Quem foi rei nunca perde a majestade

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Foi em 1993. Eu tinha nove anos de idade, mas me recordo perfeitamente da música: “O plebiscito, / palavra difícil, / torna mais fácil encontrar a verdade! / Nosso passado é o pai do futuro: / quem foi rei nunca perde a majestade. / Quem foi rei nunca perde a majestade”.

Não podia deixar de recordar a música hoje, quando estou ainda sob os efeitos da brilhante conferência de Sua Alteza Imperial e Real o Príncipe Dom Bertrand de Orleans e Bragança, proferida ontem à noite em Campina Grande por ocasião do lançamento da revista Vila Nova. São amigos caríssimos os responsáveis pela revista; fora eu próprio convidado e reconvidado, nominalmente, para prestigiar o evento. Mesmo cansado, não podia deixar de ir. Arrepender-me-ia amargamente se tivesse ficado em Recife.

E fui. De Recife a Campina Grande, segundo o Google, são 190 quilômetros que percorri contente. Saí à tarde, às pressas; cheguei quase no exato momento em que a mesa era formada e as mensagens de apoio à iniciativa da revista eram apresentadas. Depois, alguns rápidos pronunciamentos de membros da Sociedade São Bento e responsáveis pela publicação; logo após, o momento tão esperado da palestra do Príncipe. Ontem à noite, o prazer de ouvi-lo falar era indescritível: a Família que um dia deteve o Trono do Brasil não perde a graça, a educação e os bons modos com a perda do poder temporal. A majestade do Príncipe estava intacta a despeito do seu Trono ter sido usurpado.

Confesso, envergonhado, que nunca antes ouvira Dom Bertrand falar. Tanto melhor, que a forte impressão positiva da palestra de ontem marcou-me mais profundamente. Sua Alteza é um orador nato, de modo que chega a ser assombroso. O discurso não estava já escrito; ele falava de memória. A linha de raciocínio era reta e clara, da qual o Príncipe só se afastava para abrir algum parêntese que, logo depois, era fechado e fazia o fluxo da conferência retornar ao seu fio principal. Lembro-me do que disse ontem para alguns amigos: há pessoas prazerosas de se ouvir mas que, contudo, não dizem lá muita coisa que se aproveite, e há também pessoas que têm um excelente conteúdo a transmitir mas que, no entanto, são difíceis de acompanhar. Dom Bertrand une estas duas qualidades no seu sotaque macio e consegue ser, simultaneamente, um orador que ouvimos com prazer e do qual podemos aprender bastante coisa. A conferência foi maravilhosa.

Vi o Príncipe falar da história do Brasil e de Portugal, pontuada por episódios familiares (afinal de contas, estamos falando do bisneto da Princesa Isabel e trineto do Imperador Dom Pedro II) que não costumam figurar nos livros de história. Vi-o apresentar o período do “Brasil Colônia” de uma forma bem diferente do esquema “explorador-explorado” que estamos acostumados a estudar sob o tópico de “História do Brasil” no colégio: vi-o falar de um Reino que se estendia para além das fronteiras do Atlântico e o qual, antes de ser “colônia de exploração”, era extensão legítima – de fato e de direito – da Coroa Portuguesa. Vi-o relatar a “fuga” da Família Imperial de Lisboa não de forma intempestiva e desesperada, mas politicamente planejada: de tal forma que as tropas francesas foram frustradas pelo engenho de Dom João VI, o (único) rei que deixou Napoleão literalmente “a ver navios”, consagrando assim a expressão que até os dias de hoje é usada. Vi-o falar com ternura da sua bisavó, a Princesa Regente Isabel do Brasil, apresentada como uma mulher forte e decidida que não poupou esforços para – na contramão das conjunturas políticas de então – fazer o melhor para o povo brasileiro.

