A Diocese de Goiás, a AIDS e os preservativos

closeAtenção, este artigo foi publicado 6 anos 8 meses 20 dias atrás.

Leio no “Exército Católico” que a Diocese de Goiás “distribui preservativo e estimula fornicação”. O evento fez parte do World AIDS Day, ontem celebrado. Nas fotos (acessem e vejam), cartazes imorais com explícito incentivo ao sexo irresponsável e caixas contendo os “kits” com quatro camisinhas que, segundo a matéria, foram distribuídos na catedral de Sant’Ana.

No post sobre o dia de ontem, comentei que não havia encontrado no site oficial do World AIDS Day “nem uma palavra sobre as reais causas do problema ou sobre as suas reais soluções”. Alguém não me entendeu e fez a gentileza de, em comentário, citar dois links para me deixar “melhor informado”. No entanto, os links citados – repito-me! – não trazem “nem uma palavra sobre as reais causas do problema ou sobre as suas reais soluções”. Acredito, talvez, que eu não tenha sido claro o suficiente. Vou tentar de novo.

As reais causas da epidemia de AIDS estão no uso irresponsável do sexo e na assustadora promiscuidade que assola o nosso mundo. E “sexo responsável”, a despeito de todas as criminosas propagandas dos adoradores do látex, não é sinônimo de “sexo com camisinha”. As reais soluções para o problema da AIDS estão na abstinência pré-conjugal e na fidelidade matrimonial; e não, ao contrário do que os irresponsáveis arautos dos preservativos querem fazer acreditar, na distribuição maciça de camisinhas. Memento Uganda.

A idolatria do preservativo só aumenta a promiscuidade, e o aumento da promiscuidade só faz a AIDS avançar ainda mais. Isto é simples como dois e dois são quatro: não adianta nada diminuir a probabilidade de um resultado para eventos isolados e, ao mesmo tempo, multiplicar o número de eventos totais. Isto é, a relativa segurança introduzida pelo preservativo perde-se pela promiscuidade que ele proporciona. O Dr. Green já disse isso quando o Papa foi à África. No entanto, ninguém parece preocupado com isso; os idólatras que crêem firmemente estar na borracha a salvação do mundo são incapazes de pensar racionalmente. Para eles, importar “curtir o sexo com prazer” e “experimentar” a camisinha depois dos cinqüenta.

Vergonhosamente, esta desgraça – em franca e aberta oposição a tudo o que a Igreja sempre ensinou em matéria de Moral Sexual – instalou-se até mesmo em uma catedral católica. A desolação atingiu o lugar santo; onde estão as sentinelas que deviam velar pelos fiéis que Deus lhes confiou? Onde os que deviam ser guardiãos da Moral católica? Por que este desejo mórbido de voltar as costas para Cristo e conformar-se ao mundo, quando o mundo já deu incontáveis provas de não ser capaz de produzir senão miséria, sofrimento, degradação? Se o sal perde o sabor… para quê ele há de servir? Se a diocese de Goiás quer ser uma filial da UNAIDS, ou uma ONG de “direitos humanos”, ou uma sucursal do Inferno ou o escambau, por que não renuncia logo ao nome de “católica” e permite que a Igreja faça aquilo que compete a Ela fazer – aquilo em que Ela Se distingue?

Gostou? Compartilhe!Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on Google+Email this to someonePrint this page

75 thoughts on “A Diocese de Goiás, a AIDS e os preservativos

  1. Sandra

    wilson

    “A relação sexual promíscua banaliza no ser humano a sua parte divina. O Homem que precisa do preservativo para se proteger da AIDS, provavelmente esta se masturbando dentro de alguém.”

    Não saber ou não ver diferença entre coito e masturbação é impressionante, é terrivel, pra não dizer que é muito triste!

  2. Sandra

    bluesmile

    o papo deles é que NINGÉM pode transar sem ser casado NA IGREJA, independentemente se é ou não Católico!

    Eles querem que o governo de o mesmo tratamento aos não católicos.

