Desde quando a perfeição não é para todos?

Divulgou-se ontem que o Papa Francisco enfim responderia formalmente às questões dos cardeais sobre a Amoris Laetitia, e que o faria através de um livreto escrito pelo cardeal Francesco Coccopalmerio — prefeito do Pontifício Conselho para a interpretação dos textos canônicos. O Rorate Caeli, onde vi a nota ontem, atualizou hoje a postagem informando que o cardeal não compareceu à apresentação da obra; e mais importante, durante o evento foi informado que o livro não é uma resposta [formal] às dubia, mas compõe-se tão-somente de reflexões pastorais privadas da lavra do cardeal. Ainda bem,…

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Conferência Filipina libera comunhão para adúlteros — obedecendo ao Papa?

Cleaner, cleaner… você continua o mesmo, hein? Essa sua igreja conciliar não consegue mudar essa sua índole de jeito nenhum, hein? Observando, através dos comentários, que a sua audiência anda bem fraquinha, minguando, tentarei lhe ajudar um pouquinho com isto. Ehh… vejo que continua, como dantes, se esquivando dos temas mais importantes da Cristandade, porque escandalosos demais para abordá-los sem comprometer as suas frágeis convicções, né? Sem rodeios, indo direto ao ponto, a questão é: o antipapa continua aprontando das suas, hein, cleaner? Diz aí? Eu lhe avisei que escândalos…

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O luto da Sexta-Feira Santa

O preto de hoje talvez seja uma das maiores mudanças da Liturgia pascal antiga em relação à do Novus Ordo. A Celebração da Paixão do Senhor, desde que me entendo por gente, assisto-a com o sacerdote vestido de vermelho: cor do sangue, cor do martírio. Hoje, na Forma Extraordinária do Rito Romano, vi a Paixão ser celebrada com o sacerdote ostentando paramentos pretos — negros como a morte, escuros como a Noite que se fez durante a Crucificação hoje rememorada. Paramentos negros! A bem da verdade, a estola somente sobre…

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Riquezas do Catolicismo: consciência das próprias misérias

Acho que é de Chesterton a frase segundo a qual tornar-se católico é o único meio que o ser humano tem de escapar à condição de ser escravo do seu tempo. Ao converter-se à Igreja Católica todo fiel coloca-se, imediatamente, sobre os ombros de vinte séculos de humanidade, e adquire uma visão de mundo de um tal alcance que não seria capaz de obter de outra maneira. Isso tem incontáveis implicações. Uma delas — fundamental, aliás, para qualquer processo de conversão sério — é notar que não existe nenhum pecado que…

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Tudo o que é possível é perdoá-lo

O aborto, enquanto assassinato direto de um ser humano inocente, é um pecado grave, gravíssimo — daqueles que “clamam ao Céu vingança”, ao lado de praticar atos de homossexualismo, oprimir os pobres e negar o salário ao trabalhador. Por conta dessa sua (tão grande!) gravidade intrínseca e porque, muitas vezes, o horrendo crime do aborto é negligenciado e encarado como se fosse algo de somenos importância, a Igreja impõe, a quem o pratica e aos que colaboram materialmente com ele, uma pena de excomunhão. É o que diz o Código de Direito Canônico vigente:…

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Temos ainda os ramos na mão

Ontem foi Domingo de Ramos e muita gente não sabe o que a data significa. Eu já vi quem perguntasse, ao que tudo indica a sério, quem era esse “Ramos” que a Igreja estava comemorando… A resposta é muito simples: trata-se de “ramos”, substantivo comum plural, e não “Ramos”, nome próprio singular. São ramos de plantas. A celebração de ontem relembra uma passagem específica dos Evangelhos: aquela em que Nosso Senhor, pouco antes da Crucificação, entra em Jerusalém montado num burrico e é aclamado pelo povo, que O saúda agitando…

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Ainda os pecados e a comunhão sacramental

Na minha postagem anterior, demonstrei como era descabido ignorar a diferença entre a união com Deus alcançada pela alma em oração daquela proporcionada como efeito objetivo dos Sacramentos, em particular da comunhão eucarística. A oportunidade é propícia para um esclarecimento. Alguém poderia observar que a graça dos Sacramentos é de fato objetiva, mas os seus efeitos em quem os recebe depende em grande medida das disposições interiores e subjetivas com as quais ele é recebido. Em linguagem teológica, importa não se esquecer de que os Sacramentos operam ex opere operato,…

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Papa Francisco: «Extra Ecclesiam Nulla Salus»

Foi na Radio Vaticana (via Fratres in Unum) que eu vi o Papa Francisco comparar a Igreja com uma viúva. A primeira impressão é a de perplexidade. A Igreja de Cristo, que é Mãe e Esposa, Ela, com quem o Seu Divino Esposo prometeu estar todos os dias, até a consumação dos séculos…! Como assim, «viúva»? Sim, sem dúvidas Ela e Mãe e Esposa; mas – diz o Papa – «também a Igreja, num certo sentido, é viúva». E a originalidade da exegese que eu nunca ouvira antes me cativou.…

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No alto da Cruz ou aos pés d’Ela

É interessante que ao 14 de setembro siga-se o 15 de setembro; ou, dito de outro modo, para parecer menos simplório, é interessante que logo após a festa de Exaltação da Santa Cruz (dia 14) a Igreja celebre a festa de Nossa Senhora das Dores (dia 15). Certo, o dia 14 é para celebrarmos o «o glorioso fato da reconquista da Santa Cruz das mãos dos Persas»; não obstante, é-nos impossível não pensar também na Crucificação em si, naquelas palavras de Cristo: «quando eu for levantado da terra, atrairei todos…

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Salve, ó Rainha assunta aos Céus!

Se temos dificuldades em perceber os efeitos maléficos do pecado na nossa vida, que o dia de hoje sirva ao menos para deles fornecer-nos um vislumbre. Hoje é o fim terrestre d’Aquela com quem jamais teve parte o pecado; o Seu último ato neste mundo, antes de ser elevada à glória de Deus, foi precisamente a Sua maravilhosa Assunção. Corpo e Alma elevados a Deus! Se é verdade que temos naturalmente que morrer, não é verdade que a corrupção do túmulo nos estava originalmente assinalada. Sim, a nossa peregrinação terrestre…

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