Diversos

closeAtenção, este artigo foi publicado 8 anos 1 mês 21 dias atrás.

– Um pequeno – mas muito bom! – texto sobre a alma da Dicta & Contradicta: Apenas Letal. “Uma casa é uma pilha de tijolos, mas não é apenas uma pilha de tijolos. Não acredita em mim? Vá aos fundos de uma olaria; lá haverá muitas pilhas de tijolos, mas nenhuma casa. A definição dada responde à causa material, à pergunta ‘do que é feito?’, mas é apenas uma parte da resposta à pergunta mais ampla ‘o que é?’. Faltou o mais essencial: uma casa é definida, antes de tudo, não pelos materiais que a compõem (embora também por eles), mas por seu projeto: ela é dividida em cômodos, cada um com sua função no todo cujo fim último é abrigar e permitir a vida de uma pessoa ou grupo delas. E o que é esse projeto? Ele está desenhado num papel, na planta, mas ele não é o desenho. Tanto é assim que é possível desenhar o mesmo projeto em outro papel com outro lápis, e nem por isso a casa terá dois projetos. O projeto é aquilo que o desenho expressa: a estrutura lógica, racional, da construção: os tamanhos e localizações dos cômodos, onde cada material será usado, a função de cada cômodo, etc. […] Tijolos sem projeto, e projeto sem tijolos, não seriam uma casa”.

Número especial da revista “Brava Gente” sobre o príncipe Dom Pedro Luiz de Orleans e Bragança. Um compêndio de tudo o que aconteceu com a Família Imperial desde o desaparecimento do vôo 447 da Air France; de quebra, uma oportunidade de conhecer melhor a Casa Imperial.

Não há lugar no ministério sacerdotal para pedófilos, como diz Dom Cláudio Hummes. Sem dúvidas, Eminência, sem a menor sombra de dúvidas: eis o verdadeiro discurso do óbvio! No entanto, é de se lamentar que Sua Eminência prefira louvar os sacerdotes por serem homens que “se esforçam pela dignidade humana, pelos direitos humanos, a justiça social e a solidariedade com os pobres”. Data venia, Eminência, não é este o apanágio do sacerdote católico!

– Hoje é dia de San Josemaría Escrivá, e o santo espanhol fala sobre o sacerdócio muito melhor do que o cardeal brasileiro: “Através desse sacerdócio ministerial, que difere essencialmente – e não com uma simples diferença de grau do sacerdócio comum de todos os fiéis -, os ministros sagrados podem consagrar o Corpo e o Sangue de Cristo, oferecer a Deus o Santo Sacrifício, perdoar os pecados na confissão sacramental e exercer o ministério da doutrina in iis quae sunt ad Deum, em tudo e somente naquilo que se refere a Deus”. San Josemaría Escrivá de Balaguer, rogai por nós!

– Uma interessante decisão do juiz Valter Alexandre Mena, da 3ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo, ao suspender parte da Lei Antifumo estadual. Vale a pena dar uma olhada na íntegra da decisão, da qual destaco:

Veja-se o paradoxo: o governo federal aumentou a alíquota para os cigarros e a reduziu para os carros, supostamente para reduzir o consumo daqueles em proteção da saúde. Na verdade, trata-se apenas de compensar a perda (1,5 bilhão) com a redução tributária de um setor, transferindo-a para o outro. Ora, os veículos (dada a péssima qualidade do combustível) poluem muito mais e prejudicam muito mais a saúde. E nada indica que haverá redução do consumo de cigarro, porque 40% não pagam impostos (contrabandeados ou produzidos por sonegadores), mas sim estimular a ilegalidade.

Quanto ao tabaco, existem alternativas, há medida intermediária à proibição: de um lado, áreas reservadas ou fumódromos; de outro, a livre escolha dos não-fumantes em frequentar tais ambientes.