    Isto é, a Igreja Católica não aceita o sexo antes do casamento e não aceita o uso de preservativo.

    Eles querem que TODOS Católicos e não Católicos sejam celibatários.

    E realmente acreditam que os jovens e adolescentes Católicos, em sua maioria, vai obedecer o que diz a Igreja.

    Eu sinceramente acredito que UMA em cada MIL adolecente catolica se preserva virgem até o matrimonio.

    Quanto aos meninos, acredito que seja UM a cada DEZ MIL.

    Não tenho estastistica mas é pelo que vejo no dia a dia.

  3. bluesmile

    Caro Wilson

    Comentando as suas afirmações:

    1 – “Mas sempre é preferível ter um Nível de protecção de 98% do que não ter protecção nenhuma!
    — Não me parece muito excitante!”

    Quer dizer que você gosta de correr o risco de se infectar, tendo sexo sem preservativo, porque isso lhe dá mais excitação.
    Parece-me uma decisão muito egoista e totalmente irresponsável.
    Se fosse a si iria a correr fazer o teste da Sida.
    Se calhar já está contaminado e não sabe.
    Tal comportamento integra-se no comentário do Ricardo, com as necessárias adaptações:

    “O Homem que não usa preservativo para se proteger da AIDS,porque só busca o seu prazer, provavelmente está-se masturbando dentro de alguém.”

    2 – “… Uma pessoa pode ser contaminada de outras formas que não as relaçôes sexuais desprotegidas…”
    — Recomendo que use luvas.”

    Não seja ignorante. AS luvas não impedem a transmissão mãe filho nem a transmissão por transfusões sanguíneas ou material contaminado.

    3 – “Se todos fossem abstinentes a SIDA acabava.
    Mas também acabava a raça humana”
    — Relações promiscuas “protegidas” não incremetam a humanidade, nem em quantidade.”

    Obviamente, se são relações “protegidas” não se destinam a incrementar a quantidade da população.
    Destinam-se sim a impedir que a população diminua – evitando que haja mais pessoas infectadas com uma doença sem cura que pode conduzir à morte.

    Percebeu?

  4. bluesmile

    “É mais fácil alguém que apenas mantem relações para procriação estar apenas se masturbando, apenas despejando o semem em um recipiente, do que alguém que está respeitando o parceiro, e mantendo relações sexuais seguras com ele, trocando carícias, e se completando.”

    TOTALMENTE DE ACORDO.

  5. Leonardo

    Efeito “luz do mundo”?

    06/12/2010 – 09h08
    Campanha espanhola cria polêmica ao relacionar camisinha à hóstia
    DA BBC BRASIL
    Uma campanha do governo espanhol para incentivar o uso de preservativos vem causando polêmica no país ao relacionar as imagens de camisinha com as de uma hóstia.
    Divulgada em cartazes, vídeos e outdoors, a campanha repete uma mesma foto de um sacerdote segurando primeiro uma hóstia e depois uma camisinha.
    A iniciativa do setor jovem do partido socialista que governa o país foi lançada durante a semana internacional de luta contra a aids.
    Campanha espanhola causou polêmica com cartaz que relaciona a camisinha à hóstia usada na Igreja Católica

    “Bendita camisinha que tira a Aids do mundo” é o título oficial da campanha.
    BLASFÊMIA
    Diversas associações religiosas consideraram a campanha “blasfema”. A propaganda vai de encontro às recomendações do Vaticano que não aprova o uso de camisinhas.
    O vídeo diz que “a Igreja nos diz que os preservativos, em vez de combater a doença, ajudam a expandi-la”.
    O anúncio cita que mais de 25 milhões de pessoas já morreram vítimas da Aids até 2009.
    A campanha confronta as orientações da Igreja colocando a pergunta, “são estes realmente os que dizem que nos amam? Que não te enganem”, prossegue o audio da peça.
    Para Rafael Lozano, porta-voz do grupo católico Forum da Família, o objetivo “é aproveitar a ocasião para atacar toda a comunidade cristã”.
    “Uma grande ofensa aos sentimentos religiosos de quem professa esta fé”, disse ele.
    O porta-voz das Juventudes Socialistas Juan Carlos Ruiz explicou no site do partido que “a Igreja Católica insiste em confundir os cidadãos” e “que a campanha pretende apenas reafirmar o compromisso com a luta contra a Aids”.

