabeça de todos os mitrados. Bem pior que o tempo de Ario…”

    Não se esqueça que acima deles está o Vaticano, que a tudo observa.

    Acredito, que quem cala consente!

  8. Gederson

    Caro Sr. Jorge Ferraz, se o Decreto contra comunismo, tivesse sido revogado, concordaria com você que a atividade da CNBB não é espúria. Mas como ele ainda esta em vigor, o apoio a Rede Jubileu Sul (Movimento de índole marxista), é espúrio. As companhias desta rede segundo o quem somos são:

    “A Rede Jubileu Sul Brasil se expressa como uma ampla mobilização ecumênica. É coordenada por vários movimentos sociais e organizações, como a Pastoral Social – CNBB, Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC), a Cáritas Brasileira, pelo Conselho Indigenista Missionário (CIMI), pelo Instituto de Políticas Alternativas para o Cone Sul (PACS), Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), a Central de Movimentos Populares (CMP), Grito dos Excluídos, IBRADES e a Rede Brasil sobre Instituições Financeiras. Ao todo, são cerca de quarenta organizações nos diversos níveis (estadual e nacional), que há vários anos buscam articular-se e somar-se neste trabalho.”

    O respeito e a deferência que merece a CNBB é uma denúncia junto a Cúria Romana por apoiar e promover o comunismo na América Latina. Na atual conjuntura, respeitar a CNBB, significa colaborar com um cisma formal e desrespeitar a Sé Romana. Ademais, é sempre bom lembrar:

    “É aprovar o erro não lhe resistir, é sufocar a verdade não a defender (…) Todo aquele que deixa de se opor a uma prevaricação manifesta pode ser tido como um cúmplice secreto” (citado por Leão XIII, em sua carta aos bispos italianos, de 8/XII/1892). São Félix II

    “A Igreja Católica não é uma sociedade na qual é aceito aquele princípio imoral e despótico pelo qual se ensina que a ordem do superior em qualquer caso exime (os súditos) da responsabilidade pessoal” (Denz. Sch. 3116). Declaração coletiva dos Bispos Alemães cconfirmada pelo Beato Pio IX

    “Desde que falta o direito de mandar ou o mandato é contrário à razão, à Lei eterna, à autoridade de Deus, então é legítimo desobedecer aos homens a fim de obedecer a Deus” (Encíclica Libertas Praestantissimum, n.15). Leão XIII

    A sentença de São Félix II, fica evidente quando esquece-se a índole marxista do movimento rede jubileu e reduz-se a fé a defesa dos direitos humanos. O que é justo e necessário, mas isto não justifica que a fé seja deixada de lado.

    Fique com DEUS

  9. Gederson

    Srª Sandra Nunes,
    não existem Bispos DO Brasil, eles existem NO Brasil, porque são DA Igreja. O nome da CNBB, induz ao erro de pensar que o Brasil é Igreja para possuir Bispos. O que revela muito bem o reducionismo da Igreja ao Brasil, como me referi anteriormente.

    Se considerame uma criança, ótimo, pois nosso Senhor disse que se não nos assemelharmos a elas não herdaremos o Reino de DEUS. Não quero crescer no comunismo para falar bem de Dom Arns, um dos Bispos da fileira vermelha da CNBB.

    Afirmo com certeza que Dom Paulo Evaristo Arns, foi comunista e foi fundador do Foro de São Paulo. Foro que foi o grande responsável pela América Latina ter se tornado socialista marxista. Aliás, todos os movimentos de esquerda, são estrturalmente análogos a CNBB e de algum modo se lhe assemelham.

    Faça uma pesquisa no google e verá que tenho razão verdadeira. A CNBB é o Sillon brasileiro!
    Fique com DEUS.

  10. Jorge Ferraz

    Caríssimo Gederson,

    Mas o Decretum Contra Communismum, salvo juízo canônico mais abalizado, foi revogado sim com a entrada em vigor do novo Código de Direito Canônico.

    O que não significa que se possa “ser comunista”, porque o comunismo é intrinsecamente perverso e a Doutrina da Igreja não muda, embora as leis penais o possam mudar. Independente do Decretum, ninguém pode ser comunista.

    Quanto à “denúncia junto a Cúria Romana por apoiar e promover o comunismo na América Latina”, o senhor tem todo o direito de fazê-la! No entanto, “esquecer” que os bispos são bispos e agir publicamente como se eles não fossem não ajuda nada e é atitude estranha ao espírito católico.

    Ademais, uma coisa é respeitar os bispos e outra muitíssimo diferente é obedecê-los cegamente. Claro que ninguém é obrigado a obedecer a nada que seja contrário à Doutrina da Igreja (aliás, tem até a obrigação de não obedecer), mas mesmo os maus bispos precisam ser respeitados. Recomendo a leitura deste texto de Santa Catarina de Sena.

