Outro assassinato em curso

closeAtenção, este artigo foi publicado 7 anos 4 meses 17 dias atrás.

Atenção! Acabo de ouvir, no telejornal local (NE-TV), que uma menina de dez anos de Jaboatão dos Guararapes (região metropolitana de Recife), violentada pelo padrasto e grávida de quatro mesesserá submetida a um aborto. O conselheiro tutelar apareceu na reportagem, com a cara mais limpa do mundo, para dizer que este aborto era “legal” e que “com certeza” a menina seria submetida a ele.

Eu havia lido a reportagem do Jornal do Commercio aqui, ontem. Impossível não fazer um paralelo com o caso da menina de Alagoinha, que faz pouco mais de um ano. Esta, tem um ano a mais de idade e um filho a menos no ventre: mas passou pelo mesmo drama e lhe está sendo imposta a mesma “solução” estúpida que adotaram ano passado: vão matar o seu filho. “Legalmente”.

Quatro meses! Ele já tem unhas e o seu coração  “bombeia cerca de 24 litros de sangue por dia”. Mais um mês e meio e ele já teria chances sobreviver a um parto prematuro, às 22 semanas, como existem exemplos. Por que os assassinos têm pressa? Ano passado, alegaram que a mãe corria risco de vida (o que era mentira, uma vez que risco imediato de vida ela nunca correu); e qual a alegação agora? Simplesmente a vitrola arranhada “é legal, é legal”?

Primeiro, não é legal. Não existe aborto legal no Brasil. Segundo, ainda que fosse legal… por qual motivo ele seria a melhor opção? Aliás, por que o aborto é sempre a primeira “solução” aventada, sempre às pressas, sempre com apelos emocionais, sempre às escondidas?

Mãe e filha não querem levar adiante a gravidez. “Vamos dar todo assistência à família para que elas decidam o que fazer. Como a menina foi vítima de violência, a legislação permite que seja realizado um aborto legal”, explicou o conselheiro tutelar.
Jornal do Commercio online, hoje (09/04/2010) pela manhã

Será que “mãe e filha” serão informadas das funestas conseqüências do aborto, dos riscos e traumas envolvidos? Ou serão “empurradas” para a solução “mais fácil”, para júbilo dos abortistas e vergonha desta Terra de Santa Cruz?

Passou-se um ano. Os gêmeos da menina de Alagoinha foram assassinados. E o que mudou? Enquanto a mídia anti-clerical esbraveja  “denúncias” de pedofilia no clero, a reportagem supracitada comenta, bem en passant, que, “[s]egundo dados, de 2008, da Gerência de Polícia da Criança e do Adolescente, pais, padrastos, tios e avôs estão entre os abusadores mais freqüentes. Esse grupo de parentes foi o responsável por 98% dos casos anotados naquele ano pela GPCA”. E o que é feito para reverter este quadro? Aparentemente, os defensores das crianças e os que sentem compaixão para com as tragédias infantis ficam já muito felizes e satisfeitos caso os filhos das menores violentadas possam ser assassinados em paz. Triste. Que a Virgem Santíssima interceda por Jaboatão dos Guararapes.

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16 thoughts on “Outro assassinato em curso

  1. Blog Mallmal

    “Será que “mãe e filha” serão informadas das funestas conseqüências do aborto, dos riscos e traumas envolvidos?”

    O que me espanta é que o Sr. Jorge tenta fazer parecer que parir o filho de um estuprador e criá-lo não acarreta traumas…

  2. Blog Mallmal

    “pais, padrastos, tios e avôs estão entre os abusadores mais freqüentes. Esse grupo de parentes foi o responsável por 98% dos casos anotados naquele ano pela GPCA”. E o que é feito para reverter este quadro? ”

    Não conheço uma entidade social formada por pais, padrastos, tios e avôs. Enquanto não houver, a ICAR continuará sendo a entidade social mais responsável pela pedofilia, apesar de sua retórica vazia…

  3. Pingback: 2 notícias: uma vergonhosa, outra omitida… « “Erguei-vos, Senhor”

  4. Sidnei

    “Não conheço uma entidade social formada por pais, padrastos, tios e avôs. ”

    Esta entidade existe e se chama família, só um cego não quer enxergar que se dentro de um núcleo familiar pequeno possa haver alguém que venha cometer um crime deste, imagine em uma entidade maior como a ICAR, ou quaquer outra entidade civil ou religiosa, isto é puro preconceito e teórica vazia.

