Até que ponto vai o egoísmo humano…

closeAtenção, este artigo foi publicado 6 anos 4 meses 23 dias atrás.

Poucas coisas me deixaram tão chocados nos últimos tempos quanto a notícia que eu li ontem, segundo a qual um casal paranaense – que fizera tratamento de fertilidade – rejeitou um bebê dos trigêmeos que nasceram e quis sair do hospital levando apenas duas crianças. A notícia no Estadão traz detalhes ainda mais chocantes:

“No momento do parto o pai já disse que levaria somente duas, que a direção fizesse o que bem entendesse”, disse um dos funcionários da maternidade, em entrevista à Rádio Band News Curitiba. “No nascimento, ele escolheu duas, mas elas eram prematuras e uma das que ele escolheu teve um probleminha respiratório no início, o pulmãozinho não estava totalmente formado e, de imediato, disse que não iria levá-la porque só queria quem estivesse saudável, porque aquela criança ia dar muito trabalho”.

A história é tão absurda que eu pensei, a princípio, que fosse uma brincadeira (de péssimo gosto) de Primeiro de Abril. Não consigo entender o passa pela cabeça dessas pessoas! Acham acaso que filhos são como produtos de um supermercado, que você pode pegar ou deixar conforme a sua conveniência? Que absurdo utilitarismo é esse, segundo o qual é perfeitamente normal deixar um dos filhos na maternidade e voltar pra casa apenas com os outros dois? Que tão profundo egoísmo é este – beirando o demoníaco -, capaz de fazer com que os pais tratem os próprios filhos como uma encomenda indesejável que se pode simplesmente descartar…?

Como muito bem se perguntou um amigo ao ler esta notícia: até que ponto vai o egoísmo humano? Quando pensamos que já vimos de tudo, uma notícia dessas é ainda capaz de nos surpreender. Triste, muito triste. Que Deus tenha piedade de nós.

Gostou? Compartilhe!Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on Google+Email this to someonePrint this page

12 thoughts on “Até que ponto vai o egoísmo humano…

  1. Francisco de Castro

    simples! estamos voltando progressivamente aos tempos do infanticídio romanos e pagão. E tudo agora justificado em nome da ciência e do progresso. Ah se eles soubessem que isto é muito antigo. Moderno mesmo foi o cristianismo que nadando contra a corrente valorizou as mulheres e as crianças e acabou com o absurdo cruel das civilizações pagãs. Mas enfim está próximo o reino do Anti-cristo que irá fazer tudo voltar ao que era antes de Cristo nos aspecto religioso (Religião da mãe Terra; com o apoio dos falsos pastores, a Ecologia) na Economia (Tribalismo comunal) e na moral sexual. Orgias, adultérios e poligamia. O que nos resta com cristãos fazer? Só uma coisa orara, rezar muito e obedecer o conselho do Apocalipse. “Ouvi outra voz do céu dizer: Sai dela, povo meu, para que não sejas participante dos seus pecados, e para que não incorras nas suas pragas.” Ap 18,4

  2. Alien

    Não mereciam ficar com NENHUMA das crianças… aposto que (e ainda mais depois dessa repercussão) elas fossem para adoção, iam aparecer dezenas de casais interessados com muitíssimo amor para os três bebês…

  3. Karina

    R-E-J-E-I-T-A-R-A-M a que demorou mais para vencer as dificuldades do parto prematuro.

    Pergunta: acaso essas crianças voltem para os “pais”, e uma delas adoecer novamente, vai ser abandonada????

  4. Tamy

    E tudo isso começou quando alguém inventou que ter filhos é um “direito”.

  5. Karina

    Como disse meu esposo “karina, o nome já diz: reprodução ARTIFICIAL. Se é artificial, então a criança vira o que?? Mercadoria. O que a gente faz com mercadoria que a gente não quer? Devolve. ‘Simples’ assim.”

