Aumenta a lista dos que podem ser mortos: Juiz autoriza aborto de criança doente e, desta vez, não é anencefalia

closeAtenção, este artigo foi publicado 4 anos 8 meses 26 dias atrás.

Um juiz de São Paulo acaba de autorizar (na última sexta-feira, 31 de setembro) o assassinato de uma criança no ventre de sua mãe. O motivo? Aborto eugênico, de novo. Mas a “surpresa” é que, desta vez, não se trata de um bebê anencéfalo: a criança cuja pena de morte foi lavrada pelo excelentíssimo senhor desembargador Ricardo Cardozo de Mello Tucanduva, da 6º Câmara de Direito Criminal, é portadora de Síndrome de Edwards.

Há quatro anos atrás, eu falei aqui no Deus lo Vult! sobre esta sídrome. Como no caso da anencefalia, trata-se de uma doença congênita fatal; mas, ao contrário da anencefalia, não falta nenhuma parte do corpo da criança para que os sofistas de plantão venham dizer que não é um ser humano. A Síndrome de Edwards é uma trissomia (neste caso, do cromossomo 18) que provoca, p.ex., “atraso no desenvolvimento, problemas cardíacos, respiratórios e renais, lesões cerebrais”.

A “justificativa” do aborto é a mesmíssima recém-inaugurada pelos devaneios do STF no julgamento da ADPF 54: alegada incompatibilidade com a vida extra-uterina. Alguém tinha ainda alguma dúvida? Uma vez que foram escancaradas as porteiras da eugenia pelo STF, alguém acreditou sinceramente que as vítimas dela iriam se limitar às crianças anencéfalas? Era claro que chegaríamos a este ponto. Não há meio-termo: ou a vida humana merece defesa intransigente, ou a identificação exata daqueles que podem ser mortos é uma questão de segunda importância, que depende somente de quem tiver mais força política em um dado momento.

Quando juntávamos dois com dois para explicar as óbvias conseqüências eugênicas da permissão do aborto de anencéfalos, acusavam-nos de falácia do declive escorregadio. Mas de que falácia estamos falando, quando o que liga uma coisa à outra é praticamente uma linha reta? Infelizmente, os fatos vieram – e vieram cedo! – provar que tínhamos razão. Já começa a crescer a lista dos seres humanos de segunda categoria cujas mães, se quiserem, podem descartá-los. É urgente matar a árvore venenosa pela raiz; porque, enquanto houver permissão para o assassinato, não será possível dizer quem estará seguro amanhã. Enquanto o aborto eugênico for legalizado, não vai dar pra saber até onde os seus tentáculos conseguem alcançar.

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17 thoughts on “Aumenta a lista dos que podem ser mortos: Juiz autoriza aborto de criança doente e, desta vez, não é anencefalia

  1. Adriano

    Jorge, não sei se é imprecisão da notícia linkada, mas o diagnóstico da síndrome de Edwards não pode ser feita com grau de certeza pelo ultrassom. Precisaria de um estudo genético de tecido de origem fetal ou dos anexos, provavelmente uma amniocentese. Se for como está na notícia, então é um escândalo maior ainda, pois sequer se teria o diagnóstico confirmado. Mas mesmo que viesse a se confirmar, é preciso dizer que portadores da síndrome podem viver até mais de um ano, a depender do grau de malformações associadas.

  2. Adriana

    Depois falam que a humanidade está “evoluindo”.
    Muito pelo contrário, está regredindo a barbáries praticadas em culturas antigas como a greco romana, por exemplo.
    Culto ao corpo, egocentrismo, promiscuidade oficializada e incentivada, busca pelo prazer desenfreado, crianças com problemas físicos ou mentais vistas como um peso, permissão legal para que as famílias abandonem ou sacrifiquem as crianças indesejadas.
    Em termos de moral, de tratamento amoroso, de dignidade e de legislação protetiva a estes quesitos a decadência é gritante.
    Vemos que apenas a tecnologia evoluiu, naquele período as crianças eram mortas após o parto, agora com as modernas técnicas os “problemas” são detectados no útero e ali mesmo já se ceifa a vida.
    Aborto eugênico implantado, qualquer mulher que quiser se livrar do filho (tenha ele problema ou não) terá o apoio do Estado. Próximo passo será a eutanásia.
    Continuemos orando e clamando ao Senhor da Vida e nos declarando contra a cultura da morte.

  3. Karina

    Quando é que esses seres “iluminados” vão perceber que NINGUÉM, absolutamente ninguém é compatível com a vida extra uterina??? Como diz o ditado, para morrer basta estar vivo. E, mais, como diz meu avô: quem não morre de novo, de velho não passa.

    E aí, vamos sair abortando a todos?

  4. Pingback: Aborto: indiferença diante da vida humana | Deus lo Vult!

  5. Fábio

    Engraçado! Postado desde o dia 03 e temos só 3 comentários ( 4 com o meu). Cadê os defensores, os que diziam isso e aquilo?

    Hoje, no Brasil, se faz tudo ao arrepio da sociedade. O judiciário hoje faz o que quer e, por óbvio, fundamentado conforme a Constituição.

  6. Ana Peripato

    Ninguém tem o direito de privar uma vida de nascer. Ninguém mesmo!

  7. Giuliano

    Os pais sabem melhor que vcs se suportariam criar uma criança assim. ;)

  8. Jorge Ferraz

    Totalmente irrelevante. Ninguém pode matar as crianças que “acha” não ter condições de criar. Agências de adoção existem para isso.

  9. Pingback: Quando dão mais valor a um cachorro que à vida de uma criança… « Ecclesia Una

  10. Álvaro

    Pessoas que não possuam uma mente vazia,niilista,egocêntrica e utilitarista adotariam uma criança com deficiência.A ideia de que somente os úteis e saudáveis devem viver é tão pusilânime,mesquinha,materialista e de um egocentrismo tão grosseiro que eu peço muito ao nosso Senhor Jesus Cristo para que tu não fiques doente a ponto de ser “descartável” ou que nunca nenhum familiar teu possa nascer com alguma deficiência na China onde o governo adota esta ideologia.

  11. Giuliano

    Um pouco de choque de realidade não faz mal p/ ninguem, se as crianças negras saudáveis já sofrem pra serem adotadas, o que dizer das deficientes mentais?
    Vc adotaria? Falar é tão bonito, fazer é tão difícil, hahaha.

  12. Álvaro

    Eu não só adotaria como pretendo futuramente adotar e também montar uma ONG.Tenho este sonho de cuidar de crianças e de pessoas com câncer,pois já senti na pele o sofrimento desta doença na minha família.Não sei se vou conseguir,mas a vontade eu tenho.Talvez tu digas que isto é hipocrisia ou apenas retórica,mas não importa…O que sei é que não consigo desejar a morte dessas crianças…Mesmo as mais “inúteis” e doentes.”Um pouco de choque de” misericórdia e compaixão te faria muito bem.Que o Nosso Senhor algum dia possa mudar esta tua mentalidade..

  13. elisangela

    Fui mae de uma criança com a sindrome fe Edward ela era linda..se tivesse descobrido durante a gravidez jamais teria abortado…sofro muito com sua ausencia..

  14. Pingback: Deus lo Vult!: Restrospectiva 2012 | Deus lo Vult!