As discotecas (danceterias) são ambientes de marcante poluição sonora (também prejudicial à saúde, inclusive dos empregados) e freqüentadas voluntariamente pelos que gostam de barulho, sem qualquer proibição em respeito à liberdade individual. Quem não aprecia, não é obrigado a nelas ingressar. Se o faz, pratica ato de opção (alguém dirá que o freqüentador está viciado por dependência química? Ou está apenas ficando surdo?).

Mais de dez anos depois de a lei federal obrigar os empresários a despender recursos na instalação de fumódromos, vem a norma estadual dizer que eles são inúteis e devem deixar de existir em 90 dias.

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13 thoughts on “Diversos

  1. Rodrigo Duarte Garcia

    Caro Jorge, sou um dos editores da Dicta e estou sempre por aqui. Bom saber que você também nos acompanha. Parabéns por seu trabalho e um abraço, Rodrigo.

  2. Martinho

    Jorge, uma curiosidade: como é a relação entre você (e os demais fumantes) e os não-fumantes no seu ambiente de trabalho? Você trabalha num ambiente fechado? Aberto? Com boa ventilação?

    Obrigado…

    Martinho

  3. Laís

    Tomo a liberdade de lembrar, aqui, as palavras do Santo Padre Bento XVI, que se referiu ao preconceito contra a Igreja como o único aceitável atualmente. É politicamente correto atacar a Igreja. É politicamente correto, também, atacar os fumantes (não simplesmente o fumo, mas os fumantes!!!!). Ora, e se eu não quero frequentar o mesmo restaurante que os políticos ladrões frequentam, existe alguma lei que me proteja disso? Serão os políticos ladrões expulsos do restaurante? Há um disque-denúncia para isso? Ou nós estamos vivendo tempos em que os fumantes (cujo fumo é legal)são criminosos, e os ladrões não são?

    Tempos em que o politicamente correto está acima do moralmente correto… Tempo triste esse nosso.

  4. Carlos

    Parabéns ao juiz que emitiu essa sentença tão sensata, lógica e verdadeira. Que bom saber que ainda existem juízes em São Paulo!
    O miserável do Serra quer proibir o fumo a todo custo, invadindo a esfera privada das pessoas, ao mesmo tempo em que favorece o aborto de todas as formas. Fumar é feio, matar bebês é bonitinho… Canalha! Hipócrita!!
    Nem sei o que é pior para o Brasil: se esse desgraçado ou a Dilma.
    Desculpa o desabafo. Um abraço.
    Carlos.

  5. Jorge Ferraz Post author

    Caríssimo Rodrigo Duarte,

    Eu fico lisonjeado em saber que o pessoal da Dicta freqüenta isto aqui…! São vocês que merecem os meus parabéns pelo trabalho realizado.

    Abraços,
    Jorge

  6. Jorge Ferraz Post author

    Martinho,

    E existe ainda alguém que pode fumar no ambiente de trabalho? :)

    Aqui não pode. Eu não fumo no trabalho [= “na sala do trabalho”]. Quando quero, desço ao terraço – “transformado” em fumódromo após a proibição. Todos os que fumam fazem assim.

    Dá para conviver em paz. Só fico imaginando as pessoas que fumam e trabalham nos últimos andares [aqui, o “terraço” ao qual me referi fica dois lances de escada abaixo], como fazem…

    Abraços,
    Jorge

  7. Fernando Caminha

    “Virge”!, o cara fuma e ainda se acha inteligente…

  8. Taiguara Fernandes

    E desde quando fumar é sinal de falta de inteligência?

    Escrever errado, sim, é…

  9. Fernando Caminha

    “Escrever errado, sim, é…”

    Sabe qual uma das finalidades das aspas, meu caro doutor?

    Nunca leu algo sobre linguajar regional, vôte!

    (ou vai corrigir o “vôte”, também?)

  10. João de Barros

    O mais irônico é que ele realmente acha que o único erro em sua mensagem foi o “Virge”.