  6. Nick

    É uma história triste mesmo. Seres humanos, inclusive os mais pequeninos, inocentes e frágeis, não podem ser tratados como mercadoria. E isso tem uma chance maior de acontecer quando são usadas técnicas anti-naturais de “reprodução artificial”. Existem tecnologias corretas de ajuda à reprodução; o problema são só algumas tecnologias, como “inseminação artificial”, que gera uma criança que não sabe quem é o pai. Pior ainda é a fertilização in vitro, que concebe várias vidas humanas em laboratório (fora do ventre da mãe), sendo que algumas são aproveitadas e as outras são jogadas no lixo ou mortas em pesquisas científicas. E eles costuma implantar vários embriões no ventre da mulher, e, se um número muito alto “vinga”, se inicia o segundo round de matança (os excedentes são abortados). Além disso, a fertilização in vitro tem uma chance maior de gerar crianças doentes.

    Dito isso, vamos usar a lição para valorizar a vida humana. Não para linchar moralmente esse casal! Se já é problemático julgar qualquer ser humano, mesmo um irmão ou cônjuge que você conhece relativamente bem, quanto mais um casal do qual você ouviu falar pela mídia. Nós não sabemos a história deles.

    Abraço

  7. Pingback: Pais de trigêmeas procuraram meios para abortar uma das bebês « Vida sim, aborto não!

  8. Karina

    Nick, de fato, não dá pra julgar. Sabemos, pela imprensa, apenas o básico: NÃO foi por falta de dinheiro.

    O blog do Wagner Moura traz todo o desenrolar jurídico da história. O casal disse para TODA a família que eram duas gêmeas, sendo que sempre souberam da existência das três (mentiram), NÃO deixou os parentes os visitarem no hospital, já tinham procurado outros países para abortar uma das meninas e, qdo elas nasceram, rejeitaram a mais fraca porque “daria muito trabalho”. São esses os fatos descritos NO PROCESSO CRIMINAL, não são disse-me-disse da imprensa.

    Sinceramente, diante desses fatos, é humanamente impossível não julgar esse casal.

  9. Sandra

    Alien

    “Não mereciam ficar com NENHUMA das crianças… aposto que (e ainda mais depois dessa repercussão) elas fossem para adoção, iam aparecer dezenas de casais interessados com muitíssimo amor para os três bebês…”

    Concordo com você.
    Nesse caso deveria ser feito um estudo multidisciplinar no casal nos mesmos moldo que é feito na adoção.

  10. Pingback: Notícias do fim do mundo: mãe diz ter "nojo" dos filhos | Deus lo Vult!

  11. Jay

    Tenho dois meninos gêmeos e foi minha única gravidez até hoje, não queria filhos, não fiz tratamento, simplesmente quando descobri que estava grávida e fui fazer minha primeira ultrassonografia, descobrimos que eram gêmeos, naquele momento fiquei desesperada pois minhas condições financeiras não eram boas e não queria nenhum filho, quanto mais dois! Mas no mesmo instante percebi que se aconteceu, foi com a permissão de Deus por ele ter algum propósito na minha vida e na vida de meus filhos, pois Deus não coloca nada em sua vida a qual vc não conseguira vencer! Acredito que apesar da atitude deplorável desse casal, tenha planos de Deus pra consequência que eles irão sofrer la na frente e um plano maravilhoso para a vida do bebê que foi rejeitado, pois nada, nada fica impune da lei de Cristo e daquilo que esta na bíblia! Hoje meus bebês tem 11 anos…já mocinhos né! rsrs…e se tivesse outra gravidez gemelar que é o que o médico falou que seria minha próxima gravidez até trigêmeos ele falou que posso ter, enfrentaria tudo com amor e carinho pra meus filhos, pois é uma benção! Muitas mulheres fazem tratamentos pra ter o privilégio de ser mãe ao menos de um filho, e eu tive a benção de não planejar nada e engravidar de dois! Com certeza jamais faria o que ele fizeram, a direção do hospital deveria ter processado esses casal, se há punição pra esse tipo de atitude, que assim seja!