– Papai, é verdade que um dia este povo será meu? – Não, minha filha – respondeu Dom Pedro II -, um dia tu serás deste povo. A história é simples mas significativa. Mostra a diferença entre a nobreza sinceramente preocupada com as pessoas que a Divina Providência lhe confiou e os tiranos absolutistas sem outra preocupação que não obter benesses às custas da exploração do povo. Para a mentalidade revolucionária moderna, todos os monarcas são do segundo tipo. Se tal fosse verdade, seria um fenômeno verdadeiramente notável que tantas nações tivessem prosperado ao longo de tantos séculos sem outra força motriz que não estas práticas tão execráveis. A absurda incoerência das proposições, no entanto, não raro passa despercebida. Saúda-se a República como “O Progresso” por antonomásia, sem que se gaste muito tempo pensando no assunto.

Contra esta visão canhestra da História estão os descendentes da Família Imperial, os que guardam a memória da monarquia brasileira e podem contá-la com a força do testemunho de um “Meninos, eu vi”. Se as gerações posteriores perderam o contato com este passado, é algo pelo qual não podemos senão lamentar; mas é reconfortante notar que parece haver uma juventude cansada das vilezas do cenário político atual, uma juventude que se maravilha com a descoberta da verdadeira história da sua Pátria – que outros muitos gostariam de ver enterrada e esquecida. Mas isto eles não conseguirão, porque – graças ao bom Deus! – nós temos ainda os legítimos curadores deste legado, nós temos pessoas como Dom Bertrand que conseguem fazer – e com maestria! – esta tão necessária ponte entre o presente e o passado, condição indispensável para que a nossa Pátria encontre o futuro glorioso ao qual está destinada.

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110 thoughts on “Quem foi rei nunca perde a majestade

  1. Jorge Ferraz Post author

    Álvaro,

    não precisa repetir os mesmos chavões e clichês contra mim…

    Não são “chavões e clichês”. Eu estou apontando o motivo pelo qual a Igreja Católica é incompreensível para ti. Tu não entendes o que significa “Doutrina” nem “Igreja” e, para ti, o Catecismo pode ser “interpretado” conforme melhor aprouver a cada católico, e um padre é “autoridade” para definir a doutrina da Igreja da mesma maneira que um “pastor” protestante abre a Bíblia, lê qualquer coisa, aluga um galpão e monta uma “igreja”!

    Porque a sua opinião é a mais certa que a de um padre?

    Porque não estamos falando de “opiniões”, e sim da Doutrina Católica. Insisto: o subjetivismo herético protestante está tão impregnado em ti que, na tua cabeça, expôr a Doutrina Católica conforme o Catecismo e atirar opiniões num chat é a mesma coisa!

    Se um padre ou diácono católico(que provavelmente…estuda a doutrina muito mais que você…) me provar que a Igreja é a favor da pena de morte eu me calo!!!!

    Cara, não cabe falar em “provar”. Não é um mistério insondável a ser demonstrado por alguém que tenha profunda erudição, não estamos falando do Teorema de Fermat. A gente está falando do ensino do Magistério que consta, explicitamente, no Magistério católico. Não tem que “provar” nada, tem que ler. Não faz a menor diferença se fulano é estudado ou ignorante; faz diferença se fulano está dizendo a mesma coisa que a Igreja ou não. Vá lá no post que eu indiquei e leia a longa lista de citações, do Catecismo Romano e de Santo Tomás de Aquino! É nestes que se encontra a Doutrina católica, e não num email de “um padre”.

    se eles dizerem que o catecismo da Igreja é a favor da pena de morte,meu caro,eu terei a humildade de reconhecer e mostrar a você a resposta deles!

    Viu o problema? Se eles disserem outra coisa diferente do que está no Catecismo, Álvaro, não vale. A “resposta deles” não é relevante. Relevante é o que a Igreja sempre ensinou, é o que está no Catecismo. E eles não precisam “dizer que o catecismo da Igreja é a favor da pena de morte” (até porque eu já lhe expliquei que esta expressão é ambígua), você pode simplesmente abrir o Catecismo e ler.

    Procure no Google então tu verás pela imprensa e até por sites católicos

    O Google não é o Magistério da Igreja. Vale o que o Papa disse, e não o[s devaneios] que a imprensa costuma dizer que ele disse.

    Jorge….Alguns padres INTERPRETAM que o céu é um lugar,outros INTERPRETAM que é um estado de espírito…uns são CONTRA a pena de morte e outros são a FAVOR….e os que são CONTRA são hereges só porque tu quer!!!!

