Anglicanorum Coetibus em ação

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[Fonte: Salvem a Liturgia! Cliquem no link para verem algumas considerações do Apostolado sobre o assunto, bem como fotos da Santa Missa em uma paróquia americana de rito anglicano.]

Declaração na implementação da Constituição Apostólica Anglicanorum Coetibus

O estabelecimento de um Ordinariato Pessoal na Inglaterra e em Gales

Muito foi alcançado durante muitos anos como resultado de diálogo e frutíferas relações ecumênicas foram desenvolvidas entre a Igreja Católica e a Comunhão Anglicana. Obediente à oração do Senhor Jesus Cristo a Seu Pai Celestial, a unidade da Igreja permanece um constante desejo na visão e na vida de Anglicanos e Católicos. A oração pela Unidade dos Cristãos é a oração pelo dom da comunhão completa de uns com os outros. Nós nunca cansamos de rezar e trabalhar por essa meta.

Durante sua visita ao Reino Unido em setembro, Sua Santidade, o Papa Bento XVI fez questão de salientar que a Constituição Apostólica Anglicanorum Coetibus: “… deve ser vista como um gesto profético que pode contribuir positivamente no desenvolvimento das relações entre Anglicanos e Católicos. Ela nos ajuda a focar nossa visão na meta última toda atividade ecumênica: a restauração da comunhão eclesial completa no contexto dos quais trocas de presentes de nossos patrimônios espirituais respectivos serve como um enriquecimento para nós todos.

É passado um ano desde que a Constituição Apostólica foi publicada. A iniciativa do Papa provém o estabelecimento de Ordinariatos Pessoais como um dos caminhos pelos quais membros da tradição Anglicana podem buscar entrar em comunhão plena com a Igreja Católica. Como o Santo Padre declarou daquela vez, ele estava respondendo a pedidos feitos “repetidamente e insistentemente” a ele por grupos de Anglicanos desejando “serem recebidos em comunhão plena individualmente e também em grupo”. Desde então, tornou-se claro que um número de clérigos anglicanos e os seus fiéis, de fato, a intenção de interpor o seu desejo de plena comunhão eclesial com a Igreja Católica para a realização dentro de uma estrutura de Ordinariato.

Em colaboração com a Congregação para a Doutrina da Fé, em Roma, os Bispos da Inglaterra e de Gales prepararam o estabelecimento de um Ordinariato no começo de janeiro de 2011. Embora possa haver dificuldades de ordem prática nos próximos meses, os Bispos estão trabalhando para responder a estas em um nível nacional e local.

Cinco Bispos Anglicanos que autalmente pretendem entrar no Ordinariato já anunciaram sua decisão de se juntar ao ministério pastoral na Igreja da Inglaterra efetivamente em 31 de dezembro de 2010. Eles entrarão em comunhão plena com a Igreja Católica no começo de janeiro de 2011. Durante o mesmo mês, é esperado que o Decreto estabelecendo o Ordinariato seja emitido e que o nome do Ordinário seja anunciado. Logo depois, os ex-bispos anglicanos não-aposentados, cujas petições para serem ordenados forem aceitas pela CDF, serão ordenados ao diaconato e ao sacerdócio católico para o serviço no Ordinariato.

É esperado que os Bispos Anglicanos aposentados cujas petições para ordenação forem aceitas pela CDF sejam ordenados ao Diaconato Católico e ao Sacerdócio antes da Quaresma. Isso irá incentivá-los, juntamente com o Ordinariato e outros ex-Bispos Anglicanos a assistir com a preparação e recepção de antigos clérigos Anglicanos e seus fiéis em comunhão plena com a Igreja Católica durante a Semana Santa.

Antes do início da Quaresma, esses clérigos Anglicanos,que com grupos de fiéis que decidirem entrar no Ordinariato passarão por um período de formação intensa para sua ordenação como Sacerdotes Católicos

Após o início da Quaresma, os grupos de fiéis, juntamente com seus pastores, serão inscritos como candidatos ao Ordinariato. Então, e uma data a ser acordada entre o Ordinário e o Bispo Diocesano local, eles serão recebidos na Igreja Católica e confirmados (com o Sacramento da Crisma). Isso irá provavelmente ocorrer durante a Semana Santa, na Missa da Quinta-Feira Santa ou durante a Vigília Pascal. O período de formação para os fiéis e seus pastores continuará no Pentecostes. Até então, essas comunidades serão cuidadas sacramentalmente por clérigos locais, como designado pelo Bispo Diocesando e pelo Ordinário.

Durante o Pentecostes, esses antigos padres Anglicanos, cujas petições para ordenação foram aceitas pela CDF serão ordenados ao Sacerdócio Católico. A Ordenação ao Diaconato irá preceder esta em algum momento do Tempo Pascal. Formação em Teologia Católica e Prática Pastoral continuará por um tempo apropriado após a ordenação.

Em uma resposta generosa e oferecendo calorosas boas vindas àqueles buscando plena comunhão eclesial com a Igreja Católica através do Ordinariato, os Bispos sabem que os clérigos e fiéis que estão nesta jornada trarão seus próprios tesouros espirituais, os quais irão enriquecer a vida espiritual da Igreja Católica na Inglaterra e em Gales. Os Bispos farão tudo o que puderem para assegurar que haverá uma colaboração efetiva e próxima com o Ordinariato em nível diocesano e paroquial.