    Abraços, em Cristo,
    Jorge Ferraz

  11. Gederson

    Caro Sr. Jorge Ferraz,

    Não existe nenhuma informação a respeito da revogação do Decretum Contra Communismum no site do Vaticano pelo Novo Código de Direito Canônico e na internet. Ao que tudo indica, ele contínua em vigor. Nem mesmo o CVII, revogou as condenações pré-conciliares contra o comunismo.

    Deixa eu ver se entendi, os Bispos da CNBB e a própia entidade, apóiam movimentos contrários e estranhos ao espírito católico, coloco isto as claras, e sou eu que estou agindo publicamente como se os Bispos não fossem Bispos?

    Ora, “Si palam res est, repetitio injuria non est” “não é injúria ir repetir o que está à vista de todos.” Não fiz nada além apresentar Organismos da CNBB. Definitivamente, não vigora na Igreja Católica o princípio despótico do argumento da autoridade. O mesmo que permitiu no julgamento de Nosso Senhor, ao soldado esbofeteá-lo por responder “mau” ao Sumo Sacerdote.

    Se falei mal, mostra me onde falei para que eu possa me corrigir. Mas se não falei mal, porque me acusas de desrepeitar os Bispos e agir como se eles não fossem Bispos? O que atraiu Santo Agostinho a Igreja Católica, foi o argumento da autoridade ou a sua legítima autoridade?

    São Roberto Belarmino, ensinou que é “É lícito resistir ao Pontífice que tentasse destruir a Igreja. Digo que é lícito resistir-lhe não fazendo o que ordena e impedindo a execução de sua vontade” (De Romano Pontifice, lib. II, c. 29). O que se aplica ao Papa, aplica-se aos Bispos. Evidentemente o efeito da aplicação prática desta regra, seria exatamente que o agente estaria desrespeitando o Papa e agisse como se ele não fosse Papa. No entanto por saber o que e quem é o Papa, que lhe é licíto resistir e impedir a execução de sua vontade. Se a execução de uma lei má não é impedida, tem se o que disse o Papa São Félix II, o erro torna se verdade.

    O discurso políticamente correto de não obedecer cegamente, apenas nos torna cúmplice da execução de uma lei íniqua. Minha desobediência neste caso, não erradica a lei, é necessário resísti-la e lutar contra a sua execução. Muitos antes de nós desobedeceram, isto no entanto não impediu que as coisas chegassem onde chegaram. Portanto, apenas desobedecer até agora ajudou apenas na implemantação do erro. Dom Félix Sarda Y Salvai, pergunta-se no livro “O liberalismo é pecado” no XXII capítulo :

    “…2° – Dado que o Liberalismo é coisa má, não é faltar caridade chamar maus os defensores públicos e conscientes do Liberalismo.
    É em substância aplicar ao caso presente a lei de justiça que se tem aplicado em todos os séculos. Nós, os católicos de hoje, não fazemos inovações neste ponto, seguimos a prática constante da antiguidade. Os propaladores e fautores de heresias foram em todos os tempos chamados hereges, como os seus autores. E como a heresia foi sempre considerada na Igreja como mal gravíssimo, a tais fautores e propaladores chamou sempre a Igreja maus e malvados. Registrem-se as coleções dos autores eclesiásticos. Veja-se como os Apóstolos trataram os primeiros heresiarcas e como continuaram tratando-os os Santos Padres e depois os modernos controversistas e a mesma Igreja em sua linguagem oficial. Não há, pois, falta de CARIDADE em chamar ao mau – mau; aos autores, fautores e seguidores do mal – maus e malvados; e ao conjunto de todos os seus atos, palavras e escritos – iniquidade, maldade, perversidade. O lobo foi sempre chamado lobo e mais nada, e nunca se julgou fazer má obra ao rebanho nem a seu dono, chamar-lhe e apostrofá-lo assim.”

    Uma coisa é a caridade, outra é o respeito humano. É um dever que a caridade me impõem lutar contra tudo que a CNBB tem feito. Apenas desobedecer, é uma imposição do respeito humano, voltado a preservação da pessoa dos Bispos. Quanto a isso advertia São Gregório Magno:

    “É preferível que ocorra um escândalo a esconder a verdade; escândalo maior seria tolerar o erro.” SÃO GREGÓRIO MAGNO

    É por amar a Igreja e amar os Bispos que denúncio o mau que tem praticado em não exercer a autoridade que lhes é própia. Como bem diz Santa Catarina de Sena, nenhum pecado lhes retira esta autoridade, mas se deixarem de utilizar desta é um sumo pecado. Porque de seu exercício depende toda Igreja (Principalmente os mais fracos). Não podemos reproduzir um modelo subversivo e vicioso onde vigora a desobediência. A CNBB não obedece ao Papa e nós não obecemos a ela, mas os simples obedecem a CNBB e fica por isto mesmo.