    De novo: a Igreja de Cristo não é a tua seita protestante. Na Igreja existe o Magistério, que é quem diz o que vale em matéria de Fé e de Moral. Ninguém pode “interpretar” nada contrário ao que o Magistério ensina. E, sim, se alguém fizer isso é herege, não porque “eu quero”, mas porque a Igreja define “heresia” como sendo a negação pertinaz de qualquer verdade que se deva crer com Fé Divina e Católica (no caso, negar à Igreja a infalibilidade em matéria moral).

    Então o padre lá da Itália citado acima que se manifestou contra a pena de morte do Saddam Hussein é um herege? Porque ele é um herege? Só porque tu quer!!!!!?

    Não, como a gente já disse e redisse, em cada caso concreto qualquer pessoa (fiel, padre, bispo ou papa) é perfeitamente livre para se manifestar dizendo se julga que a pena capital é aplicável ou não, para este caso concreto. Herege ele é se disser que “a pena de morte é ilícita por princípio” [= “não pode ser aplicada em hipótese nenhuma”], porque a Igreja diz que há casos em que ela pode ser aplicada. Isto, de novo, não tem nada a ver com o que eu quero.

    Abraços,
    Jorge

  2. Wilson Ramiro

    Caro Jorge Ferraz

    O Sr. Alvaro fernandes é completamente ignorante nas coisa da Igreja, conversar com paredes seria mais proveitoso.

  3. Álvaro Fernandes

    Obrigado Senhor Wilson….eu sou e serei sempre um eterno “leigo” e “ignorante”…não somente em matéria da Igreja…ou na “coisa” da Igreja!!!!

    Pois tudo bem Jorge!!!!

    Me responde duas perguntas:(sem clichês “batidos,ofensas e/ou ironias)

    Na posição oficial/Doutrinária do Vaticano :

    1-O céu é um lugar ou um estado de espírito?

    2-Na sua concepção,pois isto já é mais subjetivo,a morte do Saddam Hussein foi justa?

    Se puder fundamentar pelo catecismo ou pela bíblia eu agradeceria!(Quero a posição do Vaticano e não as declarações do João Paulo II…se o céu for um estado de espírito segundo o Vaticano,por favor,fundamente…)

    3- Quem seria a “exceção” para morrer no caso concreto? Por exemplo,conforme dito acima,o Ordenamento Jurídico brasileiro só permite a pena de morte,salvo em caso de guerra declarada,por isso que os possíveis condenados a morrer (traficantes,assassinos,…dentre outros)não morreram,porque o Estado acredita na ressocialização dos presos e eu particularmente também acredito na transformação do indivíduo por pior que o mesmo seja!!!Então na sua opinião? “Fernandinho Beira Mar”,”Elias Maluco”,”NEM” ou mesmo o executado Saddam Hussein…ou seja,Quem seria os úteis para morrer? ou Quem deveria morrer? ou mesmo …Quem é o injusto?…Um político que rouba merenda escolar das crianças ou um traficante? Qual dos dois merece ser ressocializado?
    Tu não achas que o conceito de “exceção” e “justo” são subjetivos?

    Abraços,

  4. Álvaro Fernandes

    No Brasil eu acho impossível ter pena de morte…um antigo professor de história dizia:” Se no Brasil tivesse pena de morte,só iriam morrer pobres,negros e nordestinos…” O nosso Judiciário é elitista,arbitrário e preconceituoso…imagina se houvesse pena de morte!!!!

    Deus nos livre disso!

  5. Álvaro Fernandes

    o artigo da CF que diz que “não haverá pena de morte no Brasil,salvo em caso de guerra declarada é cláusula pétrea,ou seja,impossível de ser mudado ainda que façam outra Constituição!!!!PARA OS DEFENSORES..TERÃO QUE SE CONTENTAR COM A NOSSA LEGISLAÇÃO!!!!

    Jorge …Quem é a maior autoridade ? Que eu saiba até hoje é o Vaticano e como eu manifestei acima o Vaticano foi contra a pena de morte do Saddam Hussein!!!

