“Deus não manda o Papa que merecemos, mas aquele de que precisamos” – Luís Guilherme Pereira

closeAtenção, este artigo foi publicado 4 anos 5 meses 8 dias atrás.

[Trecho de um excelente artigo publicado na Vila Nova sobre o Papa Francisco, à cuja íntegra remeto os que se interessarem pela leitura. Independente de quem calce as sandálias do Pescador, o Papa é o Doce Cristo na Terra e, como tal, merece a nossa submissão filial. Aprouve à Divina Providência conceder-nos a honra de vivermos em tempos interessantíssimos! Vivamo-los bem, trabalhando com temor e com tremor pela maior glória de Deus. Sempre cum Petro et sub Petro.]

Diz-se que Deus não manda o Papa que merecemos, mas aquele de que precisamos. Numa era de extremo egoísmo, autossuficiência, hedonismo e orgulho, Francisco parece ser o homem certo.

Sua eleição tritura a presunção da mídia. A mídia falou que seria um Papa jovem. Francisco tem 76 anos. A mídia falou que seria brasileiro. É argentino. Seria um conclave longo. Foi brevíssimo. A mídia chutou 7 papabili como principais. Errou todos. Alguém ainda confia nos ditos “vaticanólogos”?

Também exercita a humildade dos católicos ao ser, como disse no começo, o favorito de ninguém. Os tradicionalistas queriam Burke ou Ranjith, os “ratzingerianos” Scola ou Ouellet, os progressistas Maradiaga; quase todos eram o queridinho de um grupo: Erdö (o meu, inclusive), Tagle, Scherer, Dolan, O’Malley, etc. Menos, até onde sei, Bergoglio. Todos tinham um “projeto” para o Papa, e nenhum foi satisfeito.

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9 thoughts on ““Deus não manda o Papa que merecemos, mas aquele de que precisamos” – Luís Guilherme Pereira

  1. JB

    Ao contrário do insinuado do artigo referido, não há missa tridentina na Diocese de Buenos Aires por oposição explícita do Papa Francisco.

    Fiz um comentário neste sentido, mas aparentemente foi censurado pelo dono daquele blog.

  2. Renato

    Jorge, a famigerada implementação pioneira do “Motu Proprio” por parte do Card. Bergoglio foi para inglês ver.
    “no faltaron algunos que deslizaron cierta molestia porque la celebración no fue, a su juicio, totalmente por el modo antiguo y se mezcló con elementos actuales.”

    Ah, sim, a razão (ou uma das razões) de não haver celebração no rito antigo em Buenos Aires é La Reja. Está explicado…

  3. Ricardo

    Jorge, o que a Igreja diz sobre um católico participar de celebrações com judeus, como a Hanukah?

  4. Emanuelle Carvalho Moura

    Mas as pessoas não devem esquecer que, ao contrário do Brasil, há muitos grupos *nazistas* ligados ao movimento da Missa extraordinária na Argentina (e digo extraordinária porque tridentina todas são). O problema não é a Missa em si, mas a confusão que pode causar. Não acho também que é uma briga que valha à pena comprar para saciar o ego de quem gosta mais de um rito que d’outro, apesar de eu mesma preferir o extraordinário. Mas prudência é tudo e a Igreja já tem muitos problemas a serem resolvidos.

  5. JB

    “And every priest who tried to truly implement Summorum in his parish – that is, out of their own initiative, without “authorization” from the Bishop – was ordered to stop. It is what happened to a poor priest who tried to do it in the chapel of the Most Sacred Heart of Jesus, in October 2007, and was personally ordered by the Archbishop to stop in November 2007.”

    http://rorate-caeli.blogspot.com/2013/03/how-summorum-pontificum-was-blocked-and.html

    A culpa, claro, é dos outros…