    Ainda voltando a Santa Catarina de Sena, um Bispo ou um Sacerdote em pecado, não agem de acordo com suas funções. Isto não quer dizer que não sejam Bispos, mas sim que não estão agindo como tais. Por que então ao demonstrar que os Bispos da CNBB não estão agindo como Bispos, quer dizer que estou dizendo que não são Bispos?

    Abaixo dois trechos da regra Pastoral de São Gregório Magno. Fique com DEUS.

    Abraço

    Gederson

    P.S.: Postei esta resposta no link de Santa Catarina de Sena, poderia apagá-lo por gentileza? Obrigado. Segue o trecho de São Gregório…

    “Os bispos são os olhos do povo. [se usam, vamos dizer, óculos vermelhos, o povo enxergará vermelho…] Se os que governam o povo não têm luz, os que lhes estão submetidos só podem cair em confusão e erro”. Regra Pastoral – São Gregório Magno

    Do silêncio dos pastores

    “O Pastor deve saber guardar silêncio com discrição e falar com oportunidade, de modo que nem diga o que deve calar, nem cale o que deve dizer. Porque assim como a palavra indiscreta leva ao erro, também o silêncio imprudente confirma no erro os que deviam ser ensinados. Muitas vezes os pastores incompetentes, pelo temor de perder a estima dos homens, não se atrevem a dizer livremente a verdade; e deste modo, segundo a palavra da Verdade, não atendem à guarda do rebanho com o zelo de verdadeiros pastores, mas comportam-se como mercenários: fogem ao vir o lobo, refugiando-se no silêncio.

    Por isso o Senhor os repreende por meio do Profeta: são cães mudos, incapazes de ladrar. E insiste noutro lugar: Não acudistes às brechas nem reconstruístes a muralha em defesa da Casa de Israel, para que pudesse resistir no combate no dia do Senhor. Acudir às brechas é opor-se aos poderes deste mundo, falando com inteira liberdade em defesa da grei. Resistir no combate no dia do Senhor é lutar por amor da justiça contra os ataques da iniquidade.

    Dizer de um pastor que teve medo de dizer a verdade, que é senão dizer que voltou as costas ao inimigo com o seu silêncio? Mas se ele vai em defesa do rebanho, é como se levantasse a muralha da Casa de Israel contra os seus inimigos…”

    (Da Regra Pastoral de S. Gregório Magno, Papa: séc. VI).

  12. Jorge Ferraz

    [Repetindo a resposta que pus no post sobre Sta. Catarina de Sena]

    Prezado sr. Gederson,

    Sobre o Decretum, o novo Código de Direito Canônico diz o seguinte:

    Can. 6 — § 1. Hoc Codice vim obtinente, abrogantur:

    1° “Codex Iuris Canonici” anno 1917 promulgatus;

    2° aliae quoque leges, sive universales sive particulares, praescriptis huius Codicis contrariae, nisi de particularibus aliud expresse caveatur;

    3° leges poenales quaelibet, sive universales sive particulares a Sede Apostolica latae, nisi in ipso hoc Codice recipiantur;

    4° ceterae quoque leges disciplinares universales materiam respicientes, quae hoc Codice ex integro ordinatur.

    Entendo que o Decretum é uma lei penal e, como tal, foi expressamente abrogada pelo novo código. Este entendimento foi-me passado pessoalmente – embora de maneira informal – por um canonista que trabalha no Vaticano, de modo que o considero válido até juízo melhor em contrário.

    No entanto, repito que isto não faz nenhuma diferença, porque, com excomunhão ou sem ela, ninguém pode ser comunista, uma vez que é doutrina já condenada pela Igreja (e esta não é passível de abrogação).

    Sobre o modus segundo o qual o católico precisa agir para com os bispos, releia as suas próprias citações e este escrito de Santa Catarina. Nenhum deles autoriza um leigo a faltar com o respeito devido aos Bispos pelo que eles são, independente de como ajam – aliás, os escritos da Doutora da Igreja o condenam abertamente. Perceba a diferença entre “obedecer” e “respeitar”, e perceba que, embora a obediência não seja absoluta, o respeito o é.

    Por favor, faça as denúncias junto à Cúria Romana que o senhor disse que ia fazer, mas pare de faltar com o respeito devido aos Sucessores dos Apóstolos.

    Abraços, em XC,
    Jorge Ferraz

  13. Luciano Perim

    Jorge,

    Um santo e feliz natal para você e toda sua família. Desejo o mesmo a todos os leitores desse excelente blog.

    Quanto ao tema. Quero lhe dar um duplo parabéns, primeiro pela correta denúncia em cima de fatos e não de ilações como querem te acusar. Depois pela firme defesa dos bispos.