    Outra coisa!!!!”Desarme-se” …eu só disse que existem outras interpretações porque até alguns padres e até blogs católicos interpretam que a pena de morte não é favorável em nenhuma hipótese…

    …”porque a Igreja diz que há casos em que ela pode ser aplicada. Isto, de novo, não tem nada a ver com o que eu quero.”

    Como eu disse anteriormente eu Jorge o que me interessa é o que a Igreja pensa e faz no caso concreto!

    Em quais casos? Quais são as exceções? Quem deve morrer? Em um país onde se tem prisão pérpetua como fonte de punição e pena de morte…o Vaticano em qual caso seria a favor da pena de morte?…ou seja,na exceção,deve-se usar prisão pérpetua ou pena de “morte”?

    Abraços,

    Álvaro

  6. Álvaro Fernandes

    O texto possui alguns erros de pontuação,devido a pressa,porém penso que ficou entendível!

    Abraços,

  7. Jorge Ferraz Post author

    Álvaro,

    1-O céu é um lugar ou um estado de espírito?

    Ambos.

    2-Na sua concepção,pois isto já é mais subjetivo,a morte do Saddam Hussein foi justa?

    Sim.

    3- Quem seria a “exceção” para morrer no caso concreto?

    Um facínora reincidente, por exemplo.

    Tu não achas que o conceito de “exceção” e “justo” são subjetivos?

    De nenhuma maneira.

    Abraços,
    Jorge

  8. Jorge Ferraz Post author

    Ah!

    Como eu disse anteriormente eu Jorge o que me interessa é o que a Igreja pensa e faz no caso concreto!

    Como eu já disse e repeti umas duzentas vezes só aqui, o que a Igreja ensina é que a pena de morte é em si lícita, mas sua aplicação lícita depende de cada caso concreto.

    A Igreja não “faz” porque Ela não tem tribunais. Ela só se manifesta sobre o assunto. Nos últimos anos, tem se manifestado de modo contrário às penas concretas.

    Em quais casos? Quais são as exceções? Quem deve morrer? Em um país onde se tem prisão pérpetua como fonte de punição e pena de morte…o Vaticano em qual caso seria a favor da pena de morte?…ou seja,na exceção,deve-se usar prisão pérpetua ou pena de “morte”?

    Não existe uma listinha de faz-não-faz, Álvaro, isto é (de novo…) resquício herético protestante. Existem princípios. Um dos princípios diz que é preferível a autoridade jurídica limitar-se aos meios incruentos. Outro princípio diz que a pena de morte é legítima se for a única maneira de punir justamente o agressor e proteger a sociedade. Não é “o Vaticano” que faz este julgamento (a idéia chega a ser absurda; a Santa Sé recebendo autos de julgamento de todos os países do mundo!), e sim as autoridades legítimas, subsidiariamente.

    Abraços,
    Jorge

  9. Álvaro Fernandes

    Jorge,
    Desculpe-me o transtorno desta discussão,mas é porque não é minha esta discussão…é que eu tenho amigos católicos e nós conversamos sobre isto…

    Uns seguem o que o PROFESSOR Felipe Aquino e mais alguns blogs católicos dizem…outros seguem a monffort…desculpe-me ,Jorge,mas o meu objetivo aqui não é atacá-lo e nem mesmo atacar o catolicismo…pois eu já tenho minha posição definida ….

    Porque em João 8.(3-11): Jesus não mandou apedrejar a mulher adúltera?

    E se eu apóio a pena de morte,eu também apóio a pena de morte sentenciada contra Jesus Cristo,na medida em que ele foi considerado criminoso pelos homens…

    Outra coisa…para quem gosta de usar Exôdo 21.12…eu digo que o Antigo Testamento não é o principal guia dos cristãos…quem considera o Antigo Testamento o Principal documento do cristianismo deveria sair do Cristianismo e abraçar o Judaísmo…

    Eu sou contra o aborto (incluindo os meroencéfalos) porque para o cristianismo a vida humana é considerada Sagrada e é uma hipocrisia ser a favor da pena de morte…pregando a “cultura da vida”…

    Jorge, O Professor Felipe Aquino possui uma explicação contrária ao que você diz e diz que a Igreja católica só era a favor disso na Idade Média…hoje ela não é mais…por isso se manifestou contra a morte de Saddam Hussein…é claro que existem os sites e blogs que são a favor e que utilizam versículos principalmente do Antigo Testamento,mas eu juntamente com o professor penso que ATUALMENTE a Igreja é contra!!!!!!!!