  6. Maria das Mercedes

    Gustavo,

    Dom Estevão tecia uma ironia, pois nenhum católico encontrará uma loja maçônica que, ao mesmo tempo, seja coerente com os ensinamentos da Igreja Católica.

    Um estúpido aí teceu um texto onde supostamente a mulher abortava para não pecar por anticoncepção. Ridículo e mentiroso, com toda certeza. Pois quem conhece a realidade da Igreja sabe que a mulher corta as trompas para pecar por anticoncepção uma só vez e por aborto nenhuma.

    Acho que o grande problema do século é a ignorância interpretativa das pessoas. Isso se deve ao empobrecimento da qualidade do ensino e ao fato da Igreja Católica não mais contar com Teólogos de Moral da envergadura de um Sto. Afonso Ligório para esclarecer as questões “espinhosas” do nosso século. E, com olhos de jumento, se interpreta mal até os livros de Teologia Moral do supracitado santo, simplesmente porque a compreensão de determinados assuntos exige sutileza de raciocínio que a maioria das pessoas não tem ou não se preparam para ter.

    Se um leigo ler o Código Penal pode até compreender alguma coisa, mas não vai saber aplicá-lo porque não estudou a doutrina, a jurisprudência etc. Isso é fácil de entender. Teologia Moral na Igreja é ainda mais difícil do que Código Penal porque para compreende-la, um conhecimento de latim é adequado para sintonizar com a “jurisprudência” canônica. O problema é que Teologia Moral não é mais valorizada e, ou não estudam mesmo, ou dão pitacos sobre o assunto.

    Sobre a camisinha, um fato é certo: se alguém que você conhece engravidou usando camisinha, vão dizer que é porque não colocou direito. Ninguém nunca vai atribuir a falha à super-camisinha por mais que a pessoa jure “de pés juntos” que colocou direito. Minha sobrinha assim foi concebida, em uso de camisinha. Explicações?

    Mas a camisinha é isso e aquilo, não passa nada etc.
    Testes tais e tais… Os melhores testes são aqueles que simulam relaçoes sexuais. Não acredito em nenhum outro. Os melhores dados são os reais: mesmo com “camisinha”, o neguinho pega hpv e outras dst’s. Quem já possui dst, mais facilmente pega hiv. Quanto de hiv passa para um organismo, depende é claro. O vírus morre fácil. Ele pode passar e, com o atrito, morrer. Pode passar e não morrer. É uma roleta russa, brinque com ela e você pode ou não se ferrar. Relaçoes anti-naturais: riscos maiores, por isso mais gays relativamente com hiv do que heteros. Tantas coisas… e tantas não politicamente corretas de se falar: mais difícil homem contrair do que mulher. Conheci mulheres que trairam o marido, e pegaram hiv e o marido não pegou (mas divorciou-se).

    É um mundo de fatores. Arrisque-se, ferre-se ou não. Etc.

    A Igreja não incentiva isso, não estar a par disso porque fere a dignidade humana. Fidelidade resolve o problema, estimular o vício do oba-oba só gera mais infidelidade e desgraça.

    Se v. é do oba-oba, cara, vai se ferrar. Quem não é, segue as Leis da Igreja.

  7. bluesmile

    “Pe. Czerny: Existe uma “verdade” que as pessoas aprenderam: que, se um casal decide usar o preservativo e um deles está infectado, e usam preservativos de forma constante e correta, isso irá reduzir as chances de infecção. Isso com um parceiro.
    (….)
    As estatísticas confirmam o fato de que a distribuição massiva de preservativos como uma estratégia de prevenção não tem êxito. Não diminui a proporção de pessoas afetadas, e é isso que o Santo Padre disse.
    Ele não negou que o preservativo é útil às vezes.”