  5. Thiago

    Abortistas, se envergonhem, se arrependam e se confessem…Senão só vai restar o fogo do inferno pra vcs!!

    Assassinato de uma criança indefesa é um pecado que clama aos céus por vingança… Muito mais do que os “pecados cotidianos” que às vezes cometemos por fraqueza.

    Luto pela criança assassinada… E muita raiva dos que a mataram… E de qualquer outro abortista que aproveita situações como essas pra atacar a Igreja!!

  6. Pingback: O estupro, a gravidez e o aborto « Ecclesia Una

  7. José Fonseca

    Aleluia! Finalmente a humanidade parece acordar de um sono sem fim. Que os católicos explodam!

  8. Jorge Ferraz Post author

    Ah, e Mallmal,

    Em primeiro lugar, eu conheço testemunhas de mulheres que tiveram e criaram o seu filho após uma violência sexual e não ficaram traumatizadas com isso. Por exemplo:

    http://www.providaanapolis.org.br/alcineid.htm

    Em contrapartida, não conheço as histórias das que criaram o “filho de um estuprador” (que não é filho do estuprador “sozinho”, é filho dela também, mas este “detalhe” tu ignoras) e viveram traumatizadas com isso. Traz pra gente?

    E, mesmo assim, considerando (do nada) que é traumaticamente insuportável criar o “filho de um estuprador”, existem outras opções compreendidas entre “criar a criança” e “matar a criança”, que tu convenientemente ignoras também.

    Abraços,
    Jorge

  9. Rodrigo

    O Malmall voltou com tudo pelo jeito. E mais uma vez com sua retórica vazia. Parece que ele projeta os próprios defeitos nos católicos rs.

  10. Thiago

    Jorge,

    Isso que nosso arcebispo disse é verdade?

    http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL1565228-5598,00-IGREJA+EVITA+VETO+A+NOVO+CASO+DE+ABORTO+LEGAL.html

    “Se há um consenso médico de que a vida da mãe corre risco, o aborto é algo a ser considerado.” (D. Fernando Saburido)

    A fonte original é da Agência Estado…mas saiu praticamente em todos os jornais do Brasil!!
    Nota que a menina no caso nem corria risco nenhum!

    Sei lá…se for verdade, ele envergonhou master a Igreja :/ sério

    Saudades do gigante Dom José Cardoso!! esse vai merecer ser canonizado quando for pra pátria eterna!!

  11. Sérgio

    Por mais que a gente não queira dar o braço a torcer, é por isso que a Igreja mostra que sexo só depois do casamento e casamento é sacramento eterno.

    Essa mulherada casa de qualquer jeito, e separa de qualquer jeito (e muitas vezes por pura frescura), depois quan do a fome aperta e elas não sabem fazer coisa alguma(ou não querem saber), escolhe qualquer um para lhe sustentar e sustentar seus filhos.

    Como é qualquer um, pode ser um tramendo estuprador, mas e dai, ele faz o serviço na mãe e na filha. Se engravidar, é culpa da filha que quis rivalizar com ela: ou expulsa a menina de casa ou procura uns hereges boca-mole para fazer o aborto.

    Se nasce a criança, é mais um filho de Deus a sofrer com as burradas dos adultos. Rezo a Deus que nos livremos desse mundo tão cruel e hedonista.

  12. claudio Henrique

    Segundo trecho da entrevista postada no site do próprio jornal que veiculou a suposta entrevista escrita, o que Dom Fernando falou foi bem diferente do que foi publicado (e replicado) nos jornais/sites.

    Parecem estar fazendo com ele o mesmo que fizeram com seu antecessor, editar e distorcer suas palavras para transmitir o que o jornalista/jornal quer, muitas vezes contrário ao que o entrevistado disse.

    Link: http://www.youtube.com/watch?v=2y6H0cRAlcc

  13. Pingback: Deus lo Vult! » O assassinato em Jaboatão dos Guararapes e as autoridades eclesiásticas

  14. Sidnei

    Jorge, podes me responder uma pergunta, porque você deixa alguém como este Mike postar essas suas intervenções estúpidas aqui em seu blog?

  15. Eduarte Fabricio

    Se fosse a filha de voces talves a opinião fosse outra, bando de ipócritas. Aborto legal está previsto no Código Penal Brasileiro Art. 128 . Sou Conselheiro Tutelar com muita honra e não tenho medo nem vegonha de mostrar minha cara e minha vida limpa.