    Sobre o céu…ser um estado de espírito…eu prefiro acreditar na Bíblia que diz que é um lugar ao invés de pensar que é um estado de espírito,com todo o respeito ao João Paulo II…mas essa discussão é mais subjetiva e abstrata que a da pena de morte..

    Então,Jorge,ATULMENTE,a Igreja Católica Apostólica Romana é a favor da pena de morte?

    Abraços,

    Álvaro Fernandes

  10. Jorge Ferraz Post author

    Porque em João 8.(3-11): Jesus não mandou apedrejar a mulher adúltera?

    Porque não quis. Do fato de Ele não fazer uma coisa em um dado momento específico segue que seja absolutamente ilícito fazer aquela coisa sempre? Do fato de existir perdão, segue-se que não se pode nunca mais aplicar uma pena?

    Outrossim, os judeus [= os particulares, que estavam lá] não podiam condenar a mulher à morte nem mesmo pela lei mosaica. Só quem podia era o Sinédrio.

    E se eu apóio a pena de morte,eu também apóio a pena de morte sentenciada contra Jesus Cristo,na medida em que ele foi considerado criminoso pelos homens…

    Mas de forma alguma. Uma coisa é você considerar que a pena de morte é lícita. Uma outra coisa, completamente diferente, é você concordar com tal ou qual aplicação concreta da pena de morte.

    Por esta tua “lógica”, então, se eu apóio a pena de prisão então eu também passo a apoiar a prisão de Nosso Senhor, de São Pedro, de São Paulo, etc.

    e é uma hipocrisia ser a favor da pena de morte…pregando a “cultura da vida”…

    De nenhuma maneira. A cultura da vida tem a ver com não tirar a vida do inocente, e não com deixar de punir os facínoras.

    Jorge, O Professor Felipe Aquino possui uma explicação contrária ao que você diz e diz que a Igreja católica só era a favor disso na Idade Média

    Com todo o respeito ao professor Felipe Aquino (se é que ele disse realmente isto que você está dizendo), mas não existe isso de “a Igreja só era a favor na Idade Média”. A Igreja é infalível em Moral, e isto significa que uma coisa que Ela condenou em qualquer época está para sempre condenada, e uma coisa que Ela aprovou em qualquer época não pode ser condenável em absoluto.

    Sobre o céu…ser um estado de espírito…eu prefiro acreditar na Bíblia que diz que é um lugar ao invés de pensar que é um estado de espírito,com todo o respeito ao João Paulo II

    Como eu já disse e repeti (tu por acaso estás me lendo?), o bem-aventurado João Paulo II jamais negou que o Céu fosse um lugar.

    Então,Jorge,ATULMENTE,a Igreja Católica Apostólica Romana é a favor da pena de morte?

    Cara, tu podes fazer a gentileza de ler isto aqui (e a outra discussão também, se julgar necessário) com calma?

    NÃO EXISTE ATUALMENTE. A Igreja não é a tua seita que muda de idéia como quem troca de roupa, a Igreja de Cristo tem uma Doutrina que é ETERNA, ou seja, que é a MESMA ontem, hoje e sempre.

    Que Doutrina é essa?

    O Estado tem potestade para aplicar penas aos criminosos. Em princípio, Ele pode aplicar licitamente penas que vão de confiscos a prisões, de danos corporais à pena de morte. Considerando, no entanto, as circunstâncias históricas concretas, pode ser mais adequado naquele momento aplicar uma pena no lugar de outra.

    Isto é assim hoje, era assim na Idade Média, na época das perseguições romanos antes da Pax Constantiniana e vai ser assim no futuro quando e se tivermos robôs e carros flutuantes. Isto não muda.