    Palavras do Padre jesuíta Michael Czerny, fundador de African Jesuit AIDS Network.

  8. wilson

    Cara Sandra querida coitada.

    Deve ficar bem claro que para você, relação sexual é um ato entre coitados. Acredito que realmente são dignos de pena.

    A Igreja não é contra a banalização do sexo porque o sexo seja ruim ou sujo mas sim porque o sexo é sagrado, portanto deve ser respeitado o ato e as pessoas.

    (Sinto pela demora, não pretendia voltar a este site)

  9. Pingback: Deus lo Vult! » Ainda o escândalo em Goiás – a resposta da diocese

  10. Pingback: Heresia: Diocese de Goiás distribuiu preservativo e estimula fornicação! « Repórter de Cristo

  11. André Luiz Araujo Magalhaes

    Atualmente O PAPA Bento XVI “FELIZMENTE REINANTE…?” admoesta que em certos casos, o uso de preservativos poderia representar um mal menor para os homens. Por acaso, Nosso Senhor disse Vai e não peques mais ou “Vai, e peque menos”???

    “Noli peccare (vel) minus peccare?

    Qual é a voz do aut~entico Magistério da Igreja nestes assuntos, ainda que, ut, o Papa tenha apenas dado sua opinião livre. Ainda assim, causa frustração. É grave.

  12. Ricardo

    Dona Mercedes escreveu:

    vai se ferrar

    E uma católica mandar um homem servir de passivo numa relação sexual…

    Dona Mercedes, tem certeza de que a senhora é católica?

  13. Maria das Mercedes

    Ricardo,

    Entenda como melhor a carapuça lhe servir.

    E não é você a melhor pessoa para reconhecer bons ou maus católicos. Sua consciência de… sei lá o quê… está muito embotada para entender o que a Igreja ensina e ainda é desonesto nos argumentos porque sabe que discute com pessoas que ignoram os assuntos que você levanta (pessoas que acreditam o espermatozóide ter 3 micrômeros).

    De fato, se o espermatozóide tivesse esse tamanho, as mulheres não engravidariam, mas iriam contrair gravidez através do ar de um banheiro masculino em que passasse na frente.

    Pode continuar suas explanações de relação sexual em laboratório esterilizado no vácuo em CNTP.

    Cansei.

  14. Letícia

    Custa pensar diferente de tudo que se lhes apresenta? Desde que houve a tal (desgraçada) revolução sexual, trazida pelos métodos de contracepção a moral sexual mudou e não está mais de acordo com o que a Igreja prega. Desde esse tempo, quando a propaganda era de que isso ia “libertar” as pessoas, muito mais gente se contaminou com a AIDS e outras doenças sexualmente transmissíveis. A Igreja pregou o que era certo sempre, o sexo responsável (não só para católicos), porque isso é ter cuidado com as pessoas. Mas o mundo, ao contrário, pregou sempre uma liberdade que não existe, uma liberdade que destrói o verdadeiro (e muito estimado pela Igreja) valor do sexo. O que o mundo ofereceu, falsamente, como a Igreja tinha previsto, deu péssimos resultados. Agora o mundo está tentando consertar, oferecendo, novamente, uma “liberdade”. A camisinha, é lógico, funciona quando é usada. Mas os valores que ela destrói (tipo você se guardar até o casamento – para os católicos – ou fazer sexo com quem você confia, quem você conhece – para quem não é católico) fazem com que, em outros casos, as pessoas façam um “sexo livre”, sem camisinha.
    Da mesma forma, o uso da pílula disseminava uma liberdade sexual e, muitas mulheres, dadas a essa liberdade, engravidavam, ou pela ineficiência do medicamento, ou por mal uso/não uso.
    O mundo vai continuar disseminando valores chulos e destruindo tudo o que a Igreja diz? Vai continuar levando as pessoas pra longe de Deus e depois abandonando-as à própria sorte? Antes de combater tudo que a Igreja diz, acho pertinente que se pense um pouco sobre se as pessoas tem pensamento crítico e filosofia suficiente pra ver o que estão fazendo…