Eleições americanas

closeAtenção, este artigo foi publicado 8 anos 9 meses 18 dias atrás.

[É] importante que os cristãos sejam ajudados a demonstrar que a defesa das normas morais universais e imutáveis é um serviço prestado não só aos indivíduos, mas também à sociedade no seu conjunto:  tais normas “constituem, de facto, o fundamento inabalável e a sólida garantia de uma justa e pacífica convivência humana e, portanto, de uma verdadeira democracia” (Veritatis splendor, 96). Com efeito, a própria democracia é um meio e não um fim, e “o valor da democracia vive ou morre nos valores que ela encarna e promove” (Evangelium vitae, 70). Estes valores não  se  podem  basear  numa  opinião mutável,  mas  só  no  reconhecimento de uma lei moral objectiva, que permanece  sempre  o  necessário  ponto  de referência. [João Paulo II, “MENSAGEM AOS PARTICIPANTES DA VI SESSÃO PLENÁRIA DA PONTIFÍCIA ACADEMIA DAS CIÊNCIAS SOCIAIS”]

Hoje é o dia em que os Estados Unidos da América vão eleger o seu novo presidente. Se dependesse da mída brasileira, Obama já estaria eleito. Se dependesse do voto do mundo, 89% dos votos seriam favoráveis ao candidato democrata. Mas os americanos são muito diferentes…

Não vi como estavam as últimas pesquisas. Esperemos um bom resultado, até o último momento. O patriotismo é um elemento profundamente arraigado na cultura americana. Tem americano votando no Brasil, tem americano mandando voto pelo correio antes de morrer, tudo isto num país onde – ao contrário do Brasil – o voto não é obrigatório.

Há diferenças entre os países também quanto aos católicos. Lá, um padre escreveu que “[votar] em um candidato que defende a matança de inocentes bebês não nascidos mostra aprovação ou inaceitável tolerância deste hediondo crime contra a humanidade, e católicos jamais devem fazê-lo em boa consciência”. E também houve dois bispos americanos que tiveram a coragem de dizer que “[v]otar em um candidato que apóia o mal intrínseco do aborto ou os direitos do aborto quando há uma alternativa moral aceitável seria cooperar com o mal e, por conseguinte, é moralmente inadmissível”. Uma clara referência ao candidato democrata, e uma perfeita sintonia com o ensinamento de João Paulo II posto em epígrafe. A própria existência de demonstrações de tal valor já nos enchem de alegria e de esperança, mesmo antes de sabermos o resultado das urnas.

Que a Virgem Maria, Auxilium Christianorum, ilumine o povo americano no dia de hoje.

Gostou? Compartilhe!Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on Google+Email this to someonePrint this page

0 thoughts on “Eleições americanas

  1. Pingback: Barack Obama « O Possível e O Extraordinário