    Qual pena é mais adequada em cada caso específico não é mais Doutrina (porque a Doutrina trata dos princípios gerais, e não dos casos específicos). Nos últimos anos, a Santa Sé tem se manifestado contra a aplicação da pena de morte em alguns casos específicos (p.ex., o de Saddam Hussein).

    Abraços,
    Jorge

  11. Jorge Ferraz Post author

    Álvaro,

    Não é “minha opinião”, é doutrina da Igreja.

    E o Papa não pode se manifestar contra “toda e qualquer” pena de morte, porque (como eu já disse, redisse, tresdisse, quadridisse e pentadisse) a doutrina católica não exclui o recurso à pena de morte, se esta for a única maneira de punir o agressor e defender a sociedade.

    Da próxima vez que for citar algum pronunciamento papal, cite daqui ó:

    http://www.vatican.va

    É aqui que está a doutrina da Igreja, e não num site chamado “tvi24” (???).

    A audiência citada está aqui.

    E vai uma diferença muito grande entre encorajar iniciativas políticas para eliminar a pena de morte n’alguns países de hoje e ser “contra TODA e qualquer pena de morte” (grifos da tua lavra).

    Abraços,
    Jorge

  12. Wilson Ramiro

    Caro Jorge.

    Me me perguntassem, ou se perguntassem ao Papa ou ainda se perguntassem a qualquer católico se deveríamos evitar que alguma alma fosse para o inferno, creio que todos seriam cabais: Temos que evitar que qualquer alma vá para o inferno!.

    Assim também todos cremos que a pena de morte não deva ser necessária.

    Agora é preciso ser muito protestante(calvinista) para dizer que nenhuma alma, mesmo demoníaca, deva ser julgada e receba a pena cabível, mesmo que esta pena seja a mais terrível imaginada. Se ao crime não corresponder a uma pena, Deus é o mais injusto de todos.

    Para um cristão a pena de morte aplicada pelos tribunais humanos é insignificante se comparada à pena da morte eterna.

  13. Álvaro Fernandes

    Senhor Wilson Ramiro

    “Agora é preciso ser muito protestante(calvinista) para dizer que nenhuma alma, mesmo demoníaca, deva ser julgada e receba a pena cabível, mesmo que esta pena seja a mais terrível imaginada. Se ao crime não corresponder a uma pena, Deus é o mais injusto de todos.”

    Não sou calvinista e nem disse isso que você disse…na minha concepção só DEUS pode tirar a vida de um homem…foi isso que eu disse…

    “Para um cristão a pena de morte aplicada pelos tribunais humanos é insignificante se comparada à pena da morte eterna. “…Concordo,mas na minha opinião isso não autoriza a pena de morte!!!!!É Questão de opinião! E eu gostaria que o Sr respeitasse,respeitar não significa concordar!

    “Temos que evitar que qualquer alma vá para o inferno!.”

    E eu disse que não temos que evitar! O que isso tem a ver?
    Ser contra a pena de morte é ser a favor da perdição das almas?

    Matar significa levar ao céu?

    A discussão nem era esta ..Sr Wilson!

  14. Gustavo

    Álvaro

    Depois de ouvir uma católica dizer que Jesus estimulava a pena de morte, eu desisti deste assunto. Não da para dialogar com quem acha que possui a verdade absoluta.
    Fico feliz que encontramos um assunto que concordamos.

  15. Álvaro Fernandes

    É Gustavo nisso eu também não consigo concordar!!!!!!!!!!!!! Respeito os contrários a minha opinião,porém irei me calar,apesar de ainda querer lebantar algumas objeções,mas o blog não é meu…e vejo que não chegarei a lugar algum!

    Respeito a Cristiane Pinto,Leniéverson Azeredo e o Jorge Ferraz! Respeitar não significa concordar em tudo!

    A Paz de Cristo para Todos!

    Abraços,

  16. Álvaro Fernandes

    É Gustavo!!!!!!!!! Eu não consigo imaginar Cristo sendo a favor da pena de morte!!!!!!!!!!!!!

    Respeito os contrários!!!!!!!!!!mas essa é a minha opinião!!!!!!!!!!!