    Todos sabemos que muitos da CNBB deixaram-se influenciar por muito tempo pelo marxismo, mas é perceptível a depuração da entidade nos últimos anos num esforço por uma maior fidelidade a Igreja e maior proximidade a Roma…
    No entanto o caminho é árduo… alguns dos que estão lá ainda vêem o mundo pela ótica da Heresia da Libertação. Mas acusações genéricas a Bispos e mesmo a CNBB não devem ser toleradas.

    Mesmo que a CNBB seja apenas um órgão de apoio, não fazendo parte da hierarquia católica, merece reconhecimento por parte dos fiéis leigos por tudo de bom que tem feito pela Igreja, e isso não podemos desprezar.

    No mais,

    Um santo e feliz Natal a todos !

    Luciano

  14. Gederson

    Caro Sr. Jorge Ferraz, quanto ao decreto Contra o comunismo, irei verificar se a informação procede.

    Quanto ao respeito aos Bispos, acredito ter sido suficientemente claro em minha resposta anterior. Onde, PEDIi-lhe para que demonstrasse em que e no que desrespeitei os Bispos, mostrando em que falei mal para que eu POSSA ME CORRIGIR. Escrevi argumentos baseados na regra de São Roberto Belarmino e no própio texto de Santa Catarina de Sena que você sugeriu. Tanto um como o outro me autorizam a resistir e impedir a execução das vontades e normas ilicítas apresentadas pela CNBB, por amor ao Episcopado e a Igreja. E o Sr. o que faz?

    Apenas repeti a mesma acusação. Que repúdio primeiro pelo sr. até agora apenas ter me acusado de desrespeito sem demonstrar em que desrespeitei os Bispos e segundo, por ser um julgamento de minhas intenções. Se digo que os Bispos são Bispos, mas não agem como tais é porque amo o episcopado. Mas se me silêncio, amo apenas as pessoas que estão no episcopado, isto sim é um desrespeito aos Bispos e quem o prática inconscientemente, com todo respeito, é o Sr. que apenas desobedece, mas não defende o epicopado contra Bispos maus e a própia CNBB.

    Ainda digo que desrespeito maior, é considerar que a Igreja Católica, é uma instituição liberal onde as leis e vontades ilicítas, são revogadas pela vontade geral que se manifesta na desobediência coletiva. Na Igreja Católica, as leis são revogadas pela reta razão tendo por base geral a verdade revelada em ato magisterial. Definitivamente, não é o povo o soberano na Igreja.

    Um católico que apenas desobedece os Bíspos, não resiste e luta contra a execução de uma vontade contrária ao depósito de fé, é um liberal, a sua esperança esta exatamente na desobediência coletiva. É uma postura que desrespeita tanto o magistério quanto o Papa, para respeitar uma Conferência Episcopal que não possuí direito divino e age como se fosse o própio magistério da Igreja.

    É estranho ao espírito católico que no artigo note-se apenas o aborto e não se note o envolvimento com um movimento marxista. É notável nisto, o indiferentismo em matéria de fé e a preocupação apenas com a questão do aborto que é justa e necessária, mas não é a única preocupação da Igreja. Isto é o efeito do própio magistério da CNBB. Os que apenas desobedecem (com todo respeito), acabam por se tornar apenas emotivamente católicos e racionalmente alguma coisa não católica.

    É preciso distinguir entre respeito humano e caridade católica. Ainda bem que Nosso Senhor não possuí a mesma noção de deferência e respeito episcopal que a sua, porque se assim fosse também poderíamos considerar que ele teria “desrespeitado” São Jerônimo, por não reconhecer nem mesmo que era um cristão.

    Pelo que você respondeu até agora, não tenho interesse em continuar com este debate. Tudo que tinha que eu tinha para dizer, já foi dito. Fique com DEUS e um santo natal.

    Respeitosamente,

    Gederson

  15. Jorge Ferraz

    Caríssimo Gederson,

    Sobre “em que e no que desrespeitei os Bispos”, eu acredito que não precise mostrar, até porque o senhor já manifestou desinteresse em continuar conversando.

    Sobre as digressões do senhor a respeito dos “católicos emotivos” e da “democracia da Igreja”, não entendo, em absoluto, o que elas têm a ver com o respeito exigido aos sucessores dos Apóstolos – repito, mesmo aos sucessores de Judas.

    Sobre “[a]inda bem que Nosso Senhor não possuí a mesma noção de deferência e respeito episcopal que a sua”, eu espero sinceramente que o senhor veja a diferença entre o senhor e Nosso Senhor. Sobre o mesmo assunto, lembro que São Padre Pio esbofeteou um seu amigo que, para defendê-lo, falou mal [e não era mentira] de um bispo em sua presença.

    A propósito, o senhor já fez a sua denúncia junto à Cúria Romana?

    E termino, por fim, retribuindo os votos de um santo Natal.

    Abraços,
    Jorge