Finalmente, com as bênçãos e encorajamento recebidos pela visita recente do Papa Bento XVI, os Bispos Católicos da Inglaterra e de Gales resolveram continuar seu diálogo com outras Igrejas Cristãs e Comunidades Eclesiais na jornada em direção à comunhão na fé e na plenitude da unidade pela qual Cristo rezou.

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8 thoughts on “Anglicanorum Coetibus em ação

  1. Geraldo Dalla Nora

    Como se DEUS precisasse destes acordos politicos entre igrejas reacionarias e idolatras, o que eles querem é manter o povo dominado e dócil aos intereses das elites dominantes.

  2. Evaldo Tartas

    É bom que cristãos separados retornem à casa do Pai, mas temo que ao encontrarem tanta gente digladiando entre si no seio da Igreja Católica acabam se decepcionando. Infelizmente as divisões continuam a florescer dentro da nossa Igreja e com blogs como o seu essa é uma tendência que só tende a crescer. Muitos blogs que se dizem defensores das verdades estão na verdade fazendo o trabalho do Capeta semeando divisão, ódio, rancor dentro da nossa Igreja Católica.

  3. Rafael

    Evaldo, por que quando há divisão o culpado por ela deve ser obrigatoriamente o outro lado? Não falo pelo blog – não tenho autoridade para isso -, mas eu estou com o Papa e com os documentos da Igreja, e não com o que penso ser a Igreja, como fazem alguns. Mas se aparece alguém fazendo absolutamente o contrário do que quer a Igreja e o Magistério eu não posso falar nada para não causar divisão. Como se o culpado fosse eu que essa gente não está nem aí para o que Roma locuta, precisam de alguém para cutucar e esfregar na cara delas a verdade – e nem assim se convencem.

  4. Domingos

    Deus não precisa de igrejas,mesmo!

    Deus precisa da única Igreja por ele fundada para ser o instrumento de salvação universal.

    Deus quis precisar da Igreja Una Santa Católica Apóstólica Romana,fora da qual não há salvação.

  5. Valdir A. C.

    Acompanho desde as primeiras notícias dos grupos anglicanos que pediram plena comunhão com Roma e digo que a coisa é mesmo muito séria! Aprendí a admirar a “catolicidade” desses anglicanos tradicionalistas e seu caminho, que se estendeu durante a luta contra o progressismo na Comunhão Anglicana (que de comunhão não tem nada), até a decisão difícil de fazer o caminho de volta para a casa! Massivamente eles são mais católicos que a maioria dos católicos romanos (que são em número absurdamente maior… mas qualidade é outra coisa) e apreciam uma liturgia elaborada que se assemelha em muito ao Rito Extraordinário da Igreja… aliás esse rito foi desenvolvido tendo por base o Rito Sarum (de Salisbury – católico romano)que se díz seria a Missa Tridentina em inglês!
    Há muitos inimigos, fora da Igreja e dentro da Igreja e na Igreja Anglicana!
    Se for boa árvore dará bons frutos!
    Em Jesus e Maria!

  6. Eleutério Gasspodin

    Sr. Domingos, se fora da igreja católica não há salvação, como o Sr. me explica a situação de milhões de seres humanos que vivem e viveram sem conhecer a igreja que se diz a unica representante de Deus no mundo, o que aconteceu por exemplo para que morreu sem nunca ter ouvido falar em catolicismo? Foi para o inferno? Ainda hoje no Brasil existem Indios dispersos na selva que estão isolados do convivio do resto do páis, o que me dizes disto? Por estes tipos de afirmações é que a igreja católica vem perdendo cada vez mais pessoas inteligentes e éticas ficando entregue ao fanatismo de grupos e alas que lembram a idade média, onde o obscuramtismo imperava. A igreja parece querer voltar aqueles tempos. Valha-me DEUS!!!

  7. Alex

    «FORA DA IGREJA NÃO HÁ SALVAÇÃO»

    846. Como deve entender-se esta afirmação, tantas vezes repetida pelos Padres da Igreja? Formulada de modo positivo, significa que toda a salvação vem de Cristo-Cabeça pela Igreja que é o seu Corpo:

    O santo Concílio «ensina, apoiado na Sagrada Escritura e na Tradição, que esta Igreja, peregrina na terra, é necessária à salvação. De facto, só Cristo é mediador e caminho de salvação. Ora, Ele torna-Se-nos presente no seu Corpo, que é a Igreja. Ao afirmar-nos expressamente a necessidade da fé e do Baptismo, Cristo confirma-nos, ao mesmo tempo, a necessidade da própria Igreja, na qual os homens entram pela porta do Baptismo. É por isso que não se podem salvar aqueles que, não ignorando que Deus, por Jesus Cristo, fundou a Igreja Católica como necessária, se recusam a entrar nela ou a nela perseverar» (341).

    847. Esta afirmação não visa aqueles que, sem culpa da sua parte, ignoram Cristo e a sua igreja:

    «Com efeito, também podem conseguir a salvação eterna aqueles que, ignorando sem culpa o Evangelho de Cristo e a sua Igreja, no entanto procuram Deus com um coração sincero e se esforçam, sob o influxo da graça, por cumprir a sua vontade conhecida através do que a consciência lhes dita» (342).

    848. «Muito embora Deus possa, por caminhos só d’Ele conhecidos, trazer à fé, «sem a qual é impossível agradar a Deus» (343), homens que, sem culpa sua, ignoram o Evangelho, a Igreja tem o dever e, ao mesmo tempo, o direito sagrado, de evangelizar» (344) todos os homens.

    http://www.vatican.va/archive/cathechism_po/index_new/p1s2cap3_683-1065_po.html