  17. Cristiane

    “Não da para dialogar com quem acha que possui a verdade absoluta.”
    E quando foi que eu disse que possuía a verdade absoluta, Gustavo? Está me acusando de algo que eu não fiz. Eu nunca disse isso. Tudo o que eu disse foi que a verdade está em Cristo, pois Cristo é o Caminho, a Verdade e a Vida. A verdade não está com Alan Kardec, quer você queira aceitar ou não. A verdade não está com Alan Kardec, e sim com Cristo.

    E Cristo não era contra pena de morte coisa nenhuma. O que me diz de Mateus 18, versículo 6, onde Jesus diz: “”Mas, se alguém fizer cair em pecado um destes pequenos que crêem em mim, melhor fora que lhe atassem ao pescoço a mó de um moinho e o lançassem no fundo do mar.””

    Isso é ou não é defender a pena de morte? É óbvio que Cristo está defendendo a pena de morte nesta frase. Cristo diz que é melhor uma pessoa se jogar no mar do que fazer alguém cair em pecado. Pelo amor de Deus, quanto mais a gente explica, você e o Álvaro não querem entender. Nem vale a pena discutir sobre esse assunto, porque vocês querem sempre estar com a razão, depois sou eu que acho que estou com a verdade absoluta… Ou seja, você me acusa do que o senhor mesmo faz, não é, senhor Gustavo? É difícil argumentar com quem quer estar sempre com a razão. Todos os outros estão errados, até Cristo está errado em dizer que o inferno é eterno, só o senhor Gustavo que está certo…

  18. Cristiane

    E outra, Gustavo, nem adianta falar em quem está ou não com a verdade, porque certamente para você não existe verdade absoluta. Nem adianta me criticar porque nunca achei que estava com a verdade. Eu não me acho a dona da verdade, nunca pensei assim. Eu não sou dona da verdade, e sim serva dela, porque Cristo é a verdade. Ele sim é o Caminho, a Verdade e a Vida, e ninguém vem ao Pai senão por Ele. Nem adianta reclamar que quem disse isso foi Cristo, não fui eu. Se você não concorda, que vá reclamar com Cristo, não adianta reclamar comigo, nem reclamar de mim. Eu apenas repito o que Cristo ensinou.

    Talvez você seja daquelas pessoas que defendem que a verdade é relativa… Ou que a verdade está dentro de nós… Só que eu não penso assim e não acredito nisso.

    A doutrina da Igreja ensina que verdade não é relativa, é absoluta. A verdade é uma só e está fora e não dentro de nós. A verdade é o real, o concreto. Verdade não é uma questão de ponto de vista, meu caro. Porque a verdade é objetiva, e não subjetiva. E a verdade existe. Portanto, ou alguma coisa é verdade, ou não é e ponto final. O que é verdade nunca deixa de ser verdade, não importa o ponto de vista que a pessoa tenha. Verdade não é ponto de vista, não é opinião pessoal de alguém. Simples assim.

  19. Álvaro Fernades

    Prezada Senhorita Cristiane Pinto,

    “Você(Gustavo) e o Álvaro sempre querem está com a razão”.

    Não responderei isso,pois eu sempre debati educadamente com você respeitando suas opiniões e seu credo,porém este é um espaço de conversas e debates entre os leitores.Apesar de tudo eu irei me referir somente ao âmbito doutrinário!

    Aqui está o contexto da passagem:

    Naquela mesma hora chegaram os discípulos ao pé de Jesus, dizendo: Quem é o maior no reino dos céus?
    E Jesus, chamando um menino, o pôs no meio deles,
    E disse: Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos fizerdes como meninos, de modo algum entrareis no reino dos céus.
    Portanto, aquele que se tornar humilde como este menino, esse é o maior no reino dos céus.
    E qualquer que receber em meu nome um menino, tal como este, a mim me recebe.
    Mas, qualquer que escandalizar um destes pequeninos, que crêem em mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma mó de azenha, e se submergisse na profundeza do mar.
    Mateus 18:1-6(Bíblia ON LINE)

    Sinceramente! Essa foi a “passagem bíblica” mais absurda para a justificativa da pena de morte!